Dias

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Estamos vivendo dias piores do que Sodoma e Gomorra⁠, onde a liberdade dos homens é corromper todos os valores da família, misturando-os juntos aos deuses da sua prostituição, da profanação e da corrupção geral.

Faça as pazes com o tempo: envelhecer com sabedoria é viver dias sábios, enquanto a maioria se preocupa com o futuro da desconstrução corporal.

Comece o Ano Novo, vivendo todos os dias como nova criatura em Cristo Jesus.

Viva intensamente todos os dias como nova criatura em Cristo Jesus.

Reclamar de tudo é repetir o disco todos os dias, onde a mensagem é negativamente inflamável na memória, ampliando e confirmando sintomas prejudiciais à saúde.

Batalhar dignamente todos os dias, mantendo a humildade mesmo diante da humilhação, revela uma grandeza espiritual que nenhuma zombaria consegue apagar.

Vemos todos os dias noticiários desagradáveis,
porque o homem procura imitar a vida daqueles
que não querem agradar a Deus.

Viva feliz horas, dias, meses e anos com Deus, para não passar toda a eternidade, sofrendo e sendo infeliz.

O Brasil vai viver ainda dias de muita glória, porque
os evangélicos vão predominar na mídia por apresentarem
a verdade.

Arrume a casa todos os dias, mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

Há uma força que exerço todos os dias, e poucas pessoas a enxergam.

É a força de me colocar constantemente no lugar dos outros. De tentar compreender antes de ser compreendida. De acolher antes de pedir acolhimento. De medir cada palavra, revisar cada atitude, reconstruir a mim mesma inúmeras vezes para não ferir, não decepcionar, não sobrecarregar quem está à minha volta.

Passei boa parte da vida acreditando que esse era o amor.

Então fui me desfazendo aos poucos.

Respeitei os limites de todos, menos os meus. Carreguei responsabilidades que nunca me pertenceram. Silenciei dores para preservar a paz alheia. Tomei para mim culpas que não eram minhas. Vivi em permanente autoavaliação, tentando corrigir defeitos, controlar reações, encontrar maneiras de ser mais fácil para o mundo.

Enquanto isso, o meu próprio mundo desmoronava em silêncio.

Talvez seja por isso que a ansiedade e a depressão não sejam, para mim, apenas nomes. Elas também carregam o peso de uma vida inteira tentando sustentar aquilo que nunca esteve sob o meu controle.

Hoje percebo o quanto é perigoso viver assim.

Existe uma diferença enorme entre amar e abandonar a si mesmo.

Entre servir e anular-se.

Entre cuidar e esquecer que também se precisa de cuidado.

E talvez seja justamente aí que muitos de nós nos percamos.

Passamos tanto tempo tentando corresponder às expectativas, apagar incêndios, carregar dores que não são nossas e manter a vida de todos em ordem, que nos esquecemos de voltar para casa: para dentro de nós.

Precisamos nos lembrar, constantemente, de que cada pessoa é responsável pelas próprias escolhas, pelos próprios caminhos e pela própria alma.

Podemos aconselhar, amar, acolher, estender a mão. Mas não podemos viver a vida de ninguém, nem assumir responsabilidades que Deus nunca nos entregou.

Porque haverá um dia em que estaremos diante d'Ele.

E, naquele dia, não será possível dizer:

"Senhor, eu escolhi esse caminho porque me senti obrigada."

"Eu não tive tempo de cuidar da minha alma porque estava ocupado demais cuidando da vida de todos."

"Eu vivi tentando agradar, obedecer às expectativas e corresponder ao que esperavam de mim."

Cada um responderá pela própria vida.

Que essa verdade não seja um peso, mas um despertar.

Que ela nos lembre de que não fomos chamados a viver sufocados pelas expectativas do mundo, nem aprisionados pelas necessidades das pessoas, a ponto de abandonarmos a única alma que Deus confiou aos nossos cuidados.

No fim, talvez a pergunta mais importante não seja quantas vidas tentamos salvar.

Mas o que fizemos com a nossa, enquanto tentávamos carregar o mundo inteiro sobre os ombros.

A Coragem de Amar

Amar, nos dias de hoje, exige coragem.
Porque amar é abrir a porta sabendo que alguém poderá conhecer nossos cômodos mais escondidos. É entregar o coração sem contrato, sem garantia, sem saber exatamente o que o amanhã fará de nós.
E eu tive essa coragem.
Amei profundamente. Entreguei corpo e alma.
Criei raízes nesse amor até já não saber onde terminavam as minhas e começavam as nossas.
São trinta e tantos anos dividindo a vida.
Houve dias de sol e dias difíceis. Houve risos, silêncios, abraços e certamente momentos em que permanecer exigiu mais força do que partir. Mas talvez esteja justamente aí uma das verdades do amor: ele não é feito somente daquilo que é bonito. É feito também da temperança que aprendemos quando duas vidas atravessam juntas as imperfeições do tempo.
Amar alguém por tantos anos não significa viver uma história perfeita.
Significa olhar para tudo o que passou e perceber: ainda estamos aqui.
Por isso digo sem vergonha e sem medo:
eu sou corajoso.
Porque me entreguei.
Porque criei raízes.
Porque permiti que alguém conhecesse profundamente quem eu sou.
E, depois de tantos anos, continuo acreditando que amar vale o risco.
Talvez essa seja uma das maiores coragens que um ser humano pode ter:
saber que o amor nos deixa vulneráveis e, mesmo assim, escolher amar.

Jejum pode até aumentar os dias na Terra,
mas a caridade é que pode dar vida eterna.
Por isso se você jejua,
pratique também a caridade,
mas sem publicidade!

Tua ausência tornou-se o compasso vazio dos meus dias. Há uma melancolia profunda em redescobrir o mundo sem o brilho do teu olhar para iluminar os pequenos detalhes que só nós sabíamos decifrar. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas, para mim, ele tem sido apenas um relógio parado — um eterno inverno que se instalou desde que nossos caminhos se desencontraram.
​Sinto uma saudade latente da simplicidade de sermos, apenas, um só coração. Daquela época em que a nossa maior promessa era o próximo encontro e o meu tesouro mais sagrado era o som da tua risada, que ecoava como música em minha alma. Perdi-me em labirintos de palavras não ditas e em gestos que o orgulho ou o medo adiaram. Hoje, com a clareza que só a saudade traz, percebo que, no afã de viver a vida, esqueci que o meu mundo só possui sentido pleno quando está ancorado no teu porto seguro.
​Não te peço que apagues as cicatrizes ou esqueças as dores, pois elas também narram a nossa história. Peço apenas que permitas que a ternura prevaleça. Lembra-te do toque que desarmava qualquer tempestade e daquela conexão que parecia ter sido escrita nas estrelas, muito antes de os nossos corações aprenderem a bater.
​Se ainda restar, nas profundezas da tua alma, um pequeno refúgio guardado para o que fomos, deixa-me provar que podemos ser ainda mais. Não desejo voltar para o mesmo lugar de antes, mas sim construir um novo destino, como alguém que finalmente compreendeu o valor inestimável do que possuía e que hoje está pronto para lapidar esse sentimento como o mais raro e precioso dos cristais.
​O meu coração, teimoso e eternamente fiel, ainda pulsa no ritmo do teu nome. Estarei aqui, no nosso cais particular, observando o horizonte e esperando para ver se o vento, em um sopro de misericórdia, decide trazer-te finalmente de volta para casa.

Meu coração está cheio, mas minha mente está exausta. Os últimos dias não têm sido fáceis e, confesso, meu psicológico chegou ao limite. Às vezes me vejo perdido, tentando entender onde errei ou por que as coisas parecem tão pesadas agora, quando tudo o que eu mais queria era estar bem para te fazer a mulher mais feliz do mundo.
​Quero te pedir desculpas. Perdão se o meu cansaço transpareceu como falta de atenção, se o meu silêncio pareceu distância ou se eu não consegui ser o homem sorridente que você merece encontrar todos os dias. Por mais que eu me esforce, há dias em que a alma parece não acompanhar o passo, e dói muito não conseguir te entregar a minha melhor versão neste momento.
​Minha gratidão por você é infinita. Obrigado por ser a minha paciência quando eu perco a minha, e por ser o meu porto seguro enquanto tento me reencontrar. Você é a prova de que, mesmo nos dias mais sombrios, ainda existe luz. Ter você ao meu lado não é apenas um presente, é o que me mantém de pé.
​Eu te amo além das palavras e, mesmo exausto, meu lugar preferido no universo continua sendo o abrigo do seu abraço. Obrigado por não soltar a minha mão quando o caminho ficou difícil. Você é, e sempre será, o meu único ponto de paz.

Há muito tempo, quando a juventude ainda coloria meus dias, entreguei meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade que as palavras mal conseguem descrever, mas o destino, em sua face mais cruel, traçou caminhos opostos para nós.
Naquele dia da nossa partida, senti como se uma parte vital de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; ele levou embora um pedaço do meu peito, que nunca mais voltou para o lugar.
Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece ter estagnado naquela última despedida. Dizem que o tempo cura tudo, mas, para mim, ele apenas refinou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo a dona dos meus pensamentos e a protagonista de todos os sonhos que ainda insisto em sonhar.
Posso ter envelhecido, mas o homem apaixonado que eu era continua vivo aqui dentro, guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência foram capazes de apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.

Você virou uma lembrança que eu visito todos os dias, mesmo sem querer.

Se o destino aceitasse trocas, eu daria cada um dos meus dias só para ter você de volta em um deles.

você não é apenas um passado que eu lembro, é o presente que eu escolho viver todos os dias e o único futuro que eu consigo imaginar.