Dias

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Pensar que ainda nada penso é o que mais penso todos os dias, quando escrevo sobre o que penso.

A responsabilidade não é algo que se herda, é algo que se pratica todos os dias. O passado nunca servirá de desculpa para estarmos parados hoje.

Os dias passam, o sol nasce, a chuva cai, a noite vem, tudo é uma repetição eterna, até isso que eu escrevo é uma cópia, um plágio. Tudo se fecha em si mesmo, o inesperado já estava previsto e o que se foi ainda voltará.

“Sentimento”

Sentimento é o que nos torna humanos,
é a cor que pinta os dias cinzentos,
é o que pulsa além dos nossos planos,
vivendo em nós, profundo, nos momentos.
Sentimento não se explica, se sente,
é alegria que explode sem avisar,
é tristeza que chega de repente,
é saudade que insiste em ficar.
É o amor que aquece quando faz frio,
é a raiva que queima como brasa,
é medo que percorre como um rio,
é esperança que nunca passa.
Sentimento nos move e nos transforma,
nos faz chorar, sorrir, até gritar,
é a essência que nos conforma,
o que nos faz viver e não apenas estar.
Tem sentimento em tudo que fazemos,
no abraço apertado, no olhar sincero,
nas palavras que calamos e nas que dizemos,
no que é falso e no que é verdadeiro.
É sentimento que nos liga uns aos outros,
que constrói pontes onde havia muro,
que nos faz irmãos, nunca solitários ou sós,
que torna o presente menos duro, o futuro menos escuro.
Sentir é estar vivo de verdade,
é aceitar que somos imperfeitos,
é viver com toda intensidade,
sentimentos puros, sentimentos retos.
O sentimento é mesmo o que dá sentido a tudo na vida!

O respeito deve existir todos os dias. Quando é raro, um único dia já cria a ilusão de valor moral.

A fotografia é um prato delicioso, servido nos dias em que a alma passa fome.

Todos temos os nossos dias ruins e dias bons, o universo precisa manter o equilíbrio da sorte e do azar.

O Zoológico dos Últimos Dias
​O ar frio e doentio.
Olhares que julgam e condenam na essência,
enquanto a flor apodrece diante do mar poluído.
Peixes mortos, palavras de consolo e lamento:
nada trará a vida de volta,
nenhum pesar pagará as dívidas da existência.
​Diante do fato, o ônibus cheio.
Palavras jogadas no lixo do oceano.
O mau cheiro é a simplicidade,
o retrato exato do ser que se diz humano.
Humanize seu ser humano:
Leve para passear três vezes por dia,
dê banho uma vez ao dia,
recolha seu lixo e recicle, simulando preservar o mundo.
Não deixe que o alimentem na rua.
Leve-o para ser castrado.
​As luzes do híbrido se tornaram vivas
porque a energia biológica estava esgotada.
Depois de uma semana sem descanso,
é preciso trocar os olhos e descarregar a memória.
Enquanto isso, o bot humano prepara o novo ensaio:
a locução do algoritmo dando espetáculo no palanque.
Vamos criar um novo circo. O pão?
As migalhas damos para as crianças;
algumas engolem moedas, achando que são doces caindo do céu.
Mas, dos céus, só cruzam os aviões,
pulverizando as nuvens para que a chuva já caia limpa com cloro.
​No zoológico, humanos são expostos como répteis,
condutores da curiosidade alheia.
"Como se reproduzem?", pergunta o documentário raro.
Mas não há reprodução ali:
um casal de homens num recinto, duas mulheres no outro.
Os velhos são exibidos como souvenir e adorno;
a pele humana, supervalorizada,
agora serve para esticar tambores e fabricar sabonetes.
​Alienígenas tentam comprar um exemplar:
mais uma espécie em extinção no mercado negro da deep web,
sorteada na deepdark.
Enquanto isso, nos confins do universo,
seres desconhecidos abrem uma caixa lacrada:
"Não abra. Produto com prazo de validade vencido."
​O humano se contorce no fundo do caixote.
Está bêbado? Está drogado?
A mãe puxa o filho pelo braço e avisa:
— Não toca. Ele tem um cachimbo.

Todos os dias temos milagres as luz da cidades estão acessas.
No amanhecer temos o início da vida...
Simplesmente o arvorecer seduz as luzes que insiste a acender.
Anoitece na cidade de sonhos.
Os dias são metáforas do mesmo momento que amanheceu.
Sempre é um ato inesquecível...

Mesa vazia...
Somos objeto início meio e fim,
Objeto se declarou no final foi feliz...
Dias das mães uma mesa arrumada a família reunida. Presentes e agradecimentos e tenha um dia feliz.
Nove meses de muito sacrifícios e uma vida de sacrifícios e trabalho ardo...
E tudo certo feliz dias das mães o comércio agradece...
Alguns fazem churrasco, outros vem futilidade na televisão ou mesmo todos nós celulares.
No final do dia beijos ate outra vez.
No final do dia a mesa vazia existiu.
Paradoxo de existência contemporânea tem sentido.
Paradoxo temporal é a verdade mesa sempre esteve ali ao mesmo tempo nunca existiu.

Alienação por interesse.
Está sendo vigiado e localizado...
Seu rosto é filmado todos os dias.
Sua rotina é monitorada...
Seu celular te ouve sabe seus gostos e opiniões.
Seus desejos e pedidos sao feitos pela inteligência artificial.
Seu rosto é copiado em formato digital.
Sua voz é gravada e replicada...
Suas digitais são colocas num banco de dados.
Seu sangue e seu biótipo é armazenado em um arquivo em um HD externo.
Então Alienação intelectual é uma crônica social e moral.
Aonde está senso natural da liberdade.
Os vídeos abrem novos horizontes do paradoxo da pobreza intelectual.
Ate aonde caminhamos ate os passos são expostos pela IA...
Podemos contemplar as grades da gaiola.

Os dias se passam numa democracia que demonstra o imperialismo.
O abismo comença!
O absurdo um ser tornar o controle da vida das pessoas tornando se supremo ser...
Sera que época do imperialismo voltou?
Aonde caminhamos pela imersão dos valores éticos e morais...
Morreram todos direitos da consciência.
O positivismo é um ato do ego...?
Ate quando os desmandos da existência da mais valia sera obstáculo para democracia?
A guerra sao apenas detalhes da riqueza do outro país...
A gaiola torna se evidência dos fatos históricos.

Que nada sou diante sou...
Porque ainda sou?
No fardo do refúgio os dias se passam....
Momentos distante do instantes...
A vastidão do universo as florestas são devastação os animais extintos....
Para que homem viva a farra que e evidência do desastre natural.
O bioma da biosfera grita por socorro por piedade...
O homem político são bichos nada mais .
O planeta chora é o pulmão do mundo morre.


Exploração de mineração e criador de gado se não tiver mais planeta vai viver naonde na lua ou em marte assoprando canudos para respirar...
Que mundo é onde matamos os rios em labaredas comem as floresta em nome do progresso...

O vento frio amargo,
Sonho tardio entre esses dias frios.
Corpo no relento...
Alma desgastada e cansada...
Minhas lágrimas secaram.
O sentimento também secou agora caminho no escuro das ruas..
O frio parece nao ser tão frio.
Nem mesmo as luzes parece tão simples devorar os sentimentos.
Noite cai sobre destino da madrugada
Olhar frio da lua da liberdade aos meus pensamentos.
O luar está encoberto por nuvens de existencialismo.
Então caminho ate meu interior vejo a vida que resiste em clamar tem fome de viver.
O dia amanheceu dentro de mim os espaços antes eram descritas pelo ardor descarado da cidade são expostos pelo barulho da minha mente em silêncio.
Dia aparece no meio do apartamento mais tudo que vejo são paredes que se apertam pessoas que não se conhecem vivem para sobrevivência mais parecem robôs de carne cheios de metaforas.
Alienações de um tempo que passou,
Assim passo pelas asas da liberdade.

"O vento pode ser o mergulho intelectual de nossas aparências.
Mas na solitude dos dias massivos, somos a intensidade que nos faz acordar de novo.
Num suposto dilema, apenas palavras jogadas no frio da estrada.
Sentimos as estrelas ao longe, nos distantes mundos que encontramos e nas vidas por que passamos por momentos, no espetáculo que é o universo.
As bolhas da realidade são rosas que desabrocham no instante exato em que a luz alucina os pensamentos.
A estrada tem seu caminho num estado inerte de pensamentos fragmentados pelo tempo e espaço. E os corpos celestes tornam-se evidência da grandeza de que somos parte, deste contexto universal.
Do sonho maluco que se passa em nossas emoções, o mais profundo sentido é que atravessar o universo é apenas um detalhe no interior do ser humano."

O desespero por fé...
Todos os dias damos saltos de fé num penhasco sem fundo...

Nossa dor atrozes...
Pois declínio é a ignorância
Virtudes que nadam num mar vazio.
Dias passados foram feitos pelo astros.

Dor daqueles dias passados no paradoxo do tempo e espaço translúcido no estantes que compreender é parte do infinito.
Nos atos do espaço e tempo temos dois pontos no espaço continuo aguardando luz chegar,
O início se torna o final apenas pelo astros que deixamos para trás.
A luz no exterior do micro cosmo.

Tem dias que tudo está cinza..
está preto.. escuro.. sem vida..
tem dias que só quero colo..
silêncio. .. cama e Cafune. ..

MISERICÓRDIA

Se existe misericórdia, que ela nos seja concedida todos os dias.

Porque o mal que assola a nossa alma nem sempre vem de fora; muitas vezes, nasce dentro de nós.

Tudo aquilo que despejamos no mundo, de alguma forma, retorna para nós.

Talvez seja por isso o ditado: “O peixe morre pela boca.”

Não é aquilo que entra que nos devora, mas aquilo que de nós sai — e, inevitavelmente, volta.