Dias
Nos dias de hoje, ler boas notícias está se tornando uma verdadeira utopia; mais raro ainda é poder vê-las ou ouvi-las nos meios de comunicação. A narrativa predominante parece sempre alimentar o medo, o conflito e o desencanto, relegando ao silêncio as pequenas conquistas e os gestos que poderiam inspirar esperança. Nesse cenário, a ausência de boas notícias não significa que elas inexistam, mas sim que deixaram de ocupar o espaço que merecem na vida coletiva.
Nos dias de hoje, o que não falta, a cada esquina das redes sociais, são orientadores, influenciadores e doutrinadores, pretensos paladinos da verdade e supostos condutores para o sucesso, ávidos por likes e compartilhamentos, que se materializam em grana, e grana fácil, sem suor.
Quando a internet era ficção, as pessoas conversavam mais. O contato físico emanava melhor percepção, seja pela sensibilidade e intuição do que se ouvia, seja até pelas expressões faciais.
O livro físico cumpre papel essencial. O autor de uma obra, seja ela assertiva ou disfuncional, faz com que a leitura e a releitura exijam do cérebro maior atenção, crítica, avaliação e, sobretudo, filtro pelo pensar, sem condicionamentos por likes, compartilhamentos e comentários; ou seja, apenas você e o autor.
Concluindo: sou do time do filtro, do pensar e do raciocinar e, em alguns casos, da meditação sobre o que é divulgado nas redes sociais, antes de emitir juízo de valor e construir uma opinião.
Riqueza é ter a liberdade de escolher o bem todos os dias, sem ser escravo das necessidades imediatas ou do ego.
"Não me orgulho de nunca ter fraquejado, me orgulho de ter continuado mesmo nos dias em que a vontade era parar. O ganho está na persistência, não na ausência de dúvidas."
Escolha a obediência a Deus todos os dias, pois é seguindo a Sua palavra que encontramos o caminho da verdadeira paz.
Há dias que nunca se esquecem.
Sejam de glórias, de dores, de tristezas ou de intensas alegrias,
as lembranças desses dias sempre provocarão o marejar dos olhos.
Num dia, chora-se.
Noutro, celebra-se.
Viver é experimentar de tudo:
lágrimas e sorrisos, perdas e conquistas, despedidas e reencontros.
Porque a vida não é feita de um único sentimento,
mas da soma de tudo aquilo que nos transforma.
- MEDO DO MEDO
Todos os dias eu sigo um caminho.
Por trieiros novos e as vezes por calçadas velhas;
Enquanto ando percebo portas fechadas...
E janelas abertas... Sinto o cheiro do medo.
Vejo pessoas que me espiam...
Pessoas que olham para a rua
E parece que se escondem de tudo...
Outras vezes, parece que buscam inspiração para a vida.
Eu passo devagar, tento adivinhar o que sentem...
São prisioneiras de seus próprios medos?
Ou os seus medos são só do mundo?
Janelas que se abrem e fecham todos os dias;
Por trieiros novos e calçadas velhas.
Ando logo que o dia começa...
Também tenho meus medos;
Não é o medo do mundo.
Sinto o medo de me tornar prisioneiro dos meus medos.
O corpo despenca,
Exaurido de forças,
No silêncio do tempo,
Que arrasta os dias
Sem promessa de alívio.
O amanhã já não importa,
Apenas o fim do hoje,
Enquanto a frustração
Se enrosca na alma
Como sombra que não parte.
Semana passada, pensei em você.
Todos os dias.
Hoje também.
E ontem.
E amanhã, com certeza, em algum momento,
Vou me lembrar do teu sorriso,
Da tua voz chamando meu nome.
A parte que dói
É saber que você partiu
Sem a mínima intenção de voltar.
Mas eu ainda insisto
Em te esperar.
Espero a poesia chegar,
No tempo dela,
Sem pressa.
Horas, dias e meses
Sentado no sofá,
Na expectativa do momento certo
Para escrever
O sentimento da alma,
Que transpassa o corpo
E vai além da mente.
Faço esforço para acreditar
Em dias melhores,
Esperando uma ligação
Que jamais irá tocar.
Porque ao meu redor,
Tudo já acabou…
E, mesmo assim,
Aprendo a seguir.
Carrego dores na alma,
o cansaço dos dias tristes.
Sigo sem parar,
posso até lamentar,
mas jamais fraquejar.
Caminho com calma,
pois na vida tudo tem
o seu tempo certo.
Quando bons amigos se reencontram, dias nublados jamais serão sombrios, o sol está nos sorrisos a iluminar sempre que possível flores numa conversa primaveril
Coloque dulçor sem medida no teu sorriso, porque haverão dias que toda doçura e esperança não poderão sobrepor a amargura das provas.
Da solidão
Da solidão... porque todos temos dias assim...
Solidão não quer dizer unicamente estar sozinho em sua casa... você pode sentir a maior solidão rodeadíssimo de gente.
Manter o sentimento de solidão pode causar doenças... e ninguém quer isso.
Então é interessante que tomemos algumas atitudes quando percebermos que a solidão encheu toda a mochila que carregamos nas costas. O primeiro passo é aceitar que o sentimento está aí... vivê-lo em toda a sua intensidade... mas isso não significa que iremos segurá-lo pra sempre... ou ‘carregá-lo’ em nossa pesada mochila pelo resto de nossa caminhada.
Aceitou!? Viveu!?
Agora vamos começar a sair desse ‘espaço’ da solidão, vamos aliviar o que nos pesa nas costas... vamos pensar nas coisas boas que têm o poder de fazer esse momento passar. Cada um de nós têm as SUAS coisas boas, sim!
Ah! E nesse momento de aceitação da solidão e (con)vivência com ela é interessante buscar o que a causou... e cortar esse mal pela raiz... resolver a situação. Lembre-se de que é a sua saúde mental está em jogo; e nos queremos saudáveis, não é?
Ocupar-se com atividades diferentes também ajuda bastante. Mas sem muita cobrança... descubra formas de combater o tédio, encontre maneiras de ocupar seu tempo com atividades que lhe causem prazer... e faça tudo com muita tranquilidade... nada de atropelos e autocobrança exagerada.
E sempre é bom lembrar que fazer nada já é fazer alguma coisa. Você tem o direito de tirar um tempinho todo dia pra fazer nada, tem sim!
e... lindo e profundo este texto da nossa amada Clarice Lispector:
“Que minha solidão me sirva de companhia Que eu tenha a coragem de me enfrentar
Que eu saiba ficar com o nada E mesmo assim me sentir
Como se estivesse plena de tudo”.
Que sua solidão seja exatamente assim!
Rosangela Calza
Nos dias de manhãs frias
Nos dias de manhãs frias, lembro-me dos tempos de infância, que eram cheios de abundância.
Os dias de manhãs frias me trazem muitas nostalgias, de quando minha heroína era só minha.
Os dias de manhãs frias me fazem sentir falta da minha mãe, minha rainha cheia de alegria.
Os dias de manhãs frias me fazem sentir saudades do seu amor e de sua doce harmonia.
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides
