Mensagens para o Dia do Professor (para reconhecer sua importância)
Vou colher a felicidade como uma flor rara, então ofertarei pra você e te ensinarei a começar um novo carnaval a cada quarta-feira de cinzas.
Ser fiel é... um DOM, que não se aprende, não se ensina ou se estuda. Tal qual um anjo não é anjo por escolha e sim por vocação."
O dom de ensinar, e poder transpor a barreira da humildade,
nos faz capaz de aprender cada vez mais.
Devemos ter dignidade para reconhecer o que não sabemos
e sabedoria para reconhecer o que é digno.
Ilumina os meus caminhos;
Me ensina a ser melhor.
Melhor de coração;
pois existe emoção,
Neste mundo de solidão.
A solidão não é mais plena;
pois existe um antigo lema,
que nos leva a levantar.
Levantar da tempestade;
que devastou nossa saudade,
de sorrir com mais vontade.
O sorrir é verdadeiro;
pois reflete o tempo inteiro,
sentimentos verdadeiros.
A verdade é um elemento;
que condiz um pensamento,
do acreditar nos bons momentos.
O que nos muda é o perdão;
mesmo na mágua do coração,
por todos aqueles sem razão.
Obrigado Jesus,
por emitir toda essa Luz,
Que desde sempre, nos conduz.
Minha vida, Meu amor!
Você é minha inspiração,
É um exemplo, É paixão;
Você me ensina, me incentiva, me acalma, me fascina e me faz feliz;
Eu te amo ❤
Natal é presença e não presente
é reunir-se com sua gente
trocar abraços, reatar laços
transmitir paz e alegria em abundância, ser a própria esperança
é ser presente sem preço, que tem muito mais apreço por ser repleto de valor
não há custo a ser pago, pois é simplesmente amor.
Meu pai
Minha mãe me ensinou o que é o amor
Meu pai a forma como eu mereço ser tratada
Hoje em dia tenho minhas paixões
Que insistem em me tratar mal
Na real...
Não me tratam mal
Papai me ensinou
Que mesmo batendo em minha cara
Não é para haver dor
Ele não para de me bater
Mas é tudo amor
Sorrio para ele
Queria realmente que fosse amor
Mas desde quando o amor
É demonstrado pela dor?
Obrigada papai
A VIDA ENSINA 17/11/2016.
A vida é um círculo binário
Onde não falta emoções tristes,
E lotada dos doces estantes alegres.
Alegres e tristes, um tal bizarro.
Procurei mistério na minha existência
Um sentimento, uma paixão, amor quente,
Quis a vida ser bondosa com fragrância
E trouxe o mirabolante ser deslumbrante.
Mas prá quê ser o que é,
E voltar prá estar, sendo o que eu não foi ?
Se por entre os dois lados eu fico,
Vivendo e revivendo o que no coração dói ?
Ah! agora eu sei, pois, já sei e muito bem
Que a vida só traz o que não tivemos,
E se trouxer de volta o que já tivemos, levará também
Tudo o quanto por muito almejamos.
Nessa vida de novo, ela se foi.
Ezequiel Barros.
Indo, vindo e vivendo.
TRÂNSITO NA PASSADEIRA DA MORTE
Ensinaram-me a andar,
Atento e devagar,
Para não ser atropelado
Nem atropelar
Quem se cruze no fado
Comigo,
Mesmo em único sentido
Na vida.
Senhor, com tanta brida,
Nem se respeitam sinais
Nem prioridades,
Tantos mortais senhores de nada
Que querem fazer da estrada
A coutada dos seus ruins ideais!
Têm cara de demónio
O único prazer património
Que querem auferir na vida,
É matar gente já sofrida.
Ontem, pela manhãzinha,
O sol raiava pela fresquinha
E eu meti pés ao caminho
Para aspirar a vida de mansinho.
Alguém em potente máquina de matar
Quem na frente deles se atravessar,
Me ia levando inutilmente pelo ar,
Como já morto e inerte passarinho.
Salvou-me alguém lá dos céus,
Que mesmo sem ouvir os brados meus,
Deu-me a força de me atirar à valeta
Em voo rasante, como em tempos,
De tantos outros contratempos,
Eu, como uma leve borboleta,
Pousava e saltava sem parar
Sempre que me queriam matar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-07-2023)
Em 1990, no começo do ano, minha primeira professora chegou com um Monza para a aula; dei-me ao luxo de ficar observando a então moderna antena que se recolheu quando ela desligou o carro. Era para sermos muito felizes, mas as reuniões já no começo do ano letivo, do mesmo jeito que acontecem hoje, fizeram com que ela deixasse a turma, que foi assumida pela professora Ester.
A Ester não tinha o Monza encantador, mas foi a minha professora do restante do ano. Ela me presenteou com o livro "A loja da Dona Raposa". Já são quase 30 anos, e o livro está guardado, podendo ser guardado por outros 30.
A dedicatória dela ainda está comigo: "só se aprende a ler, lendo; a escrever, escrevendo ; a amar, amando." Não a vi mais. Mas tenho a lembrança de alguém que marcou a minha vida.
Toda vez que vejo um amigo professor desempenhando seu papel de forma amorosa, lembro-me dela. E sei que estamos em alguma memória por aí, assim como ela está.
A professora que não mordia
Lá, numa pequena cidade no Sul do país, num minúsculo bairro, em uma escola miúda,com um pequeno número de professores, com pouquíssimos recursos, uma professora brava, sempre irritada; cansada de seu trabalho, desgastada pela carga que há anos lhe pesa sobre os ombros.
Por causa do desgaste ela sempre desconta a sua ira em alguém. Hoje a vítima foi a merendeira. Dona Nilda, como é chamada a professora, queria uma xícara para beber café.
Como já se sentia postergada quanto ao horário de ir à sala, proferiu seus impropérios, e, com palavras que não consigo escrever, porque estão todas no aumentativo, maltratou a coitadinha da Dirce. Depois pediu desculpas, disse que estava nervosa. Mas todos sabem que ela o faz rotineiramente. Ela sempre maltrata as pessoas e depois dá uma de vítima. Aí vem e pede desculpas, e age como se nada tivesse acontecido.
Hoje ela ultrapassou os limites. Sempre me dói muito observar a forma que ela trata aquele menino lá do outro canto da sala; ela grita muito com ele, de forma agressiva, embora seja muito quieto. Hoje ela perdeu toda a paciência, e, quando eu olhei para o menino, ele estava vermelho, parecia um pimentão, os cabelos arrepiados de tanto ele mesmo puxar. Os gritos da professora Nilda ecoavam por toda a escola, e, a cada grito eu sentia mais medo, imaginava-me no lugar daquele menino, que já tinha dificuldade quanto a assimilação, e
com os gritos, tenho certeza que os ecos não o permitem dormir. Na hora eu tremia todo, temia que um daqueles gritos passasse perto de mim, afinal, até agora tenho visto a impaciência da professora, e imagino que, caso eu erre, ela não pensará duas vezes antes de gritar perto dos meus ouvidos.
Eu nunca falei com ela, nunca ousei encará-la. Meu medo nunca permitiu. Na hora de ir ao banheiro, sempre espero por um descuido dela, saio de fininho, corro parecendo um fugitivo policial, fico em silêncio pelo corredor para não chamar a atenção de ninguém, infelizmente não tenho um amigo que me dê cobertura enquanto fujo. No retorno, venho em silêncio, espero por um novo descuido, e entro para o meu lugar, como se nada tivesse acontecido.
Nessa hora, geralmente ela está de costas. Ainda bem que não usa óculos. Não há riscos de me ver refletido nas lentes. Hoje ela está terrível, e eu, apertado. Os gritos dela não cessam. Em um momento de tensão ela deu um murro na mesa, e xingou alguém. Eu não sei a quem, mas ouvi, ela xingou!
Esperei o descuido, não aguentava mais. A necessidade de ir ao banheiro era muito grande. Então, preparei-me para fazer-me um ninja. E ela começou a escrever no quadro.
Chegou a hora de agir. Mas ao chegar na porta os braços dela, enormes, me alcançaram, me seguraram na altura dos cotovelos.
-Opa!!! Onde o senhor pensa que vai?- Ela perguntou olhando nos meus olhos, eu, pela primeira vez na vida olhei para ela.
-Vou ao banheiro. Respondi com voz quase inaudível. -Ao que ela me disse:
- Precisa pedir. Não há que ter medo. Dessa vez você vai, mas na próxima vez terá que falar comigo, eu não mordo...
Olhei bem, e pensei comigo:- Só falta morder agora; se está difícil aguentar os gritos, imagine uma mordida.
1990, uma escola em São Bernardo do Campo, e a minha primeira professora, Ester. Ela me deu um livro, "A loja da dona raposa". Tenho ainda o livro, e a dedicatória que ela escreveu. "Everton, só se aprende a ler, lendo, a escrever, escrevendo, e a amar, amando". O tempo passa e guardo as sabedorias que me ensinaram. Nem sei se ela ainda vive, se ainda é professora, mas sei que ela me ensinou algo relevante.
Eu tinha uma professora anônima, a Vida, e ela ficou escondida por muito tempo. Até que um dia começou a aparecer com frequência, e a trazer de suas lições, suas atividades, suas provas. Em uma dessas aulas, ela me trouxe você, e me ensinou a não mais conjugar verbos no singular; tudo em primeira pessoa do plural. Agora, já são anos, e em tudo, somos nós. Você é a alegria da casa, você é o barulho que não pode faltar, você é o amor que temos, e a felicidade que mora aqui. Feliz aniversário. Que o amor lhe seja um companheiro constante; que tua felicidade seja longeva, e o riso esteja sempre disponível ao teu rosto. Que em toda a poesia de tua vida, haja versos que tragam o amor, e todas as belezas que são frutos da vida. Amo você, do mesmo jeito que amo a mim.
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