Devagar
O movimento das nuvens no céu, só confirma como devemos continuar nossa caminhada.
Devagar, sem pressa.
não sei quem é
muito menos quem sou
a vida me transformou
sigo a pé
bem devagar
a felicidade me ultrapassou
vou com fé
meu anjo professou
que valeu a pena
me descobrir
tudo compensou
então ele regressou
está a me guiar
enfim descansou
com suas asas
me pousou
com alegria
disparei a chorar
alguém me encontrou
não sou mais só
no seu coracao vou morar!!!
A noite passa devagar
E com ela vem os pensamentos
Os quais, fazem com que eu te traga para perto de mim
Mesmo que em pensamentos, eu consigo sentir
Sentir, o que talvez ninguém consiga entender
Pois só quem ama sabe
O verdadeiro sentido do coração
Porém não existe o lado bom
Você é feliz quando é correspondido
Mas, caso contrário você se ver sozinho
Procura um caminho o qual seguir
Porém só consegue encontrar a solidão
A qual vem como o vento forte e sai derrubando todas as estruturas
Estrutura que já se encontra debilitada
Pois amar sem ser amado tem um gosto amargo.
Devagar vou longe.
Divagar me leva onde.
De vagar, devagar, divagando
Percebi...
Minha imaginação
é muita areia pro meu caminharzinho!
Labirinto curto
A manga da blusa vai queimando
Devagar,
Vai chegando no coração e
Para de queimar.
O fogo do inferno ainda é pouco
Perto das decepções jogadas
No rio ao lado.
Subjetivo se torna o gelo
Que se esconde entre a costela
Tentando convencer a lua
De que o sol é apenas luz morta.
Tão tolo humano,
Pensas que tudo dele é dele.
Mas tudo que o pertence,
Um dia vai estar sendo vendido,
Jogado fora,
Ou sendo gasto na mão de outra pessoa.
No fim, é só pele e suor,
No labirinto curto da vida.
Rua Saudades
Na rua de nome Saudades,
passeio bem devagar.
Sento-me em praças,
revejo lugares, realidades
de mim.
Ouço coisas, vozes, passos.
Quando para trás olho uma
das ruas viravas, quase que
te revi.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Levantei pela manhã
A tempo de ver o sol nascer
Devagar entre as muitas nuvens
Ele surgia suave ao alvorecer
Sua luz suave despertava
Tudo o que dormia profundo em mim
No meu peito desabrochava
O que estava há muito hibernado
O que não serve mais
É necessário ser descartado
O que eu quero que permaneça
É necessário que eu regue e floresça
Nesse grande despertar
Troquei tudo de lugar
O que antes me fazia chorar
Fiz questão de ressignificar
É hora de tirar a poeira dos sonhos
Que escondi a sete chaves
Abri-los com velhos cadeados
E ver o que pode ser realizado
Com muito trabalho e dedicação eu os adubei
Nessa plantação de sonhos que eu resolvi semear
Sob a luz da esperança e da fé os cultivei
E no tempo certo, eu sei, belos frutos vão brotar
o que é o amor
O amor é como um rio que às vezes corre devagar e paciente
outras vezes veloz que arrasta pelas encostas galhos e folhas com suas Águas apressadas e impacientes
mas é sempre um rio em qualquer estação
assim também é o amor
não importa o tempo às vezes agitado outras vezes paciente
o amor não diminui se for bem cuidado aumenta
passa o tempo que for
Será sempre o amor
Seus olhos são pérolas perdidas na eternidade,
e com a tarde que se vai devagar,
o sol já não é fogo, apenas um delírio sóbrio
de quem anseia se entregar.
Queria ter coragem, mas não é o momento,
imagino te beijar, mas o medo me paralisa,
temo que se afaste se revelar meus sentimentos,
assim, disfarço meu abandono sob o nome "anônimo".
Persisto nessa loucura de querer te revelar,
mas a coragem vem e vai como uma onda incerta,
em pensamento, ecoa teu nome e o quanto te desejo,
quero ser teu melhor amigo, teu anjo da guarda.
Te desejo intensamente e continuarei a desejar,
esperando o dia em que poderá me amar,
de um jeito discreto e profundo,
sou teu admirador secreto, silencioso e apaixonado.
Quero seduzir o tempo
Para ir mais devagar
Subornar o meu relógio
Para deixar de girar
Achar a infinitude
A fonte da juventude
E a vida eternizar
Saudade em silêncio
Surge devagar, nas ruas e lugares
Momentos que nem posso contar
Tempo de entrega, devoção
Tempo de intensidade
Ventre, Coração
Não poderia durar
Anos, nossa paixão
Estranheza é não te ouvir mais falar
Um luto forçado
Igual o silêncio que insisti em quebrar
O tempo apaga a realidade
Não apaga o que insisto lembrar
No fundinho, ali naquele cantinho
Somos nós, no confessionário da vida
Conversando coisas que ninguém imaginaria
Juro que para ninguém vou contar
Nem deixei ainda de sentir
Ainda está longe de não te amar
Coisas que preciso não falar
Mas sigo, noutro lugar, outro alguém
O tempo passou, as intensidades também
Ficou somente o silêncio
O silêncio da saudade
NO ENTARDECER DA VIDA
No entardecer da vida,
Permito-me um pouco de descanso.
Andarei mais devagar,
Cuidarei das flores no jardim,
Cuidarei das flores no caminho,
Cantarei com os passarinhos,
Ajudarei na construção de seus ninhos...
Cuidarei com mais carinho,
Do meu cantinho,
Do Santinho,
Do padrinho,
E mais ainda,
Do meu amorzinho...
Recordarei quão bom foi o meu dia,
Ligarei pra titia,
Escreverei uma poesia,
Plantarei a alegria,
Semearei a simpatia,
Compartilharei a minha companhia...
E, se Deus me levar um dia,
Saberei que nada que eu tinha me pertencia.
Antecipando esta sabedoria,
Plantarei agora esperando uma colheita tardia...
Élcio José Martins
Amor,
Vem me mostrar o que é um beijo de amor
Encosta devagar seus lábios quentes sobre os meus com a respiração ofegante, suspiros e coração acelerado.
Boca com boca que Inicia a fusão dos dois em único ser pelo amor e prazer.
Vem me mostrar como suas mãos são firmes e maravilhosas, me fazem arrepiar e te desejar por inteiro.
Vem fazer acordar meu corpo e estremecer.
Vem fazer nosso encontro além da alma.
Vem me deixar sem chão e me faz voar pelo céu de tanto vibrar.
Deixa a minha boca descobrir seus limites dos pés a cabeça
Faz uma loucura e me deixa ser sua
Agora e pra sempre
Eu te amo
Sim, eu paro !!
Tudo que me encanta eu paro, olho devagar, com cuidado, e muita atênção, e indiscutivelmente me chega um sentimento.
Algo me é declarado.
Deixo que este sentimento se aloge, tome o espaço necessário, entre o encanto dos olhos e o galgar da alma.
Neste momento tento desfrutar de cada milimêtro do que me é revelado.
Agradeço a Jesus o momento.
Sentir beleza e delicadeza , suavidade e brilho, é simplesmente gratificante. Puro fascinio.
Simone Vercosa
Estou devagar
Mas nunca parei!
Estou sempre me reinventando.
Buscando, criando e movimentando!
Já outros permanecem sempre ancorados.
Alguns deles adquirem no limo das águas paradas o péssimo e triste hábito de analisar e criticar.
O que é uma pena.
Envelhecer e não crescer!
