Devagar
Enquanto o dia infinito sem sol se arrastava, eu piscava devagar para o teto rachado, onde aranhas teciam teias preguiçosas como minhas próprias desculpas. "A banda parar de tocar", murmurava para mim mesmo, ecoando aquela frase quebrada que o usuário jogara, talvez um erro de digitação, talvez um grito abafado de uma mente cansada como a minha. Mas que banda? A orquestra invisível da vida, com seus violinos desafinados e tambores surdos, que nunca parava de martelar na cabeça, mesmo quando eu implorava pelo silêncio?
Sozinho no sofá que cheirava a mofo e memórias podres, eu rolava para o lado, evitando o esforço de acender a luz. Amargo era o resíduo do café na língua, misturado ao gosto metálico da derrota autoimposta. A preguiça me ancorava, uma âncora enferrujada no fundo, de um mar de nada, onde peixes mortos flutuavam como promessas quebradas. Por que me mexer? O mundo lá fora, com suas corridas e risos forçados, não sentia minha falta e eu, solitário rei de um reino vazio, não sentia falta dele.
Deixei os pensamentos vagarem como nuvens cinzentas, preguiçosos demais para chover. O tigre flamejante?
Agora era só um gatinho ronronando debilmente, sua fúria dissipada no ar úmido. A morte, ah, ela demorava, preguiçosa como eu, talvez deitada em seu próprio sofá eterno, esperando que eu a chamasse. Mas eu não chamava. Somente esperava, no vazio que se expandia, engolindo horas como um buraco negro faminto. Continuei assim, ou melhor, parei de continuar porque no fim, o que era a história senão uma sucessão de nadas, amargos e solitários, ecoando até o silêncio final.
O desgosto é um silêncio pesado dentro da alma. Não grita, mas corrói devagar. É o choque entre o que esperávamos e o que a vida entregou, uma ferida que não sangra por fora, mas exige do coração uma força que ele nem sempre estava pronto para dar. O desgosto não é apenas um sentimento — é um peso que o corpo inteiro aprende a carregar.
Quando seu coração parecer que está saindo pra fora é porque ele está pedindo calma, vamos devagar ou simplesmente fique e fique sem tarefas, apenas, fique.
o sol às vezes só sabe ferir e queimar.
Mas depois de tanto tempo a caminhar,
a lua surge devagar — para te curar.
Ela não fere, só sabe escutar,
fica contigo até o dia clarear.
E quando a noite voltar a brilhar,
vamos juntos para o mar,
sentir a brisa do luar a nos tocar.
Meu amor, a dor é temporária — pode acreditar.
Porque sempre haverá uma nova noite
para recomeçar.
Vivemos com pressa, mas a alma respira devagar. Quando tudo parecer agitado demais, abranda. O que é essencial não grita — sussurra. Para ouvi-lo, é preciso silêncio por dentro. Hoje, escolhe caminhar com leveza. O que for teu virá no tempo certo. O que não for, partirá sem dor. Confia no ritmo da vida.
Vejo pessoas por aí
andando bem devagar
você acabou de entrar e já vai sair
mesmo você não estando no mesmo lugar
que todas essas pessoas .
Me libertei de tristezas
desviciei de fraquezas
e todas as minhas fortalezas
agora estão se acumulando.
Tenho muitos sonhos
mas não sonho nada
de noite no meu quarto
eu fico parada
na imensidão da noite.
Quando o Amor Espera na Porta
Ela caminha devagar pelos dias,
como quem ajeita o coração antes do passo.
O amor lhe bate à porta — suave, paciente —
mas ela, com medo de abrir, gira a maçaneta do tempo
e posterga o instante que poderia ser abraço.
Guarda na bolsa desculpas pequenas,
nas mãos, incertezas que tremem.
O primeiro encontro é um barco ancorado,
pronto para partir…
mas ela ainda revisita marés antigas
para ver se pode confiar no vento.
Ele espera do lado de fora,
não como quem exige,
mas como quem reconhece a beleza
de um jardim que floresce no seu ritmo.
E ela, mesmo sem admitir,
registra em silêncio a presença dele
como quem anota um sonho que talvez aconteça.
Ah, se ela soubesse —
o amor não pede pressa,
pede coragem.
A vida não exige certezas,
exige passos.
Talvez amanhã…
ou no próximo suspiro…
ela abra a porta.
E descubra que, às vezes,
o encontro que mais tememos
é exatamente o que o destino
sempre quis entregar.
Escrito por Clayton Leite
Há um brilho que dança em seus olhos,
um tremor doce nos lábios,
uma paixão que arde devagar,
como fogo que nunca se apaga.
Te conhecer foi como ouvir uma canção inédita, dessas que entram devagar, mas tomam conta da alma num segundo.
E quanto mais eu te descobria,
mais notas surgiam —
um solo de ternura,
um compasso de paz,
um silêncio bonito que só existe
quando dois corações se entendem.
Hoje, quando penso em nós,
é como deixar essa música
tocar no repeat:
não canso, não enjoa,
porque foi você quem virou
a minha melodia favorita da vida.
P.silva3
GOTINHAS DE AMOR 🌈
por Rosana Figueira
Gotinhas de amor caem devagar,
tocam o peito, fazem cuidar.
No olhar da criança, um mundo a brilhar,
e cada gesto simples ensina a amar.
Na escola, no abraço, no jeito de ouvir,
é que a infância aprende e começa a florir.
Porque amor pequenininho, quando cai no coração,
vira rio de ternura…
e acolhe qualquer mão. 💛
Assisti o filme: O amor vem devagar. E me perguntei: Onde estão todos os homens de bem como nesse filme? Homens provedores, responsáveis, que cuidavam e amavam suas mulheres e filhos. Homens que não pensavam em abandonar suas famílias.
Caminhemos devagar.
Respeitemos o respirar do tempo.
O que tiver que vir ... virá.
O que tiver que ser ... será.
Enquanto caminhamos, o tempo,
entre um respiro e outro põe tudo em seu lugar."
Haredita Angel
01.10.24
Colherás!
"Cuida bem dos caminhos por onde passas...
Passando devagar...
Plantando paz, luz e bem...
Transformando-os!
Eternizando-os!
Um dia voltarás por estes mesmos caminhos...
Claro, não serão mais os mesmos...
Tampouco tú!
Porém de tudo o que plantastes...
COLHERÁS!
☆Haredita Angel
Eu sei que a pressa me empurra pro fim, e só de pensar já pesa pra mim,
por isso eu beijo devagar, amo forte, sem medo, porque viver correndo é partir mais cedo...
07/02
Um nó se desfaz
sempre aos poucos,
Experimente a resolver
os problemas devagar
para ninguém ter o poder
sob os teus planos e vir
estragar a sua caminhada,
Mantenha a sua alma
constantemente tranquilizada
por mais desafiador que pareça.
Concupiscência embaladora
e mútua feita para te dar
Cajazinho devagar na boca,
Do jeito que tu gosta,
para dar mostra hipnótica
e entregar o seu corpo
nos braços da deleitação,
No afã de cumprir o pacto
à altura tua provocação,
Com estro e todo o charme
na mente e no teu coração,
Para que o verbo não se cale
e o amor em ti se cumpra
em salto sem temer a altura.
