Deus Criou o Sentimento mais Sublime

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Vamos repensar?

Michel Foucault — “O poder está em toda parte.”

“O poder mais perigoso não é aquele que obriga o corpo, mas aquele que convence a mente. A maior prisão é aquela em que o prisioneiro acredita estar livre.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Albert Camus:

“A liberdade nada mais é do que uma chance para sermos melhores.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“A liberdade sem consciência é apenas a possibilidade de escolher a própria prisão. Ser livre não é fazer tudo o que se deseja; é ter domínio suficiente sobre si mesmo para não ser escravo dos próprios desejos.”

Vamos repensar?

Baltasar Gracián:

“Mais vale uma gota de essência do que um oceano de aparência.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Vivemos uma época em que a embalagem ganhou mais valor que o conteúdo. O mundo aprendeu a admirar vitrines e esqueceu de procurar essências. Uma sociedade que mede pessoas pelo que elas exibem revela o quanto desaprendeu a enxergar aquilo que elas carregam.”

“Não temo uma inteligência artificial mais inteligente que o homem; temo homens cada vez menos dispostos a usar a própria inteligência.”

“Quanto mais distraído o olhar, mais distorcida a realidade; quanto mais distorcida a realidade, mais confortável a alienação.”

“O tempo do tempo não está no tempo”

Dizem que o tempo está passando mais depressa. Não está.

Um minuto continua tendo sessenta segundos. Uma hora continua tendo sessenta minutos. Um dia continua tendo vinte e quatro horas. O relógio nunca acelerou. Quem acelerou fomos nós.

Talvez o maior engano da humanidade seja culpar o tempo pela velocidade da vida. O tempo não corre. Nós é que deixamos de caminhar. A pressa distorceu nossa percepção, e passamos a chamar de “falta de tempo” aquilo que, muitas vezes, é excesso de distrações, prioridades mal escolhidas e uma existência fragmentada.

Existe um paradoxo que poucos percebem: quando desejamos que um momento nunca termine, ele parece voar; quando ansiamos pelo fim de um sofrimento, cada minuto parece uma eternidade. O que muda? Certamente não é o tempo. É a consciência que habita esse tempo.

O relógio mede duração. A consciência mede profundidade.

Por isso, algumas horas atravessam a vida sem deixar vestígios, enquanto alguns segundos permanecem vivos por décadas. Há encontros que duram minutos e transformam uma existência inteira. Há anos inteiros que passam sem deixar uma única lembrança digna de permanecer.

O tempo jamais nos enganou. Nós é que passamos a viver tão distraídos que confundimos velocidade com vazio. Não é o tempo que está escapando de nós; somos nós que estamos escapando do presente.

Talvez a frase mais repetida da nossa geração — “o tempo está voando” — seja, na verdade, a confissão mais sincera de uma humanidade que já não sabe habitar o próprio instante.

O tempo não passa mais depressa. A vida é que passa mais superficialmente.

E talvez a maior tragédia não seja descobrir que a vida passou rápido, mas perceber, tarde demais, que fomos nós que passamos rápido demais por ela.


Carlos Eduardo Balcarse

12/07/2026

“Há mais vivos que andam mortos do que mortos que permanecem vivos nas lembranças.”

Desaprender é um dos atos mais elevados da inteligência.

Fomos ensinados a aprender, mas raramente fomos ensinados a desaprender. E talvez seja exatamente por isso que tantas pessoas acumulam conhecimento sem jamais alcançar sabedoria.

Aprender amplia a mente. Desaprender a liberta.

O conhecimento acrescenta. O discernimento seleciona.

A mente mente. Cuidado para não ficar demente. Ela se apega às certezas, apaixona-se pelas próprias conclusões e transforma opiniões em prisões. Por isso, nem tudo o que aprendemos merece permanecer dentro de nós.

Há ideias que iluminam. Outras apenas ocupam espaço.

O verdadeiro conhecimento não consiste em acumular respostas, mas em desenvolver a coragem de abandonar respostas que já não explicam a realidade. Crescer exige aprender. Evoluir exige desaprender.

Quem não desaprende transforma a própria inteligência em cárcere. Afinal, a pior prisão não é aquela construída por muros, mas por convicções que nunca foram questionadas.

Toda aprendizagem autêntica exige um esvaziamento. Não se derrama água limpa em um recipiente cheio de água turva. Antes de receber uma nova verdade, muitas vezes é preciso renunciar às velhas ilusões.

Desaprender não é esquecer. É discernir.

É separar o conhecimento da sabedoria.

É abandonar crenças que limitam para acolher verdades que libertam.

A ignorância pode ser ensinada. A arrogância de quem acredita já saber tudo torna-se quase inalcançável. O maior inimigo da aprendizagem não é a falta de conhecimento, mas o excesso de certezas.

Quanto mais rígida é uma mente, menor é sua capacidade de crescer. A inteligência abre portas. O ego as tranca.

Penso, logo resisto. Resisto à manipulação, às verdades prontas, aos paradigmas herdados sem reflexão e às ideias aceitas apenas porque sempre foram repetidas.

Desaprender é um ato de humildade intelectual. É reconhecer que a verdade não precisa da nossa aprovação para continuar sendo verdade.

A educação nos ensina a responder. O discernimento nos ensina a perguntar.

A educação nos ensina o que pensar. O discernimento nos ensina a pensar.

Porque, no fim, aprender muda o que sabemos.

Desaprender muda a forma como enxergamos o mundo.

E quando muda a forma como enxergamos o mundo, inevitavelmente muda quem somos.

Carlos EDUARDO Balcarse

28/07/2026

“Aprender a desaprender é tão ou mais importante do que aprender.”

A mais difícil das aprendizagens é a desaprendizagem.

A desaprendizagem não é o oposto da aprendizagem; é a sua forma mais elevada.

Quanto mais a consciência se expande, menor se torna a ilusão de saber tudo.

Por detrás de todo pedido de ajuda, existe um sofrimento que talvez ninguém mais veja. E, naquele instante, tu, que recebes o pedido, podes ser o único ponto entre alguém e a sua salvação. Daniel Perato Furucuto, 2026

Se não podes dar velocidade aos seus passos, pisar com mais firmeza seria a melhor opção.

⁠Refeito,
meu sentir
no peito,
sem mais delongas,
o Sol Nascente
é tal mistério
intervir
e o amor?
Ah!
Meu filho,
esse danado,
olha de lado,
anda armado
e me tira do sério:
Em sua ultima promessa
combinamos de fugir!!!

⁠O seu cântigo
desentoado
rendeu-lhe
umou mais
refrões.

⁠Sem mais alusão:
Amou primeiro
a si.

⁠Não me lembro mais
qual é essa estação!!!

⁠No mais tardar
das horas:
Este peito
ainda ignora,
sem ato,
sem fato,
afeto; Mas então
já vou-me embora
essa caixa torácica
no fim das contas
nem tanta
importância tem.

⁠Um querer mórbido:
"A couve flor dos fatos,
nada mais
causa embaraço
e é minha
toda minha
a maneira
de pontuar-te,
ponderar-te
ensaiar-te:
"Teatro de loucura,
solidão sem encarte!