Deus Criou o Sentimento mais Sublime

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Quem cultiva um sentimento verdadeiro caminha com firmeza, pois a maldade passageira dos outros nunca apagará a luz de uma convicção sincera.

A nobreza de um sentimento profundo é um escudo intransponível contra as pedras atiradas por quem desconhece a grandeza de amar com lealdade.

Pureza de sentimento é manter o coração generoso e limpo, mesmo em um mundo cheio de distrações.

O amor ao próximo não é um sentimento passivo; é uma força ativa que escolhe acolher, proteger e servir.

Amar com pureza é transformar o sentimento em força para fazer o bem, guardando no coração um carinho sincero que não cobra nada em troca.

Amar profundamente é carregar uma saudade que não cobra nada, um sentimento que prefere a dor da ausência à facilidade do esquecimento.

Amar com alma é sofrer por antecipação, pois a própria intensidade do sentimento torna o mundo um lugar frágil demais.

"O excesso de cuidado sem espaço sufoca, e quando a pessoa percebe, o sentimento já se gastou."

Meu amor por você não é um sentimento que passa com o tempo, mas uma certeza que se fortalece a cada amanhecer.

"O amor ao próximo não é apenas um sentimento bonito, é uma decisão prática de cuidar, respeitar e valorizar quem está ao nosso lado."

Eu era presença diária e sentimento sincero, mas você trocou o certo pelo superficial.

"Um Sentimento verdadeiro não morre.
Por decepcionado que fique, por machucado que seja
Pode até esfriar
Ou adormecer
Mas tal como o vento, jamais deixa de soprar:
Um Amor de verdade retém em si a própria essência do Tempo e do Universo
- É imortal, é Infinito
É Eterno..."

Quando alguém lhe faz o bem, mas expõe e critica seus transtornos para outrem, o sentimento de gratidão dá lugar à aversão.
TUNIN

Amar não é um sentimento, é prontidão do coração. Não exige reciprocidade, mas em um relacionamento, sim. E se não existir, é ilusão.

Carta sem endereço


Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.


A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.


Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.


Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.


Rita Padoin
Escritora

Quando a felicidade do outro floresce em nós, é sinal de que o sentimento é recíproco. ⁠

Amar foi inevitável...


Embalando um sentimento que cresceu sem fazer alarde.
Essa pessoa não é de se declarar à toa, mas aos poucos foi percebendo que você se tornou parte da rotina — um apoio emocional muito importante.
Existem pequenos gestos que vêm anunciando esse amor muito antes das palavras.
As palavras são apenas um sacramento, selando tudo isso.


E mesmo sem perceber, você também foi se entregando a essa construção. Há algo sendo edificado...
Já era amor há tempos.
O silêncio entre vocês não era desconfortável — era cumplicidade.
Está nascendo uma certeza dentro dessa pessoa, uma certeza tranquila, madura, sem pressa.


Não se trata de uma paixão avassaladora, mas de uma presença que faz sentido.
E amar, nesse caso, virou consequência do dia a dia.
Já fazem alguns meses que vocês compartilham uma troca, uma intimidade... algo juntos.


O amor é uma energia, uma essência que transcende.
E isso vem sendo construído, tijolo por tijolo.
O tempo que vocês passam juntos vem fortalecendo algo sólido, silencioso, mas totalmente real.


Essa pessoa já percebeu: o jeito como você olha, a paciência que demonstra, a presença constante — tudo isso tem um peso emocional que ultrapassa qualquer amizade ou envolvimento casual.
Ela sente que te amar é inevitável, porque é ao seu lado que ela se torna melhor: mais calma, mais segura, mais confiante.


Você virou o lar emocional antes mesmo de qualquer rótulo, entende?
E mesmo que ainda não tenha expressado em palavras, ela já te ama.
O que falta é apenas a coragem de dizer.


O “eu te amo” vai sair — e você vai saber que é sincero.
Vai marcar um antes e depois.
Porque, uma vez ditas essas palavras, vocês vão sentir que algo se consolidou.
Algo que o tempo preparou e que agora se revela, dando início a algo muito mais forte.


Essa pessoa já te salvou.
E quando digo que te salvou, é porque foi muito importante em um momento de tempestade emocional na sua vida.
Foi assim que essa convivência foi crescendo.
Ela já te ama — e já te viu nos momentos mais complicados.


Isso é prova de amor: quem não pula do barco na primeira tempestade é o tipo que não explode — ele floresce a cada dia, no gesto mais banal, no toque mais simples, no olhar mais presente.


Você vai perceber que era exatamente o que procurava.
Porque há maturidade, equilíbrio, entendimento...
Vocês vão construir algo grandioso juntos, sentimentalmente falando.


O amor, quando é verdadeiro, vem sem aviso — e transforma tudo ao seu redor.


Tarot, Clarividência on-line

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

A distância pode impedir um beijo,
um toque, um abraço.
Mas não pode impedir um sentimento.


@olhar_de_capitu

Uma amizade não se resume na frequência da comunicação mas sim na intensidade do sentimento