Deus Criou o Sentimento mais Sublime
Pensar em você me faz bem, querer estar ao teu lado torna os dias mais calmos, pensar que em breve estarei em teus braços transborda meu coração de alegria.
Te encontrar nos meus sonhos me faz bem, me dá alegria, me faz querer sempre estar ao teu lado, sentir teu cheiro, o sabor da tua boca, o calor do teu corpo junto ao meu, me fazendo enlouquecer de desejo... É em você que penso quando me perguntam sobre o amor, quando me perguntam em um referencial de felicidade!
Eu sou tua, cada parte da minha pele clama pelos teus carinhos, quero fazer parte dos teus dias, fazer parte da tua história; quero te fazer feliz!
Deixa eu te mostrar que posso te fazer muito feliz!
Dilema
Quem é que ama mais?
Aquele que é capaz de deixar seu amor ir embora,
Ou aquele não suporta pensar nesta idéia?
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo convivendo com tantas perguntas que o tempo não respondeu e com a ausência de qualquer garantia de que ele ainda responda. É me sentir confortável, mesmo entendendo que as respostas que tenho mudarão, como tantas já mudaram, e que também mudarei, como eu tanto já mudei.
"Não deixe que o orgulho fale mais alto dentro de si. Só aquele que pede perdão é que verdadeiramente tem coragem dentro de si."
Mesmo no crente que está mais próximo do céu existe combustível suficiente para acender outro inferno, se Deus tão somente permitisse que uma chama caísse sobre ele. Alguns crentes parecem que nunca descobrem isto. Eu quase desejo que eles nunca o descubram, pois esta é uma descoberta dolorosa para qualquer um fazer; mas ela tem o efeito benéfico de fazer que paremos de confiar em nós mesmos e de nos levar a nos gloriarmos somente no Senhor.
Quem disse que o amor era cego
Se foi através de um acaso olhar
Que conheci quem eu mais queria conhecer!
“Amores recordam-se e olhares nunca se esquecem!”
E este é daqueles que jamais me sairá da memória.
Para sempre ficou guardado o nosso primeiro olhar
Que, no mínimo penetrante e profundo,
Uniu e abraçou dois simples corações.
Ficaram também registados cada um dos teus sorrisos,
Quando apaixonadamente me olhavas…,
Mas ficaram por registar as minhas palavras
Que por estúpida timidez
O meu eterno silêncio preferiu calar.
Porém só espero que este silêncio não mais perdure,
Para que saia deste coração um entalado “Eu amo-te”,
E abrir espaço para uma nova pasta: a dos beijos!
Que a memória espera, ansiosa,
Por encher até transbordar!
Vivemos esperando dias melhores; dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás, vivemos esperando o dia em que seremos melhores; melhores no amor; melhores na dor; melhores em tudo.
Dias melhores prá sempre...
Jota Quest - Dias Melhores.
Sabe o que é mais engraçado? Eles pensarem que eu me importo, enquanto eu não tô nem aí. Quer falar de mim? Fala a vontade. Quer me julgar? Foda-se. Quer fazer fofoquinha sobre mim? Faça. O tempo em que eu me importava com opiniões alheias já passou.
Feliz aniversário, meu amigo. Parabéns por completar mais uma volta em torno do Sol, embarcando nessa extraordinária nave que chamamos de Terra.
A Presença Que Salva
Setembro Amarelo deveria ser mais do que um convite para falar. Porque nem sempre conseguimos. A mente de quem vive com depressão é um labirinto de pensamentos desordenados, onde encontrar as palavras certas para explicar o que se sente é quase impossível.
Muitas vezes, o que precisamos não é alguém nos dizendo "conte comigo" e depois desaparecendo, mas alguém que fique, mesmo no silêncio. Que segure nossa mão, sem soltar. Que entenda que às vezes não queremos falar, só precisamos de um abraço, de uma presença que não exija explicações, que apenas diga: "Estou aqui, com você. E não vou a lugar nenhum."
É essa ajuda silenciosa que salva. Um olhar que acolhe sem pressionar, uma companhia que não julga o choro, a tristeza ou a vontade de nada. Uma presença que transforma a solidão em algo suportável.
A campanha não deveria ser sobre pressionar o depressivo a falar, mas sobre ensinar as pessoas a estarem presentes, realmente presentes. Porque o que salva, muitas vezes, não é a palavra, mas o acolhimento. E há um tipo de amor que não precisa de som — só de presença.
Retrato e Alma: O Olhar que Fala
No retrato, mais do que rostos, o que se busca é a alma. Um olhar, quando capturado com verdade, pode dizer mais que mil palavras — pode contar histórias, revelar silêncios, expor fragilidades e, ao mesmo tempo, guardar mistérios.
A fotografia de retrato não se limita à superfície. Ela atravessa a pele e chega ao invisível. É a tentativa de traduzir em imagem o que não pode ser tocado: a essência.
Por isso, diante da câmera, não basta posar. É preciso se permitir ser visto — mesmo que em partes, mesmo que nas frestas de um olhar distraído ou numa expressão que escapa sem querer.
O retrato verdadeiro não é apenas sobre quem é fotografado, mas também sobre quem fotografa. É o encontro entre dois mundos: o da lente que busca e o da alma que, por um instante, se deixa revelar.
Um olhar pode ser espelho, pode ser janela, pode ser abismo. No retrato, ele é tudo isso ao mesmo tempo.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Ser referência é mais do que ser visto.
É lançar sementes silenciosas, tocar vidas sem perceber.
É força e fraqueza entrelaçadas, esperança que inspira quem se afoga em seus próprios dias.
Rafael Fernando transformou meu olhar em arte — e, nesse gesto, me lembrou que tudo que vivemos reverbera.
Ser referência é isso: florescer, mesmo sem saber quem colhe.
Pedagogia do Acolher
Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.
O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.
Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.
Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.
Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.
Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.
#setembroamarelo
Curar o Outro
Por que a gente consegue se preocupar tanto com alguém, mais do que com nós mesmos?
A ponto de esquecer da própria dor, ou fingir que ela não existe?
Às vezes, as dores até se parecem, são as mesmas feridas em corpos diferentes, mas, mesmo sem força, a gente tenta curar o outro.
Como se aliviar a dor do outro fosse também um jeito de aliviar a nossa.
Como se, ao enxugar as lágrimas de quem amamos, pudéssemos secar as nossas por reflexo.
Mas não dá.
A verdade é que, por mais bonito que seja esse instinto, curar o outro não é cura, talvez seja fuga.
E ainda assim, a gente insiste.
Porque amar é isso: é esquecer-se por um instante, acreditar que o afeto pode salvar, mesmo quando mal conseguimos nos salvar de nós mesmos.
Ainda Não
Há dias em que o corpo pesa mais do que a alma.
E, mesmo sem feridas visíveis, tudo dói.
O respirar dói.
O levantar dói.
O existir... exaure.
Há algo dentro de mim que grita em silêncio,
pedindo socorro, mas sem força para pedir.
Como se eu esperasse que alguém qualquer um
ouvisse o som do que não digo.
Eu me sinto como quem tenta juntar os cacos
de um vidro que insiste em se cortar nas próprias mãos.
Tento reconstruir o que já não sei se pode ser reconstruído.
Mas, mesmo fraca, ainda espero —
porque uma parte de mim ainda acredita
que não é tarde demais.
Talvez eu não precise de promessas,
nem de frases bonitas,
só de alguém que diga: fica.
Fica mais um dia.
Mais um respiro.
Mais um pedaço de esperança.
Porque, por mais que tudo em mim peça fim,
ainda não estou pronta para morrer.
Ainda não.
Só quero que alguém me tire daqui —
desse lugar onde tudo é dor e silêncio,
onde a alma sangra e ninguém vê.
E se um dia eu não conseguir mais pedir ajuda,
que este texto grite por mim:
eu só queria viver,
mas de um jeito que não doesse tanto
São sempre enormes as coisas da infância, as maiores que teremos na vida, eu penso. As mais inesquecíveis. Talvez, as mais sentidas como verdadeiras. Passamos o resto do tempo atrás dessa sensação.
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