Deus
Clamor do Século XXI
Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Os céus ainda se enchem de gritos,
as fronteiras queimam, as cidades se despedaçam,
e homens em nome da pátria ou da fé
rasgam irmãos com lâminas digitais e bombas celestes.
O espectro do passado ronda outra vez —
uniformes marcham, discursos de ódio crescem,
bandeiras negras e vermelhas se erguem,
e o século, que prometera ser livre,
se curva a velhos ídolos de ferro.
Navios já não negreiros, mas de refugiados,
singram mares de silêncio e de fome;
crianças caem nas praias do Mediterrâneo
como flores sem nome,
sem canto, sem pátria, sem deus.
E nós, que aprendemos com Auschwitz, com Hiroshima,
com as valas comuns da Bósnia,
vemos a História repetir-se como praga.
O homem não aprende — repete.
E cada vez mais fundo cava o abismo onde habita.
Deus! ó Deus!
se calas, que voz nos resta senão a humana?
Se teu silêncio é eterno,
que a nossa garganta seja trovão,
que a poesia seja espada,
que o desespero seja fogo
até que a vida, uma vez, se levante
contra a morte que a governa.
Deus existe. Essa poderia ser a sentença ideal para iniciar um livro. Ou talvez: Deus não existe.
Qual delas prenderia mais a atenção do leitor?
Nada é simples assim. Nem uma, nem outra. Ambas são complexas, teses de difícil comprovação. No campo da fé, a primeira frase pode convencer com facilidade, sobretudo pessoas crédulas. Já a segunda talvez encontre terreno ainda mais fértil se o leitor for cético, agnóstico ou mesmo religioso sem convicção profunda. Em ambos os casos, não se trata de verdade ou mentira imediata, mas do lugar íntimo de onde o leitor parte. A frase inicial não prova nada; apenas revela quem lê.
Seguindo por esse caminho, este será o meu livro mais inquietante. Não porque eu nunca tenha tratado desse tema. Ao contrário, como filósofo, escrevi muitos livros que, de uma maneira ou de outra, trabalharam com essas duas possibilidades. Mas este é diferente. Ele nasce do lugar em que me encontro agora.
Para um leitor curioso, este livro será uma janela aberta para dois abismos. Duas escolhas, duas teses, duas possibilidades. Ainda assim, creio que será um trabalho penoso. Habitar o espaço entre esses dois polos, descer ao mais tenebroso caos para investigar, sob uma perspectiva dialética, questões que há milênios retiram a paz de homens e mulheres de alma profunda, exige coragem.
Se Deus não existe, estamos perdidos. Revoltados, em desespero total, sem nenhuma base para a esperança. Com essa afirmação, Deus não existe, enterramos a metafísica e já não necessitaremos buscar sentido nessa ciência frágil. Então, comamos e bebamos, surtemos e executemos todos os desejos carnais, certos de que não haverá julgamento nem punição moral após a morte, apenas o retorno ao pó.
Contudo, antes de concluir qualquer uma dessas afirmações, é preciso investigar a história de ambos os lados. As pessoas que acreditaram em cada uma dessas posições, o que as levou a sustentar tais teses e quais foram os resultados morais, sociais e históricos dessas escolhas.
Mas de onde partiremos, na corrente do tempo? Em que lugar cultural fixaremos nosso ponto de partida? Que história ou mito serviu para determinar o princípio de tudo? Seria ideal partir de uma crença específica, de uma tradição particular, ou isso seria um argumento frágil, sem credibilidade universal?
Se eu escolher o óbvio, o mito de Adão, não lograrei êxito com aqueles que não creem na tradição oral ou escrita dos judeus. Talvez, se optar por outro cerne, como a cultura africana, ainda assim enfrentarei sérios problemas para resolver essa questão inicial. O impasse persiste.
Contudo, é preciso definir um ponto de partida e seguir adiante. O atraso excessivo também é uma forma de recusa. O que me ocorre agora é outra possibilidade. Sugerir várias origens, vários mitos, várias tradições, e deixar a critério do leitor qual delas melhor lhe servirá.
Talvez não caiba a este livro impor uma origem, nem eleger uma tradição soberana, mas oferecer caminhos. Permitir que cada leitor escolha de onde olhar para o abismo. Afinal, a pergunta sobre Deus talvez diga menos respeito à resposta correta e mais à coragem de sustentar a pergunta.
Então, antes de fixarmos a mente no homem como ser racional ou como criação divina, levantemos os olhos. Olhemos para as estrelas.
Comecemos com um pouco de ciência. Observemos o universo não como metáfora, mas como fato. Sabemos hoje que ele não é estático. Expande-se. Galáxias afastam-se umas das outras, o espaço se dilata, o tempo carrega consigo a memória de um início violento e incompreensível. Houve um momento inaugural, que a ciência chama de Big Bang, no qual matéria, energia, espaço e tempo surgiram juntos, sem testemunhas, sem linguagem e sem propósito declarado.
A ciência descreve o como com rigor crescente. Fala de inflação cósmica, de forças fundamentais, de partículas elementares, de um universo que lentamente se organiza a partir do caos primordial. Mas permanece silenciosa quanto ao porquê. Ela mede, calcula, observa, mas não confere sentido. Talvez não seja essa a sua função.
É nesse ponto que a pergunta por Deus reaparece, não como afirmação, mas como hipótese extrema. Onde Deus caberia nesse projeto? Antes do início, como causa primeira? Como princípio organizador? Ou como invenção tardia de uma consciência assustada diante da vastidão e do silêncio?
Olhar para cima é um gesto filosófico. Diante da imensidão indiferente do cosmos, o homem percebe sua fragilidade e, ao mesmo tempo, sua singularidade. Somos poeira que pensa, matéria que pergunta, universo tentando compreender a si mesmo. Se Deus existe, talvez não esteja nos detalhes morais imediatos, mas nesse espanto original diante do infinito. Se não existe, o espanto permanece, talvez ainda mais cruel.
Todo evento, afirma a ciência, necessita de um observador, pois acontece em um ambiente, no espaço e no tempo. Essas condições são frágeis, mas reais. É dentro delas que algo pode ser reconhecido como acontecimento. Essa probabilidade científica, instável e limitada, talvez seja tudo o que temos para buscar algum sentido no estado das coisas físicas, materializadas. Fora disso, restam apenas hipóteses, silêncio e a vertigem de tentar compreender um universo que existe independentemente de nos perceber.
Assim diz o Senhor Deus.
Eu estou presente mesmo onde tentas esconder.
Vejo o que foi feito em silêncio
e o que pensaste que jamais seria revelado.
Nada se perde diante de Mim,
nem o que foi tomado, nem o que foi entregue.
Tudo retorna ao seu lugar no tempo certo…
e ninguém escapa do que plantou.
Não confundas paciência com ausência,
nem silêncio com permissão.
Eu observo, eu permito, eu recolho
e quando chega a hora, eu exijo.
Permanece… ou cai pelo próprio peso.
Porque o que é verdadeiro se sustenta,
e o que é falso… não resiste à luz.
DeBrunoParaCarla
Confiar em quem está do lado é confiar no plano deDeus. As palavras têm poder e a nossa vitória já está escrita. Agradeço por cada conquista e por saber que, na hora do sufoco, a gente dá um jeito porque nossa união é abençoada.
DeBrunoParaCarla
Eu rezei pra Deus me proteger,
e Ele me enviou você…
Só esqueceu de avisar
que anjos também podem machucar.
DeBrunoParaCarla
Se pensar obsessivamente em deus é uma forma de espiritualidade, então os grandes ateus: "Freud, Nietzsche e Marx" são profetas que anunciaram verdades divinas, estando acima de todos os líderes religiosos vivos atualmente!
Qual verdade filosófica ou científica você, crente, já descobriu? Se a verdade vem de deus, e se grandes ateus descobriram verdades profundas, então todos eles foram escolhidos por deus como seus grandes profetas.
A perfeição de Deus não está no que Ele nos dá, mas no jeito que Ele nos sustenta enquanto a gente espera.
DeBrunoParaCarla
Confiar é fechar os olhos do medo e abrir os da alma. Deus enxerga o que a gente ainda não alcança.
DeBrunoParaCarla
O silêncio de Deus não é ausência...onde o barulho do mundo termina, a voz de Deus começa!!!
DeBrunoParaCarla
É, novamente, para a minha felicidade, pela vontade de Deus, eu consegui mais um ano de vida, mais uma volta da terra em torno da Sol, mais uma primavera benquista, o que não foi nada fácil como nunca é, nem mesmo será, tive emoção e me senti pressionado, chorei, dei risadas, sofri, reclamei, reclamei, mas também agradeci inúmeras vezes, mostrei força e fraqueza, porém, graças ao Senhor, não desisti, pude ver beleza em meio ao caos, exercitei minha resiliência, fui livrado dos males e dos maus, errei bastante, acertei em alguns momentos, tive novas experiências marcantes, cada dia de alguma forma, foi uma bênção, o amor de Deus nunca esteve distante, caso contrário, só teria tristeza, então, levando tudo isso em conta, espero ter destacado neste versos principalmente duas coisas, a providência divina a meu respeito e a minha mínima gratidão diante de tanto zelo.
Viajar graças a Deus entre outras coisas traz a oportunidade de encontrar e de reencontrar algumas pessoas maravilhosas que farão uma notória diferença nos diversos momentos, risadas altas, conversas agradáveis, daquelas que fazem ignorar que o tempo está passando, até as dificuldades perdem uma boa parte da sua força, lugares ganham mais sabor, às vezes se descobre uma familiaridade mesmo com pouca convivência, valiosas lições, ganhos de maturidade, inspirações de resiliências, bastante possibilidades, provavelmente, não será mantido o contato com todos, mas, certamente, cada um sempre contribui de alguma forma com a sua singularidade, felizmente, o vínculo com alguns permanecerá, são os que mais deixam saudades, amizades queridas e inusitadas que não se limitam às viagens.
Creio que um dia, se Deus quiser, saberás que o florescer deste teu lindo sorriso foi muito aguardado, o Sorriso de uma Guerreira, um brilho profusamente poderoso que veio causando um efeito bastante transformador, secando os choros de de preocupações, de tristezas, abrindo espaço para as lágrimas das gratas emoções, de felicidades, a beleza de tua força mesmo diante das tuas fraquezas, da tua grande fragilidade, fortalecendo todos a tua volta, contribuindo para uma fé indispensável, sendo uma bênção calorosa e imensurável na vida de cada um, através deste teu pequeno universo que ainda será grandioso, pois em todos momentos é possível notar o quanto que O Senhor tem sido maravilhoso com o seu agir singular, assim, no tempo vindouro, a nossa vitória virá.
Tente não entrar em desespero,
esta fase, se Deus quiser,
vai passar,
chore se for preciso,
faz parte desanimar,
entretanto, seja mais grato
até que o teu espírito
fique liberto
como um pássaro livre
para voar.
Com seus vinte e poucos anos ,
ela já tem uma vida inspiradora,
tendo em vista que, graças a Deus, continuaseguindo o seu caminho,
indo de encontro aos seus choros
de amargura, às várias vezes que caiu,
mostrando que aprendeu a levantar.
A chuva de suas lágrimas de outrora
deu lugar a uma tempestade vívida
e transformadora, seu sorriso ganhou mais vida, mais relevância, uma luz de sobriedade, seu olhar está mais confiante, então, ficou mais bonita
em cada detalhe, tem mais esperança,
suas feridas estão cicatrizando,
e está amando-se cada dia mais.
É evidente que está ciente
de queé imperfeita
assim como todo ser humano,
mas o fato é que não usará
suas fraquezas para não lutar,
pois o Senhor será sua Fortaleza,
permanecerá lutando e assim,
resistirá.
Que a nova semana que começa... seja de muitas realizações e de conquistas. Que a fé em DEUS... continue sendo inabalável pra todos aqueles que nesse momento necessitam dessa força.
Os humildes de coração recebem a salvação de Deus; os arrogantes, rejeitando Sua graça, caminham à perdição eterna. 🙏🔥
Paulo.dgt
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