Despertar
“Todo nascimento é um despertar silencioso em direção ao fim, lembrando-nos que viver é, também, aprender a despedir-se.”
— Os`Cálmi
"Por ti o povo todo ouço despertar e há aquele urbano movimento onde nada há de se calar por um momento e onde eternamente, nós existiremos, juntos, ocupando a arte que é pública, tão nossa. No verso da folha de ordem de prisão, ainda sim versamos, resistimos, livres. Livres e selvagens."
O modo de despertar está bem perto de grandes pessoas, que ainda não subiram ao pódio.
@SinaisWinner
A mudança gera desconforto.
É preciso transpor a barreira do medo e despertar para novas possibilidades.
Brincando com fogo
Te observar me fez despertar um desejo
Dentro daquela timidez, quais são os seus segredos?
Uma mulher reservada, de poucas palavras e de muita beleza
Eu a observar seu sorriso, seu corpo, seu cabelo.
Mesmo na defensiva, deixou escapar seu endereço
Difícil acreditar, onde você estava escondida esse tempo inteiro?
Será que ela vai deixar escapar o que é preciso para conquistar esse coração em estado de defeso
Me proibi pensar em qual seria o sabor do seu beijo
Conversar com você me fez relutar a esse desejo
Uma conversa descontraída fez o tempo passar ligeiro
Me permitindo sonhar em me perder nas curvas do seu corpo inteiro
E se vendedora é sua profissão
Onde eu compro a passagem que me leva até seu coração?
Nessa viagem só quero te encontrar
Não importa o dia, a hora, nem o lugar
Vamos fazer da cachaça o combustível para essa paixão
E deixar tornar possível: eu e você, desejos, segredos, destinos...
Cultive o otimismo como a melodia que embala a alma, e a cada despertar, celebre o milagre da vida. Encontre a beleza nas pequenas coisas, a força nos desafios e a alegria em simplesmente existir. Valorize cada sopro, cada sorriso, pois são eles que tecem os fios da nossa preciosa jornada.
O despertar para vida, a clareza que faz sentido, o equilíbrio nas emoções.
O amor enriquecedor, a abundância do que é bom.
A cada novo amanhecer uma oportunidade de fazer diferente, são suas escolhas que definem o amanhã desejado.
O hoje um presente de Deus para você, um abraço sincero de luz e esperança,
Que a vida te proporcione o melhor
Que a alegria seja uma constância
Que pessoas boas façam parte desse seu caminho e que você possa brilhar no palco da vida.
Seja o ator principal, não um mero coadjuvante,
Escreva seu roteiro, conte a sua história,
Islene Souza
Dos meus surtos, despertar pra ser feliz foi a que mais me alucinou, aliciou e inebriou. Pois, ser feliz é uma das melhores overdoses que se pode ter. Porque insanidade é não correr atrás e nem ao lado da felicidade. Insanidade é não ser feliz; é deixá-la pra trás!
Despertar não é um instante mágico. É um processo. Às vezes lento, às vezes confuso. Mas cada dia traz um convite sutil: estar mais consciente, mais presente, mais inteiro. Não te desesperes por ainda não ser o que sonhas. O importante é seguir — com fé, com amor, com verdade. A alma sabe o caminho.
“Há trabalhos que não foram feitos para serem apenas lidos, mas para despertar memórias ancestrais adormecidas.”
Quem vive preso à vingança desconhece o verdadeiro sentido da liberdade: despertar nos braços da felicidade.
O mundo em transe, imerso na verdade, sonha em despertar para a realidade —
livre para desbravar segredos, desvendar mistérios, libertar enigmas,
e conhecer a verdade oculta,
aquela que nem os pensamentos ousaram atravessar nas paredes do tempo.
Caminhos seguem, rumando a direções onde poucos têm a audácia de carregar seus próprios passos.
ECOS DO ACASO...
O despertar é uma fagulha num vasto vazio pré-existente, um instante de luz contra a escuridão eterna e silenciosa. Não há um propósito inscrito nas estrelas ou em tabletes de argila, apenas o choque mudo de estar consciente, de respirar. A pergunta é um eco que se perde nos corredores da mente, uma ânsia por uma placa de sinalização num caminho não trilhado. Somos um acidente com a audácia de exigir explicações, uma canção breve que insiste em conhecer a partitura completa. A existência precede qualquer razão, qualquer desígnio oculto, e o porquê talvez seja apenas o som do próprio pulso...
O relógio é um tirano que inventamos para medir nossa queda, seus ponteiros giram velozes, colhendo segundos como flores murchas. A infância é um país distante, visto da janela de um trem em movimento, cuja paisagem desfoca-se em tons de verde e poeira dourada. A velocidade é a percepção do fim, o peso suave da despedida, cada momento um grão de areia escapando por entre os dedos. O tempo não acelera; somos nós que deslizamos ladeira abaixo, e o assombro não é pela rapidez, mas pela proximidade do solo. A memória comprime anos em fotografias sem nitidez, e a vida é esse breve clarão entre duas escuridões imensas...
A ordem do mundo é um quebra-cabeça com peças de outros mundos, não há uma lógica, apenas uma colisão constante de forças cegas. As coisas são assim porque o equilíbrio é um acidente momentâneo, o resultado de um jogo de dados jogado sobre um pano sem gravidade. O caos é a lei fundamental, vestindo o disfarce enganoso da ordem, e a razão busca padrões nas nuvens passageiras. Não há um arquiteto, apenas a poeira cósmica se rearrumando, e a beleza reside justamente nessa falta absoluta de motivo. Acontece porque acontece, uma cadeia de eventos sem testemunhas, e nós somos a parte que, por um instante, ganhou olhos para ver...
A mente é um rio de lava, um turbilhão de faíscas e sombras, pensamentos surgem como insetos efêmeros sob uma luz forte. Eles cruzam o céu interno sem pedir licença ou dar explicações, são estranhos passageiros em uma estação sempre lotada. Essa velocidade é o reflexo do mundo, sua overdose de estímulos, um mecanismo de defesa contra a quietude que assusta. É o cérebro tentando mapear a inundação com um copo de café, uma dança frenética para não ouvir o silêncio subjacente. Cada ideia é uma fuga, um pequeno universo paralelo e portátil, onde se esconder da pergunta é uma ideia no qual não será respondida...
A solidão é um planeta com atmosfera própria, uma gravidade diferente, onde os sons comuns chegam distorcidos e as cores vibram em outra frequência. Não se é de um lugar, mas de um tempo que ainda não chegou para os outros, ou de um passado tão remoto que virou lenda até para si mesmo. A diferença não é uma escolha, é uma geologia íntima, um fóssil na alma, uma assinatura escrita em uma língua que ninguém se dedica a aprender. É o preço de sentir as costuras do universo de forma muito clara, e o fardo de carregar um olhar que nunca se desliga, nunca descansa. Não é superioridade, mas um exílio, uma ilha de sensibilidade crua, onde se é simultaneamente o prisioneiro e o único habitante...
A data não foi um sorteio, foi uma convergência de infinitas variáveis, um ponto único no tecido do espaço-tempo que precisava de uma testemunha. O universo não escolhe; ele simplesmente é, e você aconteceu nele, naquele cruzamento exato de astros e histórias, de sangue e acaso. A pobreza é uma lição, é a geografia cruel onde a semente caiu, o solo árido que exige raízes mais profundas para encontrar água. E o cansaço e o peso de carregar todas essas perguntas sem repouso, a exaustão de ser a interrogação ambulante em um mundo de pontos finais. É a fadiga de um espírito velho que se vê preso em matéria efêmera, ansioso por um descanso que chegará, inevitável e completo...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Ago - 2025
A hora do despertar
É natural ao ser humano relutar diante da experiência do luto, ainda que saiba, em sua consciência mais íntima, que tudo aqui é passageiro e nada é permanente. Há, porém, uma audácia silenciosa: a crença de que jamais irá partir, mesmo sabendo que cada um chega ao mundo com os dias contados.
A vida, sendo viagem de experiências (maduras ou infantis), passa sempre.
Ao desembarcar na estação da existência, o homem deixa para trás entes que sofrem com sua partida e, antes mesmo de chegar, muitos já anseiam pelo seu retorno à casa primeira.
Ao despertar do sono letárgico do período gestacional, o homem chora ao nascer: choro de socorro diante do novo. Contou cada fase para essa oportunidade, mas, ainda assim, sofre o medo de enfrentar o desconhecido: outra vida, outro tempo, outra história.
Assim como o nascimento, a morte pode ser dolorosa, sobretudo para aquele que se acostumou ao corpo material que lhe foi emprestado. Esqueceu-se das responsabilidades assumidas outrora, por livre escolha, ciente do livre-arbítrio de que desfrutaria nesta passagem.
Muitas vezes, o homem se permite a ilusão de ser seu próprio deus, entregando-se às coisas efêmeras e acreditando que detém o controle, sobretudo do seu próprio corpo e mente, jogando- se integralmente às trivialidades materiais. Porém, na hora do retorno à estação primeira, perde-se em descontentamento, arrependendo-se de ter lançado fatias da própria existência ao vento. E, como criança, o velho chora ao perceber que a única coisa que já não possui é tempo para recomeçar, reconstruir, reviver ou corrigir a rota.
Para que a vida não lhe soe como um fardo pesado, é necessário reconhecer, antes de tudo, seu próprio eu e as atribuições assumidas em tempos pretéritos. Pois todo aquele que escolhe retornar à vida jamais estará isento de, um dia, experimentar a morte.
Mari Machado
O Rock é como um desabafo
de uma mente cansada
um despertar pra um corpo desanimado,
Um impulso de vida
nas cordas de uma guitarra,
numa voz expressiva,
um alívio pra alma.
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