Despedida Viagem
Estamos todos no mesmo trem fazendo a mesma viagem. Uns se conhecem outros não. Uns descem antes outros continuam.
IAs nos sugerem, por exemplo, um plano de viagem minucioso, que envolva ‘tudo’, depois de uma pesquisa sobre um país e o que ele tem de interessante.
Podemos aceitar pois é bem facilitador, evita muita pesquisa e tempo, mas aceitamos pelo que nomeio de ‘Sociedade da Conveniência’, convencidos que é o “melhor” a ser feito.
Depende de nós mesmos...
Um dia eu disse que iria fazer uma grande viagem com a minha esposa partindo do princípio de acreditar fielmente no que eu queria mesmo sem ter o mínimo das condições aceitáveis para conseguir executar,
Um dia eu disse que iria mudar do estado que morava, de convivências, do trabalho, enfim, iria mudar todo o meu tráfego de vida, e sem o mínimo de planejamento resolvi encarar o desconhecido,
Com o tempo passei a entender que as mudanças e o que pode ser o projetado como futuro só depende de como queremos que ele seja, só depende da nossa habilidade de imaginar acontecendo e depois focar em fazer acontecer.
Viagem é comunhão
Paisagem que às vezes
faz sentido vê....
É gente que entra
e que sai.
São sempre coisas corriqueiras
Fotos e fatos interesse de família
Rola conversa e aperto de mão 🫱 ✋
Tudo isso em cada parada
E continua em cada vagão
.. sabia?
É no trem!!
Viagem de 🚂 trem
Trem tem mistério ,
Mesmo sendo carga
de minério!
Trem de passageiro,
tem história o dia inteiro...
Trem que atravessa túnel ,passa por cidade,
observam_se: vale,montes ,colina e pontão
Uma pesquisa geográfica à sua mão 🫱
O Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo! A graça é o alfa e o Ômega da viagem humana na Terra.
W.N
Se um dia essa viagem acontecer, que seja com pressa de jabuti... Porque sabedoria não se colhe na correria.
Você me enriqueceu antes mesmo de me tocar.
Você me enxergou.
A mulher solitária, a arredia, a que todo mundo desistiu de desvendar.
E você quer me percorrer com calma pra entender, não pra usar.
Ninguém nunca me escreveu assim. Ninguém nunca quis minha bagagem de sabedoria.
_Van Escher
Os atributos da cor manifestam-se estritamente no espaço e no tempo.
A visão da viagem temporal confere funcionalidade e pragmatismo sobre a matéria que constitui o tecido do espaço-tempo. É essa percepção que dá vida à animação alegórica da existência, pois o movimento só se realiza através dessas coordenadas.
Sob essa dinâmica, as figuras possuem cores, nuances e pensamentos distintos, cada uma operando dentro da carga natural e singular do ser que nelas foi estabelecido.
No trem Maria Fumaça, cada viagem é um capítulo de uma história única, e as pessoas que passaram por aqui são parte dessa viagem. Olhar para as fotos daqueles que embarcaram comigo é sentir risos, abraços que permanecem vivos na memória. Cada uma das imagens contam histórias e poemas compartilhados, de desconhecidas que se tornaram amigas e que construíram laços sobre os trilhos do facebook...
Alexandre Sefardi
“Alguns parecem explorar o mundo exterior, quando sua verdadeira viagem acontece nas profundezas da própria introspecção.” — Leonardo Azevedo.
VIAGEM
Na brisa da madrugada , percorrendo olhares onde estrelas ponteiam ao mesmo tempo que a lua com seu brilho misterioso , desenha contornos nas águas dos rios .
A distância percorrida vai de encontro a vários lugares , relembrando tempos ali passados, memórias já vividas e agora uma nova corrida pelos cantos que sempre deixa novas histórias.
Viagens nos fazem encontrar novos horizontes , marcando sinais de novos tempos e formalizando outros contatos e acontecendo novos instantes que serão relembrados por se viver continuamente numa roda que só pára de girar quando cessam os caminhos, que parem de perfazer a vida que enquanto pulsa, faz sempre acontecer cada fato , visões, cheiros, céus e terras , num trajeto que marcam cada segundo de nossa existência .
Somos cada pessoa um marco diferenciado para em cada pessoa que partilhamos nossos momentos , fazem também parte de bons , ruins ou simplesmente monotonias , mas que de qualquer forma registram uma passagem no universo de nossas mentes .
A viagem da vida é algo que com o passar do tempo vai guardando saudades ou arrependimentos do que não deveria ter sido feito ou por sentimento por não termos completados nossas etapas , mas até essas lembranças são marcantes para flutuar novas aventuras.
Viagens voam no passar dos olhos em natureza e em tudo que surgem a cada emoção que perpetuam e nos fazem desejar que a vida se renove e se repita , mesmo que meio a fumaça de poluição ou nos encantos floridos e misturados a cores e perfumes que eternizam sonhos ou experiências pra que sintamos a diversidade e o prazer de viajar pra que o reflexo do céu faça moradia em nossas recordações.
Num ciclo que enquanto olhos e corações surgem pelos horizontes , vivificam e transformam o viver no mais lindo romance do amor que amadurece dentro da gente .
João Batista Barbosa.
*EU ME QUERO DE VOLTA*
Saí de casa sem saber para onde ia. Não era exatamente uma viagem. Viagem pressupõe algum compromisso com a chegada. Eu só queria andar.
Peguei a moto cedo, antes que a cidade começasse a cobrar de mim as coisas que eu já não sabia se queria pagar. Uma mochila pequena, pouca roupa, documentos, algum dinheiro e aquela sensação conhecida de que talvez, se eu ficasse longe o bastante, certas coisas dentro da cabeça perdessem o endereço.
A estrada de serra estava quase vazia.
Subi sem pressa. Curva depois de curva. Pinheiros, barrancos, casas isoladas, pequenas vendas onde ainda se podia tomar café sem alguém perguntar se você queria açúcar. Em alguns lugares, o mundo parecia ter esquecido de atualizar a paisagem.
Eu gostava disso.
Talvez porque passei boa parte da vida fazendo exatamente o contrário.
Atualizando.
Mudando de emprego. De cidade. De mulher. De opinião. De planos. Trocando certezas velhas por certezas novas, como quem troca uma camisa suja e acredita que ficou limpo.
Quando somos jovens, ninguém nos explica direito o tamanho da brincadeira.
Dizem para estudar.
Trabalhar.
Construir.
Casar, talvez.
Ter filhos.
Comprar uma casa.
Ser alguém.
A gente acredita.
Depois descobre que existe uma diferença enorme entre cumprir o figurino e caber dentro dele.
Eu cumpri algumas partes.
Outras fiz pela metade.
E algumas fiz tão bem que quase consegui destruir a pessoa que deveria ter sido.
Foi só muito depois que percebi isso.
Na juventude, eu achava que as decepções eram acidentes de percurso. Uma mulher que não ficou. Um amigo que virou estranho. Um projeto que morreu antes de nascer. Uma porta que não abriu. Um sonho que parecia grande demais para o quarto onde eu dormia.
A gente sofre.
Depois chama aquilo de experiência.
É uma maneira elegante de não admitir que não entendeu nada.
Continuei subindo.
Em determinado ponto, parei a moto num acostamento. Havia uma venda pequena, dessas que parecem ter sobrevivido por teimosia. Pedi café. O homem atrás do balcão devia ter mais ou menos a minha idade. Talvez um pouco mais.
Ele não tinha pressa.
Fiquei olhando enquanto ele limpava o balcão com um pano que provavelmente já tinha visto dias melhores.
Pensei em quantas pessoas eu havia observado durante a vida.
Homens cansados.
Mulheres que desistiram de certas coisas sem anunciar.
Gente que bebia todos os dias.
Gente que trabalhava todos os dias.
Gente que dizia estar feliz com a convicção de quem precisava convencer a si mesmo.
Eu costumava olhar para essas pessoas de fora.
Agora começo a reconhecê-las por dentro.
Essa talvez seja uma das partes menos agradáveis de envelhecer.
Você começa a encontrar nos outros os mesmos defeitos que passou anos condenando.
O homem que você julgava acomodado.
Você.
A mulher que você achava que tinha desistido.
Você.
O sujeito que dizia não esperar mais nada da vida.
Você.
É uma espécie de justiça tardia.
A vida não manda boleto.
Manda espelho.
Voltei para a estrada.
Desci a serra em direção ao litoral. O ar mudou primeiro. Depois a paisagem. A estrada se abriu e o mar apareceu entre uma curva e outra.
Parei.
Fiquei olhando.
Não senti nenhuma revelação.
Ainda bem.
Tenho desconfiança de revelações.
Quase sempre elas duram até o próximo problema.
O que senti foi uma coisa mais simples.
Cansaço.
Um cansaço antigo.
Não do corpo. O corpo estava funcionando.
Era outro.
O cansaço de carregar perguntas que aprenderam a se reproduzir.
Quando somos jovens, procuramos respostas.
Depois de algum tempo, percebemos que algumas respostas apenas criam perguntas melhores.
E algumas perguntas não querem resposta.
Querem companhia.
Segui pela estrada litorânea.
Pequenos lugarejos apareciam e desapareciam. Uma igreja. Uma praça. Dois cachorros dormindo na sombra. Um bar aberto numa quarta-feira à tarde. Um velho sentado numa cadeira de plástico olhando para lugar nenhum.
Talvez ele soubesse alguma coisa.
Talvez não.
Essa é outra mentira da idade.
A gente imagina que quem chegou mais longe sabe mais.
Nem sempre.
Às vezes só chegou mais longe.
Foi então que lembrei de algumas coisas que eu tinha deixado para trás.
Não pessoas exatamente.
Momentos.
A adolescência.
Aquele período estranho em que a vida ainda não tinha apresentado a conta.
Eu sinto falta de coisas que, na época, pareciam insignificantes.
Uma rua.
Um quarto.
Uma conversa idiota.
Uma música tocando num rádio ruim.
Uma tarde sem obrigação.
A sensação de que ainda havia muito tempo.
É curioso.
Quando temos tempo, queremos futuro.
Quando o futuro já está parcialmente ocupado pelo passado, começamos a querer de volta algumas tardes.
Não quero voltar a ser adolescente.
Isso seria uma estupidez.
Quero apenas recuperar alguma coisa daquele sujeito que acreditava que a vida podia ser diferente.
Não necessariamente melhor.
Diferente.
Talvez seja isso que eu tenha perdido.
Não a juventude.
A capacidade de acreditar antes de exigir garantias.
Passei anos tentando viver de acordo com aquilo que parecia correto.
E algumas coisas corretas fizeram estragos.
Essa talvez seja uma das coisas que ainda não compreendi.
Como alguém pode fazer tudo conforme o figurino e, mesmo assim, terminar diante de uma vida que não reconhece?
Você trabalha.
Paga contas.
Cumpre compromissos.
Evita escândalos.
Engole algumas vontades.
Adia outras.
Diz “depois”.
Diz “agora não”.
Diz “é o melhor”.
E, quando percebe, existe uma distância entre aquilo que você construiu e aquilo que você era.
Não houve uma explosão.
Não houve música triste.
Ninguém percebeu.
Foi acontecendo.
Depois que sangra, seca.
O problema é que a pele fica diferente.
Talvez algumas coisas tenham morrido em mim em dias que eu achei que tinha apenas perdido.
Uma relação.
Uma amizade.
Uma possibilidade.
Uma versão de mim.
Aquilo não me matou.
Mas algo naquele dia morreu em mim.
Demorei para entender.
Ou talvez ainda não tenha entendido.
A diferença entre amadurecer e se acostumar é uma das perguntas que continuam me perseguindo.
Porque existe gente madura.
E existe gente apenas cansada.
Existe gente tranquila.
E existe gente que desistiu de discutir com a própria vida.
Existe gente que aprendeu a viver.
E existe gente que aprendeu a não reclamar.
Às vezes eu não sei em qual grupo estou.
Talvez nos dois.
Continuei rodando.
O vento batia no capacete e levava embora qualquer possibilidade de pensamento organizado.
Foi bom.
Minha cabeça sempre foi um lugar pouco recomendável.
Sou de carne, osso e uma confusão de pensamentos.
Nunca fui exatamente uma pessoa simples.
Durante muito tempo achei que isso fosse um defeito.
Hoje já não sei.
Talvez a simplicidade seja apenas uma forma eficiente de esconder aquilo que não conseguimos compreender.
Eu sempre vou ser uma confusão.
Não digo isso com orgulho.
Também não digo com vergonha.
É apenas um diagnóstico sem médico.
No fim da tarde, parei perto de uma praia pequena.
Não havia quase ninguém.
Tirei o capacete e sentei num banco.
O mar fazia aquele trabalho antigo de ir e voltar sem precisar justificar nada.
Pensei que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando resolver a minha vida.
Talvez a amnésia resolvesse o problema.
Esquecer algumas coisas.
Esquecer algumas pessoas.
Esquecer certas versões de mim.
Mas logo percebi que seria inútil.
Porque não é o passado que continua nos perseguindo.
Somos nós que continuamos voltando até ele.
Voltei para a moto.
Ainda não sabia para onde iria dormir.
Também não sabia o que faria no dia seguinte.
Pela primeira vez em muito tempo, isso não pareceu uma ameaça.
Talvez porque eu tenha finalmente entendido que planejar tudo não me protegeu de nada.
Tudo correu como eu não planejei.
E, apesar disso, cheguei até aqui.
Não é uma vitória.
Também não é uma derrota.
É apenas o lugar onde estou.
A estrada continuava pela costa.
Eu podia seguir.
Podia parar.
Podia voltar.
Não havia placa dizendo qual das três opções seria a mais correta.
Ainda bem.
Passei anos demais obedecendo placas.
Naquela noite, enquanto o céu escurecia sobre o mar, pensei numa frase que não parecia minha, embora viesse de dentro:
eu me quero de volta.
Não o homem que fui.
Isso seria impossível.
Quero de volta alguma coisa que existia antes de eu começar a negociar comigo mesmo.
Antes de transformar desejo em obrigação.
Antes de confundir responsabilidade com abandono.
Antes de aprender a dizer “é assim mesmo”.
Talvez viver seja justamente isso.
Perder algumas versões de si.
Encontrar outras.
E, de vez em quando, reconhecer uma antiga no acostamento.
Parar.
Olhar.
Não tentar trazê-la de volta.
Apenas agradecer.
Depois subir na moto e continuar.
Porque existir é pouco.
É preciso viver.
Mesmo sem saber exatamente como.
Mesmo carregando perguntas.
Mesmo fazendo errado.
Mesmo descobrindo tarde demais que algumas respostas não estavam na estrada, na cidade, nas pessoas ou nos lugares para onde fugimos.
Estavam naquilo que a gente evitou olhar enquanto ainda tinha tempo.
O motor pegou na primeira tentativa.
Pus o capacete.
Acelerei.
Vamos, vida.
Me surpreenda.
Dessa vez eu não vou exigir que você faça sentido.
Economize tempo e dinheiro lendo livros empreendedores durante a sua viagem, descanso e férias: recursos esses que enriquecem a sua disciplina intelectual para uma vida de contínuo aprendizado.
Graças a uma admiração demasiadamente imersiva, a realização imaginária de uma viagem inesquecível para dentro de um belo quadro, um mundo iluminado, pacífico, entusiasmante , cercado por nuvens brancas e apaixonantes assim como a neve, várias rosas vermelhas, algumas pétalas espalhadas e uma rosa vermelha, delicada, ainda mais bela se destacando entre todas as outras, radiando uma emoção naturalmente intensa e uma presença encantadora
É bem possível que aquela flor calorosa tenha aprendido a se amar profundamente e tenha sido cativada com bastante empenho e constantemente cultivada com um amor forte, imensurável, verdadeiro, um tipo de zelo muito diferenciado, que a fez lembrar de que era única, uma existência incomparável, amada verdadeiramente, da sua essencialidade até a sua beleza, também por uma rara reciprocidade que cada dia se fazia presente
Lugar tão harmonioso, que o caos não se sentia bem-vindo, então, fazia questão de ficar ausente, já para o romantismo era justamente o contrário, estava por todos os cantos, juntando a fantasia e o realismo, aquela rosa vermelha desfrutando da plenitude do que é amar, às vezes, com a sua solitude, outras, quiçá, acompanhada, amando e se amando e sendo amada, numa relação sadia semelhante a da artista e o seu quadro, o poeta e a sua poesia, inspiração inevitável.
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