Despedida do meu Pai que Ja Morreu
A tristeza virou poesia
Cada lágrima, uma nova canção.
E no lapso daquele absurdo
Renovei o meu coração...
Vivo na intensidade do meu próprio caos, entre o sopro e o furacão das emoções. Sou feita de explosões e silêncios, de surpresas que me desarmam — gosto tanto de surpreender que, às vezes, me espanto comigo mesma. Carrego a leveza da espontaneidade e o sabor afiado do humor ácido que me protege e revela.
LEMBRANÇA
meu problema
minha vida amorosa
no fundo do poço
sem solução
quando o vejo
lembro do primeiro amor
e logo me arrependo de lembrar
meus sentimentos mudaram
ele também
não somos mais os mesmos
e nunca mais seremos
viramos estranhos de novo
com corações que já se amaram
ele eu nunca vou esquecer
não importa o que acontecer
o primeiro amor
não é de esquecer
Dúvida
Tu deixas-me em dúvida
Será que eu te deixei viúva?
Eu ainda sinto o meu corpo dançar na chuva
Não posso te ter deixado viúva em noite de núpcias
Tu deixas-me em dúvida
Será que eu te deixei viúva?
Ou será esse cenário que te assenta que nem uma luva?
Eu preciso saber agora mais que nunca!
Tu deixa-me em duvida
Será que eu te deixei viúva?
Mesmo que fosses a última
Nunca te deixaria nas ruas da amargura
Tu deixas-me em duvida
Será que fui eu que te deixei viúva?
Continuo firme na luta
Para tentar entender qual é a tua
Serpenteia-me
Juvenil Gonçalves
Tu serpenteias meu peito em espirais,
como cobra de cipó nas rendas do mato,
enroscando teu ser nas fibras vitais
do meu íntimo bosque, denso e insensato.
Teu gesto é lasso, é laço, é nó, é enredo,
é perfume de seiva, é canto de galho,
é murmúrio que roça o sono e o medo,
e enlaça minh’alma num doce agasalho.
Teus olhos, duas luas em pleno enlevo,
teu toque, vertigem de liana e vento,
teu beijo, raiz que adentra o meu enlevo,
e brota em mim jardins de encantamento.
Assim me vences: sutil, doce, voraz,
teu corpo é serpentina a me habitar,
e eu, rendido, sou tronco, flor e paz,
nas voltas do teu seio a me enlaçar.
Mais uma noite sem você e o silêncio é o único som que ecoa em meu coração lembrando me que a saudade é o preço que pago por amar alguém tão especial
Os cores de um olhar
Azul não é a cor mais triste,
A cor mais triste
É a do meu olhar
Quando se fecha
Por não querer enxergar.
Os pássaros não cantam à noite,
As estrelas não brilham de dia,
Porém o coração brande sem cessar,
Assim como o mar,
Que às vezes calmo,
Às vezes feroz.
Em uma ressaca eterna,
Meus olhos admiram
E também julgam,
Sonham e também lembram.
Azul não é a cor mais triste,
A cor mais triste
É a do meu olhar,
Pois tem tons de esperança,
Esperança de um dia estar com quem tanto sonha.
Não se pode brincar com o coração,
Pois é muito fácil se afogar
Nadando em sentimentos,
Em busca de um refúgio
Onde possa me alimentar.
Ouvindo o balanço do mar,
Balançando nas cores do seu olhar.
Os pingos d'água que caem sobre meu rosto são promessas flutuantes, e a própria estrada, uma linha infinita de possibilidades.
Ro Matos
Questionei-me em meio as minhas lágrimas escorrendo pelo meu rosto essa minha tal sensibilidade demasiada... Logo a voz do meu autor me respondeu que não seria mais que um belo dom de detalhes... Dizia que nunca foi defeito em mim... Que sim um dom maravilhoso que carrego de enxergar o mais profundo da alma... Queria usa-lo disse Ele! Para que enxergues no outro o que ele mesmo não vê! Para que sinta o que ele sente e o ajude a entender a sua dor e assim eu possa cura-lo... Faço através de você...
"Meu vício não é o resultado, é o esforço inegociável, o processo amargo e doloroso. Se for difícil, é o caminho certo."
"Meu café da manhã: café puro para a alma, disposição para a mente, e 21km para o corpo. Sem atalhos, sem açúcar."
Quando o dia do meu silêncio finalmente chegar, vai doer mais em mim do que em você. Mas vai passar. E em você, a dor vai começar a aumentar, aos poucos… mas ela, ao contrário, não vai passar. A dor vai ficar… para sempre. E ela doerá eternamente.
Senhor, meu Deus, quero-te pedir perdão pelo meu esquecimento. Sei que o Senhor existe e confio em ti. Mas, muitas vezes, no calor do meu desespero, esqueço-me de intensificar ainda mais a minha fé e elevar o pensamento a ti. Esqueço que tu conheces o meu coração e sabes das minhas necessidades. Tu sabes do que preciso, até mesmo antes de mim. Então, por deslize da minha alma imperfeita, não recorro a tua divina proteção e ao inigualável amor que tens por mim. Peço-te, Senhor, perdão pelos momentos que não ergo os olhos para o céu e pelos dias que não me ajoelhei pra agradecer-te, louvar-te e entregar plenamente a minha vida a ti; de me lançar ao sofrimento e não dá ouvido ao teu chamado: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. E o Senhor me alivia, repõe as minhas energias, cuida de mim com tanto amor e cuidado, que me sinto estar em teu santo colo. É nesse instante que tudo volta a ter paz dentro de mim, a ter os meus caminhos perfumados por tantas flores que jogas, só para encantar e adornar os meus passos, só para me ver feliz. É por isso que, Senhor meu Deus, humildemente, venho-te, através destas sinceras palavras, dizer que errei quanto do esquecimento de trabalhar em prol da minha própria felicidade, não dando minha vida a ti, quando o desespero me assola e ele consegue me tirar da razão e me coloca diante de uma momentânea falta de fé.
Agradeço as palavras ditas,
As palavras sentidas,
As palavras que tocaram o meu coração.
Agradeço os desejos enviados,
Os amores explanados
E esta tão mais linda emoção.
Agradeço tudo que pra mim desejares,
Pois sei que tu partes de grandes vontades
Do bem que queres me dar.
E se ainda pra ti faltares agradecimento,
Entendas que o meu mundo,
Além de intenso,
Repousa no altar do teu mais puro gostar.
Meu perdão
Eu me perdoo porque não tive quando criança a estrutura necessária.
Eu me perdoo porque culpei por muito tempo pessoas que achava ser necessário quando na verdade não eram.
Eu me perdoo porque por um tempo não conseguia ver a beleza da vida nos detalhes.
Eu me perdoo porque me isolei achando que seria o melhor.
Eu me perdoo porque me vesti com uma capa de fúria achando que era a solução.
Eu me perdoo porque amei pessoas mas do que a mim mesma.
Eu me perdoo porque falhei com a minha essência.
Feliz palpita meu peito
Com vigor, força e energia.
É que, entre nós, foi refeito
O laço que nos unia.
E do laço fez-se o abraço
E do abraço fez-se o amasso
Até ao amanhecer do dia!
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