Despedida de uma Pessoa Querida
Caráter é igual a sangue: é único; e está dentro da pessoa
Reputação é igual a roupa: existem varias; cobre o corpo; suja; mancha; rasga; e com passar do tempo, não serve mais
Quer, realmente, conhecer o caráter dessa pessoa? Então espere, ela não vai conseguir, por muito tempo, esconder seus principios.
Você pode fazer tudo que puder por alguém, você pode dar e mudar a vida por essa pessoa, você pode comprar um milhão de presentes, fazer um milhão de agrados, mas nada disso conquistará o amor.
As pessoas confundem amor com agradecimento e comodidade, amar não é ser fiel e feliz com uma pessoa que faz tudo por você, amor vai muito além de fidelidade e se sentir bem com alguém.
Concordo que tal sentimento pode ser construído, mas jamais concordarei que é adquirido com o tempo. Se você está com a pessoa a mais de um ano e não sabe se a ama, volte 12 casas e vá procurar alguém que consiga tirar seu coração pela boca sem necessariamente ter que mover o mundo por você, alguém que faça você querer mudar a vida simplesmente para tê-la ao seu lado.
Não seja injusto com alguém que te faz bem. Caso você não sinta amor vá procurar saber o que é com outra pessoa e deixe alguém que você sabe que é especial, mas não pode corresponder, ser feliz.
Diferencie amor de gratidão e queira conhecer o sentimento mais lindo que existe. Também aprenda a não ser egoísta e deixe esse alguém que te faz bem, mas que você não ama, sentir alguém a amando.
Lembre-se: todo mundo merece se sentir amado, todo mundo merece amor.
Eu sabia, eu simplesmente sabia! A pessoa que escrevia os diálogos da minha vida trabalhava numa telenovela de péssima qualidade
Me desculpe pela pessoa que eu me tornei. Não pude evitar de ser quem sou agora. As pessoas me tornaram assim, o que elas me fizeram, fez com que eu ficasse assim. Sem pena do mundo. Sem vontade de sorrir sem motivos - até porque nem com motivos eu consigo mais sorrir - Já que todos os motivos forma-me tirados, eles não tiveram sequer um pingo de compaixão pelo que eu estava sentindo naquele momento. Eu não era assim, desse jeito de não ter jeito com as pessoas. Eu era feliz, até que eu me lembre, eu fui feliz.
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
A pessoa que realmente está progredindo não anuncia a todos sua evolução.
Isso é infantilidade, ela simplesmente... Cresce. Sem dar satisfações a ninguém.
Ser fiel está muito além de beijar ou não outra pessoa.
Ser fiel é querer estar ali, mesmo quando se pode estar em qualquer outro lugar.
A maturidade é verificada quando a pessoa reconhece que é a única responsável pelos seus problemas e pelas suas alegrias.
Perdemos tanto tempo observando o que a pessoa que costumava nos amar anda fazendo, que fechamos os olhos pra ver quem está disposto à nos amar hoje.
A gente não escolhe de quem vai gostar, triste? Não sei. Prefiro pensar que no fundo essa pessoa sempre esteve por ali, esperando a hora certa pra aparecer e roubar nossa atenção. Roubar nosso coração. Partir nosso coração. Porque essa pessoa não é a pessoa certa, não... É alguém cheio de defeitos, que erra, que nos machuca, que nos decepciona, que nos abandona... Mas que depois volta, te pede desculpa e nos faz sentir tudo de novo. Pessoa imperfeita. Cheia de erros. Errada. Mas que sempre vai ser a certa. Pra mim.
Se aprendermos a abrir nossos corações, qualquer pessoa – incluindo aquelas que nos deixam loucos – pode ser nosso professor.
A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos.
