Despedida de uma Pessoa Querida
Ela é de virgem, ela é de ébano e uma deusa é guerreira de verdade.
Inteligente, educada, filosofa é rara de valor é milhão.
De amor, seu sorriso já detonou, há tempos um coração.
Pensando em você, pensando em viver, uma hora ao seu lado.
Melhor que viver 10 anos na frente de uma televisão
Se tudo na minha mente se confundi mesmo e não passa de ilusão
Melhor olhar seu retrato tentando sentir o perfume que deixa no ar
Ou curtindo uma lembrança da lua em teu rosto
De cada passada na passarela quando passa
Que a minha memória invade e me maltrata
Então me diga, existe uma canção para a minha dor?
Crucificado, glorificado, questionado, louvado seja o nome do senhor, você está de joelhos e com as duas mãos apoiadas na cama, sua alma dói fazendo com que não sinta o chão, milhões de dedos apontados, eu enfrento demônios com dedos apontados, de língua afiada, meu Deus você pode me ouvir?
Eles jogam terra nos seus sonhos, o mundo é um cemitério de sonhos falidos, milhares de corações trincados, quebrados, você quer a luz, eles apagam as chamas, apenas vaga, apenas pisa, pra onde se vai sem sonhos? Até a onde aguenta? eu não sei, senhor você pode me ouvir?
Está difícil permanecer em pé, eles querem me ver humilhado, derrotado, é o prazer dessa gente podre, você disse ame uns aos outros, eles fecham as portas, porque senhor? Porque está fazendo isso comigo? Quando se é sozinho, é difícil manter a decência e não chorar, a vida bate forte, ela diz, desista, desista.
Eu simplesmente estou cansada, o senhor pode me ajudar? Todos esses anos tenho acredito no senhor, tudo que tenho feito é esperar em ti, quando será a minha vez? Meus pés estão cansados, minha cabeça pesada, olhos molhados, a fé é grande, não me abandone, sou humana ridícula, preciso de provas, isso não é um choro, nem uma reclamação, eu estou te chamando, eis me aqui, me cure, cuide do meu caminho, abra todas as portas para os meus sonhos, concretiza, realiza.
Eu quero dizer aleluia, essa é uma carta para o senhor, meu Deus, meu pai, senhor eu atrapalho? Tem um tempo pra mim? Eu não sou Jesus Cristo meu senhor, não aguento a minha própria cruz, me dê força, me ajude a passar. Todo mundo diz acreditar, mas os dedos estão cruzados, ninguém quer aqui desafiar a solidão, o seu santo sagrado nome em vão, dê uma última olhada nessa oração.
O Futuro é incerto e o vento nem sempre sopra a favor. Pensando nisso eu poderia terminar com uma rima espetacular, no entanto apenas direi que: Agente se vê
MAIS QUE UM AMOR UMA UTOPIA
A cada momento um novo olhar,
Para cada olhar, um novo momento.
O tempo transforma cada olhar em um novo sentimento.
O amor que não se renova se perde no tempo.
O amor seja ele qual for não dura um só momento.
As lembranças da pessoa amada perduram no tempo.
O planejamento unificado serve de alimento,
Pois amor de verdade dura tempo, tempo, tempo.
Quero amor por inteiro, amor verdadeiro,
Quero sentir saudade, amor marcante,
Quero um amor livre e não doentio.
Um amor que tenha fim, não quero um amor ordeiro.
Um amor que não persista numa vida errante,
Que seja ardente enquanto dure, e não doentio.
No momento em que me debrucei a fazer este poema, havia acabado de chegar de uma aula de Sociologia. Me encontrava pensativo ao analisar a divisão de camadas estabelecidas pelo Sistema de Castas Indiano, assim como as camadas estabelecidas desde a queda do Sistema Feudal até chegarmos ao modelo Capitalista atual. A grande e principal semelhança existente entre todos esses sistemas resulta na produção de desigualdades sociais.
HUMILHAÇÃO
É nascer pobre sem querer, e continuar a viver!
Obrigado a fazer o que não se quer,
Nas mãos da classe dominante como uma sentença!
Subordinados por serem pobres.
Humilhados por toda a vida pela classe nobre.
O preconceito acabou mulher negra? Não, morena!
Sempre sem liberdade, obrigados a fazer,
Capitalismo do ter para manter.
O que fazer? Ter para ser?
Querer ou não querer?
Permanecer ou não permanecer?
O que fazer se não tiver e querer ser?
Viver sem querer? Ou continuar vivendo por viver?
Defino a vida em querer, ser, ter, sobreviver e permanecer.
É preferível ouvir uma crítica sincera a um elogio falso. A crítica servirá de parâmetro para uma evolução pessoal, enquanto o inautêntico elogio levará a manutenção do “status quo”, sem motivação para maiores progressos.
INSEGURANÇA QUEM ÉS TU!!!
Em uma terra onde somente o dinheiro é o que interessa, não há como prosperar e certamente a insegurança será a "matriarca"...
A prosperidade caminha de mãos dadas com a partilha e a segurança é o resultado da interação entre a comunidade.
Os lobos ladram sob a caça, se mordem como feras cada qual quer o melhor pedaço do cordeiro abatido, os abutres do alto observam a matança a espreita de uma oportunidade para também se lançarem sobre a carcaça mórbita e fétida, o pastor só tem a angustia e a insegurança a lhe assediar ...
O rebanho não reage, com pânico esquecem seus semelhantes, e os lobos fazem a festa, não a esperança pois ovelhas sem o pastor nada são, o pastor inseguro se esconde e sofre as consequências do imiscuidade.
O pastor temendo a matilha se acovarda e entrega a vigília aos lobos vorazes, que compartilham se com os famigerados abutres; aos abutres a migalha, resta somente lamber os ossos.
O caçador observa tudo inerte, nada a fazer, é necessário àquele que caça e traz a segurança as ovelhas e prosperidade ao pastor, a autonomia e a confiança ... o pastor então acaricia os lobos, as ovelhas confiam no pastor, o rebanho segue sua caminhada a mercê do algoz inimigo, a insegurança e verídica e mortal...
Nene Policia
Uma pintura reproduzirá sua caricatura na interpretação do desenhista; uma foto retratará sua fisionomia aos olhos dos demais; um espelho vai refletir como você se enxerga; porém, olhar para seu interior é que permitirá descobertas sobre seu verdadeiro Eu.
''Queria achar a maneira mais fácil de dizer que preciso de você, uma forma de resumir o que você me faz sentir...que pena que você está longe de mim.''
Há quem prefira colocar uma máscara e atuar de forma falsa no palco da vida, mas a real arte é ser verdadeiro.
Era uma vez a ferrovia!
Povo cheio de tanta história,
oh, povo sem memória!
Escrevendo seu passado
nas linhas da ferrovia, que
traria o progresso e tanta alegria...
Mas que trouxe em seu eirado, a triste,
triste sina de quem viveu a real vida,
e o triste fim no Contestado, que
nas barras do progresso que foi sim,
e é até hoje,... um caminho pedregoso.
Trouxe pois, trouxe emprego,
bovina, dócil, calmaria por uns tempos,
o que hoje já não há. Há sim, muita,
muita hipocrisia, de gente que diz
que um dia lutou para a ferrovia ficar!
Que fez de uns poucos - proprietários,
em negócio sigiloso, daquilo que um dia foi
da posse real do povo, em sua forma mais igno
sem saber que era dono, desse bem assombroso,
enorme, grande colosso - uma linha férrea -
belíssima, que em outras plagas seria,
o caminho para outras, muitas outras,
bem vindas vias!!!
O agora nunca é suficiente. Costuma-se viver o presente numa eterna gangorra: uma hora no passado, outra no futuro.
