Cartas de despedida para sogra que vai deixar saudades
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"Não sou muito de Despedidas. Prefiro Encontros Marcados. Mas... É ótimo não Encontrar ou Despedir-se de Visitas Oferecidas (ou 'Entronas', como diziam)!"
0374 "Ouvi dizer que a Patroa despediu a Cozinheira não somente porque cozinhava mal, mas também por 'atrevimento': Ela queria que a Patroa cozinhasse melhor!"
30 de janeiro
No dia trinta, o tempo resolveu parar,
Janeiro se despediu com gosto de promessa.
Não foi o mês que nos uniu,
Foi o instante em que teu nome passou a morar em mim.
Os dias correram leves, quase tímidos,
Aprendendo o ritmo do teu riso, do teu silêncio.
Cada amanhecer somou saudade,
Cada noite confirmou que era real.
Fevereiro chegou sem pressa de explicar,
E no vigésimo oitavo dia, o amor completou trinta.
Não precisou de outro dia trinta no calendário,
Porque o que conta se mede no sentir, não no número.
Se em poucos dias já somos tanto,
Imagina o que o tempo ainda quer escrever.
Que venham meses, anos, infinitos,
Eu sigo escolhendo você, dia após dia.
Há encontros que nos moldam
e despedidas que nos ensinam.
A dor não vem só para ferir,
ela chega para transformar.
E quando tudo parece caos,
talvez seja apenas a vida nos alinhando.
Enquanto Ainda Há Vento
Quando o vento já não encontrar caminhos
E o sol se despedir do próprio brilho,
Quando o som se dissolver no vazio
E o silêncio reinar absoluto...
O que restará da viagem?
Que respostas nos aguardam após a travessia?
Haverá preço a pagar pelo percurso?
Qual será o peso das escolhas
E o valor das nossas ações?
Enquanto o sol ainda aquece os dias
E o vento insiste em soprar,
Há tempo, precioso e breve,
De viver com verdade,
De semear o bem sem medida,
De caminhar leve, sem dívidas na alma,
E de fazer da jornada
Um caminho digno de memória.
Porque, ao final,
Não levamos o tempo,
Levamos o que fizemos com ele.
Izaias Afonso
“Eles se despediram tantas vezes… Mas nenhuma parecia ser a última. Até que foi. E não teve mais volta… Foi um adeus.”
"Ela não raspou o cabelo. Ela se despediu da mulher que era… pra tentar sobreviver com o que restou."
"Às vezes, a vida te obriga a se despedir de quem você era — em silêncio, com o coração em pedaços…"
Nunca estive preparada para partidas ou despedidas inesperadas. Ninguém me ensinou que alguém pode ir embora antes do fim, ou decretar um fim no meio da estrada. Ninguém nunca me falou nada.
Despedidas e separações são cortes profundos na alma, e eu nunca estarei preparada. Haverá lágrimas e haverá saudade, porque tudo o que sou é amor ao eterno. Mas finais felizes nem sempre serão um 'para sempre'.
"Reflexão de vida desapego"
“Não evite as despedidas, por mais dolorosas que sejam. Não segure ninguém, porque só vão aqueles que precisam ir.”
@Suédnaa_Santos.
Há dores que a alma não sabe nomear.
Silêncios que doem mais que o choro, despedidas que parecem rasgar o peito em mil fragmentos.
O luto é um desses vales onde até a fé, por um instante, parece perder o caminho de volta para casa.
Odeio Despedidas
"Odeio despedidas. Não pelo fato de ter que agradecer e demonstrar a enorme gratidão pelos que ficam, muito menos pela parte que você deixa claro ou tenta deixar estampado tudo aquilo que sente pela pessoa que está se despedindo. Não por isso! Essa é a melhor parte. Na verdade acho que não deveríamos esperar chegar o dia da despedida para dizer essas coisas, até porque, muitos vão e não voltam mais e outros nem a oportunidade de se despedir encontram antes de partir. Nós seres humanos somos perfeitos bobos! Esperamos o pior dia para falar sobre as melhores coisas. Aí pronto, vira aquele mar de sentimentos! Sentimentos de alegria misturados com nostalgia e com a dor da perda daquela pessoa que ainda nem se foi. A vontade mesmo era de ficar no conforto dos objetos familiares e da vida previsível, na sombra que nos dá as pessoas que amamos e que nos amam, afinal, já está tudo conquistado, o território é seu e o seu lugar já está guardado, é só viver! Acordar cedo e continuar de onde parou no dia anterior.
Mas admito... Tenho um grande defeito! Odeio Rotina! Os mesmos cheiros me cansam, o mesmo sabor...! Acho que é por isso que brinco com as variedades dos perfumes...
Gosto de me apaixonar todos os dias, seja por alguma coisa, por um alguém e especialmente por mim. Adoro conquistar e ser conquistada! Entretanto, o meu odiar da despedida não é por isso...Não é pelo comodismo de uma vida pacata, cheia de amigos e família ao redor. Não é pelo medo de perder as conquistas e toda a realização que tenho hoje em minha vida. É pelo simples fato de ter que deixar... Nós seres humanos somos extremamente ligados às coisas, sejam elas materiais ou pessoais.... A despedida gera a "deixa" da casa, da cama, do trabalho, dos amigos, da família. Mas o que mais me incomoda não é a casa, a cama, o trabalho ou a família! É o sentimento... É o sentimento que a casa me proporciona, o sentimento que o trabalho me proporciona, é o sentimento de ser filha e ter o colo da mamãe, de ter uma Vovó linda e ser a netinha de “açúcar” , de ter a família mais perfeita do mundo.... e ter que deixar....
É o sentimento de ser feliz... que uma amizade me traz, ou a presença de um alguém que se tornou tão importante por dividir comigo os dias de uma simples rotina, que hoje, é parte da minha vida, e eu sei, que vai ser difícil deixar... É deixar o que já se construiu para construir mais, sem ter a certeza do alicerce que encontrará pela frente ou até mesmo se encontrará um solo firme para construir de novo! Não seria reconstruir, porque o que foi construído, não cai, não desaba.
A mudança nos cobra coragem, coragem de construir mais e até mesmo melhor! Coragem para olhar pra trás e se certificar que o que construiu até agora foi o bastante para permitir que a sua ausência não faça tremer as bases da sua construção. Cobra-nos a esperança de que ao voltar, tudo permanecerá no seu lugar; claro, muitas plantinhas murchas precisando ser aguadas, mas outras intactas com o olhar focado na porta desde a sua partida a espera da volta, convicto de que nada se perdeu durante a sua ausência, que o sentimento não se foi, pelo contrário, se intensificou, mesmo sabendo que ao voltar, tudo estará meio igual e meio diferente, porque já não seremos mais as mesmas pessoas...
Dói ter saudade, porque "a saudade não deseja ir para frente. Ela deseja voltar" (Rubem Alves). Acho que é por isso que muitos não se despedem, por ter medo de querer voltar. Meu medo não é esse! Gosto do ditado que diz “que o bom filho (SEMPRE), à casa torna”. O meu medo, meu grande medo é de ir sem me despedir direito. De deixar dúvidas do meu carinho e gratidão pelas pessoas que eu gosto e amo e que participaram ativamente da construção da minha felicidade hoje (que é muita!!). Pois a felicidade aparece para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam em nossa vida. (grande Clarice Lispector)
Bom, admito, deveria ter feito isso antes, eu sei, mais ainda bem que tenho 22 anos (fiz recente....rs), tá em tempo...Mas é difícil entender o porque das coisas acontecerem no tempo e momento que acontecem... Momento em que tudo está perfeito... família perfeita, amigos perfeitos, um trabalho perfeito... Deixar por que...? Porque o meu sonho ainda não está perfeito...
Eu sei, é querer demais, querer entender tudo que acontece em nossas vidas – tenho esse defeito, tentar entender os porquês, as coincidências e-ou Destinos (o que preferir). As pessoas que entram em nossas vidas, as escolhas e oportunidades que entram e saem de nossas vidas, que cabe a nós, percebê-las, escolhe-las e agarra-las.
Acho que no final, o segredo está em fazer... Fazer tudo o que se pode nessa vida... até poder, porque pode ser que amanhã não se pode mais. Arrepender? Essa palavra foi retirada do meu dicionário a partir do dia em que uma pessoa (muito) especial me disse que “é raro a gente se arrepender do que se fez”... Sinceramente não me soou bem inicialmente, mas parei, pensei... e depois disso percebi o quanto ela foi feliz no que disse. Só errou na palavra “raro”. Descobri, depois de pensar muito, que em minha vida (conhecimento de causa), não houve mesmo, nada que me arrependi de fazer. Até a maior das minhas loucuras...me orgulho dela....ou delas. Faria tudo de novo, e até mais! Pois foram elas que modelaram o que sou hoje, foram elas que me trouxeram até aqui... Me fizeram ser o que sou, e o que serei, se Deus quiser... Faça! Você só se arrepende do que não fez, e quando vierem as conseqüências, agradeça... Pois, afinal, o que seria uma vida sem conseqüências... sem obstáculos e sem os problemas para te trazer alívio no final?! São eles que dão sentido a vida, são eles que dão mais brilho e mais valor ás conquistas. A vida sem obstáculos seria uma vida sem meio, porque os obstáculos, os tropeços dão rumo ao caminhar, (ou até tiram). Ele muda o percurso, faz e refaz, constrói e reconstrói tudo de novo, várias vezes se for preciso. Ele que nos faz escolher caminhar pela direita, ou pela esquerda, ou até parar e estagnar, com medo de caminhar. É preciso do meio, pra se ter um final. O fim é dependente do meio.( por isso nunca queria ser o fim... rs) Queria ser o meio, e o meio é o obstáculo, que dá liga ao início e ao fim. A vida sem os obstáculos seria igual aqueles livros que começamos a ler e não nos entusiasmamos tanto, mas ainda esperançoso, folheia o livro até o final e lê a ultima página, e com essa ultima página você entende o livro todo... porque ele não teve meio, o meio não foi importante, se eram verdes ou brancas as páginas, você não sabe, porque pra você eram só páginas....Quanto às emoções, os sofrimentos, os momentos fascinantes, o frio na barriga, as experiências.... Não houve! Porque essa parte está no meio do livro, está nos obstáculos..."
Despedida a Isabel
Minha mui querida Isabel,
despeço-me — não apenas de vós,
mas de tudo aquilo que em vós encontrei
e em mim se perdeu.
Há muito percebo
o peso de minha presença em vossa vida,
como se meu amor vos fosse fardo,
e não abrigo.
E eu, que vos amei em silêncio e constância,
aprendi a ler nos gestos ausentes:
no rosto que se volta,
nos beijos contados,
na ternura que não mais floresce.
Assim, pouco a pouco,
fui me tornando sombra de mim mesmo,
habitando um vazio onde outrora
vivia esperança.
Se errei — e sei que errei —
não foi por desamor,
mas por não saber amar melhor
quem sempre foi tudo para mim.
Perdoai-me, pois,
se vos causei dor;
carrego comigo a culpa
e a devoção que jamais cessou.
E assim parto —
não de vós apenas,
mas do que fui
quando ainda havia nós.
“Ele descobriu que todo amanhecer é um apelo à despedida.
todo nascer é um desviver, um desencontro no ponto de partida”.
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