Despedida de Emprego

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Meu coração ainda sabe o seu nome, mas minha mente já entendeu que você é passado. Adeus.

A parte mais difícil de te ver partir não foi o adeus, mas perceber que eu ainda guardo um lugar à mesa para alguém que já esqueceu o caminho de casa.

Dizer adeus foi apenas uma formalidade; meu coração nunca recebeu o aviso prévio.

Eternamente jovem, disse o espelho mudo,
Enquanto a alma contava invernos e adeus.
Sou a flor que não murcha, mas que vê tudo
O que amou ser poeira sob céus.
​O tempo me esqueceu, cruel e distraído;
Guardo um coração febril, sem ter ruga;
Mas cada beijo antigo, já partido,
É uma lágrima seca que me inunda.
​Dramático fardo amar a ti, mortal,
Com este peito insone que não finda;
Sou o verso que fica após o final,
A dor que persiste, bela e infinda.

Dar um adeus definitivo, sabendo que os caminhos nunca mais vão se cruzar e que o silêncio será eterno, é o sacrifício mais doloroso e puro que o amor pode exigir.

O adeus é uma ferramenta de corte, não um teste de resistência para ver se o outro corre atrás.

Quando o tempo finalmente engolir o nosso adeus, a saudade vai tatuar no avesso da sua alma que fomos o único milagre que o tempo não soube explicar.

No dia em que o adeus rasgar a nossa última folha, o teu peito há de sangrar a certeza de que fomos o último enigma que o destino esqueceu de apagar.

Um oi é tão importante quanto um adeus...

⁠"Dizer adeus é tão difícil,
que eu prefiro viver dizendo Oi..."
Haredita Angel
25.09.2014
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Nenhum adeus apaga a certeza de ver você mais uma vez.

Me dê um sussurro. E me dê um sinal. Me dê um beijo antes de você. Me dizer adeus. Não leve isto tão a sério agora. E por favor, não leve isto tão à mal. Eu ainda estarei pensando em você. E nos momentos que tivemos, querida.

Adeus

Adeus...
Palavra indecifrável
Inconcebível
Incompreensível
Machuca, destrói
Muitas vezes...

Decifrável
Aliviável
Outras vezes,
Intenso
Como o aroma de liberdade.

Amores platônicos
Desprovidos de paixões
Puramente alvo
Socrático
Raiz de todas as virtudes
Distanciado de mim
Ele ficou
Eu renasci.

⁠Fechar ciclos é deixar o passado seguir seu rumo. É dizer adeus sem lamentações. Um ciclo aberto interfere nas nossas emoções gerando desgaste e atrapalhando os passos do nosso caminhar.

“O que mais mata é o cotidiano que não diz adeus: ele rouba aos poucos o que você amava e deixa só a falta, intacta e infinita.”

“Se este for o último ato, que seja marcado não pelo adeus… mas pela coragem de finalmente viver.”

“Nem todo adeus é o fim… Tem partidas que são só pausas — pra vida reescrever o que partiu antes da hora.”

Se o coração em que tentei entrar não se abriu, Adeus.

A Coragem de Dizer Adeus


Eu deixei você partir.
Deixei.


E não houve um único instante
em que essa escolha
não atravessasse meu peito
como uma despedida sem fim.


Doeu ver suas lágrimas,
doeu perceber seu coração se partir,
mas doeu ainda mais compreender
que permanecer
seria continuar ferindo
quem eu mais queria proteger.


Então fui embora.


Não porque deixei de amar,
mas porque precisava aprender
a caminhar sem o abrigo da sua presença,
a enfrentar meus próprios medos,
a sobreviver às minhas tempestades
e a compreender as minhas próprias loucuras.


Você foi o sonho
do qual eu nunca quis despertar.
Um daqueles encontros
que fazem a vida parecer mais leve,
mais bonita,
mais cheia de esperança.


Mas até os sonhos mais belos
acabam encontrando o amanhecer.


Eu lutei contra mim mesma.
Tentei não manchar
o amor tão puro que você me ofereceu.
Tentei preservar o brilho
que existia nos seus olhos quando me olhava.


Mas foi inevitável.


Foi inevitável decepcionar você.
Foi inevitável descobrir
que o amor, às vezes,
também precisa ir embora
para não se transformar em sofrimento.


Não sei quanto tempo
você levará para se curar de mim.


Talvez hoje exista raiva.
Talvez amanhã você deseje
que eu nunca tenha cruzado o seu caminho.


E eu entenderei.


Porque algumas feridas
precisam sangrar
antes de aprenderem a cicatrizar.


Tive que deixar você ir,
para aprender, enfim,
a viver por mim.


E espero que, quando o tempo
silenciar toda essa dor,
você consiga enxergar
que minha partida
nunca foi ausência de amor.


Foi, talvez,
a forma mais difícil de amar alguém:
abrir mão da própria felicidade
para que a outra pessoa
voltasse a encontrar a sua.


Se um dia lembrar de mim,
não guarde apenas a dor do adeus.


Lembre-se também
de que houve alguém
que amou você com toda a intensidade que podia,
mas que precisou partir
porque, às vezes,
o amor também se revela
na coragem de dizer adeus.

A ROSA AZUL SOBRE O MÁRMORE DEFINE...
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando me disseste adeus, ou talvez nem o tenhas dito, algo em mim compreendeu antes das palavras, como as árvores compreendem o inverno antes da primeira folha tombar.
Ainda me recordo.
Recordo-me não dos grandes acontecimentos, mas das pequenas eternidades. A curva silenciosa do teu olhar. A luz repousando sobre teus cabelos. A delicadeza com que atravessavas as horas sem saber que alguém te transformava em destino.
Tudo permanece.
Permanece como permanece a chuva na memória de um rio seco.
Meu peito tornou-se uma antiga ruína. Pedra sobre pedra. Pó sobre pó. Uma catedral abandonada onde o vento recita os nomes que já não ouso pronunciar.
Carrego a dor como Demóstenes carregava suas pedras. Dia após dia. Noite após noite. Aprendendo a falar através das feridas, aprendendo a respirar através dos escombros.
E quando a noite desce pesada, mais pesada que o próprio céu, vejo os vultos.
Eles dançam entre as sombras. Riem. Zombam.
Zombam do amor que ainda guardo, como corvos em torno de uma chama que se recusa a morrer.
Tu nunca os viste.
Talvez porque teus olhos pertenciam à luz.
Mas eu os vejo.
Vejo-os passar pelos corredores da alma, arrastando correntes de ausência, erguendo seus cálices de esquecimento.
E mesmo assim, contra tudo, eu continuo.
Sobre uma pedra de mármore rosado, limpa como a pureza daqueles dias, deixo uma única rosa azul.
Não uma rosa para teus cabelos.
Os cabelos pertencem ao tempo.
Mas uma rosa para tua alma, porque as almas florescem mesmo quando os jardins desaparecem.
Foi essa rosa que sonhei oferecer-te.
Uma flor impossível. Uma flor feita de esperança, de lágrimas, de estrelas que morreram há milênios e continuam iluminando a noite.
Mas já eras de outros olhos.
Outras mãos recolhiam teu riso. Outros horizontes guardavam teus passos.
E eu compreendi, com a serenidade dolorosa dos que amam de verdade, que nem toda rosa nasce para ser colhida.
Algumas nascem apenas para perfumar a distância.
Por isso permaneço aqui.
Vigiando o sereno.
Com o sereno peito.
Enquanto a madrugada deposita suas lágrimas sobre a relva silenciosa.
E então descubro algo estranho, algo que faz doer e consolar ao mesmo tempo.
O amor não morreu.
Transformou-se.
Já não pede. Já não reclama. Já não espera retorno.
Apenas existe.
Como uma estrela distante. Como um sino esquecido numa cidade antiga. Como uma rosa azul repousando sobre o mármore.
E quando um dia o tempo apagar meu nome, quando o vento dispersar minhas últimas cinzas, talvez reste apenas isso:
A beleza de ter amado.
Porque há dores que nos destroem. Mas há dores tão profundas, tão puras, que acabam transformando-se em luz.
E a rosa que não pude colocar em teus cabelos floresceu, por fim, na eternidade silenciosa do meu coração.
"Alguns amores não permanecem ao nosso lado, mas permanecem para sempre dentro de nós, convertendo a própria saudade em uma forma superior de beleza."