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Despedida de Emprego

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A vida é um constante movimento de encontros e despedidas. A crença de que uma força maior orquestra essas conexões oferece um conforto profundo à alma humana. As pessoas chegam em momentos específicos, muitas vezes trazendo lições, apoio ou amor necessário para uma fase da jornada. Da mesma forma, quando alguém se afasta, mesmo que a partida cause dor, pode significar que aquela função foi cumprida.

A separação, então, deixa de ser um castigo e se transforma em um ato de cuidado, abrindo espaço para novas energias e caminhos. Confiar nesse processo é um exercício de fé. É acreditar que o universo não nos dá apenas o que desejamos, mas principalmente o que precisamos para evoluir. Assim, cada rosto que passa deixa uma marca, e cada ausência prepara o terreno para uma nova presença, em um ciclo divinamente desenhado para o nosso crescimento interior.

Algumas despedidas não levam apenas alguém.
Levam pedaços de nós.
Lúcia Barros. Morreu 20 de janeiro 2017

PARTIDA
Quando parti alguém que amamos e nós deixa sem notícias... Ou despedidas... O coração dói e alma chora.

A existência humana é marcada por ciclos, e a frase "não há recomeço sem despedida" encapsula uma verdade profunda. Para que o novo possa germinar, é necessário que o antigo encontre seu término. Esta despedida pode assumir diversas formas: o fim de um relacionamento, a perda de um ente querido, o abandono de um ideal ou simplesmente a passagem do tempo. Essas rupturas, embora frequentemente dolorosas, são os únicos portais autênticos para a renovação. Elas criam o espaço vazio e fértil onde as sementes do futuro podem ser plantadas. A espiritualidade de diversas tradições reconhece este processo como uma lei natural. Aceitar a impermanência e honrar o que se vai, com gratidão e não apenas com pesar, é o que permite caminhar em direção ao recomeço com o coração aberto. A despedida, assim, não é um fim em si, mas um ato de coragem que precede o renascimento.

Menino criado com vó


Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.


Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.


E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.


Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.


Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!

A pior parte de um término não é a despedida final, e sim a consciência de que aquela rotina — o telefonema matinal de "bom dia" e "eu te amo" — não se repetirá mais. Contudo, o tempo é o fator essencial para o nosso amadurecimento.

⁠A solitude nos prepara para as despedidas, para que a ausência não seja um abismo.

Final rima com breu, solidão e partida
Rima com falta de abraço e também com despedida
Final rima com ternura que deixou de existir
Rima com planos desfeitos e com chão a se abrir
Final rima com vazio que aperta, que dá nó
E rima com o antigo "nós" que agora ficou só.

⁠Depois da despedida
Lágrimas e long neck
Candy e Paolo
Teu cheiro como tatuagem
E uma passagem só de ida

​É uma viagem, sem bagagens
Sem roteiro, sem paisagem
Na despedida, mensagens.

Elenir Cruz

Se perdoe por não saber. A gente só entende algumas despedidas depois que elas acontece

Dizem que o outono é a estação das despedidas, mas, para mim, ele sempre será a estação em que eu mais te senti. Enquanto o mundo lá fora perdia as cores, nós criávamos o nosso próprio tom de dourado. Aquele outono não foi sobre o que acabou, mas sobre a paz que encontramos um no outro enquanto o tempo esfriava.
Eu me lembro da luz mais suave entrando pela janela, do café esquecido na mesa e da forma como as tuas mãos buscavam as minhas para fugir do primeiro vento frio. A gente não precisava do barulho do carnaval ou da euforia do sol; nos bastava o silêncio confortável de quem se reconhece na mudança das estações.
Esta é a minha declaração: Eu te amei no ritmo das folhas que caem — sem medo do chão, aceitando cada transformação. Mesmo que o tempo tenha seguido e o inverno tenha chegado para nós, eu ainda sinto o calor daquele casaco compartilhado e a sinceridade de cada palavra dita sob o céu cinzento.
Aquele outono não volta, e eu aceitei isso. Mas a beleza do que fomos ficou gravada em mim, como uma árvore que, mesmo perdendo tudo, mantém a força das raízes. Você foi a minha mudança favorita.

A Morte é um mistério
Deixa Dor na despedida
O Corpo é do cemitério
E o Espírito, a Luz da Vida.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
04/01/2026

Despedida

"Olho pra sua foto e sinto o nó: não entendo.
Por que eu não fui o suficiente?
Eu tentei... Deus sabe o quanto tentei dar o meu melhor.
Nunca entendi por que tanto Te pedi.

Mas no silêncio da noite, a resposta veio:
Era melhor partir do que se arrepender.
Melhor ir, do que ficar... chorar... duvidar.
Sem mais nem menos, eu fui.

Sua ausência me cansou.
Sua frieza me gelou.
Sua falta de prioridade me fez desistir
do que um dia, de joelhos, eu pedi.
No silêncio da noite, eu chorei... e me despedi."

"A despedida rasga o silêncio dentro do peito e ecoa, em saudade, no além."

⁠💓
"Há despedidas que deixam
a alma em carne viva."
💓

Bom dia. Te escrevi uma carta de despedida. Já peço desculpa, porque depois dela acho que não nos veremos mais. Então, leia e, se quiser, pode tentar ficar e me ajudar a entender onde tudo mudou.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas, se você também ficar, vai ser mais doloroso ainda, pois sabemos que isso só iria nos prejudicar. Digo que foi bom enquanto durou, mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa, pois, como você sempre me dizia, nunca foi realmente amada em voz alta. E, quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram, e você correu, com medo e assustada por não saber lidar com tudo isso.

Carta de Despedida
“Pra Ela Que Nunca Mais Voltou”


Ei, garota de olhos escuros e silêncio barulhento…


Não sei se você lembra de mim,
mas tem um pedaço seu que ainda vive em mim como se o tempo não tivesse passado. Você apareceu como quem não pede licença, entrou na minha mente e fez morada num canto que ninguém conhecia.


Foi tudo tão rápido, estranho, misterioso.
Mas, de algum jeito, foi real.
Mesmo que ninguém tenha visto,
mesmo que eu duvide às vezes,
meu peito lembra.


Você foi abrigo.
Foi confusão.
Foi arte em forma de pessoa.
Me ensinou que saudade não precisa durar anos pra doer como se fosse pra sempre.


Hoje, eu não escrevo pra pedir respostas.
Nem pra te culpar.
Eu escrevo porque quero me libertar do que ficou preso aqui dentro.


Se você era real, eu te desejo paz.
Se você era só uma fantasia, eu te agradeço por ter me feito sentir.
Mas agora, eu preciso me escolher.
Preciso me olhar no espelho e parar de procurar seu rosto nos rostos alheios.
Preciso parar de me perguntar "e se?",
e começar a me perguntar "e agora?"


Hoje eu me despeço.
Não porque eu esqueci.
Mas porque eu me respeito.
E porque eu mereço ser amado no presente.


Adeus, garota de franja e mistério.
Você foi capítulo.
Mas eu sou o livro inteiro.

Ode de despedida


As árvores da minha terra
já não morrem em pé…

morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem 
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.

"Não sou segunda
— escolha —
sou despedida."