Despedida de Emprego
" O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo. "
Prisão Ventral
É meter metanfetamina na veia
e dizer adeus a quem me deseja todo o mal
Ansiedade vem, ansiedade vai
Ansiedade aperta o peito, rumina a alma
Justamente aqui, correndo daquilo
que sempre sorriu pra mim
O sonho de liberdade
é um nó na realidade
Daqui eu não saio nunca
Não vou aguentar
Já não aguento mais
Adeus, adeus, porquê, meu Deus?
Quantas vezes eu morri sem ir?
Preso no mesmo corpo cansado
sem nunca conseguir fugir
Apesar dos problemas e distrações
tudo continua o mesmo
Drogas, álcool — nada me liberta
do sofrimento eterno
que corrói a minha mente
-Por que qualquer decisão parece muito pequena para ser a maior decisão de sua vida?
-Eu não sei, mas as vezes você tem que tomar uma decisão e depois pular.
Meu sonho é me tornar um antiestresse. É necessário, você não acha? Sem isso, imagina só como o mundo ia ser chato.
Quando eu achei que estava tudo perdido, eu tomei um café numa cafeteria pequena e esse café me salvou. Estava tão gostoso! Eu nem acreditei que podia ter algo tão delicioso assim no mundo.
Por mais que você tentasse continuar se afastando, indo pra bem longe de mim, eu tenho certeza de que você ia acabar voltando pra mim.
Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos.
Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual.
Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.
Poema Desabafo
Odeio...
Despedidas e também pontos finais.
Odeio...
Vê-lo partir com reticências, tendo a certeza do nunca mais.
Odeio...
Não poder obriga-lo a ficar.
Odeio...
O fato de comigo nunca conversar.
Odeio...
Por não querer nem mesmo minha amizade.
Odeio...
O que estou sentindo, a dor da soledad.
Odeio...
Me sentir impotente diante do mundo.
Odeio...
Me sentir tão pequena tenho sentimentos tão profundos.
Odeio...
Ter chorado durante a despedida.
Odeio...
Ter presenciado com dor a partida.
Odeio...
Estas dúvidas que vão continuar sendo dúvidas até lembrança o tempo apagar.
Odeio...
Porque não se importa. Mas, sabe o motivo do meu pesar.
Odeio...
Odeio mesmo ter de ter dizer adeus.
Odeio...
Ter chorado e te dito “vai com Deus!”.
eu quis convencer a mim mesma que você já havia partido. mas eu continuava a assistir os filmes, visitar os mesmos lugares e refazer todas as suas manias; na tentativa infrutífera de te ter novamente aqui.
eu já deveria saber. uma vez que uma flor é apanhada, morre imediatamente, mesmo que ninguém mais perceba.
Ele partiu num lindo dia de verão; Será que me ocorreu que eu podia estar vendo-o pela última vez? Claro que sim. Foi exatamente o que ocorreu comigo: sim, estou vendo você pela última vez; isso, de fato, é o que eu sempre penso, sobre tudo, sobre todos. Minha vida é uma perpétua despedida de objetos e pessoas, que muitas vezes não prestam a menor atenção à minha amarga, breve, demente saudação
Não tenha medo, você vai agora para onde muitos foram antes de você e para onde até eu vou com o tempo. Apenas saiba que não haverá mais dor, não haverá mais mágoa, você encontrará a paz.
A Inexorável Dor da Perda de um Filho
Ela, mãe, está sofrendo. Ele, pai, está sofrendo. Acabam de perder um filho para a mais forte de todas as guerras: a inexorável passagem para o outro plano. Seu filho amado está indo embora! – uma viagem às pressas, inesperada, sem tempo para dizer adeus. Um jovem com todas as alegrias e sonhos da sua idade e do seu tempo.
Seríamos realmente capazes de imaginarmos a dor desses pais? Sentirmos o tamanho desse luto? Demais para ser suportado. Imensamente. Uma dor que não tem nome e dói só de pensar. Falta o ar. Consome o equilíbrio. Falta chão. Sucumbe-se às lágrimas. Uma dor que não seca, mas faz murcharem as forças, rouba os sonhos, dilacera a alma. Interrompe a esperança, invade nossas entranhas e leva uma parte de nós – a vida perde um pouco a suas cores....
Não é fácil aceitarmos a inversão da ordem natural no ciclo da vida. Não estamos nunca prontos, não queremos enterrar um filho. Quando a natureza não cumpre o ciclo como deveria é dolorosamente terrível e assombra.
– uma separação consumada fisicamente, mas que jamais conseguirá romper com os laços... não há substituições, filho é filho e ponto.
Impossível medir a dimensão da dor da perda de um filho. Não conseguimos mensurá-la, é uma dor única, intensa, egoísta e gigante. A perda de um filho é ferida que não cicatriza, é pra toda a vida – essa dor terá momentos que se converterá em saudade, mas nunca será menor. Os pais ficam perdidos na sua dor, um vazio inconsolável, um lamento interminável. Que ninguém se atreva estancar essa sangria no coração de uma mãe e de um pai... O choro é demasiadamente solitário e triste – não se decifra um amor que transborda em lágrimas.
Não encontro consolo. Não há nada que possa arrancar esse tormento que estraçalha o peito dessa família. E nesse momento, não posso e não devo - hoje as lágrimas têm e devem cair. Tem que ser assim.
Hoje a dor é dessa mãe e desse pai. Amanhã ou depois, quem sabe a serenidade venha bater às suas portas.
Hoje, quero manifestar meu sentimento solidário e companheiro, fazer uma prece e desejar que esse jovem encontre muita luz em sua passagem. Que a mãe, o pai, os irmãos e todos os familiares, no devido tempo, encontrem motivos para a difícil superação dessa dor, hoje latente.
Que a resiliência seja. Que encontrem a habilidade de persistirem nos momentos difíceis quando a saudade doer - e ela dói, vai e volta, e continuará a doer... Mas, será preciso continuar, lamentavelmente, essa é uma das mais tristes regras que nos são impostas: - sobrevivermos com a ausência física daqueles que muito significaram à nossa continuidade, à nossa existência. Que o tempo faça o que é dele fazer - leve um dia a dor embora e deixe apenas a saudade terna e mansa.
Pensei em centenas de coisas para te dizer quando me pediu pra voltar. Sim. Não. Talvez. Quem sabe. Podemos tentar. Mas, eis: minha resposta:
Partiu novo amor. Partiu novos planos. Partiu. Parti. Tchau!
Às vezes é melhor você se afastar e deixar uma boa lembrança, do que insistir e virar um incomodo. Você não perde o que nunca teve e nem mantêm o que não é seu. Acredite, se você é forte pra dizer Adeus a vida te recompensará com uma nova chance de ser feliz!
O infinito do horizonte, com a imensidão do mar, se refletem nos meus olhos cada vez que eu te encontrar. Pois a distância pode ser imensa, as razões podem se cansar, mas ainda assim, não vou deixar de te amar.
Porque não é em adeus de despedida que mora a dor, mas sim, na certeza de um nunca mais...
É PRECISO IR EMBORA
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.
Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversário, você estando aqui ou na Austrália.
Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
