Despedida Alguém que Faleceu
Só vai conseguir perdoar alguém se aprender a perdoar a si mesmo, perdoar o próprio ódio, a própria tristeza, o próprio orgulho.
A verdadeira solidão provém não pelo fato de se viver só, mas pela certeza de que existe alguém que desejamos ter ao nosso lado e não o temos.
Nada mais reconfortante que um amor desconstruído…
Olhar para alguém e não sentir nada…
A pessoa escolheu se manter no cantinho da indiferença…
Tanto faz se fazer presente…
O amar perdeu o sentido…
O tempo fez seu papel…
A saudade nem faz conta…
A lembrança virou vazio…
O amor não dorme em cama fria…
A saudade é um oceano. Profundo, imprevisível e, muitas vezes, indomável. Quando alguém que amamos parte, somos lançados a esse mar sem aviso, sem mapa e sem bússola.
No começo, tudo parece um naufrágio: as lembranças vêm como ondas altas, quebrando sobre o peito, levando o ar, o chão e o sentido.
O luto é a nossa raiva por termos sido abandonados por alguém que não pediu nossa permissão para morrer. Choramos no velório não pelo morto, que finalmente descansou da nossa chatice, mas pela nossa dificuldade de encontrar outro figurante para o nosso drama pessoal.
Quando alguém diz que toda verdade é relativa, em geral está pedindo licença teórica para impor a sua à base da violência.
Deus é o maior mágico da história: faz o universo inteiro aparecer e some quando alguém precisa de uma explicação racional para o sofrimento.
Quando olhar para o abismo tenta te paralisar, lembre-se: a ponte só existe porque alguém ousou construí-la.
