Desgraça
Existe desgraça maior do que a de ter nascido num país que se orgulha de produzir automóveis enquanto importa trigo?
Guarujá desse jeito não há quem aguente.
Diz o ditado popular que desgraça pouca é bobagem.
Parece que para o Guarujá a sucessão de más notícias, como era esperado, já deu lugar às péssimas.
A reforma do estádio de futebol consumiu mais de vinte milhões de reais, não viu nenhum jogo e terminou o tempo regulamentar com vários processos na cabeça dos envolvidos.
O avião do candidato a presidência da república Eduardo Campos espatifou-se em Santos, porque não conseguiu aterrizar no aeroporto do Guarujá, aquele que tem mais estória que qualquer novela mexicana ou global.
Tenho visto a Associação Comercial do Guarujá bastante envolvida no processo de privatização do mesmo. Certamente não será um jogo de cartas marcadas. Prá que?
Com inveja do incêndio que destruiu depósitos na cidade vizinha,Guarujá superou-a com um incêndio com direito “nuvem tóxica” que teria feito reduzido a traque qualquer filme apocalíptico. De concreto o que e viu foram cerca de duzentos atendimentos o que deve ter gerado pelo menos a metade de faltas ao serviço com atestados “assinados nos joelhos”.
O Carnaval vem aí, e antes que eu seja tachado de pessimista, gostaria que as autoridades incompetentes ficassem atentas arrastões nas calçadas e na areia e principalmente com a venda de todo tipo de alimentos pelos ambulantes pois o nosso mosquito da dengue sozinho não vai conseguir o primeiro lugar absoluto nas manchetes negativas da TV Tribuna com repetição de todas as afiliadas da Rede Globo do Brasil.
Já tivemos faz algum tempo o escândalo do “mensalinho”, o “cala boca” que garante a sustentabilidade do mandato espúrio de prefeitos. Está em estado vegetativo em alguma gaveta bem lubrificada do Judiciário mas pelo tempão que faz e pela “sede” dos parlamentares, deve estar próximo de novas denúncias, dessa vez sacramentadas pelo instrumento da caguetagem premiada.
Que eu saiba, por aqui não tem petróleo mas vai que comecem as obras do túnel….por aqui tudo é possível, só falta achar petróleo e aí sim! Teremos um escândalo que fará jus ao da Pertrobrás. Ah...já ia esquecendo, bloquearam todos os bens conhecidos da prefeita, do Duíno e do resto da turma.Vichi!!!Segura... que vai ser um pega-prá-capá para ver quem é que vai vai à forra primeiro, para garantir a reposição dos mesmos...
Como pode um amor sobreviver a todas as tragédias do mundo! A desgraça do soterramento do coração e a afixia da alma! E mesmo assim estende a mão da vida em busca da luz!
Inveja é eu desejar a felicidade do outro em mim mesmo, mesmo que disso dependa a desgraça dele. Ou a desgraça dele é a minha felicidade. Cobiça é eu querer o carro do outro para ser feliz, está ligado ao objeto e não ao indivíduo. Desejo com a inveja, e quero com a cobiça, e nesses querer está a ação e a soma das duas coisas, inveja e cobiça.
A desgraça começa quando não tem incentivo da pessoa que diz que te ama, quando mais você precisa. Furucuto,2024
"O covarde é secretamente sádico: esconde do mundo a alegria que sente ante a desgraça do corajoso. Em breves palavras, o fracasso do corajoso é o prazer íntimo com que o covarde ameniza a sua má-consciência".
A desgraça vem quando a graça acaba. E então rimos de algo sem graça, ou choramos de algo engraçado.
Aquilo que muitas vezes te parece desgraça. É graça. A mudança de olhar fará toda a diferença em seus resultados.
As vezes uma notícia ou situação que chega pra você como desgraça, resume-se na maior graça que Deus lhe permitiu experimentar, pois seus resultados serão o alicerce de sua felicidade.
A expansão do seu mapa mental numa situação de desgraça é o único mecanismo capaz de te aliviar a dor. O que lhe parece desgraça pode se tornar graça.
Vamos nessa desgraça arrumar uma graça.
Para cada um que cair na graça
Graça que tem
Quanto está sem graça
Olha a graça na desgraça
Verde oliva olhe a saliva.
Vamos nessa desgraça arrumar uma graça.
Poesia
Poesia é a mansidão dos lagos,
a terra em que nascemos,
a desgraça de alguns;
a ventura de outros. Tudo é poesia. . .
Poesia é a chuva que se precipita
para fertilizar a terra ainda seca,
indo-se juntar aos córregos,
rios e cachoeiras, em busca do mar,
ou voltando-se logo a evaporar
em camadas de densas gotículas;
precipitam e se tornam à noite
em gotas de orvalho, acalmando;
trazendo a paz e consolando
filhos de horas mortas.
Na madrugada, a depositar-se nas pétalas,
quiçá, primeiras da flor singela,
que desabrocha a espargir suave a fragrância,
em cujo frescor se mistura ao perfume do campo
a atrair pirilampos e joaninhas;
abelhas e beija-flor, entre outras vidas,
a declamar poesia.
Poesia é a mesa do bar
onde cada um tem a história
de um sonho não realizado.
Poesia. . . É a sombra do passado
que prenunciou ventura
e nos dá no presente
nada mais que amargura.
É um mundo de incertezas. . .
De castelos construídos,
aos pés de outros desmoronados
O mundo se desgraça por cortar as próprias mãos e tampar os próprios olhos quando se é necessário sentir e ver a própria desgraça.
Rio de traças que envenena e desgraça e trapaça.
Corrente que prende e desprende lúcida como a gazela que mente.
Exatamente como a mente que tenta e também aumenta suficiente.
Não tente se não for do lado dos crentes.
Salgado e morno, como um peixe cru sem forno.
És o meu interno morteiro desprovido do sossego rotineiro.
Como o som das gorgulhas pelos peixe-agulhas do mar de batalhas profundas sem censura.
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