Desespero
Tente não entrar em desespero,
esta fase, se Deus quiser,
vai passar,
chore se for preciso,
faz parte desanimar,
entretanto, seja mais grato
até que o teu espírito
fique liberto
como um pássaro livre
para voar.
"Uma frase que desconheço o autor diz: Sem pressa, nem desespero. O que Deus tem pra gente chega na hora certa. Também digo:
CONFIA NO TEMPO DO SENHOR.
O que é destinado a você chegará no momento exato. Nem antes para não confundir, nem depois para não frustrar."
—By Coelhinha
A quem me vê sem me enxergar
Espero.
E, enquanto espero, me desespero na esperança de que alguém me perceba sem que eu precise parecer ser aquilo que esperam que eu seja.
Sonho que me vejam, mas veja só que desgraça: quanto mais tento ser visto, mais visto o disfarce, mais visto a vontade de ser visto, menos visto o que sou.
E sou? Ou sou somente o som daquilo que dizem que sou?
Porque me dizem tão dito, me ditam tão ditado, que me torno, de tanto ser chamado, alguém que nunca chamei de meu.
Sou o que digo ou o que digo que sou? Sou o que sinto ou o que sinto que sentem por mim? Sou o que mostro ou o que escondo tão bem que até eu me esqueço de mim?
Espero e espero. E, de tanto esperar, desespero.
Espero que me olhem sem que o olhar me altere, que me ouçam sem que a voz me traia, que me sintam sem que o sentir me sentencie.
Quero ser visto sem ser vistoso, ser notado sem ser notável, ser amado sem ser amoldado, ser querido sem ser adquirido por quem me queira somente quando eu quiser ser o que querem de mim.
Porque há algo de cruel em ser claramente visto e, ainda assim, ser mal compreendido.
Há algo de quase cômico em dizer que sou quem sou e ouvir, como resposta, que não sou quem pareço ser.
Mas quem pareço ser senão aquilo que aprendi a parecer para não desaparecer diante de quem nunca quis me conhecer?
Eu me mostro e me escondo, me escondo e me exponho, me exponho e me componho conforme a composição dos olhos que me compõem.
E, nessa composição, perco partes, parto-me, reparto-me em partes que participam de pessoas que não sou.
Que disparate!
Tanto me reparto para caber que já não sei em qual parte me encontrar. Tanto me adapto para agradar que já não sei a quem devo desagradar para finalmente me agradar.
E o pior não é não me verem. É me verem e não me enxergarem. É me ouvirem e não me escutarem. É me tocarem a alma sem sequer saberem onde ela começa.
É ser presença para os olhos, ausência para o entendimento, aparência para o mundo, desconhecido para quem me chama pelo nome que me deram sem jamais perguntar como eu me nomeio por dentro.
Eu espero.
Espero que alguém veja o que há de avesso no verso, o que há de inverso no que expresso, o que há de imenso no silêncio e de silêncio no que digo.
Que perceba que nem todo sorriso sorri, que nem toda fala revela, que nem todo aquele que se cala consente com aquilo que lhe calam.
Que me veja sem me prever, que me conheça sem me concluir, que me escute sem me traduzir para uma língua mais conveniente.
Pois não quero ser decifrado por quem já decidiu minha definição.
Quero ser lido mesmo quando a leitura for difícil, mesmo quando a frase falhar, mesmo quando eu próprio me contradisser e a contradição disser mais de mim do que eu conseguiria dizer.
Não quero que me inventem perfeito. Quero que não me desfaçam por ser imperfeito.
Não quero que me vejam como gostariam que eu fosse. Quero que gostem de conhecer quem sou quando não estou tentando ser gostável.
E, se for para sonhar, que eu sonhe sem precisar me ensaiar; que eu exista sem precisar me explicar; que eu possa, enfim, ser sem que o ser me custe a necessidade de parecer.
Porque espero e sonho que me vejam como realmente sou.
E, se há alguma ironia nisso, é que passo a vida inteira tentando ser visto enquanto me torno invisível na tentativa de ser visto.
Talvez, um dia, eu não precise mais pedir para que me vejam.
Talvez alguém me olhe e, sem me moldar, me compreenda.
E talvez eu me olhe também.
Porque, no fim, de tanto desejar ser descoberto por alguém, tenho medo de que, quando me encontrem, eu já tenha me perdido de mim.
Ao sentir desespero, feche os olhos e reconheça a razão da sua aflição. Reflita sobre como encarar a situação de outra forma.
Debbie Villela
O ESQUECIMENTO
Quando ninguém ouve seus gritos
nem sente sua dor,
e o desespero escorre como um rio
pelos olhos de quem
já não se enxerga mais no espelho,
e você aceita que a vida passou
e o que ela te deixou
foram feridas abertas num peito
onde um dia houve um coração,
hoje são só pedaços,
secos como folhas no outono
que o vento levou pra longe.
O que era alguém,
agora é solidão,
fechada no isolamento.
Viver foi um sonho
de quem acreditou,
mas um dia a realidade
o despertou.
No escuro e no frio,
espera passar o que
já não existe mais,
deseja agora o descanso
de uma vida que deixou de viver.
Ficou no esquecimento.
Marcio Melo
É hilário e trágico ver o desespero dessa gente ruim do Brasil e do mundo inteiro, que perde o sono ofendendo e xingando quem tem ideias mirabolantes, só porque sabem que o nosso destino é crescer tanto a ponto de nos tornarmos trilionários e calarmos a boca de todos os críticos.
Errar faz parte do processo de crescer: Comer o próprio produto em um dia de desespero não faz de você um perdedor; faz de você um ser humano que está lutando. Acolha o apoio de quem te ama, recupere suas forças e continue tentando.
Hoje sinto a vida escorrer entre meus dedos.
Não com desespero, nem com a urgência de quem tenta detê-la.
Há uma melancolia mansa em mim.
Daquelas que não ferem, apenas convidam ao silêncio.
Descanso os braços, afrouxo as mãos, e observo.
Os dias passam, as pessoas mudam, os sonhos amadurecem, e o tempo segue seu curso.
Há beleza nisso.
Uma beleza suave, quase imperceptível, que só se revela quando deixamos de resistir.
E nessa melancolia serena, compreendo que viver não é segurar a vida, mas sentir sua passagem enquanto ela toca nossas mãos.
O violino é o instrumento que não canta, chora!
Suas lágrimas em turvo de dor, desespero e melancolia transcorrem entre notas e melodias que emocionam quem o toca e mais ainda quem escuta tal pranto, do suave e feroz violino..
Que nunca haja em tua alma, lugar para o desespero.
Que a fé seja a morada dos teus sonhos.
Que sejas capaz de rir como criança às vezes.
Que as lágrimas ao caírem limpem teu coração de toda raiva.
Que jamais faltem flores em tuas mãos. •*•*ღღ
Que a generosidade brilhe em teus olhos, e tudo ilumine...
Não tem escapatória, minha gente, e eu falo isso rindo com um leve desespero elegante, porque no fundo eu sei que é verdade daquelas que não pedem licença pra entrar. A gente pode até caprichar no nome, escolher uma fonte bonita pra lápide, deixar datas organizadinhas como quem monta um feed harmônico, mas em algum ponto da eternidade… pronto, virou história apagada, arquivo morto do universo, figurante do esquecimento. E eu acho isso de um humor ácido quase genial, porque passamos a vida inteira tentando ser memoráveis, enquanto o tempo, debochado, está só esperando a nossa vez de virar poeira premium.
Eu imagino a cena como se fosse uma grande fila invisível, todo mundo muito ocupado vivendo, pagando boleto, se apaixonando errado, acertando por sorte, tirando foto bonita do céu, e lá no fundo, bem no fundo, tem uma plaquinha piscando em neon: “em breve, todos indisponíveis”. E a gente segue. Segue como se não soubesse. Ou pior, como se tivesse todo o tempo do mundo pra começar a viver de verdade depois.
E é aí que mora a ironia mais deliciosa e cruel. A gente adia o riso, economiza abraço, engole vontade, guarda palavras como se fossem peças raras de museu, sendo que no fim… ninguém leva nada. Nem o orgulho, nem o medo, nem aquela discussão que parecia tão importante às três da tarde de uma terça-feira qualquer. Tudo fica. Tudo perde o sentido. Tudo vira silêncio.
Eu, sinceramente, acho cômico. Trágico, sim, mas com uma pitada de comédia existencial que me faz rir sozinha às vezes, tipo quem entendeu a piada antes dos outros. Porque no final das contas, somos isso mesmo: poeira com consciência, tentando dar significado ao intervalo entre o nascer e o desaparecer.
E aí vem aquele conselho que todo mundo já ouviu, mas que quase ninguém leva a sério de verdade: viver o agora. Parece frase pronta de caneca, mas quando a gente para pra encarar sem filtro, dá até um friozinho bom na barriga. Porque o agora é a única coisa que não mente. O agora não promete, não enrola, não cria expectativa. Ele simplesmente acontece. Cru, intenso, imperfeito… e absurdamente precioso.
O futuro? Ah, esse é um mistério com data garantida e roteiro desconhecido. A única certeza é que ele chega. Mas como chega… ninguém faz ideia. E talvez seja exatamente isso que deveria fazer a gente viver com mais coragem, mais verdade, mais presença. Porque esperar o momento perfeito é quase uma piada interna do universo. Ele não vem.
Então eu decidi, entre um pensamento profundo e outro completamente inútil, que vou viver como quem sabe que é passageira, mas não insignificante. Vou rir mais alto, amar mais sem cálculo, sentir mais sem pedir permissão. Porque se no fim eu vou ser esquecida mesmo… que pelo menos eu tenha sido intensamente lembrada por mim enquanto estive aqui.
Na Seara Política, quase tudo que se diz em meio ao desespero é prosopopeia flácida para acalentar bovinos apaixonados.
Há momentos em que a política deixa de ser o território das ideias e passa a ser o palco das ilusões.
Quando os argumentos escasseiam, a realidade se torna incômoda e o futuro parece pouco promissor, surgem as palavras grandiosas, as promessas redentoras e as narrativas cuidadosamente embaladas para alimentar a esperança de quem já escolheu em que acreditar.
O desespero político tem uma característica muito curiosa: transforma desejo em previsão, torcida em certeza e discurso em suposta evidência.
O que deveria ser analisado com prudência passa a ser celebrado com euforia.
E quanto maior for a distância entre o que se deseja e o que os fatos permitem esperar, mais sofisticada precisa ser a retórica para preencher o vazio.
É nesse terreno miseravelmente fértil que prospera a prosopopeia flácida — frases que parecem profundas, metáforas que soam épicas e declarações que, examinadas mais de perto, não sustentam sequer o peso da própria linguagem.
Não se pretende convencer pela consistência; pretende-se acalentar.
Nem se busca esclarecer; busca-se manter acesa a chama da paixão.
Mas a política do espetáculo não deveria ser religiosamente recheada de resultados previamente escolhidos.
Democracia exige a capacidade — cada vez mais rara — de reconhecer que o adversário pode estar certo, que o aliado pode estar errado e que a realidade não se curva às nossas preferências.
O problema não está em ter esperança…
A esperança é uma virtude quando caminha ao lado da lucidez.
O problema começa quando a esperança precisa ser protegida dos fatos, quando qualquer evidência contrária é tratada como conspiração e quando o eleitor deixa de avaliar acontecimentos para simplesmente defender uma narrativa.
No fundo, toda paixão política desprovida de senso crítico corre o risco de transformar cidadãos em plateia e políticos em personagens.
E uma sociedade que troca reflexão por aplauso acaba acreditando não naquilo que é verdadeiro, mas naquilo que gostaria desesperadamente que fosse.
Talvez a maior maturidade política seja justamente esta: aprender a ouvir discursos inflamados sem se deixar incendiar por eles.
Porque, na política, nem toda frase de efeito anuncia uma vitória, nem todo discurso de esperança revela um caminho — às vezes, é apenas o desespero procurando palavras bonitas para não admitir que está perdido.
O desespero é fruto de mentes vazias onde o inimigo trabalha gerando desconforto e descontento . A felicidade é uma consequência da insistência da Fé e do agir de Deus .
