Deserto
Escondo a minha essência no deserto da minha vivência, tal sofrida a alma da minha solidão, que consome intensamente o coração, que me adorna de tristeza.
"Ajoelhado no Deserto"
“Não é mais pra ser”...
e essas palavras se fincaram em mim
como faca sem dó,
como prego sem martelo.
“Espero que ache alguém...”
— como se fosse simples,
como se o amor fosse mercadoria,
como se meu coração não estivesse em pedaços
no chão desse quarto sem cor.
E ela sumiu…
e eu fiquei,
ainda aqui,
ajoelhado no meio dos cacos,
orando sem fé,
clamando sem acreditar,
implorando sem esperança.
Dia trinta e sete...
trinta e sete dias de jejum, de lágrima,
de um propósito que virou tortura,
de uma oração que mais parece um grito mudo,
um pedido de socorro que nem sei mais pra quem faço.
E sabe o que dói?
É que eu continuo...
mesmo quebrado, mesmo desacreditado,
eu ainda oro,
porque no fundo, no mais fundo,
tem uma parte de mim que, mesmo desacreditando,
ainda espera...
ainda sonha...
ainda deseja que Deus me escute,
porque ninguém mais parece ouvir.
Eu só queria entender,
se amar foi meu erro,
ou se o erro é ser eu...
É melhor caminhar só no deserto em paz, do que habitar um paraíso cercado por tempestades da alma...
Deserto !
Em quanto tu tens dinheiro,
teus amigos estão por perto.
Quando o dinheiro acaba,
eles lhes deixam no deserto.
“De que vale o amor, sem o pão e o vinho?”
Essa frase, árida como um deserto, me encontrou no fim do meu primeiro casamento.
Ela expôs meus erros diante do meu fracasso, revelou minha imaturidade,
Como um espelho que reflete mais do que queremos ver.
Agarrei-me a ela como quem tenta decifrar um enigma,
Pensando que o pão — caráter, sustento, proteção —
E o vinho — carinho, prazer, cumplicidade —
Poderiam bastar para sustentar o amor.
Mas o vazio permanecia, como um eco em um coração partido.
Foi então que, cansado de buscar respostas, cheguei à conclusão:
“É possível viver muito bem sem o amor, mas não se pode viver somente dele.”
Essa constatação parecia racional, mas não resolvia a dor que habitava em mim.
Foi então que Jesus, com Sua misericórdia, me encontrou.
Ele me mostrou que o amor verdadeiro não é sustentado apenas por pão e vinho terrenos,
Mas nasce do pão de Seu corpo e do vinho de Seu sangue.
Onde, através da Sua Nova Aliança, o Seu Espírito Santo preenche nossas limitações,
Nos completando dia a dia e imprimindo em nós traços do Seu caráter único.
Na cruz, Ele expôs meu orgulho e minhas tentativas falhas,
E provou o amor mais puro ao se entregar por mim.
Até a morte, morte de cruz.
Um amor que não cobra, mas que redime;
Que não aponta erros sem oferecer graça.
Hoje entendo que o amor verdadeiro não se prende às limitações daquilo que podemos dar.
Ele é paciente como o nascer do sol, bondoso como a chuva sobre a terra rachada.
Não guarda rancores, não exige retorno, não se quebra diante de falhas.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera.
Esse amor, que nunca perece, é maior que as feridas do passado.
É o amor que transforma erros em aprendizado,
Fracassos em novas chances, imaturidade em crescimento.
E, acima de tudo, é o amor que nos completa em Jesus,
Onde o pão sacia a alma e o vinho rega o espírito.
Assim, apresento a você o verdadeiro amor:
Aquele que não falha, que não se esgota,
E que nos sustenta para sempre.
Ir onde nunca foi, fazer o que nunca fez.
Existe um deserto pessoal em cada busca de escolhas incertas. Nem todos são ruins.
BEIJOS DO DESERTO
Ele, só lhe pedia:
- Dá-me um beijo, se não morro à sede...
E ia desfalecendo...
Aos poucos, morrendo.
E ela, ao lado dele, atirava:
- Quem vai morrer, não precisa de beijo!
Ele então tropeçou,
Aninhou,
Levantou,
E caminhou
E cada vez mais dela se afastou...
Afastou...
Mais à frente ele encontrou
Um cato no deserto,
Que depois de aberto,
A sede dele matou.
E então correu, como proscrito,
Correu pelo deserto infinito...
Já não quis o beijo que lhe matava a sede.
Depois chegou ela e viu o cato.
O cato, já estava seco,
De facto,
Mirrado,
Como um cão esfaimado.
Mas ela para matar a sede
Beijou o cato,
Pensando beijar os lábios dele
E morreu...
Do beijo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 24-11-2022)
Você não precisa ir para o deserto para resistir às tentações. Jesus só nos mostrou com isso, que precisamos apenas ter fé para suportar e saber enxergar as facilidades mundanas que nos são oferecidas
Pai sou fiel a Ti
Autor: Ricky Henry
Pai eu lutei no deserto e prossegui
Na mais dificuldade jamais deixei
De glorifica o Seu nome...
A tua marca está em mim...
Pai..
Orar pra alcançar as promessas do senhor o meu objetivo que é me aproximar diante de ti.....
Pai faço o que for pra me manter nos teus caminhos...
Pra ser feliz...
A minha família entrego no Teu altar
Pra serem salvos e deste mundo perdido...
Ao Seu tempo coloque eles em Teus caminhos...
Pai... santo seja o seu nome
Em minha vida , livrai dos devoradores e das línguas malditas
O que quero é mais perto estar
Da perfeição é por isso que me humilho , ajoelho , louvo e oferto na
Casa de Deus do meu Deus Pai , Meu Deus Pai....
Ricky Henry
No deserto das fraquezas, onde os montes parecem intransponíveis, a visão divina transforma o tropeço em perdão e a dor em alegria. Em nosso coração quebrado, a graça se revela, e de joelhos, somos elevados pelo toque de Deus. A pureza floresce na adversidade e a verdadeira prosperidade se encontra na entrega e na fé, onde a morte se torna um caminho para a vida eterna.
Força aí. Todos estamos passando por lutas que não falamos — cada um tem seu momento de deserto. Não existe acaso na nossa dor.
Impacto previsto de um mínimo poder dominante no infinito e vasto ilimitado deserto no além de habitats neutros com infinitas espécies em diferentes multiversos parecidos e desiguais para definição de vidas distintas porém semelhantes no extermínio do defeito maior.
Venho de caminhos incertos,que me levaram ao deserto,de noites tristes,que chorei por causa da Solidão.
Simplesmente venho.
Fico deslumbrado diante da tua beleza,
como ficaria se encontrasse
um oásis no meio do deserto,
quero alcançar a proeza
de fazer parte do teu mundo,
explorar a tua imensidão,
sem desperdiçar nenhum segundo,
sentir a emoção por estarmos juntos
num mesmo prazer e num mesmo coração.
No seu íntimo, ela abriga a essencialidade
de uma linda rosa do deserto
devido a sua grande resistência,
sobrevivendo em ambientes
muitas vezes desfavoráveis,
onde muitos não resistem.
Reconhece a relevância
das suas raízes,
as origens da sua força
que refletem na sua beleza sublime
e na sua persistência notória.
A noite lhe traz avivamento,
principalmente, quando a lua
está cheia de encantos
que nutrem o seu florescer,
assim, fica ainda mais deslumbrante,
uma instigante mulher.
Certamente, um feito do Senhor,
criar um lindo ser resiliente
com a essência de uma flor.
