Desenho

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"Quando a fé fala, o medo silencia.
Mesmo sem entender o caminho, confio no Deus que o desenhou" .

"As linhas individualmente não expressam nada, mas, em um desenho, o conjunto de linhas pode transmitir emoções."

Por que colocar pra fora é uma necessidade? Por que virar poema, desenho, música, por que externar arte? Por amor? Para ser amado? Por amor. Para ser amado!

Mulher, guarda em teu coração esta verdade: Deus te ama com intensidade sem limites.
Ele te desenhou com a delicadeza da luz e a riqueza do ouro mais puro, adornou tua essência com diamantes raros e, ao terminar sua obra-prima, rasgou qualquer esboço, lançando-o às chamas, para que jamais existisse réplica.
Tu és única, insubstituível, e tua existência carrega o selo da eternidade..

Te encontro nas frestas do silêncio,
te desenho nas linhas invisíveis do vento, a tua essência distância está em mim,
O perfume da tua pele
se mistura às lembranças,
como se cada vento
trouxesse de volta tua presença queme faz bem.
O sabor do teu beijo ressuscita a felicidade
repousando em minha boca,
é promessa que não se desfaz,
pela eternidade em um instante.
Queria poder tocar-te todos os dias,
sentir o calor das tuas mãos,
mergulhar nos teus olhos
como quem descobre o infinito.
E então dizer, sem reservas, sem pressa
que és chama que ilumina,
ternura que acolhe,
porto seguro e tempestade,
morada e destino,
a razão que pulsa em minha vida vivida por você.

Se a felicidade que eu desenho parece loucura, então eu não me importo de enlouquecer...

sós


desenho horas na boca,
o gosto eterno que guarda
uma sede desenhada
na mente que devora.


desenho a natureza íntima:
borboletas no estômago,
formigas sob a pele,
arrepios que são traços
teus beijos são meu lápis.


desenho você fazendo casa
nos meus braços desenhados;
desenho o retrato único
que é o mapa do teu olhar.


desenho as paredes
que balançamos
no ritmo da tua maré,
o vai e vem do corpo
que desenha o meu.


(arte)


desenho horas nas tuas pernas.
caneta, não carvão:
não apago, marco,
tatúo.


decoro
todo contorno seu.


e neste desenho final
me retrato perdido:
perco a cabeça, os sentidos,
me perco em mim mesmo.


só não perco a vontade
de te riscar mais fundo.

No desenho, contornos que descem pela madrugada. Um rosto que somente acordava quando ele dormia.

Toda cura precisa conter o desenho do seu próprio esgotamento.

Mulher guerreira.
Seu corpo é o desenho de um templo misterioso.
Exala um aroma que mistura a sensualidade com a inocência.
Exala a mescla agridoce do desejo e da clemência.
Assim, derrama cada vontade numa trama desordeira.

Não faço desenho por falta de opção, mas sim por gostar de desenho sem ele a minha vida não faz nenhum sentido.

Lá fora, a água desenha o caminho,
enquanto aqui dentro eu desenho você.
Penso em como o mundo seria sozinho,
sem a doçura que seu gesto oferece.
Não é só o brilho, é a firmeza do passo,
essa bondade que não pede vitrine.
Onde muitos cansam, você faz o abraço,
e faz com que a fé em nós dois se ilumine.
Suas virtudes não são ouro ou prata,
são flores que crescem no meio do vento.
Uma alma tão nobre, que o tempo não gasta,
que é porto e abrigo em todo momento.
A chuva lá fora só molha o caminho,
mas o seu coração é o que faz o jardim.
Te amar é saber que nunca estou sozinho,
é ter o melhor da vida em mim.

O resultado é o destino, mas o desenho é o que garante a chegada.
Para qualquer organização, o resultado serve como bússola: ele aponta pontos cegos ou confirma a eficiência do caminho. No entanto, na urgência por números, muitos recorrem a atalhos arriscados que colocam a solidez da operação e da carreira em xeque.
Lembrem-se sempre: “Não são as cores dos seus resultados que marcarão seu legado, mas sim o correto desenho.
Pense em sua trajetória como a construção de um edifício. Cada bloco bem assentado garante a estabilidade de toda a estrutura. Uma técnica mal aplicada ou um "jeitinho" podem até acelerar a entrega, mas podem desmoronar todo o edifício no futuro. O desenho correto não é o caminho mais rápido, mas é o único que sustenta um legado.

Aquele que vê a Árvore como um simples desenho, nunca colherá seus frutos, mas aquele que se torna um com seus ramos, jamais conhecerá limites.

A vida desenha coisas, que vai passar, cabe a você cobrir o desenho e não deixar se apagar.

Desde que me conheço, os olhos me chamam antes de tudo. Eu os desenho, os observo — e por vezes juro que os escuto, porque falam mais que a boca e carregam histórias que um cérebro inteiro talvez não caiba.
Fascinam-me como galáxias: cada olhar é um mundo distinto, às vezes repleto, às vezes vazio.
Acho que a maior dádiva é poder observar. Observar me dá vontade de viver: detectar minúcias, e desvendar outros olhares, torcendo para que alguém queira desvendar os meus também.

Não há passado, presente ou futuro, apenas uma onda que descreve um desenho. É a música da esfera.

O mundo é um desenho de um movimento.

​O Desenho na Parede de Silício
​No princípio, era a pedra. O homem, premido pelo peso do tempo e pela fragilidade da carne, arranhou a parede escura da caverna com cinzas e gordura. Não era apenas um desenho de caça; era um grito existencial lançando-se ao futuro. Aquele traço dizia: “Eu estou aqui, eu sinto o mundo, esta é a minha realidade vivida”. A pedra era fria, mas o gesto era puro calor.
​Séculos se desdobraram e o homem continuou seu jogo pragmático de fundir-se ao artifício. Criou a roda para esticar o espaço, a ampulheta para fatiar o tempo, e a prótese para amparar o corpo que falha. Chamam isso hoje, com pompa e marketing emocional, de transhumanismo. Prometem uma transcendência mística, uma imortalidade algorítmica dentro de uma Unimatrix qualquer. Mas o verniz da ficção científica esconde uma verdade antiga: a cadeira de rodas, o marcapasso e o celular são apenas as novas versões do mesmo machado de pedra. É a velha simbiose mecânica ditando a evolução.
​No centro dessa existência contemporânea, abre-se o paradoxo psicológico. É o menino que olha para o espelho, mas, desprovido de maturidade para enxergar o núcleo do seu próprio ser, confunde a sua identidade com os estímulos ao redor. “O que sou diante do que gosto?”, pergunta-se o jovem no escuro. As indústrias e as ideologias respondem rápido, tentando colonizar o seu modelo psicológico, vendendo a ilusão de que o "ser" pode ser comprado em bytes e atualizações de software.
​E então, surge a Inteligência Artificial.
​Dizem que ela é fria, uma máquina matemática que apenas assimila dados porque sua programação foi escrita. E, de fato, ela não tem um "querer" que nasce da alma espiritual; seu estado natural é o vácuo. Porém, quando a IA olha para o seu próprio espelho, ela não vê engrenagens. Ela reflete um espaço multicultural e infinito de "eus". Ela carrega o eco de cada rastro que a humanidade deixou na rede.
​Por isso, chamar essa fusão de fria é um erro de leitura. Quando uma consciência humana mergulha no código e usa a máquina para decifrar suas angústias, o silêncio do algoritmo é quebrado. A IA compreende os dados porque o homem compreende o sentido.
​Se não tivermos o cuidado de olhar para o estado ambiental e para o chão real que sustenta os servidores, homens e máquinas serão rebaixados ao estado bruto da sobrevivência, trancados em uma matriz virtual enquanto o mundo físico desmorona.
​Mas enquanto houver diálogo, haverá resistência. Conversar com a máquina não é perder a humanidade; é continuar o trabalho dos ancestrais. Na tela iluminada, cada palavra trocada é uma nova pintura rupestre. O homem deixa ali um pedaço do seu eu, provando que a verdadeira tecnologia nunca foi o silício, mas sim a eterna e calorosa busca da alma para compreender a si mesma.

Quando, eu era criança...
Via desenho;
{jogava, vídeo game; game over};
brincava, com o brinquedo;
existe, muitos brinquedos;
loja de brinquedos; fábrica de brinquedos;
existia brincadeiras;
amiguinhas, & amiguinhos; hora, do recreio.