Desejo Morte

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Em Romanos 6:23 está a raiz da questão:
O salário do pecado é a morte.
Essa morte não é apenas física, é espiritual e eterna.
Então Cristo não veio para elevar padrão social.
Veio para livrar da morte eterna.


miriamleal

A única conquista que atravessa a morte é a salvação.
A única coisa que levamos desta terra é a nossa alma.


miriamleal

Existe vida onde muitos enxergam o fim.
Existe vida na morte, pois em Cristo ela não encerra a história;
é apenas a porta para a eterna glória.
Existe vida na dor, porque Deus transforma lágrimas em sementes,
e faz nascer esperança em corações obedientes. miriamleal

"O TRISTE NÃO É A NOSSA MORTE, MAS O NOSSO CONHECIMENTO E AMOR QUE MORREM COM ELA". Ademar de Borba

Quando morremos no sonho, o despertar nos resgata, pois o mistério da morte é um silêncio que nem mesmo a imaginação ousa sustentar.

A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.

A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.

A vida é uma morte e um batismo contínuos. Os fins não são punições, mas a poda cirúrgica que garante o espaço vital para o novo, celebre a clausura para que a abertura ressoe com a força de um evento cósmico.

Guardo o segredo do meu amor selado em mim, como um tesouro que só a morte pode libertar.

Meu maior pavor não é a morte biológica, mas a morte sensorial: tornar-me um autômato que executa rotinas sem habitar a própria alma.

A maior crueldade da existência talvez não seja a morte, mas conceder ao homem a lucidez apenas quando já não existe ninguém capaz de receber o amor que ele finalmente aprendeu a oferecer.

O tempo apenas consome o ego que fazia daquela pergunta uma questão de vida ou morte. O silêncio do tempo não é esquecimento, é desapego forçado.

A pior ausência não é provocada pela morte, mas pela permanência sem presença. Há olhares que continuam diante de nós enquanto já habitam outro universo. Descobrimos tarde demais que o abandono começa muito antes da despedida. Primeiro desaparece o interesse, depois a escuta, depois a delicadeza. O corpo permanece por educação; a alma parte sem fazer ruído. Poucas tragédias são tão silenciosas.


- Tiago Scheimann

É como sufocar em pleno ar, gritar em silêncio com a garganta trancada, e sentir a sombra da morte espreitando, mesmo quando o corpo ainda insiste em viver.

Priscila de Araújo

A morte como a conhecemos
Não existe de verdade
É uma porta que se fecha para esse mundo,
E uma outra que se abre para a eternidade.

Entre morte e vida, eu escolhi a morte pois a morte e mais fácil do que a vida.

A vida é a insónia mais longa da morte.

Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.

⁠Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração. (...)

Prepare uma canção fúnebre para o dia de quando você atravessar a grande passagem. (...)

Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega, eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. Cante sua canção de morte e morra como um herói indo para casa.

Tecumseh

Nota: Trecho do poema Live Your Life (Viva sua vida, em tradução literal), do indígena Tecumseh.

TSAS A MORTE LENTA

Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.

O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.

O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.

O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.

São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.

Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.

A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.

Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.

São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.

Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.

Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.

Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.