Desejo
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Você sabe muito bem,
que eu não quis admitir:
- Que nós somos iguais!
Você me conhece bem,
por isso não preciso falar
que você mora em mim.
Eu sei que moro em ti,
fingi não [perceber]:
para não me entregar...
Você sabe que vou além,
que escrevo com o gentil
- arrimo -
Destes teus olhos celestiais,
e eles não se apagarão jamais!
Eu vivo uma inevitável
primavera que não passa,
a minha alma te abraça.
Eis o solstício irremediável
eterna chama que não abrasa
a vontade na imensidade.
A inspiração particular,
em tons solares e florais,
só para te embriagar demais.
Você me conhece muito bem,
- ilustre cidadão do meu peito -
e devastador como ninguém.
Você venceu o próprio tempo,
viraste paixão em poemas inteiros!
Sou senhora da minha liberdade,
- proprietária do meu nariz -
e boêmia das palavras.
Além das matizes mais florais
e de todos os bons 'setembros',
Eu reconheço que estou assim
- vivendo -
A mais colossal das estações:
- A Primavera do amor demais...
Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.
Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as nossas mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso, a nudez, no amor, não satisfaz nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.
Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho carente, tigre e lótus.
Que amor louco! A gente briga, se odeia e termina. Depois, sentimos saudades, choramos, fazemos amor e voltamos.
Meu amor. Sabe, hoje eu acordei morrendo de saudades de você. Com os olhos ainda fechados, estiquei o braço e deixei minha mão deslizar pela cama à sua procura, mas você não estava lá...
Ainda naquela vigília, quase desperta mas ainda dormindo, permiti que meus dedos tocassem minha coxa e tentei reproduzir o peso e a força da sua mão, imaginando você me acorda de um especial... Senti vontade do toque da sua boca em minha pele e do calor do teu hálito a arrepiar todos os meus pelos.
Aos poucos fui despertando mais e mais. Deixei que a outra mão também passasse a percorrer outras partes de meu corpo, sempre de olhos fechados, sempre imaginando que você estava realmente comigo. Fiz das minhas mãos as suas mãos e aos poucos comecei a ter uma sensação gostosa, fui ficando mais e mais excitada, mas não o tanto quanto fico quando você realmente está ao meu lado.
Amor Prometo Te Amar Até
O Mundo Acabar Nem Que
O Munda Chega o Fim Ainda
Vou Dizer Sim
Você É A Razão De Eu Viver
Nada Tem Sentido Sem Você
Por Mais Que Eu Tente Esconder
Meu Coração Pode Por Você
Chorar Na Noite Calma e Na
Solidão Não Alivia Meu Coração
Porque Sem Você Não Tem
Sentimento Apenas Escuridão
Não Te Deixarei Mesmo Que Diga
Não, Pois o Que Adianta Amar Alguém
E Levar Seu Coração, Vou Ficar Com Você
Ate Pela Última Vez Meu Coração Bater!!!
A paixão que antes ardia com intensidade, agora é apenas uma chama vacilante, quase apagada pela falta de desejo. A libido, antes um fogo incontrolável, transformou-se em cinzas, consumida pela decepção e pelo medo. A ausência de intimidade física é uma metáfora cruel para a distância emocional que se instalou entre nós.
A vida, outrora cheia de promessas e esperanças, agora é uma sequência interminável de incertezas. A confiança se foi, e o futuro é um enigma doloroso, repleto de perguntas sem respostas. Cada decisão, cada passo adiante, é acompanhado por um medo sufocante de errar, de cair novamente, de sofrer mais uma vez.
Cada lembrança, cada sorriso que um dia compartilhamos, agora é um fantasma assombrando meus pensamentos, sussurrando dúvidas e inseguranças.
Se apaixone pela vida, se apaixone por você, depois, só depois, se apaixone por outra pessoa. Ninguém tem o poder de fazer a gente feliz, só a gente mesmo é que tem o poder de decidir não ser infeliz.
A fronteira, o limiar da vida não tem uma definição única e exclusiva, nem tão pouco o limite empírico ou onírico da paixão humana poderá abordá-la; mas apenas a boa e velha intuição poderá resplandecer tal fenômeno.
Partindo das premissas de Lacan, de que:
"Cada um alcança a verdade que aguenta suportar."
E entende-se também que, as partículas elementares não se limita ao tempo, nem a existência aos fatos.
Concluí-se que qualquer paradoxo não se limita aos parâmetros da razão, muito menos no jugo da alienação. Ou da subjetividade narcisista e patológica do egoísmo.
A vida apenas é a minha consciência de existência, neste tempo, neste espaço.
Estar apaixonado é encontrar beleza em uma poça de água, é perceber a sombra das árvores dançando no chão ao ritmo do vento, é sorrir sozinha ao lembrar de uma frase qualquer, é torcer pela luz vermelha do semáforo, só para ter tempo de pensar um pouco mais em alguém, é acreditar com a doce pretensão de que o canto dos pássaros nas primeiras horas da manhã, é uma declaração feita só para você.
É sentir que o mundo ficou mais bonito, não porque mudou, mas porque o coração mudou o jeito de sentir.
Se até os cactos que são cobertos de espinhos,
têm flores lindas para mostrar...
então qualquer ser humano por mais frio que seja,
em algum momento terá sempre um pouco de amor para dar.
Família é tudo! Pode-se haver brigas, discussões, decepções, tristezas, e até mesmo aquela vontade boba de largar tudo de mão! Família não se esquece, e não se larga. Família é formada por pessoas e além disso, por almas. Que apesar dos apesares, vão te acolher sempre, abraçar sempre, brigar por ti sempre, te perdoar sempre e te aceitar de novo independente dos erros e escolhas. Se deus te colocou ao lado dessas pessoas foi para ti aprender a amar, há amar o oposto, amar as diferenças e os erros dos outros. Aprender a perdoar, a ter paciência, aprender a conviver com as intolerâncias, com as dificuldades da vida. Nada é fácil, nada é perfeito. Tu só tem que mostrar pro mundo que soube ser humilde o bastante pra sempre voltar, acolher, corrigir um erro e abraçar. Tu és um pedaço de cada um deles, não adianta fugir ou até mesmo se esconder, eles estão em ti. O sangue que corre nas tuas veias, são dos teus pais e irmãos, pra sempre. Nunca seremos completos se não amarmos a nós mesmos, e os pedaços de nós que permanecem vivos, se não de corpo presente, em alma. Pois aqueles que nos colocaram no mundo permanecerão em nossas vidas, por todas as gerações, se perpetuarão através de nossos filhos, netos e etc. Os teus olhos carregarão a alma daqueles que te amam, basta se olhar no espelho. Família é a base pra qualquer ser-humano ser feliz, ser completo. Nascemos com um intuito, acredito que NADA é à toa, ou obra do acaso. O destino de vocês foram traçados, e e tu tem que ser forte o suficiente para ama-los em qualquer situação, e em qualquer idade, pois a alma não envelhece. E nem o amor. Não podemos dar as costas, nem para os filhos, nem para os pais, pois seria dar as costas a deus, a zambi. Não sabemos o dia de amanhã. O remorso sempre será maior que a compaixão. A tua mãe, e teu pai, são obras do divino, do sagrado, e são especiais apenas por ter te colocado no mundo. Te deram a oportunidade de ser uma pessoa especial, e de ser diferente deles, se ao teu ponto de vista eles não forem lá os pais perfeitos. Faça de tudo, para orgulhar aqueles que duvidaram da tua capacidade, daqueles que disseram que tu seria indiferente diante das situações, seja a solução, encante aquelas que te deram a vida, e o sangue. Tu só deve satisfações para aqueles que te criaram, te amaram incondicionalmente, mesmo antes de te ver. Claro, a grama do vizinho sempre será melhor que a nossa. Mas isso só acontece quando não cultivamos a própria. Claro, que dar soluções para os problemas dos outros é fácil, e resolver os nossos? E encarar os nossos? Escrevo esse texto, que ao meu ver é pequeno, pelo simples fato que a compaixão anda muito ausente. E isso me incomoda, porque quero cultivar a minha grama. Mas não posso sozinha. Quero que todos que leram esse texto, que pense mais na família, nas pessoas que se sacrificaram por ti. E não! Não compare eles com ninguém,a tua família é somente tua, nenhuma é igual a outra. Olhe o passado dos teus pais, procure o motivo dos defeitos, dos problemas. Procure entender o erro do outro. A culpa nunca é de uma pessoa só. Olhe as dificuldades que passaram, e dos erros que cometeram. Mas não olhe pra julgar, olhe para compreender! E para amar, amar e perdoar. Somos o resultado da criação de tivemos, mas isso não impede de sermos diferentes.E de mudar toda a história. Vamos ser bons filhos, para sermos bons pais!
Ser mulher, ser única, ser lutadora, ser guerreira, manhosa às vezes, dengosa sempre, faceira e irresistível. Feliz Dia das Mulheres. As mulheres amigas, estrelas que brilham em minha vida, que fazem minha jornada mais leve e segura, me dão colo e me sacodem quando preciso, amo muito!
O fim é o começo, ou recomeço, a história é repetição, ou nova versão, tudo que se move muda, ou reestrutura. Ciclos, fases, páginas, chame como quiser, o importante é viver como é.
Eu odeio você eu te amo, eu odeio querer você, você quer ela, você precisa dela, e eu nunca vou ser ela
Assim te vejo...
Um olhar muito crítico
sobre você eu lancei,
em um discurso místico
a mulher eu avaliei:
cabelos de Medusa,
que me petrificou,
fez minha mente confusa,
minh'alma hipnotizou
tem o rosto de uma fada,
moldura para o belo sorriso
é deusa para ser adorada,
é espelho pra Narciso
o corpo de caçadora,
a alma de guerreira,
de mim, é predadora,
do céu, é a estrela
majestosa é tua elegância,
uma diva quando caminha,
das flores, tem a fragrância
do reino, é a rainha
mulher completa,
de virtudes repleta
mulher que seduz,
teu corpo emana luz
mulher de sensibilidade,
doce como o mel,
diante minha incredulidade
é um anjo caído do céu
bruxa divina,
ninfa do amor,
mudou toda rotina
deste simples versador
mulher de amor eterno
calor do meu inverno
minha paixão eu externo
te amo,
eu declamo...
Uma coisa que aprendi foi que na vida temos que fazer escolhas e certas escolhas tem um preço bem alto. Não se pode ter tudo na vida. No final você sai perdendo, mas o amor sempre vence...
E por trás daquele lindo sorriso, existia uma menina sonhadora, que sempre fazia em sua mente..lindas histórias de amor, e que em todas as noites uma lágrima se solidão surgia em sua face para levar consigo os versos de amor que fazia parte do seu viver.
