Desculpas Amor Nao Correspondido
"Eu, que a muito não lembrava, hoje a Lua recordou-me de ti mais uma vez.
E nas lembranças, esqueci-me das certezas e lembrei-me daquele nosso 'talvez'.
Aos poucos, o olfato esquece o doce do cheiro e o tato, olvida o macio da tez.
Antes era tudo por ela, e no futuro, seria tudo por ela outra vez.
Muita coisa mudou e ainda não sei o que você me fez.
O que eu sei; é acerca de ti, minha avidez.
Quando fitava teus olhos, minh'alma desarmada, encontrava-se em total desnudez.
Não vejo razão em minhas palavras, perco minha sensatez.
Sobre ti, até hoje, não perdi minha cupidez.
E agora, eu que há muito não lembrava, hoje a Lua, recordou-me de ti, outra e mais uma vez..." - EDSON, Wikney
"Preso em um devaneio, percebi que até hoje, eu não posso ver o rosto dela.
Cada traço daquela face, cada esboço de sorriso, meu coração acelera.
O mundo gira, o tempo passa, somos escravos deste e eu sou escravo do que sinto por ela.
A carne tem seus prazeres, a vida suas mazelas.
A paixão nos torna livres, aquele amor, ao meu eu, é uma cela.
Penso e repenso, reflito, imploro, rogo por ela.
Tudo por ela, acerca dela.
Se existe tristeza em minha vida, se transforma em alegria, na felicidade dela.
Perto ou longe, aquele nome, pra minha alma é festa.
Culpo o maldito cupido, por não ter errado aquela flecha.
Minhas palavras são águas turvas, minha mente um misto de cores, aquarela.
Preso em um devaneio, percebi que hoje, eu só queria ver o rosto dela..." - EDSON, Wikney
"Eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor.
A dor continua, percebi que não funcionou.
Whisky e gelo, ainda sinto na boca o amargor.
A ferida no peito não cicatrizou.
E minh'alma ainda está com dor.
É dor de amar, é dor de amor.
Minha dor é mar, meu amor ofurô.
Meu corpo estremece quando lembro do seu olhar, aquele frugor.
Talvez não seja crível o que narro ao meu leitor.
Mas crivado de mágoas, eu sou um todo de ódio e rancor.
Meu corpo roga pela sua tez, implora aquele fervor.
No vento sinto seu cheiro, e na boca, daquele último beijo, o sabor.
Minha paixão é destrutiva, meu amor construtor.
Conquista-la já perdeu o prazer, agora só existe o labor.
Lembro-me que das minhas cicatrizes, eu sou o causador.
E tentando cura-las, eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor..."
"Eu não sou um homem erudito.
Não me debrucei sobre Machado, Zé de Alencar, Drummond ou Conceição Evaristo.
Eu só sinto.
Sinto tanto, sinto coisas que, se não externadas de alguma forma, matariam-me em um suspiro.
São só suplícios.
As vezes são súplicas por um amor que, sei que está morto, mas ao meu eu, é um Deus vivo.
Ressurreto, como o próprio Cristo.
Eu só sinto.
Sinto muito por ela não ver-me como eu a vejo, sinto por ela não compartilhar do meu delírio.
Ao leitor sou devaneios, loucuras, fantasias, mas todo aquele que me conhece sabe; sou sucinto.
Sou sozinho.
E não somos todos nós? Uns mais que outros, quando a carne, sempre acompanhada, não encontra em outra alma, um abrigo.
Quisera eu, que as lembranças passassem, como as águas serenas, do Velho Chico.
Lembro-me dos versos do grande Vercillo.
Quando em nosso abraço se fez um Ciclo.
E eu só sinto.
Sinto por não ser o que ela queria, não ser o sonho dela, não ser dela pela eternidade e não sair desse labirinto.
Talvez um dia, quando eu for só um espírito.
Quando eu for um poliglota da carne, e saber ler as curvas da beldade que é aquele corpo, como um papiro.
Ou talvez, quando eu for um sábio, letrado, talvez de posses, um homem rico.
Quiçá, talvez, quando eu for um homem erudito..."
"E eu fitei-a.
Fitei-a não porque queria fitar.
Mas porque em seus olhos, achei que poderia encontrar um lar.
Encontrei no seu negro olhar muitas coisas, mas perdi o ar.
Desaprendi o significado da razão e aprendi o significado do amar.
Mesmo sem um sorriso, ela sabe me alegrar.
Mesmo sem um toque, ela sabe me ganhar.
Mesmo em ausência, ao seu lado, eu queria estar.
É impossível esquecer e mais ainda, me controlar.
O abandono, por vezes é fácil perdoar.
Te vejo ao longe, me falta chão e falta à minha noite, um luar.
Me falta também um coração, pois o meu eu lhe dei, para amar.
Naquela noite eu fitei-a, mas não porque queria fitar.
Eu fitei-a, porque em seus olhos, descobri o que é amar..."
É um misto de emoções que me consomem por inteiro.
Nesse oceano de sentimentos, me afogo, não tem jeito.
A cada maré, algo de ti me domina, com total efeito.
Maré vem, amor. Se vai, ódio.
Maré vai, desprezo. Vem, desejo.
O todo me confunde, mar é rio.
Já não sorrio.
Rio profundo, que me inunda de saudade, solidão.
Rio se torna um ofurô, onde me banho no fervor da sua paixão.
Companhia minha, em sua ausência, se tornou a solidão.
O meu sonho, mesmo sem erro, é o frescor do seu perdão.
Sinto o toque frio do vento, infelizmente, não é sua mão.
E novamente, por inteiro, me consome, a emoção.
Emoção é o amor, amor é perdão.
Perdão é desejo e desejo é paixão.
Paixão de um só, infelizmente, é solidão.
"Quisera eu, despir seus segredos, sempre que eu despisse sua roupa.
Queria não perder meus sentidos, quando você me implora mais, com a voz rouca.
Saturno me invejava, por não conseguir beijar a Lua como eu a beijava, minha deusa louca.
Quando em meus braços, você, meu mundo, drena toda a minha força.
Quando distante do doce dos seus lábios, meu coração é só pranto, a noite toda.
Quando deitada com seus cabelos, espalhados sobre meu peito, fazia com que a eternidade, fosse coisa pouca.
Não sei se é paixão, amor, já cansei de tentar por razão nesse tipo de coisa.
A única coisa que sei? Queria eu despir seus segredos, sempre que eu despisse sua roupa..."
"Não resisti, então cedi aos teus encantos.
Será pecado, meu eu, mortal, descobrir o sabor do amor, nos lábios de um anjo?
O meu eu, que hoje de alegria, graças a ti, já não é mais pranto.
Amo-te hoje mais que ontem e amanhã, amarei mais um tanto.
Trouxe clareza e luz; santidade e paz, a um homem, que não é santo.
Em teu corpo divino, eu sinto o doce e o prazer do pecado.
Teu olhar de desejo, pra mim, é vislumbrar o sagrado.
Meu coração, parvo, fragmentado.
Fragmentos, mil pedaços, desolado.
Se cada pedaço fosse um só coração, os mil, ao fitar-lhe, teriam lhe amado.
Por sua existência, aos céus, sou grato.
Por amar a quem acreditava, não merecer ser amado.
Por com seus abraços, ter absolvido o pecador de seus pecados..."
"Não vai adiantar.
Pelas madrugadas, mergulhar de copo em copo, tentando me encontrar.
Diz beber para afogar as mágoas, mas ao meu ver, são as mágoas que estão a lhe afogar.
Afoga-se em mágoas, pois na noite solitária, não estou eu lá, para os cabelos lhe afagar.
Tentando aos gritos de silêncio, um coração parvo, apaziguar.
A mente, já embriagada, sofre cada vez mais, ao em mim pensar.
Arrependimentos, desculpas, lágrimas, dessa vez irão adiantar?
As promessas de mudanças mudam tudo, só não te fazem, mudar.
Estou em todo canto, em cada rosto, em cada toque, em cada olhar.
Por mais próxima que de mim esteja, jamais poderá me alcançar.
Quem sabe, no fundo de um copo, ao mergulhar, talvez possa me encontrar.
Já tentei uma vez, te advirto, não vai adiantar..."
"O meu eu, ateu, fez de ti um templo de adoração.
Eu que não tinha divindade, faço de ti hoje, meu único motivo de oração.
O meu eu, inexorável, frio, por você, abriu alas ao diálogo e ao perdão.
Fez-me sentir o calor e o aconchego da paixão.
O vazio que trazia eu no peito, quando sinto seu beijo, se preenche com chamas, meu coração.
As noites, com seus ventos gélidos, já não me causam o apavoro de outra ocasião.
Hoje tenho seus suspiros e abraços para afastar de mim a solidão.
As palavras não foram em vão.
Quando se trata das palavras, o meu eu, ateu, agora só lembra daquela nossa oração.
Quando a cada beijo e abraço, aquele "Eu te amo" se traduzia em uma forma redimir-me junto à minha religião.
Fiz de ti muitas coisas; o meu eu pecador fez de ti perdão.
O meu eu, ateu, fez de ti minha religião.
Fiz do teu corpo, na noite, meu templo de adoração..."
"Claro que errei.
O porquê não sei.
Mas errei.
Tens na memória os meus erros, mas e as vezes que acertei?
Mereço eu o julgamento pelos erros, mesmo sabendo as coisas que eu sei?
Errar é humano e humano pela eternidade serei.
Se o erro me faz mais um humano, então digo-lhes, sou mais humano que todos vocês.
Não o sou pela humanidade em si, mas sim, pelas vezes em que errei.
Sem errar fiz-me Deus e no erro fiz-me rei.
Turva-me a memória as vezes em que, no seu mar de mentiras eu mergulhei.
Suas falácias são águas de um mar revolto e nelas me afoguei.
E enquanto as inverdades afogavam-me o coração, por sua salvação eu aguardei.
Naquele momento eu sabia, que não existiria vida em seu amor, eu errei.
As vezes em que mais errei, foram as vezes em que te amei.
Errando sou humano, sem teu amor o que serei?
Um poeta, um demônio, um louco? Não sei.
Do seu amor já fui escravo, um servo, mas nunca um rei.
Na sua ausência já fui boêmio, ébrio, juiz e até réu das coisas que eu sei.
O que eu sei?
Continuo refém das vezes em que te amei.
Quanto mais for escura a noite, mais fica claro o que eu sei.
Não sei o porquê.
Mas é claro como a noite, eu errei..."
"O tempo nos faz esquecer, mas ele não se esquece.
Inexorável tempo, levou-me as boas lembranças, mas não as más, as quais o meu coração padece.
Quando em seu abraço, o tempo não passa, sua existência não se percebe.
Mas ele está sempre lá, nos fazendo esquecer as juras e pela nossa união, as preces.
O tempo não precisa da razão, como minha boca, de ti carece.
Lembro-me daquele tempo, em que cada beijo, queimava-nos a alma, ao corpo causava febre.
Acariciava-me os lábios, sua aveludada pele.
Sua mente, um labirinto para o seu coração, fez da minha vida um circo, onde só você se entrete.
Construiria uma realidade para nós, mas você prefere uma vida de maquete.
O tempo passa, as lembranças se vão e como em campo, um novo amor floresce.
O que era bom morre e o que sobrou de ruim, não perece.
O tempo até me fez esquecer, mas o atemporal coração, não esquece..."
"Eu vi a paisagem e não resisti, à beira do abismo eu gelei.
Refleti por um momento e por um eterno segundo, eu hesitei.
Não resisti, nas suas lembranças me lancei.
Lembrei-me de quando cada palavra sua, fazia-me dos seus sonhos, o rei.
Nem sobre as nuvens eu me senti tão perto do céu, como nas vezes em que te amei.
Vislumbrei a vastidão, me encantei com a beleza das coisas que o Deus fez.
Mas só vi perfeição na beleza do mundo, uma única vez.
Quando fitei os seus olhos e ali mesmo me apaixonei.
Ali, logo ali, eu não deveria, eu sei.
Mas nas lembranças, nos sonhos de contigo, uma vida, me lancei.
Eu era feliz, eu sei.
Mas na beleza do oceano, existe o seu eu profundo e aí existem perigos, eu sei.
O coração parvo, encantado, louco, enganado, não quis me ouvir, mas eu avisei.
Que seu amor era passageiro, como às nuvens aos meus pés, que a pouco narrei.
Ali em cima, eu vi o mundo, eu vi você, quem sabe Deus? Talvez.
Lembrei-me do seu olhar e como naquele dia, não resisti, eu gelei..." - EDSON, Wikney
"Reflexivo, peguei-me a devanear sobre o que é o dia dos namorados.
Não obstante, em total ausência de certeza, não obtive em minhas reflexões um sentido claro.
Para mim, graças a ti, tal dia é dia de ser grato.
Grato por cada beijo, cada toque, cada abraço.
Grato por apaziguar um coração parvo.
Grato por fazer-me amar e ainda mais por me sentir amado.
Sou grato por cada olhar dos seus olhos negros, com brilho de céu estrelado.
Sou grato por ao tentar descrever-lhe, faltar palavras ao dicionário.
Pouco importa se o léxico me é algo vasto, ao fitar-lhe desaparece-me o vocabulário.
Eu, do hoje ao sempre, serei ao Logos totalmente grato.
Por a muito, ter visto-lhe em meus sonhos e como em tela, tê-la criado.
Sou grato a ti por ter juntado meus pedaços.
Hoje sou grato por ser dono da sua felicidade, dono do seu sono, dos seus cuidados.
Hoje sou grato por ser minha namorada e eu seu namorado.
Hoje sou grato por, ainda reflexivo, não conseguir explicar o que é, mas sentir o que é o dia dos namorados..." - EDSON, Wikney
"E do rosto dela, escorreu uma lágrima.
Não entendi muito bem o porquê de, naquele momento, ela voltara.
Não sabia ao certo por que me chamava.
E do rosto dela, eu sequei uma lágrima.
Olhava em meus olhos, não entendi o porquê chorava.
Uma vez que, foi ela quem decidiu partir pra longe de mim, não quis ser minha morada.
E do rosto dela, escorreu uma lágrima.
Por perdão ela implorava, me dizia que estava arrependida, até ajoelhara.
Me disse que estava mudada, que só de mais uma chance precisava.
E do rosto dela, eu sequei uma lágrima.
Talvez ela tenha visto em mim algo divino que, seria capaz de perdoa-la.
Não consegui abrir mão das minhas mágoas, ela estava enganada.
E do rosto dela, escorreu uma lágrima.
Nessa noite ela partiu aos prantos, jurando que não mais voltara.
Rogo para que, ao menos, tais juras não sejam falsas, pois minhas verdades, são amargas.
E do meu rosto, eu sequei uma lágrima..."
"Olhe, veja bem, para você ver.
Não desvie o olhar de quem desviaria o curso do mundo por você.
Olhe nos olhos do tolo, que blasonava sobre você.
Procuro você no escuro do quarto e cadê?
Me olhas com desprezo, com aquele seu olhar blasé.
A cada dia mais, tu matas meu querer.
E serei eu o culpado se esse sentimento morrer?
Olhe, veja bem, para você ver.
Você drenou toda a essência do meu ser.
Você, você e novamente, você.
Como sempre, é sempre você.
As vezes, dá desgosto de ver.
O que se tornou eu e você.
Converteu-se em dor, você, que já fora da minha alma, uma fonte de prazer.
Mas olhe, veja bem, para você ver.
Se faz de cega pra uma verdade, que não quer ver.
Um dia será só eu e você.
Até lá, vou tentando esconder a verdade que só eu não quero ver.
Eu amo você..."
"Ô moça, 'cê tá até bem, quem não tá bem sou eu.
Como ficar bem, se na madrugada, desperto do pesadelo de você e eu?
Ecoa pelo meu corpo e abala minh'alma, os sonhos que me prometeu.
Ô moça, 'cê tá até bem, quem não tá bem sou eu.
Meu parvo coração, ainda sonha com o seu abraço, meu apogeu.
Ainda tenta se curar das mentiras que o entristeceu.
Ô moça, 'cê mente até bem, verdadeiro foi eu.
Quem te olhou nos olhos de lágrimas, cuja minha mente entorpeceu.
Eu, um ávido amante da razão, a loucura da sua ausência, minhas palavras enlouqueceu.
A sua doença é a ausência da verdade e o meu problema é a ausência de um beijo seu.
Ô moça, sua doença até tem cura, o que não tem solução é o meu..."
"Há dias que vem e não deveriam ficar.
Há dias que vão e deveriam, para sempre, continuar.
Quando 'cê me vem, me sobra nada e até me falta o ar.
Sua presença me faz sobrar a paixão, só o amar.
Fito seus olhos, me pego com o coração, à palpitar.
Desejo te abraçar.
No teu beijo, me adoçar.
No doce da voz, me deliciar.
Quisera eu, não te sonhar.
Nessa paixão, não me aprisionar.
Você é o meu Sol, quiçá o meu luar.
És meu rio, o meu mar.
Na imensidão da tua alma, eu hei de me afogar.
Infelizmente os dias de saudade vem, mas não deveriam ficar..."
"Por você, fui do céu ao inferno, não por mim.
Por você, por vezes, fui demônio, arcanjo, Querubim.
Por você já fui início e hoje sou fim.
Por você, ao mundo, fui um não e para ti, um sonoro sim.
Por você, tentei ser bom, eu hoje, à todos, sou ruim.
Como sempre, vivo por você, não por mim.
No início do meu amor, reside o início do meu fim..."
Então, eu resolvi acordar cedo, numa manhã de domingo.
Não acordei para ver o nascer do Sol ou sentir da manhã, o ar frio.
Acordei para ver, algo mais divino, mais lindo.
Você ali, em meus braços, dormindo.
O cheiro doce, entorpecia meus sentidos.
O negro dos cabelos, de desejo, flagelava-me a pele, fio a fio.
Mesmo se houvessem palavras para descrever, eu não ousaria tê-las dito.
Jamais deixaria de ouvir o palpitar do seu coração, para proferir coisas sem sentido.
Se eu tivesse poder sobre a vida, ali mesmo, eu teria morrido.
E em meu jazer, minh'alma já vislumbraria o paraíso.
Quando despertasse na eternidade já regojizaria em teu sorriso.
Sorriso que a cada dia, só me deixa mais vivo.
E se eu tivesse o poder de despertar do meu leito de morte, é certo, eu acordaria naquela manhã de domingo...
