Desculpas Amor Nao Correspondido
Profundidade e Entrega
Sou uma mulher que não se apressa em se entregar, porque sei que o verdadeiro encontro exige mais do que o superficial. Busco sempre o genuíno, o que vai além das aparências, o que conecta as almas. Para mim, o corpo é só o início; a alma é onde tudo acontece.
Não temo a solidão, ela me permite me encontrar e entender o que realmente desejo. Prefiro esperar, até que a dança certa se apresente, até que alguém com a mesma sintonia cruze o meu caminho.
Quando me entrego, faço-o por inteiro — não apenas com o corpo, mas com a alma. Sei que o valor real das conexões está na profundidade, na entrega mútua e no espaço onde as energias se encontram e se fundem.
A Dor do Esquecimento
Lembro-me das conversas longas, daquelas em que o tempo não existia, onde as palavras fluíam como se cada uma fosse uma promessa, uma descoberta. O brilho no olhar, o interesse genuíno, como se cada frase minha fosse uma novidade que valia a pena ser ouvida. Havia uma admiração que preenchia o espaço, onde as horas se tornavam invisíveis e a presença se tornava tudo.
Era uma troca constante, um cuidado silencioso, onde a preocupação com o outro se via em gestos pequenos, mas imensos. Como foi seu dia? Como posso ser o seu colo quando o mundo se torna pesado? O outro se tornava parte de nós, um reflexo de amor e carinho que parecia eterno.
Mas então, algo foi se perdendo. O olhar já não brilha da mesma forma. As conversas se tornam vazias, as palavras se dissipam no ar, como se já não houvesse mais interesse, nem admiração. O que antes era constante, tornou-se silêncio. E o amor, que deveria ser vivo e pulsante, começa a cair no esquecimento. Será que caímos no abismo do esquecimento de quem realmente nos amou de verdade?
O que acontece quando a presença já não é sentida? Quando a ausência, que antes era apenas uma pausa necessária, se transforma em um vazio sem fim? Será que, ao longo do tempo, a memória do amor se apaga, como as lembranças de um sonho esquecido ao amanhecer?
Seu drama não era o drama do peso, mas da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.
As coisas mudam, quer você queira ou não. Você só tem que escolher: Adaptar-se as mudanças ou sofrer com elas.
Percebi hoje que você não me ama, não te culpo por isso, mais eu preciso culpar alguem embora saiba que a culpa é minha mesmo, pois sempre soube que não me amava só não queria enxergar.
Aquele que não está se ocupando em nascer, está se ocupando em morrer.
Sozinhas, mas não ameaçadoras
Desde quando uma mulher sozinha representa mais risco para outra do que aquela que anda em grupo? Desde quando optar por menos companhia é sinônimo de desconfiança ou um atestado de solidão e sofrimento?
Somos observadoras, sensíveis à nossa própria percepção. Valorizamos conexões leves e verdadeiras. Não nos forçamos a laços apenas para pertencer a um grupo, porque não buscamos existir em bando – buscamos existir em verdade.
Isso não significa que não temos amigos ou que não somos leais. Apenas escolhemos o silêncio ao invés do ruído desnecessário. E essa escolha não deveria incomodar ninguém.
Não é que eu não me importe, mas é que às vezes eu me sinto cansada, cansada de tudo. E nesses momentos o melhor a fazer é ficar em silêncio…
Confessa que você não sabe me esquecer
Você é quem está fugindo da verdade
Parece que tem medo da felicidade
Você diz que não
Teu corpo diz que sim
Muito melhor seria sentar ao ar livre, pois a poeira não se acumula sobre a grama, a não ser nos trechos em que os homens arrancou-a do solo.
Não dou festas para divulgar minhas idéias. Se minhas idéias forem válidas, elas próprias se divulgarão.
Sem uma audiência, sem a presença de espectadores, essas jóias não iriam cumprir a função para a qual anseei. O espectador, então, é o melhor artista.
