Desculpas Amor Nao Correspondido
Deus existe. Essa poderia ser a sentença ideal para iniciar um livro. Ou talvez: Deus não existe.
Qual delas prenderia mais a atenção do leitor?
Nada é simples assim. Nem uma, nem outra. Ambas são complexas, teses de difícil comprovação. No campo da fé, a primeira frase pode convencer com facilidade, sobretudo pessoas crédulas. Já a segunda talvez encontre terreno ainda mais fértil se o leitor for cético, agnóstico ou mesmo religioso sem convicção profunda. Em ambos os casos, não se trata de verdade ou mentira imediata, mas do lugar íntimo de onde o leitor parte. A frase inicial não prova nada; apenas revela quem lê.
Seguindo por esse caminho, este será o meu livro mais inquietante. Não porque eu nunca tenha tratado desse tema. Ao contrário, como filósofo, escrevi muitos livros que, de uma maneira ou de outra, trabalharam com essas duas possibilidades. Mas este é diferente. Ele nasce do lugar em que me encontro agora.
Para um leitor curioso, este livro será uma janela aberta para dois abismos. Duas escolhas, duas teses, duas possibilidades. Ainda assim, creio que será um trabalho penoso. Habitar o espaço entre esses dois polos, descer ao mais tenebroso caos para investigar, sob uma perspectiva dialética, questões que há milênios retiram a paz de homens e mulheres de alma profunda, exige coragem.
Se Deus não existe, estamos perdidos. Revoltados, em desespero total, sem nenhuma base para a esperança. Com essa afirmação, Deus não existe, enterramos a metafísica e já não necessitaremos buscar sentido nessa ciência frágil. Então, comamos e bebamos, surtemos e executemos todos os desejos carnais, certos de que não haverá julgamento nem punição moral após a morte, apenas o retorno ao pó.
Contudo, antes de concluir qualquer uma dessas afirmações, é preciso investigar a história de ambos os lados. As pessoas que acreditaram em cada uma dessas posições, o que as levou a sustentar tais teses e quais foram os resultados morais, sociais e históricos dessas escolhas.
Mas de onde partiremos, na corrente do tempo? Em que lugar cultural fixaremos nosso ponto de partida? Que história ou mito serviu para determinar o princípio de tudo? Seria ideal partir de uma crença específica, de uma tradição particular, ou isso seria um argumento frágil, sem credibilidade universal?
Se eu escolher o óbvio, o mito de Adão, não lograrei êxito com aqueles que não creem na tradição oral ou escrita dos judeus. Talvez, se optar por outro cerne, como a cultura africana, ainda assim enfrentarei sérios problemas para resolver essa questão inicial. O impasse persiste.
Contudo, é preciso definir um ponto de partida e seguir adiante. O atraso excessivo também é uma forma de recusa. O que me ocorre agora é outra possibilidade. Sugerir várias origens, vários mitos, várias tradições, e deixar a critério do leitor qual delas melhor lhe servirá.
Talvez não caiba a este livro impor uma origem, nem eleger uma tradição soberana, mas oferecer caminhos. Permitir que cada leitor escolha de onde olhar para o abismo. Afinal, a pergunta sobre Deus talvez diga menos respeito à resposta correta e mais à coragem de sustentar a pergunta.
Então, antes de fixarmos a mente no homem como ser racional ou como criação divina, levantemos os olhos. Olhemos para as estrelas.
Comecemos com um pouco de ciência. Observemos o universo não como metáfora, mas como fato. Sabemos hoje que ele não é estático. Expande-se. Galáxias afastam-se umas das outras, o espaço se dilata, o tempo carrega consigo a memória de um início violento e incompreensível. Houve um momento inaugural, que a ciência chama de Big Bang, no qual matéria, energia, espaço e tempo surgiram juntos, sem testemunhas, sem linguagem e sem propósito declarado.
A ciência descreve o como com rigor crescente. Fala de inflação cósmica, de forças fundamentais, de partículas elementares, de um universo que lentamente se organiza a partir do caos primordial. Mas permanece silenciosa quanto ao porquê. Ela mede, calcula, observa, mas não confere sentido. Talvez não seja essa a sua função.
É nesse ponto que a pergunta por Deus reaparece, não como afirmação, mas como hipótese extrema. Onde Deus caberia nesse projeto? Antes do início, como causa primeira? Como princípio organizador? Ou como invenção tardia de uma consciência assustada diante da vastidão e do silêncio?
Olhar para cima é um gesto filosófico. Diante da imensidão indiferente do cosmos, o homem percebe sua fragilidade e, ao mesmo tempo, sua singularidade. Somos poeira que pensa, matéria que pergunta, universo tentando compreender a si mesmo. Se Deus existe, talvez não esteja nos detalhes morais imediatos, mas nesse espanto original diante do infinito. Se não existe, o espanto permanece, talvez ainda mais cruel.
Todo evento, afirma a ciência, necessita de um observador, pois acontece em um ambiente, no espaço e no tempo. Essas condições são frágeis, mas reais. É dentro delas que algo pode ser reconhecido como acontecimento. Essa probabilidade científica, instável e limitada, talvez seja tudo o que temos para buscar algum sentido no estado das coisas físicas, materializadas. Fora disso, restam apenas hipóteses, silêncio e a vertigem de tentar compreender um universo que existe independentemente de nos perceber.
"O racismo não é cultura, trata-se de um crime inaceitável, qual foi cultivado por séculos, sendo praticado de forma intensa até a atualidade".
Comer não é Pecado.
Comer é autocuidado.
É aprender a fazer escolhas por você,
estar em sintonia com seu corpo,
conversar com ele e entende-lo.
Comer é Nutrir a Vida!
O poder, quando cai nas mãos erradas, não constrói. Ele corrói.
Corrói a alma. Corrói o caráter. Corrói a humanidade.
Estamos vivendo dias sombrios.
Enquanto líderes discutem o aumento do alcance de mísseis de longo alcance e o fortalecimento de arsenais nucleares, crianças morrem em silêncio — não por guerra, mas por fome.
Bilhões para destruir.
Centavos para salvar.
Eu sou um pobre mortal.
Não tenho exército. Não tenho poder. Não mando em nações.
Mas sei que vou morrer. E talvez seja exatamente essa consciência que falta aos que se acham eternos.
A vida é breve.
Breve demais para ser usada para alimentar ódio.
Breve demais para ser gasta defendendo crueldade.
Vi uma campanha da UNICEF:
“Com um real por dia você salva uma criança na África.”
Um real.
Há quem invista milhões para aperfeiçoar a morte.
Eu investi um real para proteger a vida.
Não vou salvar o mundo.
Mas se uma criança dormir alimentada por causa de um gesto meu, minha existência já fez sentido.
O que mais me assusta não são apenas os líderes que promovem a guerra.
O que mais me assusta são as pessoas boas que, por vaidade, por ideologia ou por conveniência, escolhem defender a maldade.
Parem.
Respirem.
Perguntem a si mesmos: que lado da história eu estou ajudando a escrever?
Porque um dia, quando tudo isso passar, não restarão discursos.
Restará a memória.
E a história será implacável.
Ela não lembrará quem acumulou poder.
Lembrará quem escolheu a vida.
MANCHETE DA NOSSA GERAÇÃO:
Em um tempo de armas apontadas para o mundo, alguns homens comuns escolheram apontar o coração para a humanidade.
Eu sou apenas um mortal.
Mas escolhi o lado da vida.
E você?
— Nereu Alves
Olha, nem todo dia alguém vai estar no mesmo tom, mas respeito e profissionalismo não são opcionais. Oscilar entre tratar bem ou mal as pessoas só mostra que falta direção. Quem quer conquistar de verdade, foca em crescer com equilíbrio, não em oscilar entre ego e inveja.
Comportamentos do passado precisam ser deixados para trás. As pessoas não são obrigadas a servir a fantasias dos outros. O líder e gestor devem conduzir a experiência e formação do cidadão, não explorar ele e o descartar, isso tem efeito colateral na sociedade, e absurdos como estes são de conhecimento da massa cada vez mais cedo, e o que antes era aceitável passa a ser compreendido como negligência, incompetência, covardia,.. tudo contrario ao LIMPE. O homem que não respeita a lei do homem não é confiável, pois vai abusar de você pra se beneficiar.
Estar bem adaptado a uma sociedade doente não é sinal de saúde.
Se conformar em estar bem também é negligência quando não se assume o propósito de liderar crianças em terras sombrias, que as devoram, com a distração da responsabilidade de quem as, negligentemente, desumaniza.
Você está em coma?
Viver de sonhos e não realizar, é está em coma só esperando o último suspiro de nada ter sido realizado.
Vai ficando velho
E perdendo seu valor
Seus filhos não te quer
Nem amigos nem mulher
Você perde a cabeça
E não sabe o que pensar
O maior escândalo do cristianismo não são heresias, nem líderes corruptos, nem músicas distorcidas. Deus nunca foi o autor da confusão. O verdadeiro escândalo cristão sempre foi a cruz — um Deus que escolheu sofrer em vez de dominar.
Reflexão
Quando se faz as coisas como se fosse para Deus.
Não tem como dar errado,
porque Ele está ao teu lado,
conduzindo-te da melhor forma.
Deus não nos conduz a lugares por acaso; Ele nos envia para sermos resposta às orações, instrumentos vivos de Sua Graça e presença que transforma corações e vidas.
Não tema se apaixonar, perder o sono imaginando futuros com alguém, ou reviver áudios só para ouvir a voz que te desconcerta. Não tema amar de novo, mesmo tendo sofrido, ou confiar, mesmo tendo sido ferido. Amor não é para quem nasce pronto, mas para quem constrói, como LEGO: às vezes desaba e dói, mas no fim vale a pena. Ame por você, não por carência. Você merece um amor supimpa, daqueles que um dia você dirá: “Foi por isso que não desisti de amar”.
