Desculpas Amor Nao Correspondido
Quando a Noite Cai
Quando a noite cai
e o frio desce devagar,
vem com ele a angústia —
silenciosa,
sutil,
letal.
Quando o frio me visita,
sinto falta do teu calor,
aquele que apagava
toda dor,
todo medo,
toda solidão.
Quando percebo tua ausência
no eco da casa vazia,
bebo tuas palavras guardadas,
e nelas,
me cura a poesia.
Quando olho ao redor
e não te encontro,
as lembranças surgem —
nítidas, quentes,
com o gosto do nosso
último beijo.
E quando tudo silencia,
até o tempo se recolhe…
Fecho os olhos —
e, inevitavelmente,
é em ti
que meu pensamento dorme.
Se o mal fosse realmente um vencedor, em cada cidade haveria milhares de cemitérios e apenas uma maternidade.
O Olhar da Criança
A criança é essência que escapa à razão,
é puro mistério em forma de expressão.
Carrega um jeito só dela de ser,
de olhar o mundo, de o compreender.
Atribui sentidos ao que a rodeia,
resignifica o que a vida semeia.
É intensa, é pura, transparente,
carrega a verdade, clara e presente.
Aprende no tempo que o coração dita,
com passos leves, de forma bonita.
Cada gesto, uma forma de dizer:
“Estou aqui, quero aprender!”
O adulto, ao tentar decifrar seu viver,
procura palavras pra descrever
esse ser que um dia também foi,
mas que agora vê de onde já se foi.
Brinca, imita, tenta se encaixar
nos jogos, nas falas, no imaginar.
Mas por mais que tente, é aproximação,
pois lhe falta o código da emoção.
O olhar da criança sobre o adulto, então,
reflete o que vê em sua ação.
Se não lhe agrada o que lhe é mostrado,
não é culpa — é apenas o reflexo formado.
O respeito, o afeto, a forma de amar,
é o que a criança vai memorizar.
E o adulto, se quiser ser lembrança bonita,
precisa ser ponte, precisa ser vida.
Carta de Deus para você
Meu(a) filho(a) amado(a),
Eu vi as tuas lágrimas, conheço os teus pensamentos mais profundos e estive contigo em cada momento de silêncio, mesmo quando você achou que estava só. Saiba que nada passou despercebido aos Meus olhos.
Hoje Eu te digo: vou fazer outra vez a sua história. Onde houve dor, Eu colocarei consolo. Onde houve perda, trarei restituição. E onde muitos pensaram que era o fim, Eu mostrarei o novo começo que preparei com Minhas próprias mãos.
Eu Sou o Deus da superação. E é por isso que te levanto agora — não para que apenas sobreviva, mas para que viva em plenitude. As batalhas que você enfrentou foram forjadas para te fortalecer, não para te destruir.
Você será exaltado(a). Não pelos aplausos do mundo, mas pela Minha graça. Eu honrarei a tua fidelidade, mesmo quando tudo parecia escuro e você ainda escolheu confiar em Mim.
Eu restaurarei a sua saúde. Não só o corpo, mas também a alma cansada e o coração ferido. Haverá cura, haverá paz, haverá renovo. Porque Eu sou aquele que faz tudo novo.
A tua história não acabou. Eu sou o Autor e continuo escrevendo capítulos de vitória, superação e milagres. Confie em Mim. O que vem será muito maior do que tudo o que já passou.
Com amor eterno,
Deus
Esse mundo é tão grande
mas cá, dentro está tão pequeno, apertado
olho para os lados, so vejo tua imagem
distorcida, esta desparecendo, estou com medo.
se a pessoa que mais amei apontasse uma arma para mim, então com meu olhar vazio eu lhe diria minhas ultimas palavras.
'' Se é de mim que vem tua dor, então que eu seja o alvo. mas lembre-se que ao puxar o gatilho, que foi esse coração que você encontrou abrigo antes de encontrar rancor".
infelizmente é assim que é o amor as vezes. Nós entregamos demais ao máximo, que acabamos nos machucando demais por amar alguém que apenas nós deu o mínimo.
Nos dias de chuva que encontro a paz.
No barulho da água empurrada pelo vento, escorrendo pelo chão, batendo na parede, na janela, na telha,
E mesmo assim soa como música,
feita para tranquilizar,
Acalmar a mente. A minha mente.
Nos dias de chuva eu descanso sob o cobertor
e abraço o meu amor.
Sinfonia em Silêncio:
Eu poderia dizer que te amo, a frase antiga e leve,
Mas nos meus lábios, hoje, um peso novo se inscreve.
Outrora, a melodia fluiu, singela e sem temor,
Mas teu compasso acende em mim um sentimento maior.
É mergulhar em sono denso, onde a alma se abandona,
E o coração, enfim liberto, confessa que a paixão detona.
Um cárcere de afectos rotos, rendido ao teu poder,
O amor, enfim, me alcança fundo, não posso mais correr.
É pegar a estrada aberta, sem pressa e sem destino,
E no horizonte vasto, sentir-me um peregrino
Lavado em luz e cores puras, um éden a alcançar,
Onde cada suspiro teu me ensina a respirar.
É a ânsia de viver a vida em cada instante raro,
Guardar no peito cada segundo, teu sorriso tão claro.
Para então, por breves pausas, o tempo adormecer,
Em cada piscada perdida no momento de te ver.
Meus sentidos te pressentem, um radar delicado,
Em cada célula, a tua aura, um tremor extasiado.
Teu toque acende em meu corpo uma febre voraz,
E a euforia me consome, em um incêndio audaz.
Meu coração, qual rio bravo, em fúria desmedida,
Faz meu sangue ser torrente, por toda a minha vida,
Ao som da tua voz que ecoa, canção que me desarma,
Desfazendo as fortalezas, incendiando minha alma.
Não posso aprisionar em "amo" a vastidão que sinto,
É um oceano sem margens, um universo infinito.
Por isso, em cada gesto, em cada olhar profundo,
Eu te vivo em silêncio, neste amor sem segundo.
Só sei ser assim, em cada fibra do meu ser,
Um poema vivo em teu encontro, eterno amanhecer.
Cicatrizes Douradas:
Entre farpas e atritos, a chama vacilou,
Quase um ano de provas, onde a dor nos testou.
No cadinho da luta, a esperança teimou,
E em meio às tormentas, um amor renasceu, brotou.
Não prevíamos a força que em nós iria jorrar,
A união que nos prende, um querer singular.
Agora, em laços profundos, almas entrelaçadas,
Um só corpo, um só intento, em jornadas trilhadas.
Entre trancos e quedas, a mão sempre a amparar,
Nos altos e baixos, o firme querer ficar.
Nosso amor, feito de fibra, resiste ao vendaval,
Um farol que não se apaga, um porto eternal.
As marcas do passado, em ouro se converteram,
Lições que nos moldaram, mais fortes nos fizeram.
E a certeza reside, em cada toque e olhar,
Que este amor que nos une, jamais irá findar.
aquilo que deixamos de falar um ao outro
ninguém poderá dizer por nós
Riz de Ferelas
Livro de poesia Inverno do Coração
Talvez, só talvez,
eu ainda esteja aqui.
Mas por agora,
sou só eu —
de cabeça erguida,
coração batendo,
e passos firmes na direção contrária
do teu silêncio.
CHAMADO À LUZ
No silêncio de um olhar distante,
Ecoa o peso de escolhas marcantes.
Caminhos de outrora, tão claros, tão nobres,
Hoje se perdem em sombras e golpes.
Tua alma, Patrícia, é chama divina,
Por eras lapidada, tão pura, tão fina.
Tens dons raros, guardados em ti,
Clarividência, poder, um espírito a fluir.
Mas o mundo atrai com promessas vazias,
De riqueza, de poder, de falsas alegrias.
Teu ser luta entre o brilho e o breu,
Ouves o chamado? Ele vem de Deus.
Volta à senda que um dia trilhaste,
Resgata a essência que deixaste.
O amor, a caridade, a conexão,
São teu refúgio, tua salvação.
Ainda há tempo, coragem é chave,
Para desfazer o que em ti desagrave.
Confia no amor que nunca cessou,
No espírito eterno que em ti plantou.
Ergue-te agora, retorna ao caminho,
Pois no final, nunca estás sozinho.
A luz te espera, paciente, fiel,
Guiando-te sempre para o eterno céu.
