Desculpa mas Nao posso Retribuir seu Amor
Morando aqui em Rodeio
Poetisa do Vale Europeu,
trocando o meu peito
amorosamente pelo seu.
Vou capturando nas flores
inspiradoras do tempo
a profética e a poética.
Morando aqui em Rodeio
neste verdejante Vale
com gratificante liberdade.
Em plena segunda-feira
que me leva para tomar
café e me ergue com toda
e gentil necessária coragem.
Daqui do Vale Europeu
a poetisa de sempre sou eu,
O meu amor é só seu,
e o seu coração é todo meu.
Queria eu ser uma
Coruja-Orelhuda
para ter o poder
de escutar se o seu
peito está pelo meu
poeticamente a palpitar.
Há um Pau D'alho no caminho,
um poema na ponta da caneta,
a minha presença mora
no seu coração e na sua cabeça
- existência total no desidério -
como a dama atlântica
que tem o signo deste Hemisfério.
Aprecio o seu jeito sutil,
discreto e determinado,
Percebi que as nossas
mentes se combinam,
Sei ler os teus apelos
porque para mim não
existem teus segredos,
Sob a sombra desta
Aroeira-Pimenteira
eis o invencível poema
sobre o amor inevitável.
Uma coroa com flores
de Ipê-Felpudo,
Estar ao teu lado
sendo imprescindível
e para ti o seu mundo
dando de mim tudo,
Recebendo o teu amor
lindo e mais puro
em nosso ponto de paz
e augusto porto seguro,
Desta vida não vislumbro
para nós outro augúrio.
O seu jeito mansinho
está conquistando
demais o meu coração,
Você virá com carinho
com o seu charme Azulinho
e pousará na minha mão.
Cada qual tem o seu
próprio interesse,
O seu hábito de passar
por cima de terceiros
para achar que vai resolver
a sua própria forra,
Ninguém gosta de separar
nada como recurso
para escrever a sua própria
História para varrer
o quê é de errado
para debaixo do tapete,
Não sou melhor nem pior,
apenas prefiro olhar
para o alto e apreciar
o voo de uma Juruva-Verde.
No seu coração
e na sua alma
escrevi o poema
para me tornar
o seu destino,
A sua mão na minha
cintura há de ser
o divino abrigo,
Estaremos diante
da Via Láctea
lá nas Duas Irmãs
com nívea ternura,
Você há de me dar o teu
amor na mais alta temperatura.
Um Caneleirinho-de-chapeu-preto
veio me visitar e contou um
segredinho seu que conseguiu
o meu coração conquistar,
Agora só falta você se revelar.
Escutei um barulhinho
é o Pica-pau-branco
fazendo o seu ninho,
É um recado da Natureza que
em breve você estará vindo.
Ná Agontimé
Rainha do Reino de Dahomé,
deportada por uma trama
para ser escravizada,
o seu canto vivo é chama.
Rainha da Casa das Minas,
quando conseguiu ser alforriada,
Maria Jesuína também foi chamada,
Sacerdotisa de Toi Zomadônu.
Rainha Ná Agontimé foi
Rainha de dois mundos,
por seu filho foi procurada,
não sabe se foi ou não encontrada.
Rainha Ná Agontimé,
sigo as pistas da sua caminhada,
Rainha Ná Agontimé
para sempre será por mim lembrada.
(As vozes ancestrais andam
anunciando de forma embaladora
que a Casa das Minas irá
reabrir e terá a sua nova sucessora).
Maria Firmina dos Reis
Maria Firmina dos Reis escreveu
para libertar o seu povo
o primeiro romance abolicionista
da História da nossa Pátria,
e assim o destino para muitos
sagrou o Abolicionismo
um romance para a vida inteira,
Só uma alma com excelência
sabe que ainda poucos foram
libertos e que a dominação
tem assumido outras identidades,
Para continuar é imperativo conquistar todas as liberdades.
Dandara vive
Esposa de Zumbi
lutou pelo seu povo
do início ao fim,
Dandara semeou
o futuro para seu
povo e até para mim,
Dandara vive
sempre que se reage
contra tudo aquilo que nos limite.
Esperança Garcia
Esperança Garcia
continua sendo inspiração
para a resistência do seu povo,
O seu nome empresta
a coragem e a persistência
sempre que for preciso enfrentar
tudo aquilo que pactue para ausência
do que é essencial onde está a faltar a humanidade real para continuar.
Jovita Feitosa
No coração da tropa
teve o lugar certo,
Ser guerreira foi o destino
e seu retumbante acerto,
Jovita Feitosa nasceu
e não se sabe o lugar ao certo,
No coração do Brasil
tem o seu lugar eterno.
Madalena Caramuru
Filha de Moema Paraguassú,
com seu brio tupinambá
e a sua pluma abriu
caminhos para a liberdade,
Madalena Caramuru,
em teu nome quero fazer
valer a minha poesia de verdade.
Maria Beatriz do Nascimento
O seu sorriso ainda está
vivo na memória afetiva
da minha infância,
Não te esqueci
e os teus poemas eu li,
A sua rota de igualdade
e direito de restituição
para as tuas irmãs ainda
não foram concluídas,
Há muitas histórias
a serem esclarecidas.
No vigésimo nono dia do ano
No vigésimo nono dia do ano
quero que você acredite no seu
potencial e na sua capacidade
de criação e jogo de cintura
independente qual seja a situação,
Você precisa manter a sua tranquilidade e o seu coração
no modo paz impertubável
diante de qualquer daqueles
que desejam a sua destruição.
No trigésimo dia do ano
No trigésimo dia do ano quero
que você reconheça o seu valor,
se cuide com carinho e amor,
E não se importe com as críticas
de quem não fez o seu caminho,
O quê se passou contigo só
você sabe, deixe o restante
por conta do destino e tome
as rédeas do teu objetivo.
Ermeni Bazar
Por Ermeni Bazar
pétalas de Papoula
dançam pelo ar,
Poesia feita para o seu
coração por mim se encantar.
