Desabafo de um bom Marido
Em cada olhar há um segredo, em cada gesto, um mistério escondido.
No teatro da vida, somos atores, vivendo um enredo de amores e dores, mas não se engane, caro espectador, nem tudo é o que parece ser.
Por trás das cortinas, há verdades cruéis, que a alma humana não quer ver.
A vida é um palco de ilusões, onde a realidade é uma farsa, e o amor, tão louco e intenso, étambém uma forma de trapaça.
Assim como o trágico e o cômico, se misturam nas nossas vidas. Oamor e a dor, alegria e tristeza, são faces da mesma moeda perdida.
Então, abra bem os olhos, eencare a vida como ela é. Porque, no final das contas,
Tudo é ilusão, tudo é teatro.
Não há mais espaço para as antigas máscaras, que um dia eu usei para me esconder. Hojeeu sou livre, não há mais amarras, enada do que fui pode me prender.
Sou um livro em branco pronto para escrever, um jardim a desabrochar, uma história a contar, enada do que fui pode me deter, nada do que fui me veste agora. Pois a alma que habita em mim é outra, é diferente, é capaz de sentir novas emoções, de amar de formas inéditas, de enxergar a vida com mais cores, e de vivê-la de modo mais autêntico.
Assim como as roupas se desgastam, também meus antigos padrões foram se desfazendo, se desmanchando, e dando lugar a novas sensações, poisagora eu sou livre para me reinventar, para encontrar um novo agora. A beleza está nessa evolução, em se permitir mudar, em se permitir ser outra versão.
A vida é um eterno renascer, uma metamorfose que não para, e a cada dia que passa me torno mais eu. Livre, autêntico, fiel somente ao meu eu. As águas que fluem nunca são as mesmas. E é na dinâmica do vir a ser, que encontramos a nossa verdadeira razão de viver.
Um dia amei, sem medo ou reserva, com todo o coração. Você apareceu, com seu sorriso inocente, e eu me vi, de repente, em sua rede quente. Seus olhos castanhos me fizeram enxergar que o amor não é um jogo, mas sim um lugar. Sem romantismo barato, eu sentia que tudo estava certo, que enfim estava no lugar certo. Os risos eram mais intensos, os momentos pareciam imensos, e eu me sentia um ser verdadeiro. Amei com toda a minha alma, como se o mundo inteiro fosse nosso, como se a lua só existisse para nos ver juntos. Um dia amei com toda a minha força, como se nada pudesse nos deter, e os ventos sopravam a nosso favor, a vida parecia uma eterna primavera. Deveras enganado, amar é uma espécie de jogo de azar, ainda mais quando há amizade, pode-se acabar perdendo tudo, inclusive a própria sanidade.
Um dia amei, como um animal ferido, à mercê do amor, sem saber o que seria permitido.
Foi um amor que me tomou de assalto, não importava mais o mundo lá fora, impossível, algo que simplesmente acontece, sem aviso ou motivo. Eu só queria estar com você, jamais duvidava. Não tinha um elixir, assim como as juras que não pudemos cumprir. Então eu caí, e caí tão fundo, que achei que nunca mais ia sair, mas com o tempo eu me recuperei, e aprendi que o amor pode doer, mas também pode curar.
E sigo proferindo de forma veemente que fui ao inferno e voltei sorrindo, aquele amor me ensinou que eu posso amar novamente.
O amor me ensinou a ser livre, a ser forte e também a ser frágil. Amar é um risco, um ato de coragem. Mesmo quando tudo acabou, e eu me vi sozinho novamente, eu sabia que aquele amor tinha me mudado profundamente.
O animal ferido agora só é um cão sem dono,
porque ainda acredito, que um dia encontrarei um amor sem abandono.
Olho para trás e vejo o quanto amar me transformou, foi um fogo que queimou e purificou, que me iluminou.
Eu sabia que seria um caminho difícil e solitário, mas mesmo assim eu decidi seguir sem nenhum itinerário.
Mesmo que doa lembrar, do amor que um dia acabou por escapar, como doeu partir sem poder levar comigo o cheiro da tua pele e o brilho do teu olhar. Agora só me resta
a lembrança daquilo que foi e a certeza de que nunca mais será. Mas com confiante, que um amor imperfeito pode nos ensinar tanto, sobre nós mesmos e sobre o mundo, e sobre como seguir adiante.
"A nossa vida, mal comparando, podemos fazer uma analogia com um automóvel; no início é tudo maravilhoso, mas a medida que o tempo passa vem a necessidade de manutenção; a substituição de peças, até no dia que mesmo com às novas peças não seja possível mais funcionar. É a hora que tanto o ser humano quanto o carro deve ser descartado, independente do sentimento ali depositado"
"ALERTA IMPORTANTE: HOMENS, não mordas um prazer antes de ver se não há um ANZOL ESCONDIDO: não precisamos explicitar o assunto: veja os jogadores brasileiros que ocupam às manchetes da mídia e centenas de homens que desgraçam diariamente às suas vidas e de suas famílias por um PRAZER; o seu nome pairando no noticiário que dá mais IBOPE, o policial; SE CONTENHA.
Desejo ter um amor de verdade.
Pude compreender o que é amar de verdade estando no lugar certo na hora errada. Encontrei meu eixo depois do nono “não”, estava frustrado, queria desistir, chorei. Quando tentei pela décima vez, quase desisti, quase chorei, mas percebi seu olhar. Daí foi só uma questão de tempo até entender que minhas ansiedades, minhas angústias, minhas emoções são prévias de que minhas vontades podem não ser minhas verdades, eu não estava sendo autêntico. Pra te amar de verdade foi preciso parar de amar você na totalidade, o correto é metade você e metade eu. Compreendi que te dar a devida atenção contribuiu para o meu crescimento, mas é preciso atender as minhas necessidades que aquele olhar controla como se fosse dona de mim, de si. Bem, pra amar de verdade que há entre nós tive que contemplar o futuro sem olhar para o passado. E assim eu amadureci. Para preservar esse amor de verdade, você teve que me mostrar como é nocivo estrangular uma relação forçando alguma situação somente pra realizar meus anseios. Perdoe-me. A relação é metade você, metade eu. Estranho, é que quem pediu desculpas foi você. Aniquilou o meu ponto fraco, aquilo que desejo e mesmo sabendo que ser feliz não é um produto que se compra eu não estava preparado pra encarar eu mesmo. Versão apaixonado. Quer saber o que eu aprendi? Aprendi a te respeitar. Quando você me amou de verdade, tive forças pra me livrar de tudo que não fosse saudável: crenças, tristezas, pessoas, tudo e qualquer coisa que me colocasse fora do meu eixo. Foi assim que minha emoção foi definida pela minha razão de egoísta. Não! Não digo isso seja pensar em mim mesmo. Docemente você me ensinou que amar a si mesmo faz parte de nossa auto preservação e que nada importa quando se quer se desintoxicar dos maus sentimentos e viver um grande amor. Hoje amando de verdade, passei a fazer planos pra nós, doo meu tempo ocioso pra te fazer um pouco mais feliz, uma rosa, um mimo de vez em quando. Eu acho isso certo, eu acho isso bom, sem querer impor meu estilo, meu ritmo. Dedico-me hoje a viver uma realidade mais simples. Pretendo te amar mais de verdade, desistindo de querer dar ouvidos a minha razão, de querer ter sempre razão e errar muito menos. Pretendo te amar sendo humilde e desistir de me ter pra ser seu. No futuro mereço a verdade, abandonar o passado e escolher meu caminho, pra me manter no presente, lá onde a vida dá seus sinais, um de cada vez feito isso nos tornamos plenos. Vou me amar de verdade e declarar guerra aos meus fantasmas e grilos, as minhas infinitas declarações colocarei a disposição do meu amor e das minhas vontades. Digam se isso não é saber viver?
Amar é se convencer de que viver uma ilusão é como desperdiçar todo seu esforço pra dar amor a quem não irá aproveitá-lo. Amar é, mesmo sendo prudente arriscar-se em tudo, amar é agarrar a felicidade caindo de cabeça no sofrimento.
A vida é um mistério que nunca poderemos compreender completamente. Precisamos aprender a conviver com a incerteza e a encontrar significado nas perguntas que nunca terão resposta.
Um livro de auto ajuda tem 10 maneiras para ser feliz . Isso não existe . Quem escreve isso é um charlatão. Não existe fórmulas inventadas de felicidade, e mesmo se existisse não serviria para todos. O Guru é um mentiroso. Quem mais sabe de você é você mesmo. O filósofo tem pouca simpatia porque diz a verdade. O Guru é mais amado porque mente.
Imagine que você é um feto e que essa bola chamada planeta terra é um útero a qual você se encontra . Derrepente alguém insere nessa bola algo que vêm em sua direção com a intenção de triturar seu corpo e sugar seus pedaços.O que você diria;Pare?Ou,continue?
" O sábio pensa tudo aquilo que fala"
O hipócrita repete como um Papagaio
nem entende o que disse o Sábio!
"Quando uma relação caminha por um rumo sombrio chamado de traição,ou de esquema, não é considerada um pilar saudável.Não tem valor, desmorona o interior e o reparo pode ser complexo."
Eu vejo o mundo com um olhar crítico, buscando sempre as respostas e as verdades últimas, daquilo que ora se apresenta diante da lente dos meus olhos.
O MEU PAI SALVOU UM HOMEM, O MEU TIO OUTRO
Por Nemilson Vieira de Morais (*)
Por ocasião das eleições municipais na minha cidade…
O clima político em Campos Belos, nessas disputas se elevava.
Era comum as discussões a cerca de um ou outro postulante a uma cadeira administrativa.
Nem sempre esses embates ficavam somente no campo das ideias: em dados momentos, os ânimos se acirravam, e as agressões deixavam de ser verbais e, iam às vias de fato.
O povo compareciam aos comícios, para apoiar e ouvir os discursos inflamados dos distintos candidatos.
Geralmente esses encontros eram realizados em carrocerias de caminhões posicionados em locais estratégicos, pelas ruas da cidade, distritos e fazendas.
Eu mesmo andei a discursar numa dessas ocasiões, na campanha do deputado José Freire, e outras lideranças políticas estaduais e locais.
Alguns candidatos passavam dos limites nas promessas que faziam. Não cumpriam o prometido. “Desde aquele tempo a ‘mentira’ no mundo da política comandava o espetáculo.”
Havia perseguições políticas por parte de alguns mandatários, principalmente quando o eleitor declarava publicamente outra opção do seu voto.
O ir e vir das pessoas nas ruas nos dias da votação eram intensos.
Alguns pais precavidos orientavam os seus filhos a não participarem daquela agitação toda, e muito menos das questões políticas. Opor-se ao governo (nos três níveis) não era recomendável. No dia da votação a minha mãe ficava a orar a Deus, para que tudo ocorresse em paz, naquela disputa; pedia a nós que não saíssemos de casa: era “perigoso!” Não dava para saber o que poderia acontecer.
Os candidatos a vereança e a prefeitos compareciam aos seus redutos eleitorais; a tirar fotos com o povo e ouvir as reclamações dos moradores. — Visitar escolas, comunidades, hospitais; inaugurar comitês, reuniões com apoiadores, fazer as suas últimas promessas…
Um dos candidatos a prefeito esbanjava carisma: o Adelino, filho da terra, já havia administrado a nossa cidade. O outro candidato não me lembro bem quem era, mas, a campanha ia num bom nível. Qualquer um dos ganhadores estávamos bem representados.
Ao aproximar-se o momento da prova dos nove. Em que as urnas iriam falar. Um dia à tarde próximo à votação o João (preferi assim o chamar) eleitor de um dos candidatos tomava uns aperitivos a mais e jogava conversa fora, no bar do Elias. O Lázaro eleitor dum outro andava armado sem uma autorização, e sem ser incomodado pelas autoridades competentes adentrou-se ao ambiente e logo começou a discussão política. Decisão que quase causaria uma tragédia maior: saltou para fora da venda, num respeito ao proprietário e convidou o João para resolver a questão na rua. — Na bala. O convidado não pensou duas vezes e mais que depressa atendeu o chamado. Como uma serpente a dar o bote na presa. O Lázaro negou o corpo e sacou da cinta um revólver de todo tamanho à vista dos nossos olhares atônitos, já pronto a cuspir fogo no ralar da espoleta.
O João ao ver a arma apontada na sua direção saltou no seu algoz como um atacante na hora de fazer o gol: perdeu o pulo e caiu.
Debruçado na terra fria e pedregosa, aos pés do inimigo só a misericórdia de Deus, e ela fez-se presente…
O Lázaro só teve o trabalho de mirar a arma na cabeça de João e apertar o gatilho. — Bam! — Ai!
O projétil do disparo cravou-se numa das suas mãos que, mesmo atingido levantou-se e atracou-se com o seu rival. O sangue esvaia-se…
João por cima de Lázaro quase toma uma facada de graça de terceiro…
Um sujeito miúdo, amarelo feita a goiaba madura, ao lado a observar tudo e com vontade de entrar na confusão tomou as dores de Lázaro: aproximou-se mais e puxou da cinta uma enorme peixeira, que parecia um punhal procurava o melhor lugar para sangrar o João. — Descia do alto da cabeça a sua mortífera lâmina fria na direção do vão da clavícula do pobre.
De repente o forte grito do meu pai ecoou pela Rua do Comércio afora: “Não faça uma coisa dessa com o rapaz!"
O homem voltou com a faca para a bainha imediatamente.
O João a lutar e relutar sozinho para tomar a arma do inimigo nem percebeu o tamanho do risco que correu. — Morreria sem saber do quê.
De tanto esforçar-se, com um joelho flexionado sobre Lázaro no chão, o João já o dominava.
A arma do seu inimigo político já estava na sua mão, quando o tio Elias entrou em ação e a tomou.
Salvou o Lázaro da morte e o João da prisão. — Por certo.
*Nemilson Vieira de Morais
Acadêmico Literário.
"Seja como Edward Mãos de tesoura. A sua história poderia ser de terror, mas é um belo conto de fadas."
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