Desabafo de um bom Marido
Não sei o que fazer com essa vontade de ter você só mais uma vez. Essa insanidade que me tortura, não me deixando te esquecer, mas aquele desejo de me entregar por inteiro pra não deixar você me apagar, não deixar nada mudar. Sentir você mais perto. Deixar meu orgulho de lado pra te reconquistar e sentir que tudo voltou ao seu lugar.
Ninguém te sacudiu pelos ombros quando ainda era tempo. Agora, a argila de que és feitos já secou e endureceu e nada mais poderá despertar em ti o místico adormecido ou o poeta ou o astrônomo que talvez te habitassem.
O quarto em desordem.
Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor
que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar
a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo,
verdade tão final, sede tão vária,
e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama.
Sorria para a vida, pois o mundo esta de braços abertos para lhe receber, abrace-o e mova-o conforme desejas!!
Passamos tanto tempo da vida sendo normal, que esquecemos que as melhores coisas da vida foi feito por uma loucura.
Terias razão ,afinal pra não acreditar na grandeza do meu amor,
se eu fosse capaz de traduzi-lo em palavras.
Hoje eu não sou eu, não estou bem... Queria ficar a beira de uma ferrovia esperando calmamente o próximo trem....
É o princípio do fim – dizia todo mundo, mas Churchill, o primeiro ministro inglês, que devia ter ouvido a mesma coisa sendo repetida na Inglaterra, declarou: – Isto não é o fim. Não é nem mesmo o princípio do fim. Mas talvez seja o fim do princípio.
TRIDADE
A vida é uma planta misteriosa
Cheia d’espinhos, negra de amarguras,
Onde só abrem duas flores puras
Poesia e amor...
E a mulher... é a nota suspirosa
Que treme d’alma a corda estremecida,
É fada que nos leva além da vida
Pálidos de langor!
A poesia é a luz da mocidade,
O amor é o poema dos sentidos,
A febre dos momentos não dormidos
E o sonhar da ventura...
Voltai, sonhos de amor e de saudade!
Quero ainda sentir arder-me o sangue,
Os olhos turvos, o meu peito langue...
E morrer de ternura!
Ah! vem, alma sombria que pranteias.
Por quem choras? Por mim?
Em vez de prantos
Deixa-me suspirar a teus joelhos.
Tu sim és pura. Os anjos da inocência
Poderiam amar sobre teu seio.
Aperta minha mão! Senta-te um pouco
Bem unida a minha alma em meus joelhos,
Assim parece que um abraço aperta
Nossas almas que sofrem. Revivamos!
O passado é um sonh, o mundo é largo,
Fugiremos à pátria. Iremos longe
Habitar num deserto. No meu peito
Eu tenho amores para encher de encantos
Uma alma de mulher
Por que sorriste?
Sou um louco. Maldita a folha negra
Em que Deus escreveu a minha sina
Maldita minha mãe, que entre os joelhos
Não soubeste apertar, quando eu nascia,
O meu corpo infantil! Maldita!
errando e aprendendo
morrendo e vivendo
sempre foi assim
e vai ser até o fim
os dias passam devagar
enfrento meus demônios no dia-à-dia
pensamentos em conflito
nem tudo é como a gente queria
admita, o que seria da vida
sem esse ar de mistério
nessa passageira existência
entregamos ao tempo
tudo o que nos há de mais secreto
RESILIÊNCIA
“É a capacidade de se adaptar e conviver com situações difíceis. É saber aprender com elas, superando-as oportunamente. É preciso ter a mente flexível, ser otimista, consciente de que tudo na vida é passageiro.”
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