Desabafo de um bom Marido
O sofrimento silencioso é o que mais pesa no peito,
escondido atrás de um sorriso que o mundo vê.
As cicatrizes da alma muitas vezes não aparecem na pele,
mas moldam quem somos e a nossa forma de viver.
O agora importa. Faça de cada instante um momento significativo.
Fasa sempre o que certo para o amanhã seres bem sucedido.
Você é como um abraço de verão: quente e acolhedor. Mudou algo em mim.
Mas você se tornou uma brisa de inverno: fria e silenciosa. Deixou saudade em meu peito.
Inestimavelmente, transformou meu abismo em dor, a calmaria virou decepção, comecei a te amar, apenas com um abraço.
A premiação mais importante que um ser humano pode ter, é acordar o corpo e despertar a consciência em um novo dia.
"A sensação de voltarmos ao passado em um pseudo retrocesso; é engano. O homem social, não ultrapassa o homem mental... O processo nos impõe retornos... A superação é realizar um melhor passado, toda vez que reacontecer."
Me sinto como um jardim sem flores.
O mais esquisito é que esse jardim já foi florido um dia.
Já teve cores, perfumes e vida.
Mas depois que você se foi, percebi que alguma coisa mudou.
O jardim continua no mesmo lugar,
mas já não é o mesmo.
E talvez o mais difícil não seja olhar para as flores que morreram,
mas lembrar de como era bonito quando elas estavam aqui.
Assim como no combate a um vírus, a luta na defesa pela democracia e pela autonomia de um país tem que ser 100%. Se essa luta não for feita com força, de forma individual e coletiva, visando atingir 100%, não iremos conseguir a casa da maioria. Isso significa que a luta tem que ser 100% e o grande êxito, por sua vez, é a eficácia da defesa da democracia e da soberania do nosso país.
O CORONELISMO DO SÉCULO XXI
Um povo entre a mentira, a cegueira e a esperança.
Há um povo que caminha sem saber para onde,
Que aceita a mentira e a verdade esconde,
Que ouve promessas vestidas de ilusão,
E entrega o seu destino às mãos da conveniência e da ambição.
Vive de narrativas, de histórias fabricadas,
De verdades distorcidas, de consciências aprisionadas,
Enquanto a ignorância, coroada de razão,
Transforma o pensamento em refém da manipulação.
Há políticos que ostentam títulos e saber,
Falam como intelectuais, fingem compreender,
Mas trocam princípios por alianças convenientes,
Apertam mãos suspeitas, sorriem para os coniventes.
Não lhes move a dor daquele que padece,
Nem a voz do trabalhador que luta e não enriquece.
O que lhes move é o cálculo, o interesse pessoal,
É manter-se no poder, ainda que o preço seja moral.
E o povo? Ah, o povo, cansado de esperar,
Vê a mesma peça antiga novamente encenar.
Mudam-se os discursos, os rostos e as bandeiras,
Mas permanecem as promessas, as mesmas prisioneiras.
Há uma militância cega, fiel à repetição,
Que confunde lealdade com ausência de razão.
Defende o indefensável, não admite contestação,
Faz do líder um ídolo e da crítica uma traição.
Prometeram novos tempos, anunciaram transformação,
Mas o futuro continua distante do sertão.
A esperança bate à porta, ninguém lhe estende a mão,
E o amanhã permanece refém da velha encenação.
E assim ressurge, em pleno século XXI,
O coronelismo antigo, agora vestido de comum.
Já não precisa da chibata para impor sua vontade:
Basta controlar o discurso e negociar a necessidade.
O voto, que deveria ser instrumento de mudança,
Torna-se moeda de troca, cabresto da esperança.
E quem deveria escolher os rumos da própria história
Vê outros decidirem seu presente e sua memória.
Não há liberdade plena quando o medo dita a escolha,
Nem democracia viva quando a consciência se encolhe.
Não há povo soberano se lhe negam o saber,
Pois quem não pode questionar dificilmente pode escolher.
Mas um povo não nasceu condenado à escuridão,
Nem deve eternamente ajoelhar-se à manipulação.
A ignorância não é destino, a pobreza não é sentença,
E nenhum poder se sustenta para sempre na ausência de consciência.
Que um dia esse povo descubra a força que tem,
Que não deve sua voz a político algum, nem a ninguém.
Que aprenda que ser livre é pensar sem ter senhor,
É cobrar de quem governa, sem submissão ou temor.
Que as promessas sejam julgadas pelas obras realizadas,
Que as alianças sejam vistas, não apenas celebradas.
Que títulos não escondam a falta de honestidade,
E que o poder se curve, enfim, diante da dignidade.
Porque um povo que pensa já não aceita qualquer corrente,
Não se curva a sobrenomes, nem se vende eternamente.
E quando a consciência desperta e a verdade rompe o véu,
Cai o trono dos coronéis, por mais alto que esteja ao céu.
Pois o maior triunfo de um povo não é trocar de governante,
Mas deixar de ser refém de qualquer dono arrogante.
É escolher o próprio rumo, sem cabresto e sem favor,
Fazendo da consciência sua arma, e da liberdade, seu valor.
Não faça planos para o futuro porque não sabe se haverá um futuro pela frente
O que importa e viver o hoje focando no presente e valorizando o momento atual.
Às vezes, queria mais
Só um pouco mais
Me bastaria enxergar
Mas parece que tudo o que tenho
É o que não posso ver
E sigo me agarrando
Ao que não posso tocar
Porque a verdade é que isto
Nunca foi suficiente pra mim
O que jamais quis
Jamais pôde me bastar.
- Marcela Lobato
Mas de um céu com luar e estrelado
A escuridão é o que vai sobrar
Do que era tão inocente
Tão diferente pensar.
Afinal, quem ou o que é o tão temido Diabo? Como podemos encontrá-lo? Ele é apenas um, ou há vários? Quem é o responsável por todos os nossos erros? Por todas as nossas péssimas escolhas?
Se quiser encontrar o Diabo, há um ritual muito simples, em que ele aparece na sua frente, e poderá encara-lo "olho no olho". Simplesmente, olhe-se no espelho. Fazendo isso, encontrará o tão famigerado "tinhoso", mas se surpreenderá ao ver que ele não é, nada mais e nada menos, que você.
- Marcela Lobato
A natureza pede socorro, e é urgente que a ouçamos. A Terra é nossa única casa. Tantos buscam por um Deus em tantos lugares, mas não entendem que sua maior representação é a natureza. Ela dá e tira a vida. Mata o velho, e faz nascer o novo. Nos dá comida quando plantamos a semente. Quanto mais damos a ela, mais ela nos dá. Toda a vida só existe em decorrência dela.
Porém, há algo que ela não dá, a outra face. Não é covarde. Toda ação gera consequências, e se não reanalisarmos nossas atitudes, sua próxima fúria pode ser a causa da nossa última respiração, ou da de pessoas queridas. Enquanto o capitalismo selvagem mata e destrói, o dinheiro continua sendo o papel vindo das árvores, e segue mantendo-se impossível retirar dele o oxigênio que nos permite ter vida.
Se continuarmos explorando, poluindo, queimando e destruindo Gaya, nada nos restará. Se ignorarmos os alertas, com toda razão seremos engolidos. Se não mudarmos logo, talvez não haja mais como fazer qualquer mudança.
A natureza pede socorro. O planeta pede socorro. Logo, nós pediremos socorro, mas da mesma forma que a ignoramos, ela nos ignorará.
Não há um terrível apocalipse vindo. Não é culpa de nenhum Diabo, e nem algo que não poderia ser evitado. Não aparecerá nenhum suposto deus no céu arrebatando pessoas. Temos que assumir a responsabilidade e mudar as coisas.
Esse é o único caminho.
- Marcela Lobato
Se a gente não puder ser crítico ao cristianismo, ele cria um bando de zombies fanáticos, tenta instaurar uma ditadura, e mata ou tortura todo mundo que não se ajoelhar a ele.
É necessário criticar o cristianismo pela facilidade do fascismo de se criar a partir dele. Querendo ou não, o sistema cristão em si é fascista, porque dita o que fazer, o que acreditar, quem amar, condena ao inferno quem não se curvar e declara morte ao "pecador". Séries como "O Conto da Aia" mostram isso perfeitamente.
Mas não só na ficção vemos isso. As inquisições protestantes e católicas, o que aconteceu na Alemanha na segunda guerra, a escravidão do povo africano, o apartheid... Tudo isso tem o mesmo pano de fundo, o mesmo fundamento, a mesma desculpa e o mesmo motivo: a bíblia e o cristianismo.
Não podemos deixar jamais que calem a nossa voz quanto a isso. Nossa única arma é o conhecimento, o pensamento crítico e nossa humanidade. Por isso chamam de proibido o fruto do conhecimento.
- Marcela Lobato
Odeio farsas, por isso odeio a vida, de certa forma.
Esse mundo é um teatro. É o sadismo de um ser caído. Não posso dizer que sei como é do outro lado, mas espero que seja muito melhor do que aqui.
Aqui é ruim demais. É perverso.
- Marcela Lobato
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