Desabafo de um bom Marido

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Um pensamento longe, pode estar conectado a alguém perto.
Alguém perto, desconectado, pode parecer distante.

A felicidade sem trauma é um corpo sem história, uma ilusão desconhecida.

O brilho de um sorriso, é reflexo de uma áurea iluminada, de um coração alegre e uma pessoa abençoada!

Diversas personalidades são necessárias, para enfrentarmos às diferentes situações do cotidiano. Um só caráter é suficiente para mostrarmos quem somos.

Pés no chão, evita grandes tombos;
Um passo de cada vez, evita grandes perdas;
Molhar o pé, evita grandes frustrações;
Pé atrás, evita decepções;
Passo maior que a perna, causa arrependimentos;
Enfiar o pé na jaca, causa confusões;
Estar aos pés de alguém, causa desilusões;
Meter os pés pelas mãos, causa conflitos.

Perdoe um dia, para não viver uma vida de remorso!

Um ano novo não trará novas conquistas, se mantivermos as velhas estratégias;
Um calendário novo não realizará novas metas, se continuarmos apegados aos velhos objetivos;
Nada se fará novo, enquanto o velho for nossa prioridade .
Tudo se fará novo quando a novidade for nossa necessidade.

Como o espelho que só ganha vida diante do corpo que dança, a realidade é um labirinto estático onde o mundo só pode mudar por nossas ações; somos, ao mesmo tempo, os passos perdidos e o próprio caminho que se inventa.
Reno Fioraso

Um passo pra trás nem sempre significa medo, muitas vezes é cautela.

Um coração grato, sempre encontrará motivos pra sorrir!

Recomeçar é enxergar um futuro, onde nem se via um presente.

Um passo pode parecer nada, mas pode ser o que precisa para acontecer tudo.

Toda decisão vai causar cortes, porém toda ferida um hora cicatriza.

O que escrevo fica no papel, e acho um saco sair por aí pagando de intelectual sem ser nada disso.


Benê Morais
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Pior que manter livre o culpado é condenar um inocente.

“O homem é um mero reflexo daquilo que lhe sustenta.”

“EU VIVO EM UM MUNDO QUE NÃO EXISTE” Dom Veiga

Chácara grande. Um quarto com banheiro e banheira só meu. Escola boa. Um pastor-alemão e um pelo curto brasileiro felino desde filhotes sob meus cuidados e afeto. Livros; vários e variados livros. Uma sala repleta de livros. Lareira. Minha mãe e irmãos…


Um amigo. Mora perto. Nos conhecemos na escola. 1ª semana de carro. Minha mãe ou irmã mais velha dirigiam. Após alguns olhares cruzados no caminho escola-casa, passamos a ir e voltar juntos. Às vezes a pé. Às vezes de bike.


Brincamos juntos. Fazemos tarefas da escola juntos. Tanto na escola, quando em dupla, quanto deveres para casa — quando “separados”. Às vezes ele em minha casa. Às vezes eu na casa dele.


Gostamos um do outro…


[...]


Terminei meus exercícios de matemática. Deitei. Deixei a persiana levantada. Dormi admirando as estrelas. Acordei com os primeiros raios de sol. Cheirinho de cookies no forno. Céu em transição de cores. Um espetáculo comum. Um extraordinário ordinário. “Extraordinário” porque contemplava sereno e “satisfeito”. “Ordinário” porque felizmente normal. Era sábado.
Ele me chamou pra brincar.


[...]


—Falei com minha mãe e ela…
—O quê?
—Ela…
—Fala logo!
—Ela não deixou eu ir.
[Silêncio]
—Por quê?
—Ela disse que já passamos muito tempo juntos.
[Silêncio]
—Bom… então tá. Vou voltar pra minha casa. Tchau!
—Espera!
[Olhares fixos]
—É brincadeira!
—Aff! (Fez que não com a cabeça desviando o olhar pro lado)
Caminhando juntos em direção à casa na árvore, perguntei:
—Então, o que vamos fazer hoje?
—Ué! Não é óbvio? Beijar!
—Hã?!
—Quero dizer, brincar! Desculpe.
Ri, pensativo…


Depois do pique-pega, cabo de guerra, esconde-esconde e de competirmos para ver quem aguentava pular corda mais vezes; deitamos, exaustos, na grama fofa. Um ao lado do outro, olhando pro céu, debaixo da melhor sombra da melhor árvore dali.


[Silêncio]
Viramos o rosto um pro outro. Nos olhamos…
—Vou pegar uma água na casa!
Ele me pegou de leve pelo braço antes que eu levantasse totalmente minhas costas do chão.
[Silêncio]
Depois de um tempinho de introspecção, perguntei:
—O que foi?
"Do nada" ele me perguntou:
—Você já beijou alguém, Guilherme?
Estranho, porque todo mundo me chama de João, exceto minha mãe quando me chama pra comer.
—Não. E você?
Ele virou o rosto para o alto. Fez que não com a cabeça. Perguntei:
—Por quê?
—Minha mãe falou que eu não preciso namorar, me casar, ter filhos e constituir uma família se eu não quiser.
—A minha também. (Continuei)
—Ela falou que talvez eu fosse gostar de meninas… ou de meninos… ou de ambos.
—É… a minha também. Mas ela me disse que existem pessoas que não são "exatamente" ou meninos ou meninas...
—Aí ela me perguntou se eu já gostei ou gostava de alguém…
Ele virou o rosto pra mim. Eu estava olhando pras folhas cujo vento fazia tremeluzir a luz que chegava até nós em círculos. Pressenti algo diferente, mas não dei muita bola. Ele aguardava, pacientemente. Após um “passeio no mundo da Lua”, perguntei virando o rosto a ele:
—E aí, o que você falou?
—”Sim”.
—E ela? Ou melhor, de quem é?! (Inquiri ansioso)
—Você.


My Old Dream

Por que você tem que ser um menino tão raivoso, um menino raivoso?

Era uma vez...


Era uma vez....
ou não era não?


Um coração apaixonado
e outro completamente alienado...


Um coração cativado
e outro completamente desinteressado.


Um coração magoado
e outro completamente blindado.


Um coração partido
e outro batendo... tum-tum... tum-tum...
completamente sem sentido.


Era uma vez...
não, não era não.