Desabafo de um bom Marido

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"A amizade é o parentesco das almas.
É o vínculo superior ao sangue,
é o reconhecimento de uma pertença
que só a vida é capaz de estabelecer."

Quando alguém que você ama muito, vira pra você e diz: "EU NÃO GOSTO DE VOCÊ" , não chore por isso, sabe por quê? Porque a verdade dói, e dói muito, mas acredite: Ela também liberta.

Estou impressionado com o número de cristãos que acham que podem ser perdoados sem perdoar -- coisa que, a rigor, é cem por cento impossível.

Desde a adolescência, o meu interesse pelas coisas mais elevadas do espírito foi
recebido pelo ambiente social e familiar em torno com desprezo, chacotas e tentativas
de intimidação. Parecia que ir além do círculo do imediato, do banal e do mesquinho
era o pior dos pecados. Estímulos, só recebi negativos. Mas não posso dizer que
essa experiência tenha sido de todo prejudicial ou mesmo inútil. Com ela aprendi a
guardar meus pensamentos para mim mesmo, evitando bate-bocas dispersantes, e
graça a isso desenvolvi não só o poder de concentração, mas a capacidade de
conservar minhas idéias na memória muito tempo antes de ter a oportunidade de
escrevê-las. Posso dizer que tinha uma filosofia secreta bem antes de que alguém em
volta pudesse desconfiar da sua existência. Só comecei a falar dela em público
quando me senti seguro de que não precisava mais da aprovação ou simpatia de
quem quer que fosse. É por isso que vejo bem claro o ridiculo de toda afetação de
independência. Qualquer moleque fracote pode se vangloriar de que “pensa com os
próprios miolos”, precisamente porque não tem a menor idéia do preço da
independência genuína.

Eu perco por exagero ou por total desinteresse
Eu tenho essa mania de fazer tudo com muita paixão
Quero, quero loucamente
Não quero, de jeito nenhum
Não gosto dessa coisa chamada talvez
Não combina comigo

O imbecil-padrão acredita em todas as opiniões com que está acostumado e duvida de todas as que pareçam contrariá-las. Seu critério da verdade é o conforto ou desconforto da sua mente.

Não há nada melhor no mundo que amar intensamente profundo e dizer meu amor eu amo você.

"'Respeitar as opiniões alheias'. É sempre o maldito pensamento metonímico. Respeitar é valorizar. Se valorizo uma opinião, faço-a também minha ao menos parcialmente, e neste caso não estou respeitando uma opinião alheia, e sim a minha própria. O que se pode respeitar é o DIREITO de ter uma opinião que, em si, não merece respeito nenhum. Mas, no Brasil, 'respeitar a opinião alheia' tem uma nuance especial: significa abster-se de tentar mudá-la. E, se não tento mudar uma opinião da qual discordo, é que não me importo de que o sujeito a tenha. Ele que pense o que quiser. 'Respeitar a opinião alheia' significa então desprezá-la. O brasileiro é hoje um dos povos mais confusos do planeta."

Possuir armas não é só uma questão de necessidade, mas de dignidade. Quem se recusa a ter armas transfere a outros o dever de matar e morrer para defendê-lo. Nem velhinhas frágeis têm o direito de pensar assim, quanto mais homens adultos e fortes.

Se o amor é uma flor roxa, que dá no coração dos trouxas.
Eu não ligo, desde que esse coração seja o meu.

Ostentação é o ato ou efeito de ostentar, quer dizer “apresentar” ou “mostrar” num sentido exibicionista, estando ligado ao orgulho, à presunção ou simplesmente à vaidade. É o ato de alguém que exibe as suas "riquezas" ou as suas próprias "qualidades", sublinhando a importância de algo que tem, que fez ou que é. Em boa parte dos casos acontece para retirar o foco de atrativos inexistentes.

Ostentação é uma palavra que tem origem no termo em latim ostentatio, que significa exibição vã ou inútil. Uma pessoa que recorre à ostentação é muitas vezes conhecida como afetada ou fútil.

Quem tenta ostentar com bens e atitudes que financeiramente não pode manter, acaba se tornando escravo da sua própria futilidade.

Ignorância Sábia

Aconteceu aos verdadeiros sábios o que se verifica com as espigas de trigo, que se erguem orgulhosamente enquanto vazias e, quando se enchem e amadurece o grão, se inclinam e dobram humildemente. Assim esses homens, depois de tudo terem experimentado, sondado e nada haverem encontrado nesse amontoado considerável de coisas tão diversas, renunciaram à sua presunção e reconheceram a sua insignificância. (...) Quando perguntaram ao homem mais sábio que já existiu o que ele sabia, ele respondeu que a única coisa que sabia era que nada sabia. A sua resposta confirma o que se diz, ou seja, que a mais vasta parcela do que sabemos é menor que a mais diminuta parcela do que ignoramos. Em outras palavras, aquilo que pensamos saber é parte — e parte ínfima — da nossa ignorância.

Michel de Montaigne

Nota: in Ensaios

Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas não cansadas de cansar-me;
Pois não se abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;

Não canse o cego Amor de me guiar
Donde nunca de lá possa tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto a fraca voz me não deixar.

E se em montes, se em prados, e se em vales
Piedade mora alguma, algum amor
Em feras, plantas, aves, pedras, águas;

Ouçam a longa história de meus males,
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.

— Deus! Crer em Deus! Sim como o grito íntimo o revela nas horas frias do medo — nas horas em que se tirita de susto e que a morte parece roçar úmida por nós! Na jangada do náufrago, no cadafalso, no deserto — sempre banhado do suor frio — do terror e que vem a crença em Deus! — Crer nele como a utopia do bem absoluto, o sol da luz e do amor, muito bem! Mas se entendeis por ele os ídolos que os homens ergueram banhados de sangue, e o fanatismo beija em sua inanimação de mármore de há cinco mil anos! Não credo nele!

Gosto de momentos simples: andar pelo quintal com os pés descalços, contemplar o céu estrelado, cuidar das plantas, ouvir o canto dos pássaros, sentir o cheio de terra molhada quando chove, apreciar o aroma do café ao coá-lo, ouvir os meus vinis no toca-discos, ler uma boa produção literária, observar as plantas e árvores florescerem e frutificarem, enfim, essas e outras situações que trazem consigo singeleza e uma miscelânea de sentimentos.

Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: Faz de conta que eu estou sonhando.

Algum dia, em qualquer parte, indubitavelmente, terás que te encontrar contigo mesmo. E só depende de ti que seja a mais amarga de tuas horas, ou teu melhor momento

M. de Combi

Nota: O pensamento também costuma ser atribuído a Pablo Neruda, mas a autoria não é confirmada.

Minhas vontades são minhas maiores leis!

Os grandes pensadores sempre foram tratados como loucos, quando deveriam ser recebidos com gênios(...)

"Não se vê, sente-se. Não se mede, não se pesa, não se toca, não se cheira. Sente-se! Aquilo que é realmente importante acontece num plano não palpável. Não visível. É de dentro. É o que transborda sem se ver. É o que nos move. Ou deveria mover."