Desabafo
Vida
A vida um encanto desencantado
Um nó desatado
Um corpo dilacerado pelo tempo, pelo vento
A vida ao sol cortante em desalento
Na sertão errante
Um estômago vazio
Ou apenas o calafrio
A vida começa em pranto
E segue-se narrando
Tal qual a poesia lânguida, fria, ferida
Vida prostituida por morte
Vida guiada por pura sorte
E o pior é quem a carrega
Humanos lascivos
Editados pelo ouro que tudo compra
Esquecem que o etéreo é o bem mais valioso
Vida que carrega vida
Muitos me procuram para desabafar…
Ter alguém para os ouvir, é tudo o que precisam…
Mas,….. e eu???
É a minha solidão a minha única companhia? A minha única ouvinte?
Busco aqueles que me procuravam, mas tudo o que encontro é ouvidos moucos...
Enfiados nos seus próprios problemas, e lá vem mais desabafos…
Acomodaram-se em ter-me ali para eles, que não vêem mais nada a não ser o seu próprio umbigo…
Valha-me Deus Pai, pois só contigo posso contar…
No ponto de vista de uns ela é meiga, carinhosa, linda... simplesmente perfeita!!!
No ponto de vista de outros ela é chata, antipática e mimada.
Mas... Sabe o que cada opinião sobre ela tem em comum?
O simples fato de terem sido formadas sem conhecê-la de verdade!
Sem conhecer seus defeitos e qualidades mais relevantes,
Sem conhecer suas dúvidas, seus medos, incertezas.
Sem conhecer sua melhor lembrança,
Sem conhecer seu pior momento (aquele o qual ela guarda em seus pensamentos mais sombrios, mais dolorosos, turbulentos e pertubadores que a fazem chorar todas as vezes que são relembrados.
As pessoas costumam acreditar que ela é forte, que seria capaz até mesmo de sobreviver a um naufrágio...
Mas se esquecem (ou não veem) que ela é humana, sensível, frágil... tão frágil que a qualquer momento pode quebrar!
Estas pessoas enganam-se ao vê-la sorrir dia após dia e é pensar que ela não tem problema,
Mal sabem esta que tal foi a maneira que ela encontrou pra sobreviver*
Já faz alguns anos que adotei a solidão como morada. Inicialmente pensei que fosse algo passageiro, uma fase ordinária. Mas com esse prazo de validade indeterminado, constatei o quão atroz és. Anseio por uma coletividade de prazeres — e, ao mesmo tempo, um regalo nessa terrífica morada que instalou-se no meu peito. Pode parecer loucura, mas essa desarmonia coletiva me faz querer continuar. Sinto falta da pessoa que fui, mas me adaptei nesse ninho eloquente e aconchegante, que abriga a minha obscura particularidade. No mais, por mais insano que pareça, ainda anseio tocar o poente. É isso!
O cenário literário nacional e suas vertentes... Um ensaio descompassado e permeado por brigas operárias. Não foi a toa que me restringi. A propósito, há muito mais que holofotes e guerra de egos. Um parecer saudável é o construtivo, o resto é ofensa. Ser escritor é escrever com o coração, independente do tempo verbal. Erramos. Acertamos. Aprendemos. Por fim: as palavras de ordem são RESPEITO e EMPATIA. Se não for assim, não há erro gramatical ou tempo verbal que aguente. Sou uma eterna contadora de histórias, nasci para escrever com o coração. PAZ!
E foi no desespero de uma vida sem sentido, que encontrei sentido na leitura. Desta forma, entrei de cabeça nesse mundo mágico. E depois de tanto viajar em histórias criadas por outras mentes, decidi colocar as minhas ideias em palavras. Afinal, seria assim que conseguiria desabafar minhas dores e alegrias; meus amores e desafetos... Estive "Entre o Céu e o Inferno", ouvi "A Voz do Meu Coração", viajei pela "Estrada da Morte" — e, por fim, estou tentando encontrar a minha "Redenção".
O mundo é adornado em trapaças. Porém, o que me entristece, é bater de frente com a mentira. Não suporto evidenciar falsos benevolentes. Quando assim apercebo-me, me afasto. Tal qual afastamento, desde que verdadeiro, é retificante.
Eu aprendi!
Aprendi a levar porrada e me erguer.
Aprendi a me calar e escancarar o verbo.
Aprendi a me retificar e me revigorar.
Por fim: Eu aprendi!
Dentre tantas que eu já levei, essa está sendo muito difícil. E eu que pensei que a minha cota de rasteiras já havia evaporado pelos ares...
Eis que penso: ela encontrou a paz, e não precisou brigar por isto. Seu coração, hoje, perdura no amor de Deus. E isto, apesar de revoltante, é um consolo.
[Trecho do desabafo]: Os bons morrem jovem, em memória de Pâmela Cristina de Sá
Eu sofro
E às vezes, penso em desistir
Mas, os que estão ao meu lado
Lembram-me:
‘’Tem pessoas que sofrem mais que você,
E nem por isso desistem’’
E isso faz eu perceber o quão fraco sou
Então
Eu sofro...
Quem são vocês para julgarem o que escrevo? Tá, escrevo bem errado, mas pelo menos consigo ver as entrelinhas da vida, coisa que nem com doutorado você aprende.
Viagem
Esperava que quando eu voltasse, você estivesse aqui, do mesmo jeito que parti, alegre, sorridente, dócil...
Mas ao contrário de seus rubros olhos negros saíam lágrimas de sangue, apartados de seu pobre coração que desde que eu parti, adoeceu... A distância era a única que poderia nos separar, mas ao contrário, ela apenas uniu o que há de mais belo em nós, o nosso amor, espero que com essa viagem, nos conscientizemos de que o que existe dentro de nosso coração também sofre... e esse sofrimento é de amor, de proteção!
Quero que saiba que mais do que nunca eu te amo, mesmo ainda não tendo partido, eu sei que até pequenas distâncias nos separam de forma, às vezes, irreparável, espero que um dia possamos ficar juntos de um jeito que eu não "me mate" ou te sufoque!
Só queria dizer uma coisa, que na maioria todos dizem, eu te amo!!!
Escrevendo, eu me dou conta do que está em meu pensamento. Falando, eu compreendo a razão do meu pensar.
Tantas coisas tenho aprendido e descoberto na arte do escrever. E quantos benéficos existem em um desabafo.
Ah...Sinto me plena quando consigo realizar os dois; escrever pra conhecer os pensamentos e falar para compreender.
Houve um tempo em que abandonei tais hábitos e neste tempo eu quase enlouqueci.
Minha mente, meu emocional sentem sede de escrever, de se expressar.
Meu coração possui o desejo de falar e ser ouvido. Meu coração sente necessidade de expressar em palavras o turbilhão de pensamentos que carrego comigo.
A escrita e o desabafo são meus métodos terapêuticos! Me conectam com quem sou, são os segredos da minha saúde mental.
Escreva, desabafe, fale!
Hoje, amanhã e sempre!
P. A - Despertar da Alma
Como alguém pode amar sem ser amado?
Pode um fósforo sendo riscado sobre as águas produzir fogo?
Por que falar tanto do amor? Creio que pela complexidade de sua existência.
Um pequenino, um coração que brota tristeza de lugares tão profundos, lugares os quais não cabe a percepção humana conhecer.
Mas quando por um momento o próprio amor, o Espírito Santo de Cristo Jesus segurou minha mão, inimaginável momento, um ego ferido gritou – “Porque não me solta em um safonar agressivo como faz o mundo”, mas desse o que tenho a dizer é genuíno, e desde aquele momento nunca fiquei só, e com todo amor por Jesus Cristo fui alcançado, foi quando o amor tornou - se simples.
Meus tormentos diários, já fazem parte de minha natureza,do meu eu, já não sei se quero cura, pois já nem sei mais o que é certo!
