Depois de Algum Tempo
Depois de algum tempo eu aprendi a conviver com a presença de algumas pessoas e com a ausência de outras.
Depois de algum tempo, compreendi que inventar histórias felizes era apenas um caminho para tornar a sua existência suportável. Não suportava existir! Eu gosto… Na verdade eu gosto porque tenho um forte apego a tudo aquilo que me faz bem. E existir me faz bem! Mas não uma existência vazia, daquelas de poucas mobílias. Gosto dos espaços bem aproveitados; ocupados por tudo aquilo que é útil e faz bem a vida. A vida é dura demais para ser vazia!
Hoje, depois de algum tempo resolvi escrever sobre o que você é para mim.
- Sem inspiração resolvi imaginar, imaginando comecei a sonhar, sonhei que você estava aqui a me ninar, sonhei com você ah se espreguiçar, imaginei uma cena de contos de fada onde a fada me amava e eu não podia tocar.
- Falando em contos de fada, me lembra da história de uma princesa e um príncipe que não conseguiam se afirmar um dia o príncipe resolveu lutar, lutar pela sua princesa pelo seu reino por dias eternos ao lado da felicidade por uma pausa no tempo dentro do abraço mais forte, protetor, seguro, quente, verdadeiro, honesto, carinhoso, Alegre, apaixonado que ele podia imaginar.
- O príncipe chegou a duvidar se realmente merecia tudo quanto o seu coração almejava ganhar, e em meio as dúvidas resolveu arriscar não parecia
certo não tentar.
1°- O primeiro obstáculo foi chegar, a distância outrora havia ajudado a pensar, mas agora era um obstáculo a ser superado.
2°- O segundo obstáculo foi comunicar, ele sabia falar, mas nunca precisou convencer um anjo à ficar, faltava palavras para mais esse obstáculo superar.
3°- o terceiro obstáculo foi aceitação, o que bastava chegar falar e não ser aceito pela princesa, que tanto sonhei em me entregar. Esse obstáculo o príncipe não poderia resolver, pois só o tempo iria relatar o quanto foram felizes.
Então o Príncipe foi vencer a distância, começou a caminhar, pelo caminho pensou em quais palavras usar.
- Beleza; Como comparar o sorriso lindo, os olhos carinhosos, o tom de pele magnífico, os cabelos sedosos, um conjunto esplêndido como a simplicidade da beleza.
- Personalidade; como comparar a simpatia, o amor pelo próximo, o gênio forte, o carisma, alegria de viver, com o mero resumo de personalidade.
- Desejo; como comparar a vontade desenfreada de amar, cuidar, ter, guardar, viver, desfrutar, chorar, sorrir, lutar, vencer, perder, retornar, voar, beijar, abraçar, acariciar, prender, soltar, plantar, regar, colher, com o sentimento insignificante que é Desejar.
O príncipe chegou e a princesa estava a esperar.
O príncipe falou e a princesa começou a chorar.
O príncipe perguntou a princesa, posso te entregar a chave do meu lar?
Depois de algum tempo você aprende que falar pode aliviar dores emocionais,descobre se leva anos para construir confiança mas apenas segundos para destrui-la
O Paradoxo (Estava)
No início eu tinha certeza que comigo estava, depois de algum tempo esqueci que o que estava, estava comigo,quando lembrei e pensei que não estava, estava todo o tempo comigo.
The Vincit (Klaus).
Se você deixa de ter alguém ou alguma coisa, sente sua perda e, depois, passado algum tempo, preenche o buraco que ficou em sua vida, a ausência, aos poucos, fica cada vez menor e, afinal, desaparece. Há um sentido na dor. Há um motivo e uma direção para ela.
Depois de algum tempo nós aprendemos,
a não fazer questão que as pessoas tenham obrigação nenhuma com gente;
Se elas não fizerem, por respeito, reciprocidade, amor e espontaneidade!?
A obrigação de sair de perto delas é sua!
Depois de algum tempo;
Os holofotes, as aglomerações perdem a graça...
A visibilidade vazia, o excesso de companhia, fazer parte de uma manada paradigmatizada que nos diferença, perdem o brilho.
Aí percebemos que os bons, os verdadeiros bons momentos;
São aqueles que estivemos em paz!
Em contato consciente, com Deus e nós mesmos.
A mulher da minha vida caiu do céu...
Depois, de algum tempo, encontrei a vassoura quebrada no chão....
A beleza da Lua passa despercebida por nós depois de algum tempo. Solitária e fria, como a imagino, algumas lendas dizem que seu amante, o sol, foi separado de sua amada por desejos dos astros. Seu toque eram os raios que refletiam nela e nos atingia na Terra. Então seríamos nós agraciados pelo amor do Sol pela Lua, quando nos banhamos com sua luz? Seríamos testemunhas do amor infinito e distante entre os dois?
Solitária e fria, é assim que sempre imaginei a Lua. Já seu amado sol, humildemente se cala, nos permite sentir a luz de sua amada, sem ciúmes, sem arrependimentos. Testemunhamos sem perceber, o amor dos longínquos.
Bom, assim reza a lenda...
Depois de algum tempo comecei a refletir do quê sou feito.
De palavras contundentes e convenientes que passam por cima de tudo, Querendo a paz.
Querendo entender a lição do amor.
Foi assim:
Depois de algum tempo em São Paulo, meu irmão conseguiu comprar o primeiro carro da família. Como não podia deixar de ser, era um Fusca 67 azul, muito lindo. Aliás, o mais lindo do mundo.
No dia da compra, nem trabalhamos direito. A ansiedade para pegar o carrinho era enorme. Já era quase noite quando meu irmão finalmente chegou com o dito cujo.
Tudo certo. Arrumamos nossas malinhas no porta-malas. Naquela época, tínhamos mais felicidade do que coisas para carregar.
Pegamos três amigos e... estrada.
Assim que escureceu, surgiu o primeiro problema: cadê a luz dos faróis? Havia apenas uma claridade fraquinha. Nada, porém, que um eletricista de beira de estrada não resolvesse. Instalamos um par de faróis "Tremendão", moda da época, que consumiu boa parte das economias reservadas para a viagem.
Problema resolvido, seguimos viagem. Só alegria.
Depois de rodarmos mais uns 250 quilômetros, próximo a Avaré, apareceu outro pequeno contratempo: um pneu furado.
Coisa simples. Bastava trocar o pneu e seguir viagem.
Abre o capô, tira as malinhas. E eram tantas que cobriam o estepe.
Quando finalmente pegamos o estepe, veio a surpresa:
— Vixe! Está vazio!
Na pressa da viagem, ninguém tinha verificado as condições do referido pneu.
Era madrugada. Frio. Mês de junho. E lá fomos eu e um amigo pedir carona para encontrar um borracheiro sabe-se lá onde.
Depois de alguns minutos, parou um caminhão-cegonha. Sem muitas explicações, o motorista mandou que subíssemos na carroceria.
Se parado já estava frio, com o caminhão em movimento a situação piorou muito.
Rodamos uns dois quilômetros até que ele parou e nos chamou para a cabine aquecida.
Logo encontramos um posto com borracharia e restaurante. Enquanto o pneu era consertado, aproveitamos para tomar um café.
O motorista, como todo caminhoneiro, conhecia praticamente todos os outros caminhoneiros da estrada. Não demorou para encontrar um colega que seguia no sentido contrário ao dele.
Ficou fácil.
O outro motorista nos deixou perto do Fusca e ainda manteve os faróis do caminhão acesos para facilitar a troca do pneu.
Quando terminou, enchemos o homem de agradecimentos e... estrada novamente.
Como todos morávamos em Santa Mariana, a distribuição dos três amigos foi rápida.
Sempre que voltávamos para casa saindo de São Paulo, avisávamos nossa mãe.
Que castigo!
Ela passava a noite inteira nos esperando.
Mas fazer o quê?
Mãe é mãe.
Dormimos algumas horas, tomamos café de bule e partimos para a missão mais importante: mostrar o Fusca para a cidade.
Afinal, ele era objeto de desejo de muita gente. Naqueles tempos, ter um carro era privilégio para poucos.
O coitado do Fusca ainda estalava por todos os lados, consequência da longa viagem.
Azar o dele.
Tínhamos compromissos mais importantes.
Meu irmão ao volante e eu de carona, fomos direto para a cidade.
Paramos em frente ao Cine Plaza e ficamos ali, do lado de fora, exibindo nosso troféu com o mesmo sorriso de uma criança que acaba de ganhar um presente.
Não demorou muito e apareceu um conhecido (nome omitido por ordem judicial).
Para os nossos padrões da época, ele era milionário.
Nem nos cumprimentou.
Ficou olhando para o Fusca e disparou:
— Ué... a firma onde você trabalha deixa você viajar com o carro dela?
Tudo bem que o carro ainda não era exatamente da família Mattos. Era da financeira, e ainda faltavam vinte e quatro prestações — justamente as vinte e quatro do financiamento.
Mas ele não precisava ser tão maldoso.
A frase caiu como um balde de água fria.
Tirou um pouco da nossa alegria.
O dia perdeu o brilho.
Perdemos a vontade de passear pela cidade e voltamos para casa.
Para perto da mãe.
E, pensando bem, talvez ali fosse mesmo o melhor lugar para estar.
O papagaio é lindo, mas depois de algum tempo torna-se cansativo por se utilizar somente da fala de outros.
Depois de algum tempo, fomos morar juntos. Depois de um tempo um pouco mais longo nos casamos. E, alguns anos depois, decidimos ter um bebê, afinal, meus ovários pareciam estar prontinhos, os espermatozoides dele não registraram nenhuma queixa a respeito, meu útero não levantou nenhuma objeção e, então, engravidei. E dei à luz uma menina.
Talvez depois de algum tempo quando você acha que esta fingindo que não tem mais aquele sentimento por aquela pessoa. Que talvez realmente você não sinta mais nada e só você não aceitou isso ainda...
Mesmo se eu chorasse um oceano de lágrimas ao ver você partir, eu sei que depois de algum tempo, Deus iria me fazer sorrir
Depois de algum tempo, finalmente comendo da minha comida. Tão simples, tão rápida, tão saborosa. Pra mim sem dúvida o melhor sabor. E isso merece bis.
