Depois
"Depois de tantas tempestades, o coração, resiliente, abre-se novamente à luz do amor, provando que a esperança é tão eterna quanto o próprio ato de amar."
Depois de um certo tempo, perdemos tantas pessoas ao longo do nosso caminho, que aprendemos a apreciar os bons momentos e lembranças que temos. Essas lembranças acalentam nossa alma e confortam o nosso coração!
11 de Dezembro 2021.
Depois de trinta e dois anos, cheguei à conclusão que meu ponto de equilíbrio é o desequilíbrio da escrita literária.
Uns Cortes
Começou primeiro a cortar mesa e cadeiras, sofá, televisão, depois raque, filtro de água, fogão, carros, em seguida árvores, e por fim animais e gentes. As lâminas vazavam tudo, sem dó nem piedade, a mando de uma mulherona mandona que observava de certa distância com fúria nos olhos.
— Corto também essa carne podre pendurada nas suas costas? — perguntou-lhe o sujeito com a máquina na mão.
— Não, isso não. De jeito nenhum. Está louco?
E caminhando em direção a ele:
— Dá aqui essa máquina, você também já não me serve mais.
— Ziu!
Safo
Já tarde da noite, chegando em casa
depois de mais uma teatralidade
da aula que conduzi na faculdade
me dei conta que sou agiota de vida
Quem necessitar poderá pedir-me emprestado
sem hesitar, não sou capitalista
posso até colocar um preço
cobro um sorriso, dou-te o endereço.
Homem de rua
Depois de anos continuava ele ali sentado
Sempre a observar o nada
Ou a pedir uns trocados.
Sujo, imundo e maltrapilho,
Na sua liberdade ambulante
De súbito viu distante
Um brilho desconcertante.
Levantou com certa preguiça dada pela fome,
Caminhou lentamente,
Abaixou e pegou o diamante.
Ele não tinha por certo o que era,
Mas a intensidade do brilho
Fez guardar nos seus trapos.
Assustou-se com o que ali perto ocorria,
Aquietou-se nos seu espaço.
Era uma batida policial por um assalto.
Mandaram que se levantasse
E acharam a pedra maldita.
Perguntando quando a roubara
Ele nem chegou a abrir os lábios,
Colocaram nos seus pulsos e pés as algemas.
E o levaram ao delegado.
O desgraçado apanhara e fora preso,
O pobre que nem sabia o quanto valia
A pedra que achara ao acaso.
Agora lá sentado a olhar para as paredes
Que nunca tivera um dia,
Por causa de uma estranha pedra brilhante
Que para ele pouco valia.
A pedra lhe tirou a vida de vagamundo
A única liberdade que tinha.
Hoje só quero me relaxar, e quem sabe amanhã e depois...
Vou deixar minhas mágoas irem embora, sem guardar rancores, ou tristezas.
Quero levantar e me sentir mais leve, estou cansado de ouvir mentiras...De um povo que nem sabe como é enganado, e cultiva a inveja e dissemina a covardia, com medo de lutar.
Estou cansado desses políticos corrompidos, que deixam seu povo passar fome, e roubam a dignidade dos pobres; cansado de lutar só, uma guerra de muitos, que silenciados pela ardência do medo preferem a sucumbência, ao invés da luta pelo seus direitos.
Senhor me traga a paz, preciso ir em frente, até a tua paz.
Maldita realidade, forjada e venerada pelos covardes, a maioria é quem decide o caos, e a minoria não pode fugir dele.
Só resta a minoria a vontade e a luta de buscar e inverter o caos, lutar por dias melhores sem deixar contaminar-se pela covardia da maioria. Como é difícil, o cansaço já me abate e me suga a paz.
Mas ainda me restara no final a Fé, porque ela é ter a certeza de dias melhores mesmo nos dias piores!.
Nene Policia
O covarde se cala ao absurdo! Depois acha-se no direito de ficar reclamando aos ouvidos daqueles que gritam por descência...
nenepolicia
O que dizer de uma cidade, onde primeiro vem o estômago, depois a moral; contudo, um viva aos imorais que alimentam os famintos...
nenepolicia
Depois de tanto cair, a gente aprende que é besteira viver em turbulência. É tudo tão passageiro. A gente dorme pensando em morrer e quando acorda já pode sorrir outra vez. A gente chora, lamenta, ouve aquela música que faz a ferida reabrir, escreve pra ver se de alguma forma a dor escorre pelos dedos e fica só no papel. Parece pra sempre, mas não é. Nunca é. No fim a gente vê que nem vale a dor de cabeça, o embrulho no estômago. Não anula a dor, mas se aprende a lidar melhor com isso. Depois das turbulências, juro, a gente aprende. Hoje, enfim, meu coração re(pousa).
Sou uma guerreira. Depois de todas as quedas, todos os roxos, estou aqui. Firme e forte pra enfrentar um batalhão. Sobrevivi ao primeiro amor, amores não correspondidos, decepções de amigos e brigas com a mãe. Hoje olho pra trás e posso dar risada de como me senti e de como reagi. Pude aprender com meus erros, pude crescer. E sabe, por mais que eu tenha cometido erros, não tenho como me arrepender. Tenho muito orgulho de quem me tornei.
Depois de quase vinte e oito anos assistindo a Chaves, percebi que Dona Clotilde está aí há décadas nos ensinando a como não persistir em algo que a gente já sabe que não vai acontecer. Não importaram quantos bolos, frangos assados e águas de colônia foram entregues, não importaram os cuidados, a dedicação exclusiva, o sentimento oferecido e implorado, Dona Clotilde nunca deixou de ser coadjuvante na sua própria história de amor.
A Bruxa do 71 é o retrato de nossas ligações não atendidas, de nossos convites ignorados, de nossas mensagens visualizadas e não respondidas. Somos nós esperando aqueles amores que a gente costura sozinhos rolando a noite na cama, deixando nosso sono sufocado junto a nossa paz de espírito no travesseiro. Quantos amores deixamos de viver enquanto insistimos em bater cheios de mimos na porta errada, sabendo que o Impossível é que vai nos atender?
Talvez ela pudesse ter se casado com o Sr. Barriga ou outro homem. Ou até aprendido a como é bom viver sozinha…morando em Acapulco.
É muito arriscado o caminho que a gente segue na direção contrária do nosso destino. É muito doloroso insistir em estradas erradas, quando é o coração que caminha descalço no asfalto.
Meu recado hoje é para você garota que está em uma porcaria de relacionamento.
Até quando você vai viver essa farsa de relacionamento?
O que te prende em um relacionamento infeliz?
Nem sempre persistir significa insistência, nem sempre amar significa confiar sempre que vai dar certo lá adiante.
Desista do que é preciso. Recalcule o que não faz questão de entrar na sua rota. Jogue para o alto o que está querendo voar por ai, sozinho. Você não precisa do que te diz “não”, a gente nem sabe muito bem o que fazer com as coisas que não se encaixam.
Ah, meus caros, amor não é uma coisa para viver controlando a porta, amor é liberdade de ir e vir, é tranquilidade de saber que o outro quer entrar e ficar.
Não caia nessa de que tem que sofrer para ter, que tem que suar para conquistar.
Ame alguém que você não tenha que puxar pelos braços. Ame alguém que esteja, que saiba se deixar ocupar, que você não precise matar um leão para conseguir um abraço.
Não ame o que te cansa para ter. Você precisará muito ainda do seu fôlego, vai por mim, não o desperdice no que já está fracassado.
Pesquisando pela internet descobri que há apenas um episódio que exibe cenas de casamento entre a Bruxa do 71 e o seu amado. Mas, era um sonho.
Na verdade, Dona Clotilde nunca se casou com seu Madrugada… só na sua ilusão.
E a gente precisa de um amor que corresponda nossos planos, que responda o que plantamos.
A gente precisa muito mais do que um sonho. A gente precisa viver um amor acordado.
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