Depoimentos para meu Amigo Chato

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Pesquisa no Google de mãe no meu tempo:

Sobrancelha levantada = "te aquieta aí"
Sobrancelha franzida = "você tá pedindo"
Duas sobrancelhas + respirada funda = "em casa a gente conversa"

Era o tradutor oficial da infância.
Não precisava de texto, não precisava de áudio.
Um movimento e a gente já calculava o tamanho da bronca 😂

Eu sou de um tempo que fui educada só com o movimento das sobrancelhas 🤭
Qual era o “código” da sua mãe?

Van Escher 🪐

No meu tempo, equilíbrio não era pose de yoga no Instagram.

Era cair, levantar, fingir que não doeu e seguir de salto alto na corda bamba da vida.

Controle é ilusão pra quem nunca teve que criar filho, pagar boleto e sorrir tudo no mesmo dia.
Equilíbrio de verdade é quando o caos te derruba, te arrasta, te testa... e você ainda lembra quem você é quando levanta.

Sem coach. Sem mantra. Só você, sua história e a teimosia de não se perder de si.

_Van Escher_🪐

Não preciso de mão na cabeça.
Preciso de quem segura meu rosto e diz:
“Para de fugir”.

_ Van Escher

Meu avô veio do céu
pra me lembrar:

"Eu já sabia quando você era criança,
loirinha do cabelinho cacheado,
que você era diferente."

Em meio a lágrimas,
em meio a risos,
o céu aplaudindo de pé.

Agora eu sei.
Eu gostei de ser quem sou.

Van Escher

Posso até parecer uma gatinha mas no meu RG eu sou uma LEOA.
Repete meu nome direito.

Van Escher

"Meu trabalho é ME preservar".

Tem gente que responde no impulso,
fala o que a cabeça pensa
mas não o que o coração sente.
Se enrola toda e depois apaga a mensagem
achando que você não ouviu, não leu.

Eu corto o mal pela raiz:
Se tá confuso dentro,
não vira caos aqui fora.

VAN ESCHER

Eles acham que eu tô sozinha...
Mal sabem que meu segurança é fardado de luz
e trabalha 24h sem dormir.

Salmo 91 na bio,
E anjo no portão,
Leoa no trono.

Tenta me derrubar pra ver.

Van Escher

A partir de hoje, quem vela meu sono tem nome:
DEUS.

E Ele não cochila.
Salmo 121:4 📖🧡

Boa noite, mundo.
Bom trabalho, anjos.

Van Escher

Quem vigia o
meu sono nunca
dorme.
Posso fechar os
olhos tranquila.
Tem Guarda na
porta,
Anjo no corredor
e Deus de vigília.

Van Escher

Tem conversa que só continua se ele souber ouvir o meu silêncio.

Van Escher

"Meu coração não é vaga pra estagiário.
É cargo de diretoria.
Currículo emocional na mesa, querido."

Van Escher

Não confunda meu 'não' com jogo difícil.
É só padrão alto mesmo.
Quem sabe, sabe. Quem não sabe, observa de longe.

Van Escher

Todos os nossos sentimentos são educáveis.
O meu aprendeu que lealdade não se negocia.
O seu ainda tá na creche.

Van Escher 🦁

O chicote romano arrancou a carne de Cristo, mas foi o peso do meu pecado que arrancou o Seu fôlego.

N.S

Eu posso ter tido mil e uma paixões, mas será sempre você o meu amor, é o que eu tenho de mais bonito, profundo, não é exagero se eu disser que daria a minha vida por você, é a verdade, porque a minha vida não faria sentido sem a sua, eu te amo como nunca amei ninguém, eu já amei, mas é a primeira vez que é assim, incondicional, eu não tenho nada seu que possa chamar de meu, nada do que eu realmente queira. Houve um tempo em que eu me tornei obsessivo, houve um tempo em que pensei estar louco, mas esse tempo felizmente passou, hoje eu tenho fixado cravado em mim esse sentimento que só Deus sabe a dimensão, e eu sei, é amor.

Esta é a minha carta de despedida


Desejo ser cremada. Quero abraçar as chamas em meu último contato físico, mesmo que meu corpo já não carregue vida, apenas uma casca vazia. Essa casca, que um dia sorriu, agora se despede. Joguem minhas cinzas ao mar, deixem as ondas salgadas me levarem. Que eu toque o mundo inteiro, mesmo em fragmentos dispersos.
Não quero funerais nem celebrações fúnebres. Só de imaginar a hipocrisia dos lamentos, o som de vozes dizendo o quanto me amavam ou sentiriam minha falta, sinto um peso que não quero levar. Por que poupam palavras tão belas em vida para oferecê-las apenas na morte? Não chorem. De que valeria? Não verei seus rostos tristes, nem poderei confortá-los pela perda.
Não sei se quero ser lembrada — depende da imagem que carregarem de mim. Seja na memória, no coração ou no vazio de um momento. Apenas saibam que parti sem arrependimentos. Se houver algum, que seja um reflexo das escolhas que fiz. E com elas, boas ou ruins, estou em paz.
Não chamem todos, apenas os próximos, os íntimos. Meus amigos, minha mãe. Não tragam parentes que vivem onde Judas perdeu as botas. Quero ao meu redor aqueles que estiveram comigo em vida, compartilhando momentos que valeram a pena.
Lembrem-se de mim como eu fui, em cada hora, em cada dia. Seja nos meus dias bons ou maus. Quando eu reclamava do cabelo. Quando chorava por não dar conta das mil tarefas que me cobrava. Ou quando sorria apenas por comer morangos. Lembrem-se de mim por inteiro, com meus erros e falhas, acertos e verdades.
E onde quer que eu esteja, partirei em paz, sabendo que, de alguma forma, vivi em suas lembranças.

A Noiva Cadáver


Ah, como consegue ser tão bela?
Mesmo quando me deixa, com todo meu amor,
Apenas para contemplá-la pela janela.
Oh, minha amada, por que tantas brigas?
Faço tudo por você, mas sempre me castiga.
Larga-me por um instante e volto às sombras,
Carregado por saudade, essa dor que desmorona.
Seu olhar agora é um punhal cruel,
Repleto de desprezo, enquanto te imploro no papel.
E dizem que sou ciumento, egoísta, vil...
Mas não foi você quem feriu este coração tão febril?
Agora, meu amor, te dou o que tens merecido,
Um toque afiado, um corte fino, um adeus contido.
O sangue dança pela casa, rubro e reluzente,
Enquanto teus olhos, pela primeira vez, me veem verdadeiramente.
Bailamos na sala em uma valsa insana,
Minha noiva eterna, tão fria, tão pálida, tão humana.
Ah, mas que inferno! Agora que a tenho só para mim,
Os policiais chegam, batendo à porta sem fim.
Não entendem o que é amor, não sabem seu sabor!
Julgam-me por te ter, por ser o único portador.
Você nunca soube, mas agora está comigo.
Por que não sorri? Não está feliz, querida?
Oh, minha amada, dançaremos até que a noite se consuma,
Pois nem o céu, nem o inferno nos separa em sua bruma.
E mesmo que o mundo insista em nos condenar,
Você é minha, para sempre, até o universo acabar.

Ah, meu amor, vem ficar comigo.
Vem, meu amor, vem correr perigo.
Ah, meu amor, somos mais que amigos.


O mundo é vasto, e a estrada é longa.
E a sorte ronda quem tem coragem.
Me dê sua mão, pulemos juntos
de asa-delta, sem mapa-múndi,
sem rota certa nesta viagem.


Não há campo aberto,
nem fogueira acesa à nossa espera.
Deixemos para trás o sonho e a quimera.


Não temos tempo para fantasias.
A morte vigia todos os mortais.
Nos esconderemos na multidão.
Entre tantos iguais
Comeremos o pão de cada dia.

Quanto mais julgo os outros, mais me aproximo do meu próprio julgamento.

O silêncio vestiu a madrugada de veludo e eu respirava a saudade que escreveu meu nome na areia do tempo, quando as estrelas aprenderam a habitar o oceano. Eu colecionava segredos que nenhuma árvore ousa revelar, mas as flautas cantam em forma de melodia e um dia talvez chegará à sua retina. Eu bebo lentamente a luz esquecida das águas e sou margem de muitos rios. Meu coração é uma biblioteca onde os relógios adormecem e a eternidade mora nos meus olhos de lembranças. Eu guardo a memória das nuvens no horizonte que fita o eterno em nossas mãos afetuosas, que cobre o chão de orquídeas. Eu acendo as constelações no inverno a bordar cristais na pele da manhã. A esperança caminha descalça sobre luzes incandescentes. O crepúsculo dissolve o ouro no sangue do céu e chove dourado em nossas escamas. O espelho conhece o rosto de sua ausência, mas a chuva penteou os cabelos da terra vermelha. Eu te falo de longe em sussuros de idiomas que apenas seus olhos compreendem. Cada folha caída é uma carta que eu escrevi e o outono enviou. O vento esqueceu sua infância entre os pinheiros, mas eu não me esqueci de seu sorriso altiveiro. Desconheço o vazio, pois levo sua face no sol e descanso debaixo de uma árvore de flores rosa e tudo é candura em minha rosto. Diriam que as cinzas ainda guardam o perfume do fogo e eu diria que minhas mãos guardam o aroma de lírios e açucenas brancas na tarde de paz. As flores conversam com o sol no idioma elísio e no céu e na terra vivemos o paraíso. O eco envelhece antes de encontrar quem o escute. Mas eu tenho palavras fartas nos dedos. O destino desenha labirintos em minha face, mas a tempestade aprende delicadeza ao tocar uma pétala. Eu repouso sobre o íngreme da montanha e avisto de longe a cidade que guarda as pessoas em edifícios. Toda lágrima conhece o caminho do oceano, mas minha alegria conhece sua língua e somos fluentes em querer bem as pessoas que conosco caminharam estrada. E sou feliz por existir e ter um rico passado. O presente me enche de glórias humildes e o futuro me parece o infinito que cabe dentro de um único instante.