Depoimentos p Pessoas q Nao Conhecemos

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⁠Nunca senti tanta conexão e essa vontade louca de escrever como sinto agora. O amor é minha conexão com a poesia e eu sinto uma emoção, uma eletricidade dentro de mim como se fosse uma corrente elétrica que me conduzisse através das linhas, como se algo maior guiasse minha mão através do papel, como se eu fosse mero instrumento do amor e ele me levasse pela vida, pela poesia. Cazuza dizia que “ tem gente que recebe Deus quando canta” e eu acho, eu sinto, que recebo Deus quando escrevo. Eu sinto qualquer coisa divina cintilando dentro de mim como um cristal puríssimo quando eu escrevo. Eu sinto que quando eu escrevo sou purificada pelo poder das palavras e qualquer coisa, qualquer do vale a pena se for para poder escrever, para a poesia poder se derramar pelo papel como água. Acho que toda dor de amor vale a pena se for pela poesia. Acho que é por isso que tantos cantores, poetas, escritores, músicos são infelizes. Acho que é preciso um pouco de sofrimento para haver poesia, para haver magia...o amor por si só não faz belos versos, mas a dor do amor, ah, essa sim! Talvez escrever seja meu dom, meu propósito, minha maldição e salvação nesse mundo. Talvez eu tenha vindo para essa vida com o claro propósito de escrever e a dor faça parte dessa trajetória. Quem é que sabe, não é mesmo? Eu escrevo pata aliviar as dores de minha alma, escrevo porque o vento sopra e me inspira. Escrevo para refrear as lágrimas que surgem aos meus olhos a todo instante. Escrevo pois me sinto só e busco conforto. Escrevo para não pensar, não sentir e não viver. Escrevo quando a música me alegra e escrevo para não explodir. Escrevo. E pronto. Escrevo, apenas escrevo...

Inserida por audreyponganborteze

A poesia do século XXI é pobre, uma cópia barata das poesias do século XX e XIX, em um contexto totalmente diferente, qualquer pessoa que escreve 3 frases e coloca às palavras: coração, alma, amor e sofrer, acha que é poesia.

Inserida por Cleber_Dipaula

Quando a consciência está limpa é porque já achou alguém para colocar a culpa.

Inserida por Cleber_Dipaula

Ninguém quer ter suas ilusões quebradas, mas como todos vão ter razão ao mesmo tempo ?

Inserida por Cleber_Dipaula

Estamos em tempos obscuros, onde likes e trendings ditam o rumo do país.

Inserida por Cleber_Dipaula

Em tempo de crise, alguns buscam milagres divinos e outros trabalham, mas quem leva o mérito são sempres os milagreiros.

Inserida por Cleber_Dipaula

Trabalhar em conformidade é bom, trabalhar com excelência está acima de qualquer conformidade, quem a busca está em franco processo de crescimento.

Inserida por admilson_ferrer

⁠Eu lembro daquele dia de junho, um sábado, em Bom retiro, em que a neblina deu uma trégua e o sol surgiu , surgiu com uma clareza avassaladora e esquentou meu corpo e também , ouso dizer, meu coração. O sol me iluminava com intensidade, Fleetwood Mac cantava “everywhere” no rádio do carro e eu compreendia , eu passei a compreender a verdade na voz de Stevie nicks quando dizia “ I wanna be with you everywhere”. Eu não sei se foi ali exatamente que passei a entender que eu realmente queria estar com você em qualquer lugar ou se foi nos dias que se seguiram. Eu não sei se eu devia estar lhe contando isso. De todo modo, ou foi a música, ou foi o sol ou foi a direção do vento, mas naquele dia alguma coisa iluminou minha mente e coração e eu passei a compreender que queria estar com você. Engraçado como pareceu certo. Uma amiga minha veio aqui no gabinete e entre conversas e cafés me disse que “ o que é para ser tem força “ e isso foi como um “clique “ na minha cabeça, pois eu acho que é verdade e eu acho que tem sido. Pode ser bobagem minha , mas eu tenho fé . A fé é esse sentimento dentro de nós que não tem explicação , nem certezas , nem garantias , ela apenas é, e eu tenho fé em nós. Não há certezas, não há garantias , mas eu tenho fé em nós dois. Um dia você vai saber - e entender , talvez ? - como eu te amo . Um dia eu vou dizer. Vou dizer que eu quero você e que gostaria de estar com você em qualquer lugar e para irmos para algum lugar longe dessa confusão , alguma cidade menor e no interior . Não sei se é loucura minha pensar assim, mas é o que eu tenho sentido ultimamente

Inserida por audreyponganborteze

⁠Meu querido,
É final de tarde, é domingo, chove e Djavan invade minha casa, minha alma e de repente estou cheia de palavras, transbordando e derramando versos por aí pois eu simplesmente não caibo mais em mim. Não queria escrever, não queria lhe falar mas foi mais forte do que eu. A poesia foi mais forte do que eu e eu simplesmente vim aqui dizer que meus sentimentos por você são intensos e eu gosto e odeio você com uma intensidade que eu já não sinto há anos. Eu sou intensidade. Odeio os meios termos. Odeio indefinições. Amo certeza. Não gosto de cores opacas, meias palavras ou prontos de interrogação. Eu sou feita de intensidade, de pontos de exclamação. Eu sou doida, eu sou teimosa, eu sou exigente, eu sou workaholic, viciado em café e eu amo você.

Inserida por audreyponganborteze

⁠ANTAGONISMO

Como será que de sente um cirurgião sendo operado?
Um ladrão sendo assaltado...
Um motorista sendo atropelado...
Um cupido sendo flechado...
Um dentista vendo seu dente sendo arrancado...
Como será que se sente um juiz sendo julgado?
Um torturador sendo torturado...
Um caçador sendo caçado...
Um toureiro tendo seu corpo perfurado...
Um vendedor sendo comprado...
Como será que se sente um detetive ao saber que está sendo espionado?
Um investigador sendo investigado...
Um sequestrador tendo seu filho sequestrado...
E como será que se sentem o amor e a paz vendo tanto ser humano, e o próprio planeta, sendo tão mal tratados?

Inserida por GilbertoPBatista

⁠Lágrimas

Somos tão sensíveis… Sentimos dores e tristezas; perdemos e ganhamos; superamos e em outras vezes somos tragados pela decepção, por pensamentos inquietantes que nos fazem chorar. O inverno vem sobre nós, mas não permanece. Lembramos que podemos escrever uma nova história sem um roteiro pronto, nem um narrador. Algumas vezes estamos sozinhos, em outras ocasionalmente acompanhados… Assim é a vida. Os olhos brilham em alguns momentos, em outros eles são inundados por um reservatório secreto: lágrimas. Lágrimas não pronunciam palavras, mas descrevem o que sentimos. Estranho, mas para alguns, familiar. Quero sentir e ser sentida. Que o tempo floresça e traga os frutos desejados e tão esperados.

Inserida por silviacplima

⁠Quem planta alegria colhe felicidades.

Inserida por EmilioCPMartim

No Brasil fidelidade é mais importante que honestidade.

Inserida por Cleber_Dipaula

⁠⁠A forma como você se comporta com o outro, diz muito sobre como você se relaciona consigo, preste atenção nisso!

Inserida por anapscheffer

⁠Ás vezes aquele amigo que você pensa ser verdadeiro, é a pessoa que mais te quer ver sofrer

Inserida por karol_martins_3

⁠Enfim, hoje à tarde eu fui até a sacada e fiquei ouvindo a música “poema”, que é lindíssima. A música é de Cazuza, mas ninguém supera a versão do Ney Matogrosso. Então, eu estava na sacada pensando sobre a viagem que faremos com a turam daqui a uns dias, sobre as provas que se aproximam e o ensino médio que está logo aí quando subitamente, meus pensamrentos tomaram outra direção como que soprados pelo vento. Ney Matogrosso cantava “Poema, Frejat tocava guitarra e eu de repente me sentia tonta e sentimental. De repente eu sentia falta daquele sentimento doce de amor que se esvaia de mim, que quem sabe já havia se esvaído...! Eu tentava me agarrar a ele, agarrar-me a esse amor, a um tempo que já foi e sentia uma súbita vontade de chorar! Eu lembrava da quinta-série, da quarta, daquele arrepio na espinha que eu sentia quanto chegava perto do Rick! O fato é que eu não sentia mais isso quando falava com ele, quando conversávamos, e o fato era que o Rick não era mais a mesma pessoa por quem eu me apaixonei no passado. Talvez, quem sabe, eu não fosse a mesma pessoa...O fato é que esse sentimento doce de amor me iluminava diariamente. Eu sentia-me banhada de amor como quem se sente banhada pelo sol em um dia quente na praia, no entanto..., no entanto, eu já não amava mais o Rick e eu percebia isso agora. Eu me prendi a ele com medo de perder qualquer coisa, com medo de perder uma parte importante de mim, mas eu não o amava mais há algum tempo e mesmo assim o amor florescia em mim como uma rosa vermelha e fazia minha alma se arrepiar inteira. Eu estava cheia de amor, mas não pelo Rick e eu não entendia, não entendia esse sentimento doce de onde vinha, para onde ia e eu tropeçava naquela frase de Camões, que dizia: “Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê”. Esse amor me doía e me queimava ao mesmo tempo que afagava minha alma, como que me embalando o sono. Minha mente estava tão confusa e tentava organizar os pensamentos e entender. Eu jamais me senti tão poética, tão cheia de versos, tão cheia de amor. Eu jamais tive tanto medo e o que eu conhecia como amor era algo diverso do que eu sentia agora. Era um sentimento diferente. O final de tarde exalou um perfume de flores desabrochando na primavera e eu me senti leve. “De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho” dizia a música e eu me sentia assim. Parecia que eu havia perdido algo que deixei não sei quando, não sei onde, mas então por que é que minha alma parecia transbordar de amor?

Inserida por audreyponganborteze

⁠Eu me vi chorando e ouvindo Ney Matogrosso cantar “retrato em branco e prato” sem entender o porquê. Eu não sabia se chorava porque havia perdido o Rick, se eu o amava, se o queria, porque eu já nem sabia mais nada! Eu me sentia um lixo e nem estava de TPM para isso. Parecia que ele tinha ido para sempre e isso era muito triste. Eu abracei um travesseiro chorando e pensei que as palavras dele foram ásperas, foram rudes! Ney cantava e eu sentia que a música era para mim pois eu me sentia uma tola procurando o desconsolo que eu cansei de conhecer. Eu escrevia, eu trazia o peito repelto de lembranças do passado e colecionava um soneto, uma carta, uma porção de sentimentos e palavras. Eu negava o amor que eu sentia pelo Rick, evitava, mas parecia que ele voltava a me enfeitiçar como se eu fosse uma tola e não tivesse me imunizado para o vírus que era o amor dele. Eu não sei na verdade o que eu sentia pois parecia que eu sentia de repente todo amor e toda dor do mundo e isso vinha tudo de uma vez e caía sobre mim como se eu fosse acertada por um raio e isso me deixava subitamente tonta!! Eu não queria ficar com o Rick, mas não queria perde-lo, diário, e eu sei que você vai dizer que isso é egoísta, porque é! Eu o queria amarrado, preso a mim do mesmo modo que eu fui presa a ele por anos, mesmo sem eu querê-lo agora.

Inserida por audreyponganborteze

⁠Coloquei música no meu ipod e uma melodia suve me invadiu. Garoava lá fora e a cidade parecia levamente cinzenta. Pessoas andavam na rua apressadas com seus guarda-chuvas enquanto Edu Lobo e Tom Jobim cantavam “Luiza” no meu ipod fazendo eu divagar e pensar em como seria morar ali, se seria caótico, se seria mágico, se as pessoas liam Erico Verissimo e ouviam Tom Jobim, como eu. A chuva caía suavemente escorrendo pelo vidro da janela e uma moça corria segurando um guarda-chuva vermelho. Eu achei a imagem digna de um quadro e se eu fosse artista eu pintaria um quadro, mas eu sou escritora, então escrevo, então descrevo. Descrevo como o guarda-chuva revolto se agitava com o toque do vento, de como a garoa aos poucos queria se transformar em uma chuva. Descrevo como um sol preguiçoso se escondia atrás da névoa... fui tomada de uma onda de suavidade e eu tive me segurar para não cutucar Josh no banco da frente e mostrar a música que eu ouvia e dizer como era bonita, como era poética. Eu queria dizer que o cenário lá fora combinava perfeitamente com a música e como daria um belo quadro, uma bela canção, um belo poema. Eu queria dizer tudo isso, mas me detive. Ele certamente acharia que eu era idiota. Eu não sei dizer diário porque pensei em cutucar Josh e falar para ele sobre bossa nova e sobre poesia aquela hora da manhã. Não sei explicar logicamente a mim mesma porque entre tantas pessoas ali no ônibus eu pensei em Josh. Não sei dizer porque eu pensei que certamente ele seria a única pessoa no mundo que poderia entender, que poderia me entender. Pensei que nenhuma de minhas amigas entenderia aquele momento de sensibilidade em que a chuva caía suavemente e como a música corria por minha mente, levando-me com ela. Nenhuma de minhas amigas entenderia pois elas jamais teriam a sensibilidade suficiente para isso, para sentir a música e a poesia correndo pelo corpo como chuva, mas eu pensei que Josh entenderia e não sei dizer ao certo porque tive essa sensação naquele momento.

Inserida por audreyponganborteze

⁠Lembrei da viagem para Porto Alegre e da vontade súbita que eu tive de chamar Josh para falar da música que eu estava ouvindo, tendo a sensação de que ele me compreenderia. Eu naquele momento não entendia racionalmente porque eu sentia vontade de conversar com ele. Racionalmente, eu não entendia, mas talvez meu coração já entendesse. Talvez durante esse tempo todo o meu coração estivesse tentando me dizer o quanto eu gostava de Josh e eu não tenha dado ouvidos a meu coração, prestando atenção somente no cérebro, somente no que eu conhecia como fatos científicos. Quem sabe durante esse tempo todo meu coração tenha tentado me avisar pouco a pouco, cantando uma música bem baixinho, bem suave, uma música que eu não tinha parado para ouvir...uma música ao longe que eu não tinha dado conta de que existia. Esse tempo todo eu tenho evitado o Rick não apenas porque ele é esnobe e eu saiba que mereça alguém melhor, mas porque meu próprio coração já tem dono. Coloquei um CD do Tom para tocar e fui adormecendo lentamente embalada pelo som do piano e das batidas do meu próprio coração que batiam ao som do piano, ao som da poesia, ao som da paixão.

Inserida por audreyponganborteze

⁠23 de dezembro
Meu querido Rick, por muito tempo hesitei se deveria lhe escrever de novo pois desde que percebi que o amor que eu tinha por você cessou pareceu-me inútil lhe escrever. No entanto, eu preciso lembrar que te amei por quatro longos anos e por isso creio que eu lhe deva pelo menos isto: uma carta de despedida.
Eu queria dizer que eu te amei vagarosamente, pouco a pouco, pelos detelhes, pela gentileza, pela forma doce como você me acolheu quando eu comecei a estudar com você na quarta-série, apresentando os colegas e os professores e se oferecendo para me acompanhar até em casa. Eu te amei quando você elogiou minha tiara cor-de-rosa e por isso eu passei a usar tiara todos os dias. Creio que todas as meninas fiquem bonitinhas de tiara aos 10 anos, mas na minha mente eu era a mais linda pois você disse que eu era e eu acreditei. Eu te amei quando você me trouxe um bombom e quando pediu para ficar comigo na quinta-série. Eu te amei em cada detalhe de uma maneira doce que era só minha, por isso eu tinha medo que qualquer pessoa estragasse esse sentimento. Eu tive medo que alguém interferisse nesse meu sentimento e tornasse ele amargo. Talvez tenha sido por isso que eu odiei tanto a Tati: ela poderia vir a ser uma ameaça. A Tati sempre foi bonita e a maneira como você a olhava me irritava tremendamente. Eu lembro como eu subia nas árvores da escola na quarta-série para ficar olhando para você. Lembro de como fiquei assustada um dia em que a bola ficou presa na árvore em que eu estava e você foi lá para pegar. Meu coração parecia que ia se explodir em milhões de pedacinhos! Eu fui te amando pouco a pouco, de grão em grão, e quando vi, Rick, eu estava apaixonada! Eu surtei quando mudei de escola pois iria ficar longe de você e não ver você todos os dias parecia que ia me destruir. Meses passaram, depois anos e eu fui te amando em palavras, fazendo você reviver em meus versos, em minhas lembranças, como um artista que pinta uma paisagem bonita que viu para nunca esquecer dela. Eu te amei em versos, eternizei sua memória em meu coração e passei a sonhar com o dia que eu fosse te ver, que fosse falar com você. Eu sonhava com o dia em que você acordaria e se daria conta que sempre me amou e que essas meninas vulgares não fazem nem nunca fizeram seu tipo. Eu queria dizer que te agradeço por toda gentileza da quarta-série, pelo bombom e por todo afeto que me dedicou, mesmo que sob o meu ponto de vista esse afeto nunca tenha sido suficiente. É engraçado o desenrolar dos capítulos da nossa vida, você não acha? Parece que as coisas acontecem como devem acontecer, Rick, porque quando finalmente você me procurou e pediu para ficar comigo eu de repente não queria mais você. Eu não entendi na época qual era o problema comigo e porque de repente eu não te queria se na minha mente eu te amava perdidamente! Mas a verdade é que eu já não te amava há algum tempo, Rick. Eu amei a lembrança, eu amei o quadro, eu amei a paisagem, eu amei a rosa da primavera que murchou no inverno. Eu amei aquele Rick, aquele Rick que eu conheci na quarta série que era gentil! Isso não quer dizer que você não seja uma boa pessoa, por favor não me entenda mal! O que eu quero dizer é que eu amei a sua lembrança e não propriamente você. Quando finalmente conversamos, eu percebi que você era tão diferente! Pode ser que você tenha tido a mesma impressão de mim, quem sabe, mas o fato é que eu não te reconheci como a pessoa que eu amava e de repente, Rick, eu não queria ficar com você porque eu já não amava você. De repente, sem eu perceber, sorrateiramente, alguém havia entrado no meu coração e ocupado o lugar que anteriormente era seu. Nem eu percebi quando ao certo isso aconteceu. Na verdade, a paixão não é um marco histórico, um evento que você sabe exatamente quando ocorreu e de que maneira. A paixão é como o vento, que vem sorrateiro até você, vindo não sei de onde, não sei porquê e quando você percebe, tornou-se uma ventania. Certo estava Camões, quando disse: “Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê”. O amor é uma ventania que chega sorrateiramente e te leva com ela sem você perceber, Rick. Eu fui levada pelo vento e quando percebi meu coração acelerava quando eu chegava perto do Josh. Quando me dei conta, eu queria ficar falando com ele por horas e horas sobre discos e livros sem razão aparente. Ele me deixa desconcertada. Ele me deixa acelerada e muito nervosa. Quando eu me dei conta que meu coração não acelerava mais por você e sim por ele foi como se eu encaixasse uma peça faltante no quebra-cabeças da minha vida e tudo fizesse sentido. Veja bem, eu nem gosto de quebra-cabeças; eles me irritam pois eu sempre sou muito lerda para montar, porém devo dizer que quando eu encaixei essa última peça do quebra-cabeças que é a minha vida tudo serenou. Eu não sei se você sabe o que é amar alguém e como é sentir o nervosismo, o coração acelerado, o panapaná de borboletas do estômago, mas eu desejo que um dia você saiba, Rick. Eu desejo que um dia, subitamente, como em uma armação do destino, você encontre uma garota que te faça perder a fala, que te deixe constrangido, que vire seu mundo do avesso! Eu desejo que ela te ensine a amar, Rick. Talvez um dia certo? Sei que você não acredita no amor e a maioria dos garotos na sua idade não acredita, mas eu acredito no amor, Rick. Eu acredito que o amor é esse sentimento doce e mágico que nos eleva, nos transborda e nos consome. Espero que um dia você entenda. Então eu lhe desejo toda sorte do mundo e que você tenha uma vida maravilhosa e realize todos os seus sonhos.
Com amor,
-Annie.
(Anseios de uma jovem escritora)

Inserida por audreyponganborteze