Depoimentos de agradecimento

Cerca de 109633 depoimentos agradecimento Depoimentos de

A soberba nasce da necessidade de provar. A soberania nasce da capacidade de ser. Quem é soberbo fala para ser admirado. Quem é soberano escuta sem se sentir diminuído. Um precisa vencer disputas invisíveis, o outro já fez as pazes consigo mesmo. A soberba procura aplausos. A soberania procura coerência. Uma depende do olhar dos outros, a outra repousa em si mesma. Talvez por isso a soberba faça tanto barulho e a verdadeira grandeza quase sempre chegue em silêncio. Quem precisa parecer maior do que todos ainda não encontrou o próprio tamanho.

Nem toda demora é atraso.

Existe uma violência em se obrigar a chegar antes de estar pronto.

Algumas coisas precisam de tempo porque ainda estão encontrando a forma possível de existir. E você não precisa se machucar para provar que está avançando.

Há lugares que não aparecem nos mapas, conversas que desmontam certezas e experiências que a imaginação nunca ensaiou. Só as encontra quem atravessa o desconhecido sem pedir garantias e recusa o hábito preguiçoso de julgar o livro pela capa.

Conhecer novas paisagens nunca foi apenas mudar de horizonte. É permitir que os olhos aprendam um vocabulário que ainda não conheciam.

Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.

Tenho a impressão de que os olhos também colecionam memórias. Cada paisagem bonita amplia o repertório da alma. Depois de contemplar certos reflexos, certas luzes e certos horizontes, voltamos diferentes, não porque o mundo mudou, mas porque carregamos dentro de nós mais maneiras de enxergá-lo.

Passamos tempo demais tentando salvar versões de nós que já cumpriram seu papel. Continuamos repetindo gestos, sustentando personagens e defendendo identidades que um dia nos protegeram, mas que hoje apenas nos apertam por dentro.

Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de deixar de ser quem aprendemos a ser para abrir espaço para quem já estamos nos tornando.

Nem toda mudança começa quando a vida muda. Às vezes, ela começa quando finalmente paramos de insistir em caber onde a nossa verdade já não respira.

O espelho não devolve apenas feições. Devolve escolhas. Cansaços. Contradições. Devolve a distância entre quem acreditávamos ser e quem estamos nos tornando enquanto ninguém está olhando.

A análise é o lugar onde a fala deixa de servir apenas para explicar a vida e começa, finalmente, a transformá-la.

Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?

A falsidade tem uma estranha capacidade de tranquilizar. Ela preserva versões, protege personagens e adia encontros inevitáveis. A sinceridade faz o contrário. Ela abre as janelas, deixa o ar entrar e revela a poeira que aprendemos a chamar de normalidade. Talvez seja por isso que ela assuste tanto. Não porque seja dura, mas porque, depois que a verdade ilumina um cômodo da alma, continuar vivendo no escuro deixa de ser destino e passa a ser escolha.

Não confunda paciência com submissão.
Paciência não é permanecer onde você desaparece. Não é aceitar o desrespeito em nome da esperança, nem chamar de maturidade o hábito de engolir o que machuca.

A paciência continua de mãos dadas com a dignidade. Ela sabe esperar sem se abandonar. Sabe que algumas coisas amadurecem devagar, mas também reconhece quando o tempo deixou de cultivar e começou apenas a adiar o inevitável.

A submissão é mais silenciosa. Ela costuma vestir a roupa da compreensão enquanto vai apagando a própria voz. Um dia você percebe que não está mais esperando o outro mudar. Está esperando voltar a existir dentro da própria vida.

Existe uma diferença enorme entre dar tempo a alguém e entregar o próprio tempo a uma ferida que já decidiu não cicatrizar.

A primeira é um gesto de amor. A segunda costuma ser o jeito mais lento de desaparecer.

JESUS NÃO GRITOU DE DOR! ELE SUPORTOU EM SILÊNCIO, ATÉ O SEU ÚLTIMO SUSPIRO...
DEVO SER IGUAL!

Alguns meses atrás, me peguei te olhando estranho.
‎Pensei: “o que é isso? No que estou pensando?”
‎
‎Com o passar dos dias, me vi te admirando.
‎Admiração é algo tão normal, não é?
‎
‎Depois de algum tempo, nos imaginei juntos
‎e me perguntei por que a nossa criatividade vai tão longe.
‎Que coisa ridícula.
‎
‎E quando me dei conta, estava querendo te ver.
‎Estava reparando no que você fazia,
‎em como cortou o cabelo,
‎no livro que estava lendo,
‎até nas músicas que costuma ouvir.
‎
‎Percebi que não tinha como voltar atrás.
‎Já estava eu submersa nas minhas emoções,
‎querendo sair correndo,
‎talvez gritando: um “eu te amo”.
‎
‎Aí me veio a pergunta:
‎grito bem alto
‎ou abafo essa voz no fundo do peito?
‎Mas, mesmo que eu tente esquecê-lo,
‎meus pensamento colidem com meu coração e a minha alma.
‎
‎E, quando vejo, estou refém de um alguém
‎por quem anseio a todo momento.
‎Uma pessoa com quem me preocupo.
‎Olho e pergunto:
‎“está tudo bem?”
‎E esse alguém responde:
‎“sim, tudo ok.”
‎Quando sei que não está.
‎
‎Mas o que eu queria mesmo
‎era estar ali ao seu lado, oferecendo-lhe um abraço.
‎Só não sei se tenho esse direito,
‎até porque somos meros amigos
‎ou, melhor dizendo, conhecidos.
‎
‎E logo depois me repreendo
‎e digo:
‎“pense em você, somente em você.”
‎
‎E por esse motivo me engano,
‎dizendo que isso vai passar,
‎que é algo tão supérfluo,pra que se preocupar? por que se importar.
‎
‎Mas, quando penso que deixei pra lá,
‎meus olhos se encontram com os seus
‎e esse sentimento tão avassalador e imprudente
‎me lembra que menti para todos…
‎inclusive para mim.
‎

"Não podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com eficiência e grande amor, por isso, não reclame das dificuldades, siga em frente" Ademar de Borba

Solidão


⁠Todos nós somos sozinhos,
‎uns um pouco menos, outros um pouco mais,
‎mas mesmo assim, somos sozinhos.
‎
‎A solidão é uma dádiva,
‎quando se sabe aproveitá-la,
‎ou pode ser um peso,
‎carregado por uma dúvida:
‎
‎o porquê sou tão sozinho?
‎
‎Essa pergunta não sei responder,
‎só o que falta é tentar entender.
‎Ser só pode doer até ver que consegue viver em um mundo onde,
‎só houver você .
‎
‎Talvez a resposta não seja fugir,
‎mas aprender a existir em mim,
‎porque no silêncio que eu tanto temi,
‎encontrei partes que ainda não vi.
‎
‎Isadora de Lima
‎
‎