Depoimento para Mim Mesmo

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Só duas coisas me fazem crescer, refletir e escrever. O amor e a falta do mesmo.

Eu vou cuidar de você onde você estiver. Aqui do seu lado estarei mesmo que você não saiba. Te ajudar, dar a força necessária e te olhar. Não vou deixar você cair. Poderei ser sua força, sua base, seu anjo. Tomarei conta do seu coração no que for preciso. Aceito seus defeitos, seu mal humor e suas mazelas. Acredito na sua mudança e na forataleza que você tem. De longe,de perto ou do seu lado o que tem de melhor em mim, é seu também. Você pode saber disso tudo ou não mas eu vou tá aqui. Nada demais, nada que eu não queira e não possa. Na verdade eu sei o significado de amor e só acho que você deveria saber também!

E o que mais me intriga é tentar descobrir como você pode ser, ao mesmo tempo, a principal solução dos meus problemas e o meus problemas sem solução.

O que me nutre é a esperança
(mesmo minúscula)




Há dias em que a mente para e o corpo permanece aceso — aceso de impossibilidade.
Penso com precisão cirúrgica, mas não atravesso o quarto.
O chuveiro vira montanha, o cabelo vira florestas que não domino,
a pia é um mapa de guerras que não escolhi lutar.
Abro a geladeira e nada combina com nada;
as panelas, como constelações desconhecidas, me olham de volta.


Eu sei o que fazer.
Eu só não consigo começar.


De fora, pedem senha: “Fala. Pede ajuda. Sorri.”
Quando falo, dizem que me exponho; quando calo, dizem que me escondo.
Se aceito convite, tenho medo de ser peso; se recuso, pareço descaso.
Não é orgulho. Não é ingratidão.
É que o corpo virou freio de mão num carro em descida.
E eu, para não atropelar ninguém, puxo mais forte — e paro.


Meu avô sussurra de um lugar antigo:
“Veja onde deposita a confiança.
O melhor amigo do seu melhor amigo… não é você.”
Aprendi a guardar as palavras para que não me devolvam em lâminas.
Mas guardar também dói — o silêncio incha, aperta, afoga.


Dentro, uma assembleia: anjos e demônios.
Os anjos falam baixo: “Respira. Existe um depois.”
Os demônios gritam com provas: a bagunça, o atraso, a lista de não feitos.
E eu, no meio, tentando não me perder dos dois.
Não são eles que me nutrem; se algo me sustenta, é outra coisa —
um fio de luz quase microscópico,
uma esperança que cabe entre a unha e a pele,
mas que ainda assim puxa o meu nome de volta para mim.


Às vezes olho para frente e só vejo um eco.
Não me reconheço no futuro que inventaram para eu caber.
A estrada é reta, sem desvios: seguir — arrastando ou não.
E, na beira da estrada, um abismo bonito demais.
O desejo de pular tem cores. A vista é linda.
Eu sei. Eu vejo.
Mas fico.
Fico pelo quase, pelo mínimo, pelo que ainda pode nascer do pó.


Há também a casa — esse espelho ampliado.
O acúmulo desenha no chão a cartografia da minha exaustão.
Cada objeto fora do lugar me aponta que falhei em existir.
E, ainda assim, entre a louça e o cansaço, às vezes encontro um gesto respirável:
um copo lavado.
Um fio de cabelo preso.
Uma toalha estendida como bandeira branca.
São pequenos tratados de paz com o dia.


Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.


Escrevo para não me perder de mim.
Se um dia eu cair, que esta página seja pista: lutei mais do que pude.
Se eu ficar, que estas linhas sejam prova: a esperança, mesmo minúscula, ainda alimenta.
E se amanhã for só um pouquinho mais macio do que hoje,
já terá sido milagre suficiente.


Não prometo grandiosidades.
Prometo o próximo gesto possível:
abrir a janela;
encostar a testa no azulejo frio;
deixar a água tocar a nuca como quem batiza;
pentear um nó;
lavar um prato;
responder “talvez” a um convite;
aceitar um abraço que não pergunta nada.


Eu caminho dentro de uma fé tímida — às vezes vacilo, às vezes desacredito.
Olho para o céu e digo: “Se houver um Deus, que me veja quando eu não consigo.”
E quando não sinto nada, ainda assim repito — por teimosia, por pequena ousadia.


Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Se eu chegar, celebra comigo esse quase invisível triunfo:
o fio de vida que atravessa a noite e acende um ponto no escuro.


No fim, é simples e é imenso:
o que me nutre é a esperança.
Por mais minúscula que seja.






Jorgeane Borges
06 de Setembro 2025

Tem certas horas que só mesmo um café, vários pensamentos e
o silêncio da noite, pra ficar em paz.
É que em certas horas as lembranças confortam a dor que trazemos no coração.

Pior mesmo do que sofrer por amor, é sofrer por não amar. Um coração vazio sempre se sentirá sozinho,e não há nada mais doloroso que a solidão. É melhor viver na esperança, entre seus sonhos e pensamentos do que não ter no que esperar, imaginar e acreditar.

É melhor conquistar a si mesmo do que conquistar o mundo

Eu acredito em desejos e na capacidade das pessoas em fazer um desejo se realizar. Acredito mesmo. Toda a vez que eu vejo um pôr-do-sol eu fazia um desejo em segredo um pouquinho antes do sol se esconder no horizonte. Parecia que o sol tinha levado meu desejo com ele. Eu fazia logo quando o ultimo raio de sol brilhava. E um desejo é mais que um desejo é um alvo, é algo que seu consciente e subconsciente podem tornar realidade

Mesmo com uma pá de problemas digo que a vida pode ser bela A paz não é um sonho acorde e deixe de sonhar com ela"

Qualquer um teria feito o mesmo que Hitler se tivesse o poder que ele tinha nas mãos: matar pessoas que consideramos irritantes ou despresíveis

Eles criticam tudo a meu respeito – e quero dizer tudo mesmo: meu comportamento, minha personalidade, meus modos; cada centímetro meu, da cabeça aos pés e dos pés a cabeça.

Qualquer caminho é apenas um caminho
e não constitui insulto algum
- para si mesmo ou para os outros -
abandoná-lo quando assim ordena o SEU coração.

Olhe cada caminho com cuidado e atenção.
Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias.
Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta:

possui esse caminho um coração?

Mesmo sem ter noção, nosso coração é visto pelo outro.
O coração tem essa mania de escancarar seus guardados, nada fica oculto por muito tempo.
Suas emoções te entregam,e o coração quando acelera,não te deixa mentir.
A suas atitudes falam muito do que você é.
Guarde sua essência intacta,não fuja dos seus princípios.
Sua alma transparence no olhar,e suas emoções são lidas uma a uma sem que você perceba.
De modo que,quem tem uma alma linda não deve se preocupar,por que com certeza um coração puro até no escuro vai brilhar!

Fumar e depois chupar uma bala é o mesmo que peidar e sentar no sabonete.

Delicadeza é aquilo que nos alcança sem nos tocar. É a melodia que nos embala mesmo em silêncio. É quando a boca empresta um sorriso aos olhos sem que nenhuma cobrança seja feita e os sentidos se misturam sem que ninguém dispute o melhor espaço. Delicadeza é ter pensamentos e atitudes em harmonia. É atingir o outro sem que ninguém saia machucado. É quando você é seduzido por algo que vem de dentro e dividir ajuda a somar '

Só o amor, mesmo que incompleto e não correspondido, é romântico.

Mesmo quando eu não mais estiver aqui, lembre-se que me ouviu dizer; o quanto me importei...

Mesmo que eu ficasse e te abraçasse para sempre, isso ainda não seria suficiente.

⁠E até mesmo o mais tolo dos mortais poderia perceber
Que em meio as joias mais raras do Olimpo
Não se comparava com o brilho e a cor dos olhos de sua amada

Amigo é um anjo que está sempre ao nosso lado. Mesmo que na distância. É aquele que compartilha nossas alegrias e minimiza nossas tristezas. É aquele que se cala nas horas certas e, dentro desse silêncio, nos diz tudo. É aquele que nos aceita, não pelo que temos, mas pelo que somos! Amigo é tudo!