Demorei mais Aprendi
Quanto mais falamos no Universo,
Menos o compreendemos.
O melhor é auscultá-lo em silêncio.
(Tao Te King)
Um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim, ele rejeita coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho; coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, e às vezes imperceptíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento.
Eu grito pra não sufocar, escrevo pra não explodir, por mais que eu fale, ninguém compreende, isso é tão meu, é estranho pra mim, só pra mim.
... ele gosta mais da minha inteligência e dos meus talentos que do meu coração, o qual, todavia, é a única coisa de que me envaideço: fonte da minha força, da minha felicidade e de todo o meu sofrimento. Ah! O que sei, todos podem saber, meu coração, porém, só amim pertence.
Creio que a não violência é infinitamente superior à violência, e que o perdão é bem mais viril que o castigo...
O que mais se preocupava.
O autor Leo Buscaglia foi certa vez convidado a ser jurado de um concurso numa escola, cujo tema era: "a criança que mais se preocupa com os outros".
O vencedor foi um menino cujo vizinho - um senhor de mais de oitenta anos - acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
- Nada - disse o menino. - Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a Chorar.
(Livro Histórias para pais filhos e netos)
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.
É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.
"O culto da paixão tem mais sabor que pitanga roubada e minha alma dissoluta, dissimulada, mistura ao vinho uma idéia de me jogar em lençóis de linho ou no mar
Não ligo
eu ligo
eu finjo que não ligo
mais eu ligo,
eu ligo pro meus sentimentos,
só finjo que não ligo,
todo mundo acha que eu não ligo, mais eu ligo
só queria não me importar de verdade, porque eu me importo, ligo pra tudo.
Mais finjo que não ligo.
Eu fiz coisas das quais não me orgulho, eu feri pessoas e vou ferir muito mais, é impossível evitar pelo que estou tentando fazer, mas não tenho prazer nisso, na crueldade. Mas essa cidade, ela não é uma lagarta que se faz um casulo e renasce uma borboleta, uma cidade desmorona e some, ela tem que morrer antes de renascer.
Amo tanto até os seus defeitos que eles já nem possuem mais os efeitos de serem imperfeitos. Pra mim tá perfeito te encontrar as seis quando marquei as três. Por tanto que você venha e me faça rir de tudo o que eu já passei contigo e de mim que esperei a semana toda pra te ver. A semana toda como uma boba! Se isso não é estar loucamente louca, o que mais pode ser? porque eu perco tempo lembrando do quanto me doeu te ver beijando uma outra pessoa, mas que depois você veio maluca, com o seu olhar meio caído atrás de mim e eu não pensei duas vezes, nem três, apenas coloquei minhas mãos sobre as suas e te beijei como se tivesse te beijado antes a noite inteira. Como se tivesse sido eu quem você havia escolhido abraçar primeiro. Tocar primeiro. Como se tivesse sido eu quem você olhou, pensou em chegar e beijar primeiro naquela festa absurda. Com aquelas garotas absurdas que eram bem menos do que eu. Bem menos maduras, bem menos malucas, bem menos complicadas, bem menos bonitas, bem menos machucadas, bem menos apaixonadas, bem menos, mil vezes menos que eu. Eu nem entendo como eu fui capaz de te beijar depois, acho que eu te amei demais naquela hora. Te amei como eu nunca amei ninguém e nem você. E eu nem sei como ou com que cara eu te beijei porque eu só queria ter chorado e eu só chorei. Sinto o meu coração batendo tão apertado quando lembro que você chegou, me pediu pra me controlar e me beijou. Você não deve saber, mas eu juro que estava tão tão tão ferida por dentro. Você não deveria ter voltado pra me beijar depois de ter beijado outro alguém. Você sabe que é o meu ponto fraco e essas coisas que você faz não se deve fazer. Você sabe. Você não poderia ter dito nada disso quando o que eu menos conseguia era controlar a minha vontade de te esconder do mundo porque você é a garota mais linda. Tudo me doía tanto quando me sentei no salão daquela festa e te perdi de vista. Eu não devia ter me controlado, eu deveria mesmo ter socado todo mundo. Porque hoje de qualquer maneira, eu nem sinto mais as minhas mãos que se desgastaram nervosas com você sempre escorregando entre os meus dedos e eu juro que teria socado todo mundo escondido se você tivesse demorado um pouco mais pra perceber que me machucava ser só mais uma. E me doí muito dentro desse estômago. Eu sinto tudo isso de verdade. Não são apenas palavras ou meu modo de me expressar. Eu quero mesmo vomitar quando paro pra pensar que você encostou os dedos na pessoa que eu mais confiava. Hoje me viro a cabeça pra tentar confiar de novo em alguém. Mas não da mais. Eu nem sei se você sabe, mas quando fui pra casa tudo me doía tanto e era um tanto difícil até de espirrar porque eu odiava sentir que ainda estava viva e tudo o que queria era ter ficado sentada na escada daquele salão pra sempre, sem precisar respirar, espirrar, sentir nada. E no outro dia eu nem consegui assistir a peça que eu tanto esperei a semana inteira pra ver. Sentia febre, vomitava de desgosto por ainda te aceitar de qualquer maneira. Por ainda você me ligar pra dizer que havíamos estragado tudo entre nós. Eu me sinto como se meus órgãos estivessem paralisados. Como se realmente tudo estivesse estragado de tanto que sinto tanto tudo. Do tanto que eu uso tanto a minha mente e o meu corpo pra me equilibrar e ficar em pé de novo. Mas eu nunca soube desistir. Eu nunca te disse pra desistir de mim. Toda vez que penso em te deixar de lado, você me aparece em sonhos, frases, músicas, filmes, bares, reggaes, filas de supermercado, novelas, amigas e entre todos os lugares. Essas náuseas e dores musculares são o preço que pago por ser tão irracional em relação a você. É que quando sinto o teu corpo perto do meu esqueço de tudo o que aconteceu. Ou tento não pensar quando estou com você por medo de que você lembre que alguém é mais segura do que eu. Mas você sabe que ninguém no mundo nunca te amaria como eu e volta. Pode voltar sim, eu entendo que você tem mil defeitos e te amo mil vezes mais. te aceitaria mil vezes mesmo sabendo que mil vezes vou acabar chorando na frente de todo mundo numa festa ou até mesmo sozinha no meu quarto. mesmo querendo ter te esmagado naquela parede e ter acabado com tudo o que infelizmente ainda me atormenta a cabeça, eu continuo aqui esperando você (me ligar pra me mandar a real ou me mandar aquela tal mensagem me falando que a gente precisa conversar pra acertar o que ficou errado entre nós. O que você sabe sobre o que ficou entre nós? Tudo tá errado. Tudo o que você diz é tão errado, torto, cheio de defeito, mas o problema é que o meu defeito torto é também amar você além de tudo o que você fez.
- Relacionados
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- 54 frases de bom dia com frio para acordar mais quentinho
- Alegria: pensamentos e reflexões para uma vida mais leve
- Mensagens de Natal para o dia 25 de dezembro ser ainda mais especial
- 53 versículos (os mais lindos e fortes) da Bíblia para compartilhar a fé
