Democracia Mário Quintana
"É o amor próprio a via para qualquer outro. Tudo que nasça do autodesprezo será daninho. Se uma relação humana, chamar-se-á subserviência, dependência. Nunca amor. E, amando-se de tal forma, a vida se replica. É sempre urgente. Justamente por isso ignoramos a inevitabilidade da morte própria. E, por isso, tememos tanto a alheia"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"[...] quando não são duras as palavras que carregam verdade? Mesmo o 'eu te amo', quando verdadeiro, é duro. O 'sinto sua falta', quando verdadeiro, é duro. Porque o duro não é só o que machuca. É duro, por conseguinte, aquilo que nos dá direitos e exige responsabilidades"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"Um song book nunca molesta ninguém, diga-se de passagem"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"[...] a inveja e a cobiça, muito mais que a gravidade, puxam tudo para baixo. A gravidade ignora os gazes, pelo menos. Os dois diabinhos, não."
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"E o ego é um bichinho. Se não come, morre. E feito peixe, o ego não tem gatilho de saciedade. [...] Porém devemos alimentá-lo."
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"São, os reconhecimentos, ótimos motores de motivação. Não que devam ser o norte da bússola de qualquer pessoa. Isso, também, é servidão. Produto da insegurança e da carência do autoamor"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"[...] a verdade não é sempre bonita. E nem o é o jeito de dizer. Morre o recato, na honestidade"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"A natureza do luto é isso: viver-se o luto. Por isso mesmo se veste preto por um tempo. Por isso fazem-se as missas, os cultos religiosos. Há quem festeje, recordando-se da brevidade da vida e da beleza das boas memórias. Há quem, incapaz, chore por dias a fio. E cada coisa tem sua razão. Sua bondade"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"[...] ninguém come tristeza. Só se rumina"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"Porque amar é querer bem. Não há egoísmo, no amor. Se há, não é amor"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"Ninguém reflete sobre o que já se tornou matéria antiga. Sobre o que já nos acostumamos. Como quem reza pai-nossos e, à boca fofa, repete desejar ser perdoado tanto quanto perdoa aos demais"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"Como em outras drogas, é possível viciar-se em tristeza. Viciar-se em chorar"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"[...] não há tempestade que dure para sempre. Não há tanta água no céu que, um dia, não venha a se acabar. As tempestades cedem. E, cedendo; e, estando, lá, o sol disposto a reinar, é aí que surge o arco-íris"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
"O tempo… o tempo é algo indefinível. Um ano. Um dia. Um minuto. Não são medidas, pois, uniformes"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
Perdi-me no espaço
que teu silêncio abriu
no buraco negro que se fez
por tua mudez
na omissão do verbo
que me salvaria...
Mário Corredor
E enquanto sonho
Vou seguindo em frente,
Vou sendo valente.
Sem deixar de sonhar.
Por que o sonho é minha energia
Por que o sonho me contagia
Por que o sonho me faz respirar.
Não que ela não pudesse notar, se quisesse, mas na sua vida com Don Corleone ela aprenderá que era mais prudente não perceber. Que se fosse necessário saber de alguma coisa dolorosa, alguém logo contaria a ela. E se fosse uma dor que lhe pudesse ser poupada, ela poderia passar sem tomar conhecimento disso. // Livro: O Poderoso Chefão
Ela sentia-se bem contente por não participar da dor dos homens que a rodeavam, afinal de contas eles participavam da dor das mulheres?
(Sr.ª Corleone) // Livro: O Poderoso Chefão
Garota, teus cabelos ondulados revelam teu mar tempestuoso.
Quantos marinheiros, com amor de pirata, já naufragaram ao seguir a bússola que os levava até o norte da tua boca?
Não sei. Isso, de nada me importa.
Afinal, nenhum deles chegou ao fim da jornada.
E quantos aviadores, ao cruzarem teu olhar, perderam o céu e, por um segundo, viram os marinheiros se afogando nas profundezas que antes chamavam de desejo?
Talvez eu seja só mais um, à deriva, sem mapa e sem coragem de voltar.
Espero que teu olhar não seja a tempestade que há de me cegar e me fazer perder, mas a bússola que me mostre onde chegar.
Mas, se for para me perder, que seja em ti.
Afinal, você é meu mar, meu céu e meu norte
