Delicado

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Com ar delicado, rabiscamos jardins floridos. Onde as flores nunca faltam o viço. Exalando aroma e frescor.
Nesses rascunhos a poesia está em toda parte.

Nos rabiscos não há tempestades, só harmonia e arte!...

Rosely Meirelles🍃

O beijo é a forma mais inesperada de dizer te amo e o toque mais delicado de dizer te quero perto de mim....

CORAÇÃO DE OCEANO


No delicado pescoço alvo e macio
Um colar de um profundo oceano
Uma história num azul soberano
Diamante de aliança com o frio.

Um amor forte vivido repentino,
Verdadeiro, presente, tão inebrio
Da saudade melancólica e o desafio
A bordo num navio, incerto destino.

Os mares gelados levaram o que restou,
Do amor envolvente uma eterna alma
Apaixonada, enlutada que muito amou.

Não tem dinheiro que apague trauma,
Nada compra um amor que afundou,
Colar valioso que a saudade se acalma.

Há dias em que eu penso que viver é um ofício delicado.
Não um trabalho de esforço, mas de escuta.
A vida não se revela no barulho das conquistas, mas nas frestas pequenas do tempo —
num olhar demorado, no cheiro do café, num pôr do sol que insiste em ser bonito,
mesmo depois que tudo parece cansado demais.


A existência é uma travessia.
Nascemos com o coração limpo, e ao longo do caminho vamos colecionando memórias,
feridas, amores, ausências e fé.
É assim que a alma aprende a ter forma —
como um vaso moldado por tudo o que nos toca e, ao mesmo tempo, nos parte.


Há quem diga que o tempo cura.
Eu acho que ele apenas ensina.
Ensina que crescer é se despedir com mais ternura,
que envelhecer é aprender a deixar os dias passarem sem tanto medo de perdê-los,
porque o que realmente fica não é o que vivemos,
mas o modo como fomos tocados pelas coisas simples.


A efemeridade é uma professora exigente.
Ela sussurra, com voz mansa e firme: “Nada é para sempre, e é justamente por isso que vale.”
E então percebemos que o amor, a dor e a saudade são da mesma família —
todos nascem daquilo que um dia foi vivo e, por isso mesmo, nos deixou marcas.


Viver, no fundo, é aceitar ser passagem.
É entender que o corpo se cansa, mas a alma não.
A alma é o que sobra quando o tempo se recolhe —
é o que permanece quando tudo o que é visível já partiu.


Talvez o sentido da vida não esteja em buscá-lo,
mas em permitir que a vida nos encontre
nos instantes em que deixamos de correr atrás dela.

O terceiro convite de Jesus é mais delicado.
Se desejarmos receber esse convite, precisamos
estar à sua direita.
Jesus disse: "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25:34).

Ele é delicado. Não é com efeito sobre a terra que ele anda, nem sobre cabeças, que não são lá tão moles, mas no que há de mais brando entre os seres é onde ele anda e reside. Nos costumes, nas almas de deuses e de homens ele fez sua morada, e ainda, não indistintamente em todas as almas, mas da que encontre com um costume rude ele se afasta, e na que o tenha delicado ele habita. Estando assim sempre em contato, nos pés como em tudo, com os que, entre os seres mais brandos, são os mais brandos, necessariamente é ele o que há de mais delicado. É então o mais jovem, o mais delicado, e além dessas qualidades, sua constituição é úmida. Pois não seria ele capaz de se amoldar de todo jeito, nem de por toda alma primeiramente entrar, despercebido, e depois sair, se fosse ele seco. De sua constituição acomodada e úmida é uma grande prova sua bela compleição, o que excepcionalmente todos reconhecem ter o Amor; é que entre deformidade e amor sempre de parte a parte há guerra.

(Em "O Banquete")

O amor
que está
em mim é,
forte como uma rocha.
delicado como uma rosa...
O amor
que está
em mim,
é eterno...
Pois é,com
os olhos
da alma
que lhe
enxergo...

Eduarda


Não foi o acaso que me fez te encontrar,
foi o tempo sendo delicado comigo.
Entre trabalho, suor e dias comuns,
teu olhar atravessou o meu
como quem pede silêncio para entrar.


Na virada do ano,
enquanto o mundo celebrava promessas em voz alta,
nós caminhávamos em calma
no calçadão da Ponta Negra,
e ali, sem fogos dentro de nós,
algo muito maior explodiu:
o sentir.


Teu perfume ficou gravado na memória
como uma assinatura que não se apaga.
Teu abraço… ah, teu abraço
foi breve, mas suficiente
para ensinar ao meu coração
onde ele gostaria de morar.


Não te toquei além do permitido,
não te pedi além do momento,
mas dentro de mim nasceu um desejo honesto:
o de estar perto,
o de cuidar,
o de sentir tua presença
como quem encontra abrigo
depois de um longo caminho.


Há sentimentos que não gritam, Eduarda.
Eles se revelam no cuidado,
no pensamento que insiste,
na saudade que nasce
mesmo antes da ausência.
E se hoje escrevo,
não é para te pressionar,
mas para te confessar com verdade:
desde aquela noite,
meu coração aprendeu a te procurar
em tudo que é bonito, calmo e sincero.


Se um dia quiseres caminhar de novo ao meu lado,
saibas que não te ofereço pressa,
apenas presença.


Não te ofereço promessas vazias,
mas um sentir que cresce,
respeita
e permanece.
Porque às vezes,
o amor não começa com um beijo…
começa com um abraço
que nunca mais sai da gente.

"Talvez a vida seja isso:
o delicado balé entre o desapego do ar
e a promessa da rocha.
Flutuar quando preciso ser livre,
e lançar raízes quando o coração
pede um lar para, enfim, respirar."

Há um momento delicado em que esquecer o que se sente é a única forma de não esquecer o que se merece.


— Jess.

Amar com seis sentidos

Respiramos o delicado perfumar,
Incenso de jasmim num quanto quente,
Duma aura mágica que se sente
E onde pudemos nos embriagar.

Uma lamparina de azeite a arder,
Impede a escuridão de entrar
Em almas que desejam se amar,
Em corpos anseiam se conhecer.

Entregamo-nos ao quente demulcir,
De chocolate com pimenta dos beijos,
Que fantasiam quiméricos mil desejos,
Todos únicos desejos ainda por vir.

Lençóis rubros e aveludados em cetim,
Estendem-se em convite sobre o leito.
Tocam-nos suaves num gesto perfeito,
Perfeito encanto de um romance sem fim.

Sons orientais nos elevam e transportam
A templos eternos perdidos no tempo,
Eternidades de um amor desatento
- vidas esquecidas que retornam.

Os sentimentos das almas requintadas
Confundem-se numa luz única e pura.
Transcendemos sonhos e anseios sem cura
E vibramos em energias unificadas.

⁠Amar é um equilíbrio delicado entre cuidar e proteger aqueles que são importantes para nós, evitando magoá-los para que não sejamos consumidos pelo arrependimento.

O amor verdadeiro é como uma borboleta pousando na mão, leve, delicado e cheio de beleza.⁠

⁠Amor delicado

Eu espero que minhas palavras lhe tragam felicidade
Sua simpatia e beldade
Na sua transcedencia
São uma harmonia que apelam companhia
Sua presença em minha vida
Dá-me sentido e um sentimento se alegria
Amo ao meu gesto
proclamo num acto
De entreligar
A esse seu outro lado
Um lado humano
Simples, modesto
Suave e belo
Ainda num pensamento
permaturo
Faça este amor este desejo
Em crescermos em conhecermos
Os nossos Universos
ser eterno
Para perdurar
No caminho do fluir da vida
Entre altos e baixos
Tristezas e alegrias
Para brindarmos com o que mais gostamos.
O AMOR entre os fluidos
dos nossos ciclos
que se ligam nos bioritmos dos vivos.
Ainda sentimos e amamos

Para mim, a tua beleza é incontestável,
tens um corpo divino, um rosto lindo e delicado, um olhar vívido e reluzente,
um fulgor notável
semelhante a uma cor escarlate
que irradia de todo o teu ser,
então, és uma mulher que atiça todos
os meus sentidos,
enaltecer-te é o mínimo que eu faço,
pois sinto uma incansável vontade
de ter-te em meus braços.

A lua sobe devagar, como quem não quer interromper
o silêncio delicado da noite.
Ela ilumina sem pressa,
toca os telhados, os caminhos,
e encontra, sem esforço,
os olhos de quem sabe sentir.


Há nela uma beleza que não grita,
mas permanece.
Uma luz que não cega,
mas guia.
E talvez seja por isso
que eu penso em você.


Porque, assim como a lua,
o seu amor não precisa de excessos.
Ele chega manso, constante,
preenchendo espaços que antes eram vazios,
clareando partes de mim
que eu nem sabia que existiam.


Se a lua é o abraço da noite,
você é o meu abrigo no tempo.
E, quando o céu se abre em prata e silêncio,
eu entendo, sem dizer nada,
que amar você
é como olhar para a lua:
um encanto que nunca se esgota,
e sempre encontra um jeito de voltar.

A devoção no amanheSer, disse;
...
Os dias são tênues, iguais à sombra.
Delicado, como roupas num varal.
Organizei um poema.
Mas o SER me obrigou a VIVER.

Nunca imaginei que fosse amor, de um jeito assim tão delicado, tão intenso, tão bonito.

Almas de Ébano e Silêncio
De personalidade forte, elas sabiam o que querer,
Tem o passo delicado, um jeito manso de viver.
Pede carinho no seu tempo, como um pássaro a comer,
E no silêncio da dor, prefere se recolher.
Eram duas vidas pretas, resgatadas do abandono,
De terrenos e avenidas, onde não tinham um dono.
Gata e a cachorra, bebês de olhos grandes e brilhantes,
Subiam e desciam escadas, em corridas constantes.
Cresceram juntas, valentes, no calor de um lar,
Mas o tempo traz mistérios que não podemos decifrar.
Veio a doença cruel, silenciosa e cortante,
Vida lutou como guerreira, enfrentando o deserto adiante.
Uma cirurgia a abriu, o câncer tentou lhe tirar o chão,
Lutamos juntos, mas o destino já tinha sua marcação.
Numa nova tentativa, o corpo cansado não resistiu,
E o traço da vida, no horizonte, se partiu.
Restou Lili, isolada na tristeza de sua sorte,
Carregando em silêncio uma dor que parecia morte.
Doente e calada, tirava os pontos com a própria boca,
Lutando pela existência em uma esperança rouca.
Mas o útero e o ovário ficaram para trás,
E do abismo da doença, ela buscou a sua paz.
Lili se ergueu, pronta para o que ainda viria,
Pois mesmo na falta, a vida sempre se recria.
Ass Roseli Ribeiro

Rosa Rara
Rosa que a cada ano floresce em botão raro, rosado e delicado. Se o espinho é sua proteção, a pétala é sua sutil delicadeza. Memória viva de uma mulher linda e madura, de pele negra e cabelos longos, ondulados e grisalhos.
Mulher de força e determinação, que em seu tempo caminhava sempre à frente de seus próprios anseios. Viu a modernidade chegar em épocas de vestes elegantes e de cortejos sinceros, quando o lazer paulistano ainda navegava as águas do Rio Tietê.
Orgulhosa de sua cor, fez-se forte. Profissionalizou-se para que seus sonhos se concretizassem, ainda que a refeição fosse apenas pão, água ou sopa. Ergueu sua morada, tornando-a tão bela quanto planejou.
Mãos de fada para o artesanato, embora o dom doméstico não lhe fizesse falta — sua essência era outra. Viveu com plenitude até onde o corpo permitiu.
Vó Amélia, eu te amo.
Ass: Roseli Ribeiro