Deixar de ser Vitima dos Problemas

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Ser ou não ser... Eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer... dormir... mais nada... Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer..., dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando ao fim desenrolarmos toda a meada mortal, nos põe suspensos. É essa idéia que torna verdadeira calamidade a vida assim tão longa! Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis morosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte - terra desconhecida de cujo âmbito jamais ninguém voltou - que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados? De todos faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem.

Pode até ser que outra pessoa te tenha agora andando pela casa e dormindo na cama e pegando uma água na geladeira. Mas eu tenho você no meu fígado e rins e veias e artérias e sonhos e líquidos e células.

"Demonstra a experiência que o homem não pode ser virtuoso sem religião."

Só eu sei que cheguei a humildade máxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que precisa dele para existir. E no momento em que se confessa a precisão, perde-se tudo, eu sei.

Escrevo para me livrar da carga difícil de uma pessoa ser ela mesma.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Ser normal é bom. Mas não queira ser normal – ninguém jamais conseguiu!

Dignidade é quando a solidão de ter escolhido ser, tão exatamente quanto possível, aquilo que se é, dói muito menos do que ter escolhido a falsa não-solidão de ser o que não se é, apenas para não sofrer a rejeição tristíssima dos outros.

Nem sempre consigo ser tão equilibrada, ponderada e organizada quanto gostaria. Alguns dias são bem perturbadores e nunca sei direito como lidar com eles. De certa forma resisto um pouco em dar o braço a torcer para a falha. Eu não sei perder, tampouco gosto de não ter razão. Um lado orgulhoso ainda tem muito o que aprender sobre os precipícios. Nem sempre quero cair, às vezes, mesmo torta, exausta e me arrastando quero continuar andando. Preciso aprender a me deixar levar, a aceitar que chega um momento em que a gente perde a força e a própria verdade. Mas sou turrona, durona, não desisto tão fácil. Juro que quando bate o desânimo eu o aceito, acolho, beijo, abraço e mando embora. Muitas vezes o desânimo só quer um carinho, por isso faz essas visitas inesperadas.

Coisas boas acontecem todos os dias, é só abrir os olhos e o coração para a infinidade de pequenas alegrias. Não adianta buscar emoção, sonho e fantasia se você não sabe fazer um momento aparentemente simples virar especial. Tudo está dentro de nós e eu te garanto que isso não é papo para boi dormir. Não espere grandes acontecimentos, aprecie tudo que a vida oferece com um sorriso no rosto. Não espere uma cena de filme, faça e viva a sua vida da forma que puder e souber. Mas entenda que os melhores momentos acontecem quando estamos distraídos pensando que a vida do outro é bem mais interessante que a nossa.

Eu sempre soube que você era o meu amor. De alguma estranha forma eu já sabia. Assim que te vi alguma coisa em mim mudou. Meu sorriso, meu jeito de mexer no cabelo, minha forma de olhar a vida. Quando a sua mão tocou meus dedos um sentimento tranquilo invadiu o meu peito. Esse mesmo sentimento dura até hoje e tenho certeza que vai viver aqui dentro para sempre.
Sabia que era você. Sabia que era no seu peito que a minha cabeça repousaria. Sabia que era nos seus braços que meu coração sossegaria. Sabia que era na sua boca que meus segredos seriam revelados. Sabia que era a sua mão que a minha buscava. Sabia que era o seu sonho que procurava o meu sonho. Sabia que com você eu entenderia e aprenderia essas coisas que hoje a gente sabe que levam o nome de amor.
Nunca quis alguém que me prendesse. E você, mais do que ninguém, me liberta todos os dias. Inclusive de mim mesma. Quando algo muito bom acontece é para você que quero dar as melhores notícias. Quando um fantasma me atormenta é em você que eu quero buscar abrigo. Você é meu parceiro, meu amor, meu bem mais precioso. Nada, nada mesmo, é mais importante do que esse sentimento tão bonito e verdadeiro. E que cresce e se solidifica a cada dia, a cada gesto, a cada palavra, a cada certeza. Obrigada por existir na minha vida. Obrigada por me ajudar a jogar os medos no lixo. Eu tinha um medo danado de amar. Hoje ele foi embora. Graças a você, meu amor.

Com amor, a gente consegue dar a tal volta por cima. Com amor, as lágrimas um dia cessam. Com amor, o sorriso volta outra vez para a alma. Com amor, um dia frio pode ser quentinho. Com amor, a tela branca ganha formas. Com amor, a respiração acalma. Com amor, o abraço conforta. Com amor, o olhar se encontra e se entende. Com amor, as bocas conversam sem som. Com amor, um entende o outro com o silêncio. Com amor, as feridas secam e criam casquinha. Com amor, o que ficou pra trás não importa. Com amor, o presente é urgente. Com amor, o futuro não assusta. Com amor, o perdão é sincero. Com amor, nada parece tão complicado. Com amor, é fácil ter fé. Com amor, as dificuldades são vencidas. Com amor, a gente enxerga beleza onde não tem. Com amor, o riso surge. Com amor, os fantasmas fogem. Com amor, enxergamos corações em todos os lugares. Com amor, a fera vira bela. Com amor, até a alma mais dura se transforma. Com amor, o medo se dissipa. Com amor, o equilíbrio volta para o lugar de onde nunca devia ter saído. Com amor, a gente só soma. Com amor, você tem tudo. E eu também.

Muita coisa é resolvida em um simples abraço. Dentro dele o mundo fica mais seguro e bonito. Com ele surge a esperança e o encontro. O abraço protege, ampara, vibra, renova, acalma. O abraço manda embora as mágoas, angústias e falhas. E faz a vida ficar muito mais leve.

É desgastante andar em círculos, falar com as paredes e viver uma relação onde não existe troca e admiração. O problema é que muita gente prefere uma má companhia do que a solidão.

Hoje em dia todo mundo quer dizer o que pensa, mesmo que a outra pessoa não tenha pedido opinião. Falta um pouco de noção e sobra muito palpite furado.

O mundo seria um lugar tão melhor se cada um pensasse um pouquinho mais antes de falar!

Juro que não entendo quem se gaba por dizer tudo na cara e cagar e andar para os outros. Eu não consigo ofender de propósito uma pessoa e se falo algo que magoa me desculpo na hora. Me importo, sim, com os outros, pois aprendi desde cedo que não devo fazer com outra pessoa o que não gostaria que fizessem comigo.

Às vezes, sem querer, magoamos quem mais amamos. Uma palavra mal colocada pode causar uma dor enorme dentro do outro, uma atitude irracional pode ferir lá no fundo. É impossível viver sem decepcionar, mas é possível reconhecer seu erro, pedir perdão e procurar se melhorar diariamente.

Que a nossa semana tenha coragem, força, paciência, alegria, saúde, amor e sorrisos gratuitos. Amém.

As feridas do amor só podem ser curadas por aquele que as fez.

“Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!”

Nos conhecemos há mil anos, apesar de ser apenas a semana passada.

Só queria ser feliz. Gorda, burra, alienada e completamente feliz.

O homem é muito menos passível de ser modificado pelo mundo exterior do que se supõe. Só o tempo omnipotente exerce aqui o seu direito.

O que você é ninguém pode ser.

Desconhecido

Nota: Parte do trecho adaptado de "Há momentos", texto de autoria desconhecida muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Clarice Lispector.

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Ah, que falta você me faz! Mas não pense que isso me desanima. Quando a tristeza chega sem ser convidada lembro como tive sorte de ter te conhecido. Sabe, eu aprendi muito com você e a sua partida fez com que eu aprendesse mais sobre o meu eu. Fez com que enfrentasse meus medos, abismos, receios, avessos.

Quando alguém parte, a essência fica. E ela sempre vai ficar, já que é o amor na forma mais pura. O tempo passa rápido e deixa dentro do peito um vazio que é preenchido por todas as boas lembranças. E eu não quero que elas me deixem, por isso me pego vez ou outra falando as palavras que você dizia. E quando me entristeço por qualquer motivo lembro de você e reaprendo a olhar, sentir e viver a vida com graça.

No seu lugar ficou uma palavra chamada saudade. E a certeza de que os amores verdadeiros resistem ao que chamamos de morte. Você é meu amor, meu anjo da guarda, minha risada gostosa, minha dinda, minha graça. A pessoa que falava engraçado as palavras "calça jeans" e "Saddam Hussein". Daqui te mando amor e luz. E toda vez que passo por aquele porta-retrato onde tem uma foto sua e da minha mãe te mando um beijo.

Agradeço por ter aprendido tanto o significado da alegria e do amor. Para sempre. Para sempre vou te mandar beijos e sorrir ao pensar em você. Porque para sempre vou te amar.

Quem é capaz de sofrer intensamente também pode ser capaz de intensa alegria.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia.

A mulher foi feita para amar, para sofrer pelo seu amor e prá ser só perdão.

Queria ser sobrenaturalmente forte, então eu endireitaria tudo o que está errado.

X. Sequência:

“Suas duas almas se transformavam? E tudo à sazão do ser. No mundo nem há parvoices: o mel do maravilhoso, vindo a tais horas de estórias, o anel dos maravilhados. Amavam-se”

Conto narrado em terceira pessoa e tematiza a predestinação, o destino e o acaso.

Uma vaca de propriedade de seu Rigério foge da fazenda da Pedra e atravessa o sertão. A vaca não fugiu por acaso; fugiu por amor às suas raízes, sua “querência”, a fazenda do Pãodolhão.

Ela conhecia “o seu caminho” e estava determinada a chegar ao seu destino.

O filho de Seo Rigério prontifica-se a encontrar a vaca e trazê-la de volta.

A vaca faz o “um caminho de volta”, enquanto o vaqueiro que a persegue caminha “de oeste para leste”, chegando a perder o rastro três vezes, pois ela entrara no riacho para despistar o moço.

Por onde a vaca passava, as pessoas tentavam detê-la, mas ela escapava sempre.

À noite, o moço segue a sua busca orientando-se pelo brilho das estrelas e refletindo “aonde o animal o levava”.

A vaca chegou à fazenda Pãodolhão, atravessou a porteira-mestra dos currais, estava de volta à sua origem, cumprira o seu destino. O rapaz chega e apressa-se a subir a escada da casa-fazenda do Major Quitério e desculpar-se pelo inconveniente.

Lá, o rapaz é bem recebido. Major Quitério tinha quatro filhas. O moço apaixona-se pela segunda das filhas do Major Quitério, a mais alta, alva e mais amável. Deu-lhe de presente a vaca, já que ela era a condutora de sua travessia e de seu destino e entrega a moça “o anel dos maravilhados”.

Para Alfredo Bosi, “a trajetória das personagens exercita a noção de que o direito do livre arbítrio, possível para a vaca, é imprescindível para o homem, pois quem elegeu a busca não pode recusar a travessia.”