Deixa me Ir
Igual a brisa mansinha
atravessando os pampas
premeditando ir mais
longe do que imagina,
Dançar a Vaneirinha
e com toda a poesia
inteirinho te envolver:
(Você não vai resistir
e virá para se render).
Dizem que as urnas
não funcionaram
no primeiro turno,
uns até as filmaram,
eu não sei o quê irá
daqui para frente
conosco acontecer.
O povo mesmo que
não cedeu a sedução
passou por um
caminho apertado,
e os que caíram
na tentação do papo
estão arrependidos.
É triste ver que
tem gente que
não se permite
fazer o caminho
de volta porque
reduziu a sua
crença na vida
em viver da
aprovação alheia
só por achar que
pode fazer uma
plateia para
sempre satisfeita.
Você que gosta de
zombar com os
nervos alheios só
para aparentar
fazer parte de um
plano que nunca
te pertenceu,
é bom que saiba
que a vida cobra,
e que tens a total
a responsabilidade
de responder pela
democracia que
ajudou a esconder.
Quando o segundo
turno passar não
adianta querer
fingir que a mim
não provocou
e que a honra
de ninguém atingiu,
porque o quê
deveria ser falado
por causa da
sua baderna
foi impedido de
ser esclarecido,
e levará o país a
um destino maldito.
Uma idéia para quem não quer um político naquele local: ir ao menos um dia antes ou ir um dia depois, daí você não encontra ele, dã!
Quarta-feira
É quarta-feira
e logo logo
é sexta-feira,
e já dá para
ir preparando
a beleza para
a próxima gafieira.
...
Quarta-feira
ligeira que só ela,
pão quente e café
na mesa e paz
na minha consciência
....
Quarta-feira poética
para abraçar
devagar a semana
que está na metade,
que logo vem
o fim de semana
que sempre deixa saudade.
Esperar a chuva passar
e o céu glorioso se abrir,
com você eu sei como
e para onde devemos ir
seja no topo da montanha
com o som do carro
ligado nas alturas
enquanto tocamos estrelas
ou estar presente sempre
quando lê os meus poemas
com você sempre sei onde
ir porque olhos nos olhos
o fluir de um pertence
ao fluir do outro a impelir
rumo a direção ainda
mais alta ou a mais profunda
que nos leve a colocar a expectativa
sobre uma Acropora subulata
esférica potente para que nada
nos alcance e tudo em nós
seja mantido sob proteção oceânica.
Trancei o meu cabelo,
enfeitei amavelmente
com flores de Babaçu,
para ir em busca de Murumuru,
Não existe ninguém
no coração maior do que tu.
Além da cesta de Tucumã
carrego o orgulho que
tenho de amar esta terra,
Ainda não perdi a mania
de continuar sendo poeta.
Seja sob o Sol ou sob a Lua,
sob dias com ou sem chuva
continuo sendo a mesma
a artesã das palavras que
me levarão a ser somente tua.
Não preciso correr
contra o tempo,
Não preciso buscar
um novo sentimento.
Não preciso ir
em lugares que sei
que você não vai
estar do meu lado.
Tenho recusado
ir a bailes que me
obriguem ter outro
corpo colado ao meu.
Pensa(mor) o quão
para mim é melhor
te amar loucamente
do meu jeito calado.
Para mim o quê vale
é o poema, pensa(mor)!
Se não for você ou você:
amar no éter será sentença.
Dona dos meus sentidos
aliados a memória e a criticidade,
a sua prepotência, displicência
e ironia fizeram entre nós
mais de uma vez uma
nova ponte ser explodida.
Quando não há mais pontes,
não existem mais diálogos,
sem diálogos só há chance
para a total distância
e sem deixar nada sobrando.
Convicta disso avancei
cem passos na frente
sem olhar para trás
e sem com que percebesse
escapei silente e para sempre.
Escapei para sempre
para salvar-me de ti,
para ficar viva por dentro
e sem deixar nenhum poder
teu vigente sobre o meu peito.
Às vezes é melhor deixar ir. Nem sempre o que parece ser a melhor opção para nossa vida, é. Então, porque prender? O que nasceu para ser livre, livre será.
É muito bom partir. Ir de encontro aos nossos planos, sonhos e desejos, porém, voltar é muito melhor. A volta revigora, nutre, preenche. Dá-nos a sensação de aconchego, de partida com gosto de chegada, de abraço apertado. A volta, é uma referência de que temos um paradeiro e isto nos conforta. Partir é bom, voltar é necessário.
Pensamentos são borboletas. Voam, voam, voam, até encontrar pouso. Imaginam, imaginam, até ir além da própria imaginação. Navegam, navegam, em águas revoltas e atracam no melhor porto que encontrar.
Notícias falsas
espalhadas
pelo ar para
impedir o povo
de ir rumo à
melhor escolha,
Disseram que
iam combater
o tripúdio desde
o começo,
Percebi que
desejam dar
para trás,
Porém, acho
excelente,
para constatar
que dessa
vergonha
não padeço.
Sevícias reais
antes eram
ocultadas,
Agora não
são mais,
Elas são
bem claras:
só participa
da brincadeira
quem fará os
jogos dos
espectros,
o mundo não é
dos espertos,
e sim dos honestos.
Valorizam por
conveniência
esse tipo
de amnésia
coletiva,
O ser humano
gosta de arrumar
qualquer desculpa
para matar até
a memória afetiva,
Sabendo disso
um grupo político
viu que podia
tirar proveito
investindo
numa ação
protofascista
devastando do
país a nossa paz
e harmonia,
É gente que não
vai parar até matar
com toda a poesia.
Saber ir e voltar das situações
que não se pode navegar
no mar das humanas emoções
e até daquilo que se não pediu.
Diferente do que impuseram
na Ilha da Rita nós sempre
podemos reagir para o curso
da história nunca mais se repetir.
No campo do diálogo e da ação
para não cair nas armadilhas
da nossa própria destruição.
Para que ninguém tenha mais
poder sobre nós e que venhamos
se lembrados da melhor maneira.
