Deixa me Ir
A pior parte em ver você ir embora não é a saudade que eu vou sentir, saudade eu sinto quando fico na sala e você na cozinha. Não é a despedida que sempre prolonga essa angústia, me despeço de você muitas vezes durante o dia. Nem a vontade que eu vou ter de amarrar você no pé da minha cama e fazer com que não entre naquele avião, seria sim, a pior das loucuras, mas até que não seria uma má ideia. Na verdade, a pior parte em ver você ir embora, não é nem o fato de você ir, é a ingênua dúvida, que vai morar no meu coração, em não saber quando vai voltar.
Criaturas sem lugar para ir, vagam ao som de vozes falsas que se propagam no mais profundo abismo da inocência.
Rotina, repetir, ir e voltar, fazer de novo, novamente. Mude, vire, faça a diferença, cresça e apareça, grite, cante, se expresse, perca a timidez, fale, aproveite sua atitude,lute pela sua glória, batalhe, continue e tente outra vez e depois levante sua taça.
Talvez o seu papel não seja de ir ao encontro e sim de esperar. Esperar que alguém venha ao seu encontro.
-Acalma-se
Vou acalmar
-Quando?
Você tem hora para ir?
-Só vou quando você estiver melhor e calma
Então que eu não me acalme e que nada melhore
Se não há nada para ser aproveitado deixe, ir porque a cada passo que damos nos aproximamos daquilo que já está preparado para nós, então largue o que for preciso para ter o que é necessário
Essa inquietude é que confunde nosso sentimento.Ficamos entre o ir e o permanecer...Mas amor bom é aquele que faz do passado presente absoluto.
Tudo bem? Você vai perguntar sempre, eu sei. Querendo ir além, saber de alguma coisa nova que mantenha esse fio fino de cabelo forte ligando a gente
Os pingos de chuva me impediam de ir aos lugares que eu queria, mas agora eu vou pra onde quiser e não me importo de chegar molhado.
E eu agora paro e me pergunto; Será que a gente sabe pra onde ir quando não temos nem a certeza de onde queremos chegar?
ESCOLHAS
Até que me provem o contrário, posso ir para onde eu quiser.
Posso peregrinar pelo deserto da incerteza e parar por um instante para questionar a forma das dunas.
Posso caminhar com meus próprios pés e rastejar quando achar devido.
Ainda posso me dar o luxo de me orgulhar e de, logo depois, mudar de idéia sobre o que tenho feito.
Posso supor algo e mudar meu pensamento quantas vezes forem necessárias. E não ter vergonha disto.
Posso ter a certeza de que a minha mente é uma constante evolução. Certeza de que meus pensamentos regridem, mas também avançam.
Eu ainda posso mastigar a areia na hora da fome e correr procurando o fim quando achar que ele é meu destino.
Eu ainda possuo o direito de achar, de viver e de ser.
Posso provar que vejo, ouço, sinto e toco; e estar certo de que, quando o momento chegar, perderei estes sentidos pouco a pouco.
Posso ter medo e chorar quando estiver mais solitário do que de costume.
Posso conversar com minha própria voz, augurando o eco.
Posso dissecar minhas palavras e procurar nelas o sentido de minha existência.
Posso crer que minha vida tem um propósito assim como pode não ter.
Posso contar com variáveis ou ter força para subir os degraus pouco a pouco.
Acredito que posso fazer minhas escolhas e juntamente suprir o desejo alheio.
Ou posso apenas enfurecer minha alma e agir como se eu fosse o único.
Posso me arrepender, sofrer e sorrir às momices do meu coração.
Posso sentir aroma de rosas no enxofre e cientemente enganar-me com isso.
Posso percorrer campos sangrentos e decair por minha intrepidez.
Juro que posso moldar meu rosto ou conflagrá-lo no incerto.
Posso viver como um bobo ou tornar-me amante de uma castelã.
Posso passar noites acordado com os olhos na janela, esperançoso, ou apenas rabiscar a estratégia do dia seguinte.
Posso acreditar que o passado foi queimado e o presente tem esse nome por ser uma dádiva.
Posso iniciar a guerra em meus próprios campos ou sacrificar-me pela paz nos montes do próximo.
Posso ter raízes e motivos para voltar ou encontrar novas plantações no horizonte.
Posso ter infinitos motivos para acertar ou um motivo forte e finito para o equívoco.
Posso ter várias escolhas.
Posso eu? Ou devo?
Estou em uma batalha, entre eu e meu coração.
Eu luto por não te querer e ele luta para eu ir atrás de você.
Mais nunca deixe-se ser guiado pelo seu coração, ele é enganoso.
Lute por você, pela razão e pela verdade. Não deixe levá-la ao sofrimento, ilusão e metiras.
A solidão me acompanha, eu disse a ela pra ir embora varias vezes, só que ela não vai, vou tentar mais uma vez, xó solidão!... É não foi dessa vez.
