Dei por Mim a Pensar

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⁠Dentro de mim tem um Ipê
Amarelo vivo
Eternamente Florido!

Distante, eu olho para mim.
Um passado de guerras e batalhas sem fim.
Vencida pela guerra que habita em mim.
Luto para encontrar a paz que perdi.


As cicatrizes do passado ainda dolentes,
As memórias de dor, ainda presentes.
Mas em meio à tempestade, busco a calma,
E encontro a força para seguir em frente.


Presente, eu olho para o futuro.
Cheio de termos que exigem coragem e pureza.
Minha espada, símbolo de luta e glória.
Reportará digna das minhas histórias vencidas.


As lutas do passado me ensinaram a ser forte,
As glórias alcançadas me deram a confiança para seguir.
Agora, eu olho para o futuro com determinação,
E sei que minha espada continuará a brilhar.

Procura.
Hoje estou a me procurar, me perdi de mim. Não me encontro em lugar algum. Será que estou na noite fria ou no dia ensolarado?


Onde posso me encontrar? No seu caminho incerto, na estrada que não tem parada. Me perder de mim é encontrar a liberdade que não sou capaz de encontrar. Ser o que não sou ou de não ser o que sou.


Na incerteza do caminho, encontro a minha verdade, que não está no destino, mas na jornada da minha história.
Maria Bueno 💜

Sempre a chamo de linda, pois prometi a mim mesmo ser verdadeiro em tudo.

Sempre diferenciei o bonito do lindo: uma pessoa bonita tem uma aparência agradável, mas a pessoa linda... ela não é só a mais exuberante e chamativa do lugar. Ela tem um coração gigante, o pensamento mais puro e sincero, o cabelo mais lindo e os olhos que mais me deixam cego / cego de amor, de paixão, não sei. Só sei que, mesmo há anos sem ver essa linda pessoa, não vejo a hora de abraçá-la e ficar o resto da minha vida contigo.

Essa pessoa linda tem nome, tem sobrenome, tem minha atenção e admiração (nem tão secreta assim). Há alguns dias, disse que agora era pra sempre. “O que é pra sempre?” Você é o meu pra sempre. Independente do que acontecer, na minha cabeça você significa "pra sempre", e eu espero que isso / se é que pelo seu lado tem alguma coisa / se torne pra sempre, porque eu cansei de ser só de vez em quando…

Eu me enganei quando disse que não quero tentar. Minha filha, eu quero tentar quantas vezes for possível pra realmente dar certo com você. Mas isso nem importa muito, até porque eu só estou explicando a diferença entre uma pessoa bonita e uma pessoa linda, e nada mais.

Julgar é fácil
Agora vamos fazer assim
Você cuida da sua vida
E eu respondo por mim.

"Venha até mim"
Eu me lembro.
Era tudo que ecoava na minha mente
Sob estes ventos
e a luz do luar,
E eu atendo.
Abdicando da minha humanidade,
me entrego a você por inteiro.


Banhados de sangue,
chuva de caos nos nomeia.
Agora sabes que te pertenço.
Meu Criador, minha luz, meu relento.
Sacie a sede que há no meu peito.
Me proteja do medo.


Diga que serei teu até o fim dos tempos.
e que não me abandonará
O destino Sempre irá nos juntar
Ninguém em tantos séculos ocuparia o teu lugar.
O nosso amor é milenar


Nada faz sentido com a tua ausência.
Você é minha perdição.
Somos os donos da noite.
Você é meu luar.
Para sempre te amarei,
Meu eterno Lestat.

A dor que não curei


A minha dor, que eu não curei, me fez machucar muita gente, até a mim.
A minha dor, a dor que eu não curei, me matou, e eu matei.
Não usei armas. Usei a dor que não tinha sido curada como espada e como faca.
Não matei literalmente; matei sem usar a força, só com a dor que eu ainda não tinha curado.
A minha dor, que eu ainda não curei, vez por outra grita, mas não ando mais por aí destilando o que dói em mim; sigo buscando a cura o tempo todo, até o fim.


Nildinha Freitas

"Janeirando, ando, ano a ano por esse imenso jardim. Entre mim e as flores, alguns espinhos. Porém, sei: somos todos passarinhos, passando fugazes
— alguns mais vorazes que outros,
voam à frente."

Setembrisse

Há em mim uma agonia abrandada
Um ar indecente, instigante, polêmico
Um cheiro de álamo com ar excêntrico
Quando chega setembro voo aflorada
Pelas alvoradas me repagino matutina
Feito um pássaro da manhã mais libertina
Eu me reapaixono por minha pessoa
Me sinto gaivota sobre o mar que avoa
Então eu me setembro em setembrisse
Feito as águas arroladas em crispadura
Igual Hilda Hilst libertada em amavisse
Me beijo aspirante primaveral
Velejo flutuante além do meu portal
Me oceano e me faço vergéis frutíferos
Me amo tanto em jardins paradisíacos...
Nos desejos é onde libero mea-culpa
Dissicuto minha alma sem culpa d’utopia
Em setembro me primavero liberta
Relembro os ciclos me reitero poeta
Me reciclo em finura me rabisco poesia
Amor e loucura a setembrisse me planta
Ah!... Setembro floreiro que de flor me amanta...

Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?

O brilho ofuscado pelo vício


Oh, brilho…
Brilho lindo que carrego dentro de mim,
onde é que tu estás?


Quebro-te com os vícios,
perco-me por falta de equilíbrio,
por tapar os ouvidos
e fingir que ainda tenho o domínio.


Toda vez que prometi que seria a última vez ,
ela voltou a ser a primeira vez.


Oh, brilho ☘️
deixei-me levar pelas influências,
sem saber ou fingindo não saber
que escolhas também cobram consequências.


E mesmo assim…
ainda te chamo.


19 de Janeiro de 2026
Quitério Joaquim Muita ✍🏾.

O que mais faço de errado é fingir para mim mesmo que meu coração não sente o que ele sente por você.

Em Dobro, a Troco de Nada

Costumo dizer que desejo em dobro tudo aquilo que desejam para mim.
Alguns recebem a frase como gentileza.
Outros ficam em silêncio, desconfortáveis, como se tivessem sido chamados a prestar contas.
Talvez porque desejar em dobro seja leve quando a intenção é boa,
mas pesado quando carrega inveja, julgamento ou maldade disfarçada.

E a verdade é que, muitas vezes, as pessoas sentem inveja a troco de nada.
O outro não fez mal, não prejudicou, não passou por cima de ninguém.
Ainda assim, a tal “alma divina” decide que não foi com a cara de alguém.
É nesse ponto que a pergunta surge, inevitável:
em quem, afinal, está o defeito?

O mal nem sempre nasce de uma agressão direta.
Às vezes ele nasce do incômodo que o outro causa só por existir,
por seguir o próprio caminho,
por não pedir permissão para ser quem é.
Então vêm as falsidades, os prejuízos silenciosos,
os desejos ruins guardados no pensamento —
tudo a troco de nada.

Como se não bastasse, vivemos cercados de opiniões não solicitadas.
Opiniões que não querem ajudar, mas invadir.
Quando confrontadas, recebem um nome bonito:
crítica construtiva.
Na prática, é apenas a forma maquiavélica de rebaixar alguém
enquanto se finge nobre.

Quem realmente quer construir, pergunta.
Respeita.
Espera ser convidado.
O resto é vaidade moral,
é a necessidade de se sentir acima
porque não conseguiu fazer as pazes consigo mesmo.

O que muitos esquecem é que intenção também pesa.
O mal que se faz em silêncio caminha.
O que se deseja, mesmo sem palavras, encontra o caminho de volta.
Por isso a ideia do “em dobro” assusta tanto.
Ela não ameaça.
Ela apenas devolve.

No fim, a conta chega.
Não por castigo,
mas por coerência.
E quem vive desejando o mal, invadindo, julgando e diminuindo,
um dia se pergunta
por que a vida anda tão pesada

SEIS DE ABRIL

você se apaixonou pelo o que inventou de mim,
contava dos amores passados
torcendo que finalmente havia achado o seu romeu,
entristecendo quando chegaram novas mensagens e o meu contato desceu.
me colocou em um pedestal,
em uma nova obra de arte desejada
que havia acabado de chegar no seu museu,
sonhando em um rolê nosso,
mas esse sonho era só seu.
a culpa não foi minha,
eu até queria que fosse, assim consertaria mais rápido.
e não me entenda mal, não vejo só o meu tempo,
mas é impossível identificar se você me ama ou se está fazendo drama.
confesso que não estava pronto pra te receber assim,
repleta de expectativas em cima de mim,
é injusto achar que deveria entender,
que deveria funcionar,
mas comigo não dá.
contei pro seu amigo que sou mais papo reto,
nada discreto,
me fala um "te amo",
até te converso, te abandono,
sou desleixado, não me apaixono.
deus e o mundo inteiro saber que está me gostando
é como construir uma casa sem o teto,
mas não esconde o afeto.
ser individual desejando dupla
te faz ser mais quieto.
você não vai sair desse limbo até aceitar a ida,
você é "demais" pra ele
só porque não soube aceitar a perda,
de que você é o mais e ele: o zero a esquerda.
doeu, você transparece;
comigo não precisou fingir que se esquece.
você procura os seus tais dias de glória
tentando ressignificar todos os lugares que já passou com ele.
depois que eu te ensinei a tornar tudo apenas como uma memória,
aos quatro ventos escutando "te procuro" das anavitória.
confesse pra mim,
não fale de mim, fale para mim,
por mais que a resposta seja não,
não quero soltar um monstro que você se quer me avisou que estava preso.
é que não rola nós dois
pois você é o que eu não sou
e quando tocar o celular, a ligação ficará em silêncio até que eu diga: alô?

confesse pra mim,
não fale de mim, fale para mim,
por mais que a resposta seja não,
não quero soltar um monstro que você se quer me avisou que estava preso.
é que não rola nós dois
pois você é o que eu não sou
e quando tocar o celular, a ligação ficará em silêncio até que eu diga: alô?

você é a capitu e ele é o bentinho,
você engole de mim como vinho
e prefere isso porque sabe que se me deixar, eu não vou ficar sozinho.

o sol não te quer mais que eu,
ele brilha na tua pele granulada de areia
mas em mim, ele incendeia.
entre suas curvas, um instigante papo de sereia.

O Grito que Mora em Mim


Eu amei alguém
que virou ausência.
Não porque quis ir,
mas porque a dor falou mais alto
do que o amor que o chamava de volta.


Ele era casa
num mundo onde eu sempre fui visita.
Era paz nos dias em que minha mente
era guerra.
Era silêncio bom,
daquele que não machuca.


Guardei meu grito por anos
porque achei que não tinha direito.
Porque me disseram, sem palavras,
que amar não me dava permissão de sofrer.
Mas deu.
Deu e ainda dá.


Há três anos
o tempo anda,
mas meu coração ficou sentado
no mesmo lugar,
esperando alguém que não volta
e se culpando por não ter sido suficiente.


Eu tentei ser abrigo.
E fui.
Por um tempo, fui luz.
Mas até a luz cansa
quando o escuro é profundo demais.


Hoje, carrego um grito no peito.
Um grito sem endereço,
sem ouvidos,
sem resposta.
Um grito que não quer morrer —
só quer ser ouvido.


Não quero esquecer
porque esquecer seria perder de novo.
Só quero lembrar
sem sangrar.


Se algum dia alguém me amar,
não será no lugar dele.
Será ao lado da cicatriz
que ele deixou em mim.


Porque eu não sou feita só de perda.
Sou feita de amor que foi grande demais
para caber no silêncio.


E enquanto eu respirar,
ele vive
no espaço exato
entre a dor
e o que ainda insiste em bater aqui.

Lutar por aqueles que confiaram em mim, não é só dever, é privilégio.

Eu sou o não e o sim, sou o que sou e o que fizeram de mim.